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Resenha: Bruce Springsteen - Magic (2007)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Mágica para os ouvidos
4.5
06/10/2017

Como é prazeroso ouvir um álbum de Bruce Springsteen. Este gênio da música e colecionador de prêmios Grammy nos entrega um trabalho direto, melódico e cativante.
Após cinco anos sem lançar um trabalho em conjunto com sua fiel escudeira, a "E Street Band", que o acompanha desde os primórdios, o álbum lançado em 2007 foi extremamente bem, alcançando o segundo lugar na lista de melhores álbuns do ano pela Rolling Stone.
"Magic" foi anunciado em 16 de agosto de 2007, após meses de gravações e atrasos na produção das faixas. O maior problema foi o conflito de agenda dos músicos participantes, sendo que a maior parte das trilhas foram gravadas individualmente pelos membros e em momentos distintos. Um detalhe curioso, é que isso não transparece nas audições, já que o trabalho tem uma sonoridade e uma energia similares a um trabalho ao vivo em estúdio.

Sobre as letras, várias delas possuem certo tom de protesto, seja em relação à sociedade americana ou sobre tragédias que a afetam, como guerras e conflitos sócio-políticos. Ainda há uma faixa bônus chamada "Terry's Song", em homenagem a Terry Magovern, assistente de Bruce falecido em 2007.

Se tratando de musicalidade, o álbum é direto. Possui ótimas melodias e grandes momentos de rock, com algumas pitadas de country e a interpretação de Bruce que é acima da média.
Para quem não conhece o trabalho de Bruce e quer começar por aqui, "Magic" nos faz lembrar de bandas como "Tom Petty And The Heartbreakers", com aquela sonoridade característica do rock americano.

Faixas de destaque:
É difícil enumerar os destaques em um álbum com tamanha qualidade. "Radio Nowhere" é puramente rock. Uma opção excelente de abertura para o álbum.
"You'll Be Comin' Down" possui uma bela melodia em um refrão mais lento, porém bem melódico.
"Your Own Worst Enemy" traz uma pitada de Beatles em suas vocalizações e mantém o nível do álbum. 
A country "Gypsy Biker" muda um pouco a temática, permitindo bons momentos.
Iniciando a segunda metade do álbum, as canções começam a ficar mais densas e melódicas. Ponto negativo? De forma alguma, pois são as minhas favoritas. Confira a sequêcia avassaladora com "Girls in Their Summer Clothes", "I'll Work for Your Love", "Magic", "Last to Die", a belíssima "Long Walk Home" e "Devil's Arcade".

Não perca esse fantástico registro de Bruce Springsteen, uma das lendas mais carismáticas e talentosas do rock americano.

Mágica para os ouvidos
4.5
06/10/2017

Como é prazeroso ouvir um álbum de Bruce Springsteen. Este gênio da música e colecionador de prêmios Grammy nos entrega um trabalho direto, melódico e cativante.
Após cinco anos sem lançar um trabalho em conjunto com sua fiel escudeira, a "E Street Band", que o acompanha desde os primórdios, o álbum lançado em 2007 foi extremamente bem, alcançando o segundo lugar na lista de melhores álbuns do ano pela Rolling Stone.
"Magic" foi anunciado em 16 de agosto de 2007, após meses de gravações e atrasos na produção das faixas. O maior problema foi o conflito de agenda dos músicos participantes, sendo que a maior parte das trilhas foram gravadas individualmente pelos membros e em momentos distintos. Um detalhe curioso, é que isso não transparece nas audições, já que o trabalho tem uma sonoridade e uma energia similares a um trabalho ao vivo em estúdio.

Sobre as letras, várias delas possuem certo tom de protesto, seja em relação à sociedade americana ou sobre tragédias que a afetam, como guerras e conflitos sócio-políticos. Ainda há uma faixa bônus chamada "Terry's Song", em homenagem a Terry Magovern, assistente de Bruce falecido em 2007.

Se tratando de musicalidade, o álbum é direto. Possui ótimas melodias e grandes momentos de rock, com algumas pitadas de country e a interpretação de Bruce que é acima da média.
Para quem não conhece o trabalho de Bruce e quer começar por aqui, "Magic" nos faz lembrar de bandas como "Tom Petty And The Heartbreakers", com aquela sonoridade característica do rock americano.

Faixas de destaque:
É difícil enumerar os destaques em um álbum com tamanha qualidade. "Radio Nowhere" é puramente rock. Uma opção excelente de abertura para o álbum.
"You'll Be Comin' Down" possui uma bela melodia em um refrão mais lento, porém bem melódico.
"Your Own Worst Enemy" traz uma pitada de Beatles em suas vocalizações e mantém o nível do álbum. 
A country "Gypsy Biker" muda um pouco a temática, permitindo bons momentos.
Iniciando a segunda metade do álbum, as canções começam a ficar mais densas e melódicas. Ponto negativo? De forma alguma, pois são as minhas favoritas. Confira a sequêcia avassaladora com "Girls in Their Summer Clothes", "I'll Work for Your Love", "Magic", "Last to Die", a belíssima "Long Walk Home" e "Devil's Arcade".

Não perca esse fantástico registro de Bruce Springsteen, uma das lendas mais carismáticas e talentosas do rock americano.

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