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Resenha: Diamond Head - The Coffin Train (2019)

Por: Diógenes Ferreira

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Expectativas...
3
11/07/2019

Surgido como um dos pilares da NWOBHM, mesmo não tendo atingido a fama e o reconhecimento como alguns de seus contemporâneos como Saxon e Iron Maiden por exemplo, o Diamond Head influenciou inúmeras bandas nos anos 80, inclusive o Metallica que por essa influência, coverizou uma de suas canções mais notórias, “Am I Evil” ao ponto de torna-la clássica e colocar a banda em evidência ou pelo menos lembrada e respeitada como nunca antes. Tendo lançado dois álbuns marcantes, Lightning To The Nations (1979) e Borrowed Time (1982), a banda se perdeu pelo caminho, entre idas e vindas nos anos 90 e 2000. De sua formação original, somente o guitarrista Brian Tatler continua levando o grupo adiante sempre com mudanças no line-up e a esperança de finalmente emergir com a banda. Após mais um retorno em 2016, a banda deixou uma boa impressão e agora está lançando um novo álbum, The Coffin Train (2019), segundo com o vocalista Rasmus Bom Anderson. 

O disco abre com uma pedrada chamada “Belly of The Beast” e já mostra que Brian Tatler e sua trupe não estão para brincadeira, a música empolga logo de cara e cria uma expectativa enorme em relação ao álbum. A segunda faixa “The Messenger” começa também arrebatadora, abrindo um sorriso no rosto de qualquer fã de Heavy Metal. A faixa-título do álbum, “The Coffin Train” desaponta um pouquinho, destoando no ritmo e até na vocalização de Rasmus Bom Anderson, que nessa música seu timbre começa a lembrar um pouco Chris Cornell e não que seja ruim, pois Chris teve seu valor e reconhecimento de muitos como bom vocalista, independente de gênero musical, mas algo na música não me soou bem e essa impressão vocal voltaria a ocorrer na faixa seguinte “Shades of Black”, que vem cadenciada e meio deprê, que só melhora do meio para o final. Enfim, o que parecia que seria um grande álbum dessa banda ‘cult’ da NWOBHM, vai tomando contornos estranhos e diferentes com mais uma faixa, “The Sleeper”, digamos... meia boca. Aí começamos a pensar naquele velho dilema, vamos cair no radicalismo e exigir que uma banda do início dos anos 80 ainda esteja praticando o mesmo som em pleno 2019 ou aceitar que eles possam se reinventar e atualizar conforme cenário e fãs atuais? A resposta vai de acordo com o que o ouvinte deseja ou espera de um nome tão representativo como o Diamond Head. A faixa seguinte, “Death By Design” por exemplo já me empolga de novo na audição, sendo aquele Heavy rasteiro novamente e com os vocais soando melhores. “Serrated Love” vem com peso e modernidade trazendo de volta a montanha-russa que é a audição do álbum. “The Phoenix” vem na mesma linha, mas até melhora no refrão. E o encerramento vem com “Until We Burn”, com o vocal a la Cornell aparecendo de novo e a essa altura eu já me conscientizo que estamos diante de um Diamond Head buscando novos horizontes.

Em resumo, ‘The Coffin Train’ deve ser avaliado particularmente, de acordo com o gosto pessoal do ouvinte, para que o mesmo tire suas próprias conclusões. Conforme eu iniciei a audição, esperava bem mais, mas tudo é uma questão de gosto. O certo é que a banda está aí, 40 anos depois do clássico ‘cult’ Lightning To The Nations, ainda gerando expectativa como um dos precursores da NWOBHM que foi e que influenciou tantas outras bandas historicamente. E de fato, não é a primeira vez que o grupo tenta se modernizar, como já ocorreu em 2007 por exemplo, no álbum ‘What’s In Your Head’, mas já que o lançamento do bom auto-intitulado ‘Diamond Head’ de 2016, a banda parecia ter se reencontrado com os primórdios, mas agora ao que parece, está de volta às experimentações, então é aquela história... aceita que dói menos. A melhor orientação aqui é ouça o disco e veja se lhe agrada! Não vá pela cabeça deste que vos escreve. Pra mim, um álbum de bons momentos e nada mais.

Expectativas...
3
11/07/2019

Surgido como um dos pilares da NWOBHM, mesmo não tendo atingido a fama e o reconhecimento como alguns de seus contemporâneos como Saxon e Iron Maiden por exemplo, o Diamond Head influenciou inúmeras bandas nos anos 80, inclusive o Metallica que por essa influência, coverizou uma de suas canções mais notórias, “Am I Evil” ao ponto de torna-la clássica e colocar a banda em evidência ou pelo menos lembrada e respeitada como nunca antes. Tendo lançado dois álbuns marcantes, Lightning To The Nations (1979) e Borrowed Time (1982), a banda se perdeu pelo caminho, entre idas e vindas nos anos 90 e 2000. De sua formação original, somente o guitarrista Brian Tatler continua levando o grupo adiante sempre com mudanças no line-up e a esperança de finalmente emergir com a banda. Após mais um retorno em 2016, a banda deixou uma boa impressão e agora está lançando um novo álbum, The Coffin Train (2019), segundo com o vocalista Rasmus Bom Anderson. 

O disco abre com uma pedrada chamada “Belly of The Beast” e já mostra que Brian Tatler e sua trupe não estão para brincadeira, a música empolga logo de cara e cria uma expectativa enorme em relação ao álbum. A segunda faixa “The Messenger” começa também arrebatadora, abrindo um sorriso no rosto de qualquer fã de Heavy Metal. A faixa-título do álbum, “The Coffin Train” desaponta um pouquinho, destoando no ritmo e até na vocalização de Rasmus Bom Anderson, que nessa música seu timbre começa a lembrar um pouco Chris Cornell e não que seja ruim, pois Chris teve seu valor e reconhecimento de muitos como bom vocalista, independente de gênero musical, mas algo na música não me soou bem e essa impressão vocal voltaria a ocorrer na faixa seguinte “Shades of Black”, que vem cadenciada e meio deprê, que só melhora do meio para o final. Enfim, o que parecia que seria um grande álbum dessa banda ‘cult’ da NWOBHM, vai tomando contornos estranhos e diferentes com mais uma faixa, “The Sleeper”, digamos... meia boca. Aí começamos a pensar naquele velho dilema, vamos cair no radicalismo e exigir que uma banda do início dos anos 80 ainda esteja praticando o mesmo som em pleno 2019 ou aceitar que eles possam se reinventar e atualizar conforme cenário e fãs atuais? A resposta vai de acordo com o que o ouvinte deseja ou espera de um nome tão representativo como o Diamond Head. A faixa seguinte, “Death By Design” por exemplo já me empolga de novo na audição, sendo aquele Heavy rasteiro novamente e com os vocais soando melhores. “Serrated Love” vem com peso e modernidade trazendo de volta a montanha-russa que é a audição do álbum. “The Phoenix” vem na mesma linha, mas até melhora no refrão. E o encerramento vem com “Until We Burn”, com o vocal a la Cornell aparecendo de novo e a essa altura eu já me conscientizo que estamos diante de um Diamond Head buscando novos horizontes.

Em resumo, ‘The Coffin Train’ deve ser avaliado particularmente, de acordo com o gosto pessoal do ouvinte, para que o mesmo tire suas próprias conclusões. Conforme eu iniciei a audição, esperava bem mais, mas tudo é uma questão de gosto. O certo é que a banda está aí, 40 anos depois do clássico ‘cult’ Lightning To The Nations, ainda gerando expectativa como um dos precursores da NWOBHM que foi e que influenciou tantas outras bandas historicamente. E de fato, não é a primeira vez que o grupo tenta se modernizar, como já ocorreu em 2007 por exemplo, no álbum ‘What’s In Your Head’, mas já que o lançamento do bom auto-intitulado ‘Diamond Head’ de 2016, a banda parecia ter se reencontrado com os primórdios, mas agora ao que parece, está de volta às experimentações, então é aquela história... aceita que dói menos. A melhor orientação aqui é ouça o disco e veja se lhe agrada! Não vá pela cabeça deste que vos escreve. Pra mim, um álbum de bons momentos e nada mais.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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