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Resenha: Van Halen - A Different Kind of Truth (2012)

Por: Marcel Z. Dio

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Album Cover
Superando as expectativas
4.5
02/08/2019

Em 2012 eu estava deveras preocupado com o calendário Maia, não me importava com o Van Halen. Depois de F.UC.K., a banda perdeu a estribeira com dois discos medianos, o Balance e o soporífero Van Halen III. Acho que a "pausa" de 14 anos sem inéditas, fez bem a eles.
Ainda preocupado com o fim do mundo, sentei na cadeira com meus antidepressivos, liguei a tv e estava passando o single "Tatto" em algum programa que agora não recordo. E Tatto empolgou até a pagina dois. Sei que muitos tiveram uma decepção inicial, principalmente porque a canção divulgava o novo disco, e de certo não serviria nem como sobra em Fair Warning ou 1984, mas para quem estava sumido do estúdio, até que serviu.
A sacada de coloca-la na linha de frente, foi uma propaganda aos avessos, quem comprou o disco percebeu que ela era da parte menos vibrante e que a picanha estava escondida atrás do acém.

Destaques :

"You and Your Blues", memora os momentos de Diver Down, vide "Where Have All The Good Times Gone?". Se a guerra de egos tivesse fim após a saída de Sammy Hagar, o Van Halen teria tempo para no mínimo dois álbuns a mais. "China Town" leva uma batida completamente estranha na bateria, com os dois bumbos sendo massacrados por Alex. O restante mantem o andamento acelerado com vários licks mortais de Eddie.

A voz de David Lee Roth em "Bullethead" abria o leque para extrapolar as linhas melódicas da fase anterior, e tocar um rock com mais vigor. De forma rápida, lenta, agressiva ou "melódica", não se prendendo a um ou dois padrões. Bullethead tem minha preferencia, e a curta duração pede um bis imediato.

A introdução de Alex para "As Is" é uma das melhores coisas que o Van Halen produziu, alem de obscura, o peso impressionava !, do nada, o andamento muda com a entrada dos vocais, dando espaço para a rifferama mais "alegre" de Eddie, usando e abusando do tapping entre outras frases tocadas na velocidade da luz. Algumas progressões remetem a Steve Morse Band. Gostaria que "As Is" continuasse com a proposta arrastada do inicio, mesmo assim é variada e interessante.

"Honey Baby Sweetie Doll" é uma aula em todos os sentidos, desde as bases, bateria, efeitos de baixo e o escambau. Eddie estava endiabrado !! e o filho Wolfgang mandou bem nas quatro cordas. Na mesma toada a parruda "The Trouble" With Never" desfila solos "parentes" de 1984.

Saindo um pouco da parte Hardcore, "Stay Frosty" a principio tem um clima de brincadeira acústica blues vs country. Eletrificada depois com a chegada de outros instrumentos.

Enfim, o fechamento acontece com "Beats Workin", música com ótimos solos e riffs, sem omitir a "cozinha" - que segura a bronca de forma precisa, destacando Wolfgang. Obvio que os fãs queriam a volta de Michael Anthony, não só pelo contrabaixo, como pela contribuição com os vocais de apoio, alem do carisma que o cara sempre passou no palco, e mesmo ocupado com o Chickenfoot, ele viria correndo por um convite. A gente sabe...
No entanto é fácil entender que o Van Halen é um negócio em família, e Eddie não dispensaria o próprio filho.

Bom ... passado sete anos, o veredito final é que esse disco deve ganhar o carimbo de clássico (assinado em cartório).
Ao reouvi-lo para essa resenha (sem análise de letras), a impressão melhorou e o trabalho subiu no meu conceito, superando obras celebradas como Diver Down, Woman and Children First, 5150, e quiça um empate técnico com F.U.C.K. Sinto uma dorzinha no peito ao dizer isso, mas como diz a sabedoria do mestre: a César o que é de César.

Superando as expectativas
4.5
02/08/2019

Em 2012 eu estava deveras preocupado com o calendário Maia, não me importava com o Van Halen. Depois de F.UC.K., a banda perdeu a estribeira com dois discos medianos, o Balance e o soporífero Van Halen III. Acho que a "pausa" de 14 anos sem inéditas, fez bem a eles.
Ainda preocupado com o fim do mundo, sentei na cadeira com meus antidepressivos, liguei a tv e estava passando o single "Tatto" em algum programa que agora não recordo. E Tatto empolgou até a pagina dois. Sei que muitos tiveram uma decepção inicial, principalmente porque a canção divulgava o novo disco, e de certo não serviria nem como sobra em Fair Warning ou 1984, mas para quem estava sumido do estúdio, até que serviu.
A sacada de coloca-la na linha de frente, foi uma propaganda aos avessos, quem comprou o disco percebeu que ela era da parte menos vibrante e que a picanha estava escondida atrás do acém.

Destaques :

"You and Your Blues", memora os momentos de Diver Down, vide "Where Have All The Good Times Gone?". Se a guerra de egos tivesse fim após a saída de Sammy Hagar, o Van Halen teria tempo para no mínimo dois álbuns a mais. "China Town" leva uma batida completamente estranha na bateria, com os dois bumbos sendo massacrados por Alex. O restante mantem o andamento acelerado com vários licks mortais de Eddie.

A voz de David Lee Roth em "Bullethead" abria o leque para extrapolar as linhas melódicas da fase anterior, e tocar um rock com mais vigor. De forma rápida, lenta, agressiva ou "melódica", não se prendendo a um ou dois padrões. Bullethead tem minha preferencia, e a curta duração pede um bis imediato.

A introdução de Alex para "As Is" é uma das melhores coisas que o Van Halen produziu, alem de obscura, o peso impressionava !, do nada, o andamento muda com a entrada dos vocais, dando espaço para a rifferama mais "alegre" de Eddie, usando e abusando do tapping entre outras frases tocadas na velocidade da luz. Algumas progressões remetem a Steve Morse Band. Gostaria que "As Is" continuasse com a proposta arrastada do inicio, mesmo assim é variada e interessante.

"Honey Baby Sweetie Doll" é uma aula em todos os sentidos, desde as bases, bateria, efeitos de baixo e o escambau. Eddie estava endiabrado !! e o filho Wolfgang mandou bem nas quatro cordas. Na mesma toada a parruda "The Trouble" With Never" desfila solos "parentes" de 1984.

Saindo um pouco da parte Hardcore, "Stay Frosty" a principio tem um clima de brincadeira acústica blues vs country. Eletrificada depois com a chegada de outros instrumentos.

Enfim, o fechamento acontece com "Beats Workin", música com ótimos solos e riffs, sem omitir a "cozinha" - que segura a bronca de forma precisa, destacando Wolfgang. Obvio que os fãs queriam a volta de Michael Anthony, não só pelo contrabaixo, como pela contribuição com os vocais de apoio, alem do carisma que o cara sempre passou no palco, e mesmo ocupado com o Chickenfoot, ele viria correndo por um convite. A gente sabe...
No entanto é fácil entender que o Van Halen é um negócio em família, e Eddie não dispensaria o próprio filho.

Bom ... passado sete anos, o veredito final é que esse disco deve ganhar o carimbo de clássico (assinado em cartório).
Ao reouvi-lo para essa resenha (sem análise de letras), a impressão melhorou e o trabalho subiu no meu conceito, superando obras celebradas como Diver Down, Woman and Children First, 5150, e quiça um empate técnico com F.U.C.K. Sinto uma dorzinha no peito ao dizer isso, mas como diz a sabedoria do mestre: a César o que é de César.

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