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Resenha: Ozzy - Ozzmosis (1995)

Por: Fábio Arthur

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A contemplação da arte
5
06/08/2019

O sétimo trabalho de Ozzy Osbourne soa tão bem quanto aos discos do final dos anos oitenta que o cantor lançou. Sem modéstia alguma, Ozzy, equipe, produção, músicos entre convidados especiais, deram um banho de criatividade, levando – ele Ozzy – ao novo conceito, mas sem deixar de ser de ótimo.

Todos sabemos da vertente alternativa que pairava sob o cenário musical de época, mas Ozzy, desde seu disco “No More Tears”, não deixava cair a qualidade. Mas, em “Ozzmosis”, ele realmente conseguiu aliar o Heavy, o Hard e o novo, com muita classe e ainda ser mais musical do que as bandas ditas, de estilo, Grunge. 
Com faixas feitas para as rádios e para fãs headbangers também, Ozzy elevou os padrões, onde em um momento, tudo estava soando como simplório e sem uma direção exata; assim são os grandes, eles se sobressaem sobre os modismos e afins.
O álbum traz níveis de composições em várias escalas: temos as radiofônicas, pessoais e as parcerias, e tudo isso faz desse disco um dos últimos grandes trabalhos do vocalista britânico.
Sabe-se que Ozzy nunca compõe nada, praticamente ele insere seu nome pelos Royalties e compra os direitos dos músicos, o que já gerou brigas judiciais infindas para o cantor. No disco em questão, as faixas tiveram a colaborações  prévias de Lemmy Kilmister (R.I.P.), Steve Vai, Geezer Butler, Zakk Wylde e Jim Vallence, que nada menos compôs com Scorpions e Bryan Adams, um time certeiro de astros competentes.
No quesito músicos de estúdio, além logicamente de uma palinha de Steve Vai, temos nada menos que Rick Wakeman (ex-Yes), Dean Castronovo (Journey), um mega baterista e que foi mandado embora, pois seu estilo de tocar com quebradas rítmicas “atrapalhavam” Ozzy ao vivo nos compassos musicais e, segundo o mesmo, o músico aparecia demais – complicações internas, como sempre-, e para o baixo, Geezer gravou todas as trilhas.
 Nas gravações de “Ozzmosis” a banda rumou por quatro estúdios diferentes, inclusive em Paris, mas isso não deixou o processo em atraso e nem mesmo comprometeu o álbum, pelo contrario, revigorou o material.
Do contrário do que muitos pensam, “Ozzmosis” soa pesado em diversos níveis, e acima de tudo, reflete com clareza um aglomerado de ótimas faixas, desde baladas as mais hard, ou seja, ainda mantendo a veia metálica.
E contrariando – agora -  do que muitos pensam e/ou falam, “Ozzmosis” segue sim a linha musical de seu antecessor, mas em escala maior, com uma profunda conexão com o som mais apurado e faixas mais maduras.
Um fato determinante fora a saída de Ozzy da uma suposta “aposentadoria”, o retorno para a estrada e tudo o mais. No que concerne o disco, do primeiro acorde ao último, parece que esse tal afastamento fez bem ao Madman e trouxe um impulso determinante, que veio culminar com a competência dos envolvidos de forma absoluta; com maestria por assim dizer. 
As canções dentro de um álbum têm que soar perfeitas, pelo menos uma parcela delas creio eu, isso quando se adquire um trabalho de um artista, ele deve ser um êxtase em conjunto com a relevância, e nisso, “Ozzmosis” é totalmente um triunfo. “Perry Mason”, com sua letra baseada no seriado exibido entre 1957 á 1966 nos EUA, é perfeita para abertura. “I Just Want You”, fenomenal como musical e na interpretação de Ozzy, aliás esse é um dos trabalhos em que o cantor mantém uma maior profundidade em todas as faixas, uma conexão direta e fortalecida, e isso deve-se o também ao fator das letras que como já dito, terem sido mais profundas, maduras e elevam o nível em capacidade máxima; aqui por vezes temos faixas para Sharon Osbourne, sobre fatos vivenciados, vida no geral, dramas e para o próprio filho Jack Osbourne, sim, muito notável e admirável.
“Ghost Behind My Eyes” chega dramática e muito bem ajustada com a voz e o instrumental; linda! Em, “See You on the Other Side”, a volta ao clima de faixa rádio com o ajuste melódico bem composto, traz uma das melhores músicas do álbum. E assim, o mesmo segue com “Tomorrow”, perfeita em sua fórmula. Mais adiante, “My Little Man” é uma explosão de linhas musicais entre as vocalizações primorosas e o petardo, mantém o ajuste e nível por assim dizer. Ao todo e não me deixam mentir, canções como: “Old L.A. Tonight”, “Thunder Underground”, entre outras. 

No conceito como um todo, esse acaba sendo um disco digno de Ozzy Osbourne e creio eu o último suspiro musical infalível do Madman, de alta qualidade e que com toda certeza fecha um legado.

A contemplação da arte
5
06/08/2019

O sétimo trabalho de Ozzy Osbourne soa tão bem quanto aos discos do final dos anos oitenta que o cantor lançou. Sem modéstia alguma, Ozzy, equipe, produção, músicos entre convidados especiais, deram um banho de criatividade, levando – ele Ozzy – ao novo conceito, mas sem deixar de ser de ótimo.

Todos sabemos da vertente alternativa que pairava sob o cenário musical de época, mas Ozzy, desde seu disco “No More Tears”, não deixava cair a qualidade. Mas, em “Ozzmosis”, ele realmente conseguiu aliar o Heavy, o Hard e o novo, com muita classe e ainda ser mais musical do que as bandas ditas, de estilo, Grunge. 
Com faixas feitas para as rádios e para fãs headbangers também, Ozzy elevou os padrões, onde em um momento, tudo estava soando como simplório e sem uma direção exata; assim são os grandes, eles se sobressaem sobre os modismos e afins.
O álbum traz níveis de composições em várias escalas: temos as radiofônicas, pessoais e as parcerias, e tudo isso faz desse disco um dos últimos grandes trabalhos do vocalista britânico.
Sabe-se que Ozzy nunca compõe nada, praticamente ele insere seu nome pelos Royalties e compra os direitos dos músicos, o que já gerou brigas judiciais infindas para o cantor. No disco em questão, as faixas tiveram a colaborações  prévias de Lemmy Kilmister (R.I.P.), Steve Vai, Geezer Butler, Zakk Wylde e Jim Vallence, que nada menos compôs com Scorpions e Bryan Adams, um time certeiro de astros competentes.
No quesito músicos de estúdio, além logicamente de uma palinha de Steve Vai, temos nada menos que Rick Wakeman (ex-Yes), Dean Castronovo (Journey), um mega baterista e que foi mandado embora, pois seu estilo de tocar com quebradas rítmicas “atrapalhavam” Ozzy ao vivo nos compassos musicais e, segundo o mesmo, o músico aparecia demais – complicações internas, como sempre-, e para o baixo, Geezer gravou todas as trilhas.
 Nas gravações de “Ozzmosis” a banda rumou por quatro estúdios diferentes, inclusive em Paris, mas isso não deixou o processo em atraso e nem mesmo comprometeu o álbum, pelo contrario, revigorou o material.
Do contrário do que muitos pensam, “Ozzmosis” soa pesado em diversos níveis, e acima de tudo, reflete com clareza um aglomerado de ótimas faixas, desde baladas as mais hard, ou seja, ainda mantendo a veia metálica.
E contrariando – agora -  do que muitos pensam e/ou falam, “Ozzmosis” segue sim a linha musical de seu antecessor, mas em escala maior, com uma profunda conexão com o som mais apurado e faixas mais maduras.
Um fato determinante fora a saída de Ozzy da uma suposta “aposentadoria”, o retorno para a estrada e tudo o mais. No que concerne o disco, do primeiro acorde ao último, parece que esse tal afastamento fez bem ao Madman e trouxe um impulso determinante, que veio culminar com a competência dos envolvidos de forma absoluta; com maestria por assim dizer. 
As canções dentro de um álbum têm que soar perfeitas, pelo menos uma parcela delas creio eu, isso quando se adquire um trabalho de um artista, ele deve ser um êxtase em conjunto com a relevância, e nisso, “Ozzmosis” é totalmente um triunfo. “Perry Mason”, com sua letra baseada no seriado exibido entre 1957 á 1966 nos EUA, é perfeita para abertura. “I Just Want You”, fenomenal como musical e na interpretação de Ozzy, aliás esse é um dos trabalhos em que o cantor mantém uma maior profundidade em todas as faixas, uma conexão direta e fortalecida, e isso deve-se o também ao fator das letras que como já dito, terem sido mais profundas, maduras e elevam o nível em capacidade máxima; aqui por vezes temos faixas para Sharon Osbourne, sobre fatos vivenciados, vida no geral, dramas e para o próprio filho Jack Osbourne, sim, muito notável e admirável.
“Ghost Behind My Eyes” chega dramática e muito bem ajustada com a voz e o instrumental; linda! Em, “See You on the Other Side”, a volta ao clima de faixa rádio com o ajuste melódico bem composto, traz uma das melhores músicas do álbum. E assim, o mesmo segue com “Tomorrow”, perfeita em sua fórmula. Mais adiante, “My Little Man” é uma explosão de linhas musicais entre as vocalizações primorosas e o petardo, mantém o ajuste e nível por assim dizer. Ao todo e não me deixam mentir, canções como: “Old L.A. Tonight”, “Thunder Underground”, entre outras. 

No conceito como um todo, esse acaba sendo um disco digno de Ozzy Osbourne e creio eu o último suspiro musical infalível do Madman, de alta qualidade e que com toda certeza fecha um legado.

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