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Resenha: The Rods - Brotherhood Of Metal (2019)

Por: Diógenes Ferreira

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Ainda com lenha pra queimar!
4
10/07/2019

Lançado seu primeiro álbum no já longínquo ano de 1980, o The Rods é daquelas bandas que mantêm-se fiéis a sua sonoridade, sua essência e com músicos experientes de tantos anos de estrada que a legenda só pode ser uma... Banda clássica! 

Formada por David “Rock” Feinstein (vocal/guitarra), que como todos sabem, é primo do saudoso Ronnie James Dio, que inclusive tocou com o mesmo no ELF e depois montou o The Rods ao lado de Carl Canedy (bateria) e Steve Starmer (baixo), que só gravou o primeiro disco Rock Hard (1980) e logo foi substituído por Gary Bordonaro nas quatro cordas, formação essa que se tornou a mais clássica, longeva e que perdura até hoje (exceto pelos álbuns Heavier Than Thou e Hollywood, ambos de 1986). Gravando álbuns que entraram no gosto da galera nos anos 80, como o auto-intitulado The Rods (1981), Wild Dogs (1982), In The Raw (1983) e Let Them Eat Metal (1984), após essa sequência matadora, a banda declinou no já citado ano de 1986 com a saída de Bordonaro, tornando-se um quarteto com entrada e saída de novos membros e dois álbuns lançados, tudo no mesmo ano de forma bem confusa. Com esse ano conturbado, a banda parou de vez, com David tempos depois montando seu projeto Feinstein e Carl Canedy se tornando produtor no cenário musical. Até que em 2011, o power trio decidiu dar as caras novamente com a formação clássica (Feinstein/Bordonaro/Canedy) e soltou o álbum Vengeance, que colocou o The Rods novamente no cenário e apresentou para essa nova geração. Então oito anos se passaram desde esse último lançamento e agora os tiozões estão de volta com Brotherhood of Metal (2019) para a alegria dos mais saudosos.

A abetura do álbum é a própria faixa-título que demora a engrenar, mas que se volta para um Heavy tradicional da velha escola, com a bateria energética de Carl Canedy dando a potência necessária e sendo destaque em toda a música. Em seguida, ‘Everybody’s Rockin’ traz um som mais reto e de refrão fácil. “Smoke on The Horizon” vem com um teclado maroto pra dar aquele clima a la Purple em contraponto com os riffs de David Feinstein. “Louder Than Loud” vem naquela linha Motörhead fase Würzel, tipo ‘Born To Raise Hell’ do álbum Bastards. “Tyrant King” lembra a sonoridade do Sinner, do grande Mat Sinner. “Party All Night” traz uma pegada Hard com um refrão que é quase um ‘mantra’ de tão repetido. Depois “Tonight We Ride” vem de forma seca manter o pique Rock n’ Roll. A faixa “1982” como o próprio nome sugere, nos remete ao velho metal praticado naquela década, simples, direto, com riffs na cara e cozinha condizente, tipicamente “old school”. Depois vem “Hell On Earth” trazendo peso, energia e melodias na medida certa, seguida de “The Devil Made Me Do It” com mais um refrão pegajoso. “Evil in Me” encerra o disco trazendo um riff cabuloso de Feinstein pra bater cabeça e um refrão com vocalizações mais abertas, além de um solo excelente.

A banda nesse novo álbum apresenta aquilo que sempre trouxe consigo ao longo de sua carreira... simplicidade, honestidade, essência de uma sonoridade que embora não seja tão rebuscada como as milhares de bandas atuais dos estilos mais variados que possam existir, o The Rods se mantém praticando apenas a cartilha mais simples e tradicional do Hard n’ Heavy, assim como o Motörhead fez durante toda sua carreira e como fazem os incansáveis Anvil e AC/DC, Ou seja, não espere nada novo ou experimental, apenas a tradição de uma banda beirando os 40 anos de carreira e mostrando que ainda tem lenha pra queimar.

Ainda com lenha pra queimar!
4
10/07/2019

Lançado seu primeiro álbum no já longínquo ano de 1980, o The Rods é daquelas bandas que mantêm-se fiéis a sua sonoridade, sua essência e com músicos experientes de tantos anos de estrada que a legenda só pode ser uma... Banda clássica! 

Formada por David “Rock” Feinstein (vocal/guitarra), que como todos sabem, é primo do saudoso Ronnie James Dio, que inclusive tocou com o mesmo no ELF e depois montou o The Rods ao lado de Carl Canedy (bateria) e Steve Starmer (baixo), que só gravou o primeiro disco Rock Hard (1980) e logo foi substituído por Gary Bordonaro nas quatro cordas, formação essa que se tornou a mais clássica, longeva e que perdura até hoje (exceto pelos álbuns Heavier Than Thou e Hollywood, ambos de 1986). Gravando álbuns que entraram no gosto da galera nos anos 80, como o auto-intitulado The Rods (1981), Wild Dogs (1982), In The Raw (1983) e Let Them Eat Metal (1984), após essa sequência matadora, a banda declinou no já citado ano de 1986 com a saída de Bordonaro, tornando-se um quarteto com entrada e saída de novos membros e dois álbuns lançados, tudo no mesmo ano de forma bem confusa. Com esse ano conturbado, a banda parou de vez, com David tempos depois montando seu projeto Feinstein e Carl Canedy se tornando produtor no cenário musical. Até que em 2011, o power trio decidiu dar as caras novamente com a formação clássica (Feinstein/Bordonaro/Canedy) e soltou o álbum Vengeance, que colocou o The Rods novamente no cenário e apresentou para essa nova geração. Então oito anos se passaram desde esse último lançamento e agora os tiozões estão de volta com Brotherhood of Metal (2019) para a alegria dos mais saudosos.

A abetura do álbum é a própria faixa-título que demora a engrenar, mas que se volta para um Heavy tradicional da velha escola, com a bateria energética de Carl Canedy dando a potência necessária e sendo destaque em toda a música. Em seguida, ‘Everybody’s Rockin’ traz um som mais reto e de refrão fácil. “Smoke on The Horizon” vem com um teclado maroto pra dar aquele clima a la Purple em contraponto com os riffs de David Feinstein. “Louder Than Loud” vem naquela linha Motörhead fase Würzel, tipo ‘Born To Raise Hell’ do álbum Bastards. “Tyrant King” lembra a sonoridade do Sinner, do grande Mat Sinner. “Party All Night” traz uma pegada Hard com um refrão que é quase um ‘mantra’ de tão repetido. Depois “Tonight We Ride” vem de forma seca manter o pique Rock n’ Roll. A faixa “1982” como o próprio nome sugere, nos remete ao velho metal praticado naquela década, simples, direto, com riffs na cara e cozinha condizente, tipicamente “old school”. Depois vem “Hell On Earth” trazendo peso, energia e melodias na medida certa, seguida de “The Devil Made Me Do It” com mais um refrão pegajoso. “Evil in Me” encerra o disco trazendo um riff cabuloso de Feinstein pra bater cabeça e um refrão com vocalizações mais abertas, além de um solo excelente.

A banda nesse novo álbum apresenta aquilo que sempre trouxe consigo ao longo de sua carreira... simplicidade, honestidade, essência de uma sonoridade que embora não seja tão rebuscada como as milhares de bandas atuais dos estilos mais variados que possam existir, o The Rods se mantém praticando apenas a cartilha mais simples e tradicional do Hard n’ Heavy, assim como o Motörhead fez durante toda sua carreira e como fazem os incansáveis Anvil e AC/DC, Ou seja, não espere nada novo ou experimental, apenas a tradição de uma banda beirando os 40 anos de carreira e mostrando que ainda tem lenha pra queimar.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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