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Resenha: Denner/Shermann - Masters Of Evil (2016)

Por: André Luiz Paiz

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Para matar um pouco da saudade do Mercyful Fate
4
03/07/2019

Denner/Shermann é um projeto recente, mas formado por dois guitarristas extremamente gabaritados e competentes. E tem mais, ambos fazem parte da formação clássica do Mercyful Fate. Unidos para relembrar um pouco daquele saudoso período, lançaram um excelente EP e agora um ótimo álbum, que permitirá reviver um pouco daquela atmosfera dos antigos álbuns do grupo.

Confesso que estava com um pouco de receio em relação ao vocalista Sean Peck (ex-Cage), simplesmente pela iminente comparação com King Diamond, de quem sou fã de carteirinha. Ambos se distanciam bastante, mas Sean vai muito bem. Completando o time, temos o baixista Marc Grabowski e o baterista Snowy Shaw.

"Masters Of Evil" é uma pancada atrás da outra. São oito faixas de tirar o fôlego, que trazem os momentos mais agressivos e também menos melódicos do Mercyful Fate, ou seja, focam apenas no metal e na temática satanista e ocultista já característica. O destaque principal fica para os fundadores e espetaculares guitarristas Hank Shermann e Michael Denner.

Você perceberá a proposta da dupla já no petardo "Angel's Blood". Em seguida, "Son Of Satan" mostra que possui um refrão matador para execução ao vivo. "The Wolf Feeds At Night" lembra um pouco da carreira solo de Ozzy Osbourne e "Pentagram And The Cross" é pesada e empolgante.
Começando a segunda metade, "Masters Of Evil" começa lenta lembrando um pouco do Maiden nos tempos de "Powerslave", até que cresce absurdamente, se transformando em uma das melhores do álbum. "Servants Of Dagon" é a que menos me empolga, mas, ainda bem que temos o encerramento com as faixas "Escape From Hell" - que lembra Judas Priest - e "The Baroness", recheada de peso, ótimos riffs e passagens excelentes.

"Masters Of Evil" deve ser degustado com os ouvidos preparados para relembrar o passado, mas também para absorver novos elementos e curtir a proposta da dupla. Não é possui tantas melodias, focando mais nas guitarras e em um heavy metal mais crú. 
Como primeiro lançamento, vá sem medo. E que venha o próximo!

Para matar um pouco da saudade do Mercyful Fate
4
03/07/2019

Denner/Shermann é um projeto recente, mas formado por dois guitarristas extremamente gabaritados e competentes. E tem mais, ambos fazem parte da formação clássica do Mercyful Fate. Unidos para relembrar um pouco daquele saudoso período, lançaram um excelente EP e agora um ótimo álbum, que permitirá reviver um pouco daquela atmosfera dos antigos álbuns do grupo.

Confesso que estava com um pouco de receio em relação ao vocalista Sean Peck (ex-Cage), simplesmente pela iminente comparação com King Diamond, de quem sou fã de carteirinha. Ambos se distanciam bastante, mas Sean vai muito bem. Completando o time, temos o baixista Marc Grabowski e o baterista Snowy Shaw.

"Masters Of Evil" é uma pancada atrás da outra. São oito faixas de tirar o fôlego, que trazem os momentos mais agressivos e também menos melódicos do Mercyful Fate, ou seja, focam apenas no metal e na temática satanista e ocultista já característica. O destaque principal fica para os fundadores e espetaculares guitarristas Hank Shermann e Michael Denner.

Você perceberá a proposta da dupla já no petardo "Angel's Blood". Em seguida, "Son Of Satan" mostra que possui um refrão matador para execução ao vivo. "The Wolf Feeds At Night" lembra um pouco da carreira solo de Ozzy Osbourne e "Pentagram And The Cross" é pesada e empolgante.
Começando a segunda metade, "Masters Of Evil" começa lenta lembrando um pouco do Maiden nos tempos de "Powerslave", até que cresce absurdamente, se transformando em uma das melhores do álbum. "Servants Of Dagon" é a que menos me empolga, mas, ainda bem que temos o encerramento com as faixas "Escape From Hell" - que lembra Judas Priest - e "The Baroness", recheada de peso, ótimos riffs e passagens excelentes.

"Masters Of Evil" deve ser degustado com os ouvidos preparados para relembrar o passado, mas também para absorver novos elementos e curtir a proposta da dupla. Não é possui tantas melodias, focando mais nas guitarras e em um heavy metal mais crú. 
Como primeiro lançamento, vá sem medo. E que venha o próximo!

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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