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    Of Clans And Clones And Clowns (2017)

    4 Por: Tiago Meneses

Resenha: Soul Enema - Of Clans And Clones And Clowns (2017)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 87

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Impressionante, aventureiro e bem orientado.
4
08/10/2017

Fundado em 2001, este excelente projeto israelense encabeçado pelo músico, Constantin Glantz voltou depois de sete anos desde o seu álbum de estreia e com formação completamente nova. Glantz continua perfeccionista quando se trata de criar sua música e, assim como no álbum de estreia o ouvinte é levado a um passeio musical eclético e igualmente atraente, com cada elemento aumentando a qualidade geral com alguns detalhes. Além dos cinco músicos integrais da banda, o álbum conta com mais oito convidados que inclui Arjen Lucassen, famoso por idealizar o projeto Ayreon e que aqui deixa sua marca solando na faixa Eternal Child. Devido a toda a atenção prestada a cada pequeno detalhe, Of Clans and Clones and Clowns vem como um projeto liso e sério, onde toda ideia e composição são cuidadosamente criadas e colocadas no lugar apropriado para dar ao álbum o fluxo musical perfeito de ideias e energias.

Muita atenção é dada à produção também e apesar de ser bastante complexa e multicamadas, o álbum mantém uma sensação orgânica espontânea que, surpreendentemente, não soa sobre produzida e não contém excesso. A partir do início da música "Omon Ra", a banda exibe uma fusão eclética de vários gêneros, toda costurada perfeitamente em uma boa colagem musical de estilos e sons. Os riffs de guitarra de heavy metal se sobrepõem com outras polirritmias, incluindo sons do Oriente Médio e ataques de teclado ao melhor estilo progressivo sinfônico. A diversidade das faixas mantém o álbum interessante com os vocais de Noa Gruman, acrescentando um alcance de muita diversidade.

Tantos elementos acontecem que é impossível descrevê-los todos ou falar faixa por faixa. O fio comum é que é dada muita atenção aos ganchos melódicos cativantes que assumem possibilidades de progressivo e cruzamentos com outros gêneros, pesos das músicas se alternam entre o rufio de metal progressivo de pleno direito para um rock melódico mais calmo ou faixas de piano simplistas. Existem muitas influências étnicas também com faixas como "The Age of Cosmic Baboon", que soa completamente exóticas com ritmos do Oriente Médio e percussão com o toque místico adicionado pela sitar. A mistura dos elementos rítmicos com a atmosférica é absolutamente fascinante à medida que eles se entrelaçam em perfeita união. As peças de guitarra pesadas podem se mudar abruptamente para um segmento de prog mais sinfônico com flautas alimentadas com folk. O ritmo está perfeitamente definido para cada parte se conectar ao que já ocorreu e o que está por vir. Enquanto a maioria das faixas tem uma sensação de metal ou rock na natureza, algumas como "Last Days Of Rome" trazem o bom rock antiquado para a mente, fazendo lembrar de artistas como Carole King, embora com um monte de outros elementos  da moda prog, digamos assim. "Dear Bollock (Was a Sensivite Man) é outra faixa de sonoridade exótica com Glantz mostrando suas habilidades como tocador de shamisen japonês.

Apesar do desfile de grandes ideias em qualquer faixa, a suíte de três partes “Aral Sea” é o momento mais progressivo do álbum, contando com uma sonoridade diversificada de humor a história do famoso mar que passou de um dos maiores do mundo a um processo hoje basicamente de desertificação por puro descuido humano. A primeira faixa é “Aral Sea I – Feeding Hand” que conta o conto da vida fértil, com guitarras pesadas, pianos melódicos e sinfônicos além de Noa fornecer uma das suas entregas mais dramáticas. “Aral II – Dustbin of History” começa em um ritmo que nos dá uma sensação de sonoridade do Oriente Médio, mas rapidamente a atmosfera fica triste com efeitos eletrônicos dinâmicos de metais pesados mais ou menos como uma ideia de simular o mar que um dia já foi produtivo sendo desvanecido. Essa faixa também tem uma vibração única do Extremo Oriente devido a presença de Yossi Sassi oferecendo o som exclusivo da sua bouzoukitara, dando um toque verdadeiramente exótico. “Aral Sea III – Epilogo” tem o fim esperado da morte, mas realizado com uma interessante introdução de piano e percussão discordantes. Os vocais são bastante emotivos. A faixa também tem como convidado Sergey Kalugin da banda russa de progressivo, Orgia Prevednikov, na guitarra acústica. A faixa cresce em sua instrumentação tendo no seu final um solo de guitarra e uma sonoridade orquestral belíssima.

Constantin Gantz tem uma mente brilhante, consegue explorar vastos territórios melódicos e ritmos que vão facilmente de dois extremos que poucos se aventurariam fazer. Consegue oferecer uma jornada épica através dos melhores elementos encontrados no rock progressivo. Impressionante e aventureiro sem que se torne também estranho e sem sentido, demonstra que as possibilidades de misturas musicais quando bem cuidadas nos seus detalhes, sempre são válidas e agregam na singularidade do resultado sinal. 

Impressionante, aventureiro e bem orientado.
4
08/10/2017

Fundado em 2001, este excelente projeto israelense encabeçado pelo músico, Constantin Glantz voltou depois de sete anos desde o seu álbum de estreia e com formação completamente nova. Glantz continua perfeccionista quando se trata de criar sua música e, assim como no álbum de estreia o ouvinte é levado a um passeio musical eclético e igualmente atraente, com cada elemento aumentando a qualidade geral com alguns detalhes. Além dos cinco músicos integrais da banda, o álbum conta com mais oito convidados que inclui Arjen Lucassen, famoso por idealizar o projeto Ayreon e que aqui deixa sua marca solando na faixa Eternal Child. Devido a toda a atenção prestada a cada pequeno detalhe, Of Clans and Clones and Clowns vem como um projeto liso e sério, onde toda ideia e composição são cuidadosamente criadas e colocadas no lugar apropriado para dar ao álbum o fluxo musical perfeito de ideias e energias.

Muita atenção é dada à produção também e apesar de ser bastante complexa e multicamadas, o álbum mantém uma sensação orgânica espontânea que, surpreendentemente, não soa sobre produzida e não contém excesso. A partir do início da música "Omon Ra", a banda exibe uma fusão eclética de vários gêneros, toda costurada perfeitamente em uma boa colagem musical de estilos e sons. Os riffs de guitarra de heavy metal se sobrepõem com outras polirritmias, incluindo sons do Oriente Médio e ataques de teclado ao melhor estilo progressivo sinfônico. A diversidade das faixas mantém o álbum interessante com os vocais de Noa Gruman, acrescentando um alcance de muita diversidade.

Tantos elementos acontecem que é impossível descrevê-los todos ou falar faixa por faixa. O fio comum é que é dada muita atenção aos ganchos melódicos cativantes que assumem possibilidades de progressivo e cruzamentos com outros gêneros, pesos das músicas se alternam entre o rufio de metal progressivo de pleno direito para um rock melódico mais calmo ou faixas de piano simplistas. Existem muitas influências étnicas também com faixas como "The Age of Cosmic Baboon", que soa completamente exóticas com ritmos do Oriente Médio e percussão com o toque místico adicionado pela sitar. A mistura dos elementos rítmicos com a atmosférica é absolutamente fascinante à medida que eles se entrelaçam em perfeita união. As peças de guitarra pesadas podem se mudar abruptamente para um segmento de prog mais sinfônico com flautas alimentadas com folk. O ritmo está perfeitamente definido para cada parte se conectar ao que já ocorreu e o que está por vir. Enquanto a maioria das faixas tem uma sensação de metal ou rock na natureza, algumas como "Last Days Of Rome" trazem o bom rock antiquado para a mente, fazendo lembrar de artistas como Carole King, embora com um monte de outros elementos  da moda prog, digamos assim. "Dear Bollock (Was a Sensivite Man) é outra faixa de sonoridade exótica com Glantz mostrando suas habilidades como tocador de shamisen japonês.

Apesar do desfile de grandes ideias em qualquer faixa, a suíte de três partes “Aral Sea” é o momento mais progressivo do álbum, contando com uma sonoridade diversificada de humor a história do famoso mar que passou de um dos maiores do mundo a um processo hoje basicamente de desertificação por puro descuido humano. A primeira faixa é “Aral Sea I – Feeding Hand” que conta o conto da vida fértil, com guitarras pesadas, pianos melódicos e sinfônicos além de Noa fornecer uma das suas entregas mais dramáticas. “Aral II – Dustbin of History” começa em um ritmo que nos dá uma sensação de sonoridade do Oriente Médio, mas rapidamente a atmosfera fica triste com efeitos eletrônicos dinâmicos de metais pesados mais ou menos como uma ideia de simular o mar que um dia já foi produtivo sendo desvanecido. Essa faixa também tem uma vibração única do Extremo Oriente devido a presença de Yossi Sassi oferecendo o som exclusivo da sua bouzoukitara, dando um toque verdadeiramente exótico. “Aral Sea III – Epilogo” tem o fim esperado da morte, mas realizado com uma interessante introdução de piano e percussão discordantes. Os vocais são bastante emotivos. A faixa também tem como convidado Sergey Kalugin da banda russa de progressivo, Orgia Prevednikov, na guitarra acústica. A faixa cresce em sua instrumentação tendo no seu final um solo de guitarra e uma sonoridade orquestral belíssima.

Constantin Gantz tem uma mente brilhante, consegue explorar vastos territórios melódicos e ritmos que vão facilmente de dois extremos que poucos se aventurariam fazer. Consegue oferecer uma jornada épica através dos melhores elementos encontrados no rock progressivo. Impressionante e aventureiro sem que se torne também estranho e sem sentido, demonstra que as possibilidades de misturas musicais quando bem cuidadas nos seus detalhes, sempre são válidas e agregam na singularidade do resultado sinal. 

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