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Resenha: W.A.S.P. - Dying For The World (2002)

Por: Marcio Alexandre

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Album Cover
Continuando com o vigor, peso e a qualidade
4
07/07/2019

Blackie Lawless continua a frente do W.A.S.P com sua voz marcante e continua a empreitada sem seu companheiro Chris Holmes que havia pulado do barco uma segunda vez. Ainda assim a banda consegue trazer um álbum bastante pesado e repleto de riffs, continuando a onda de seu disco anterior e agora com uma temática dedicada à aqueles que morreram nos atentados do 11 de setembro. “Dying for the World” é uma máquina de peso e agressividade que não decepciona mesmo aqueles que não são familiarizados com o som da banda.

Abrindo o disco com cara de Metallica (principalmente com “I Disappear”) “Shadow Man” é algo bem heavy metal tradicional e assim já abre os trabalhos mostrando que as coisas aqui não serão pra brincadeira. Com frases entoadas com vigor, Blackie mostra que ainda tem força pra manter as coisas e assim explode num grande refrão enérgico e uma banda um tanto afiada. O solo é muito bem colocado aqui também e executado em exímio. Grande abertura.

“My Wicked Heart” já traz um “rockão” muito bem representado, cheio de vozes sobrepostas e guitarras sem parar num levada bem rápida e pratos de bateria espancados. Aqui o baixista Mike Duda auxilia nos vocais e faz um grande trabalho nessa parte dando mais emoção à canção. A energia na ponte é daqueles de se fazer puxar o coral em frente ao som de tanta energia posta ali e tudo explode num solo maravilhoso de Darrell Roberts.

“Black Bone Torso” acalma um pouco a tempestade vista até aqui sendo bastante soturna e cheia de clima numa especie de interlúdio que da um respiro nas coisas, para assim chegar “Hell for Eternity“. As coisas aqui já caminham de novo para serem um pouco mais agitadas e de sonoridade mais tradicional. Mais uma vez temos outros solo muito bem encaixado e executado e um refrão cheio de vozes, pode não marcar tanto como as anteriores, mas ainda é uma boa faixa.

Começando como a balada da vez, “Hallowed Ground” é climática e cheia de nuances mesmo quando sua parte mais pesada chega. Há vontade ali e transborda feeling em seus momentos e cabe falar ao destaque aos vocais entoados a notas um tanto altas. Outra vez havemos de falar sobre o solo que é um dos melhores do disco, um grande trabalho bem colocado e com verdadeira emoção. Maravilhosa canção.

“Revengeance” volta ao peso das coisas e traz de novo aquele levada mais rock, rápida e agressiva. Que belo trabalho vocal temos de novo aqui com Blackie brincando com as notas com um domínio fabuloso do que faz. Que coisa mais maravilhosa ouvir isso aqui. Tudo se encaixa perfeitamente no andamento, tudo é lindo. Nem vou falar novamente do solo que dá as caras aqui porque é chover no molhado.

Continuando em climão, “Trail of Tears” traz os anos 80 de volta em plenos 2000. Aqui o começo é aquele hard rock do mais clássico e assim ela se segue até seu final sem mudanças mas marcando presença dentro do disco.

“Stone Cold Killers” é uma volta aos anos 70, muito bem feito e destaque para a marcante presença de teclados climáticos dando o ar da graça e assim se seguindo de forma bastante agitada. De novo a ponte segura as coisas para uma explosão do solo, que num primeiro momento é entoado pelos teclados e logo Darrell surge mostrando o porque de estar ali e o faz muito bem.

Caminhando ao seu final, “Rubber Man” é pesada e continua agitada e com um refrão cheio de vigor e as vozes a mil. Sua ponte é mais calma e continua num crescendo até adivinhem?! Outro solo muito bem colocado e dali peso em seu decorrer. E fechando de vez o trabalho, há uma versão acústica de “Hallowed Ground” que diga-se é ainda melhor que a original.

“Dying for the World” é um belo trabalho, um disco muito bom de uma banda já consolidada neste momento e que ainda surpreende trazendo elementos novos em sua sonoridade sem se perderem. Há um ou outro tropeço no caminhar, como soar um pouquinho repetitivo em sua metade onde as músicas traçam uma mesma fórmula, mas nada que de fato impeça a boa audição. Recomendado para todos os gostos.

Continuando com o vigor, peso e a qualidade
4
07/07/2019

Blackie Lawless continua a frente do W.A.S.P com sua voz marcante e continua a empreitada sem seu companheiro Chris Holmes que havia pulado do barco uma segunda vez. Ainda assim a banda consegue trazer um álbum bastante pesado e repleto de riffs, continuando a onda de seu disco anterior e agora com uma temática dedicada à aqueles que morreram nos atentados do 11 de setembro. “Dying for the World” é uma máquina de peso e agressividade que não decepciona mesmo aqueles que não são familiarizados com o som da banda.

Abrindo o disco com cara de Metallica (principalmente com “I Disappear”) “Shadow Man” é algo bem heavy metal tradicional e assim já abre os trabalhos mostrando que as coisas aqui não serão pra brincadeira. Com frases entoadas com vigor, Blackie mostra que ainda tem força pra manter as coisas e assim explode num grande refrão enérgico e uma banda um tanto afiada. O solo é muito bem colocado aqui também e executado em exímio. Grande abertura.

“My Wicked Heart” já traz um “rockão” muito bem representado, cheio de vozes sobrepostas e guitarras sem parar num levada bem rápida e pratos de bateria espancados. Aqui o baixista Mike Duda auxilia nos vocais e faz um grande trabalho nessa parte dando mais emoção à canção. A energia na ponte é daqueles de se fazer puxar o coral em frente ao som de tanta energia posta ali e tudo explode num solo maravilhoso de Darrell Roberts.

“Black Bone Torso” acalma um pouco a tempestade vista até aqui sendo bastante soturna e cheia de clima numa especie de interlúdio que da um respiro nas coisas, para assim chegar “Hell for Eternity“. As coisas aqui já caminham de novo para serem um pouco mais agitadas e de sonoridade mais tradicional. Mais uma vez temos outros solo muito bem encaixado e executado e um refrão cheio de vozes, pode não marcar tanto como as anteriores, mas ainda é uma boa faixa.

Começando como a balada da vez, “Hallowed Ground” é climática e cheia de nuances mesmo quando sua parte mais pesada chega. Há vontade ali e transborda feeling em seus momentos e cabe falar ao destaque aos vocais entoados a notas um tanto altas. Outra vez havemos de falar sobre o solo que é um dos melhores do disco, um grande trabalho bem colocado e com verdadeira emoção. Maravilhosa canção.

“Revengeance” volta ao peso das coisas e traz de novo aquele levada mais rock, rápida e agressiva. Que belo trabalho vocal temos de novo aqui com Blackie brincando com as notas com um domínio fabuloso do que faz. Que coisa mais maravilhosa ouvir isso aqui. Tudo se encaixa perfeitamente no andamento, tudo é lindo. Nem vou falar novamente do solo que dá as caras aqui porque é chover no molhado.

Continuando em climão, “Trail of Tears” traz os anos 80 de volta em plenos 2000. Aqui o começo é aquele hard rock do mais clássico e assim ela se segue até seu final sem mudanças mas marcando presença dentro do disco.

“Stone Cold Killers” é uma volta aos anos 70, muito bem feito e destaque para a marcante presença de teclados climáticos dando o ar da graça e assim se seguindo de forma bastante agitada. De novo a ponte segura as coisas para uma explosão do solo, que num primeiro momento é entoado pelos teclados e logo Darrell surge mostrando o porque de estar ali e o faz muito bem.

Caminhando ao seu final, “Rubber Man” é pesada e continua agitada e com um refrão cheio de vigor e as vozes a mil. Sua ponte é mais calma e continua num crescendo até adivinhem?! Outro solo muito bem colocado e dali peso em seu decorrer. E fechando de vez o trabalho, há uma versão acústica de “Hallowed Ground” que diga-se é ainda melhor que a original.

“Dying for the World” é um belo trabalho, um disco muito bom de uma banda já consolidada neste momento e que ainda surpreende trazendo elementos novos em sua sonoridade sem se perderem. Há um ou outro tropeço no caminhar, como soar um pouquinho repetitivo em sua metade onde as músicas traçam uma mesma fórmula, mas nada que de fato impeça a boa audição. Recomendado para todos os gostos.

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