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Resenha: Scorpions - Lovedrive (1979)

Por: Fábio Arthur

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1979: A escalada do sucesso
5
18/06/2019

Uma banda que começou desde o meados dos anos 60 e rumou pelo anos 70 com afinco, paixão e força de vontade; esses são os Scorpions. Banda alemã, que demorou a vingar o sucesso, pois, batalharam e com muitas dificuldades, sendo uma delas a formação e outra o problema do idioma - no caso o inglês -, e também também a falta de um estilo mais direcionado. 

De um outro lado, caminharam pela década setentista, deixando um rastro de Hard e Metal, e que em cada disco se tornavam mais pesados. A banda tinha uma veia muito boa em termos de sonoridade a partir do segundo disco. Fizeram baladas com maestria e tinham um vocal altamente competente, com drives e agudos poderosos - o fantástico Klaus Meine. 

Em um determinado momento, o grupo precisava chegar em algum lugar, pois estavam lá, lutando dia a dia, a cada álbum lançado, mas não era suficiente. Então, mediante ao sucesso que vinha desde 1976 no Japão, através do disco "Virgin Killer", a banda conseguiu fazer mais um disco de estúdio e assim seguir em tour pelo país oriental, deixando um registro de apelo mundial: "Tokio Tapes", de 78, duplo e ao vivo, último da fase Uli Jon Roth. Quando se deu o lançamento desse petardo ao vivo, os americanos e europeus, que tinham apreço pela banda, ficaram muito chateados, do motivo de um disco tão forte como aquele, foi prensado primeiro em terras japonesas. Isso gerou um desconforto, mas esse mesmo sentimento trouxe o começo do sucesso dos Scorpions nos EUA. 

Dieter Dierks produziu a banda e a Mercury lançou "Lovedrive" em 1979, esse que vinha pesado, melódico e ainda assim com vários hits no set. O disco não somente abriu as portas para turnês em demasia como também trouxe uma fonte de fãs e boas críticas. 

Em "Lovedrive", a banda andaria pelos caminhos que os fariam ainda maior nos anos 80, o som Hard misturado ao Heavy Metal, que seriam a fonte e a espinha firme que levantaria o grupo. 

Nas gravações, o disco traz um ex-membro dos Scorpions e UFO, além de irmão de 
Rudolf. Michael Schenker colaborou em três das faixas do álbum. 

Em um pouco mais de 35 minutos, a banda caminha pelo metal pesado com "Can´t Get Enought", com drives absurdos de Klaus em "Another Piece of Meat"; um reggae em "Is There Anybody There?", uma instrumental: "Coast to Coast"; duas baladas: "Always Somewhere" e a mega clássica "Holiday" que, segundo Schenker, diria: "Ela tinha cara de Holiday, por isso o título". Com tudo isso, não sendo o bastante, a banda traz uma abertura digna com "Loving you Sunday Morning" e a poderosa faixa-título "Lovedrive", que assim completa o disco maravilhoso e muito além dos resultados apresentados até 1977 pela banda. 

A aceitação foi boa, mas daí em adiante, as tours seriam pesadas e sem pausas, fazendo com que Klaus enfrentasse problemas com sua voz, mesmo chegando ao posto de grande banda. 

Como diria Mathias em uma entrevista tempos depois: "Nunca ficamos despedaçados pelo sucesso, pois ele veio aos poucos disco a disco". Esse certamente é um dos pontos altos da carreira do grupo. 

A arte fenomenal veio a ser proibida e substituída. Ainda assim, ainda hoje, mesmo em vários países, ela não pode ser vinculada da forma original de época. No mais, a banda nos remete aqui em um som gostoso, produtivo e muito enérgico, além de um repertório que poderia figurar como um todo em cada concerto da banda.

1979: A escalada do sucesso
5
18/06/2019

Uma banda que começou desde o meados dos anos 60 e rumou pelo anos 70 com afinco, paixão e força de vontade; esses são os Scorpions. Banda alemã, que demorou a vingar o sucesso, pois, batalharam e com muitas dificuldades, sendo uma delas a formação e outra o problema do idioma - no caso o inglês -, e também também a falta de um estilo mais direcionado. 

De um outro lado, caminharam pela década setentista, deixando um rastro de Hard e Metal, e que em cada disco se tornavam mais pesados. A banda tinha uma veia muito boa em termos de sonoridade a partir do segundo disco. Fizeram baladas com maestria e tinham um vocal altamente competente, com drives e agudos poderosos - o fantástico Klaus Meine. 

Em um determinado momento, o grupo precisava chegar em algum lugar, pois estavam lá, lutando dia a dia, a cada álbum lançado, mas não era suficiente. Então, mediante ao sucesso que vinha desde 1976 no Japão, através do disco "Virgin Killer", a banda conseguiu fazer mais um disco de estúdio e assim seguir em tour pelo país oriental, deixando um registro de apelo mundial: "Tokio Tapes", de 78, duplo e ao vivo, último da fase Uli Jon Roth. Quando se deu o lançamento desse petardo ao vivo, os americanos e europeus, que tinham apreço pela banda, ficaram muito chateados, do motivo de um disco tão forte como aquele, foi prensado primeiro em terras japonesas. Isso gerou um desconforto, mas esse mesmo sentimento trouxe o começo do sucesso dos Scorpions nos EUA. 

Dieter Dierks produziu a banda e a Mercury lançou "Lovedrive" em 1979, esse que vinha pesado, melódico e ainda assim com vários hits no set. O disco não somente abriu as portas para turnês em demasia como também trouxe uma fonte de fãs e boas críticas. 

Em "Lovedrive", a banda andaria pelos caminhos que os fariam ainda maior nos anos 80, o som Hard misturado ao Heavy Metal, que seriam a fonte e a espinha firme que levantaria o grupo. 

Nas gravações, o disco traz um ex-membro dos Scorpions e UFO, além de irmão de 
Rudolf. Michael Schenker colaborou em três das faixas do álbum. 

Em um pouco mais de 35 minutos, a banda caminha pelo metal pesado com "Can´t Get Enought", com drives absurdos de Klaus em "Another Piece of Meat"; um reggae em "Is There Anybody There?", uma instrumental: "Coast to Coast"; duas baladas: "Always Somewhere" e a mega clássica "Holiday" que, segundo Schenker, diria: "Ela tinha cara de Holiday, por isso o título". Com tudo isso, não sendo o bastante, a banda traz uma abertura digna com "Loving you Sunday Morning" e a poderosa faixa-título "Lovedrive", que assim completa o disco maravilhoso e muito além dos resultados apresentados até 1977 pela banda. 

A aceitação foi boa, mas daí em adiante, as tours seriam pesadas e sem pausas, fazendo com que Klaus enfrentasse problemas com sua voz, mesmo chegando ao posto de grande banda. 

Como diria Mathias em uma entrevista tempos depois: "Nunca ficamos despedaçados pelo sucesso, pois ele veio aos poucos disco a disco". Esse certamente é um dos pontos altos da carreira do grupo. 

A arte fenomenal veio a ser proibida e substituída. Ainda assim, ainda hoje, mesmo em vários países, ela não pode ser vinculada da forma original de época. No mais, a banda nos remete aqui em um som gostoso, produtivo e muito enérgico, além de um repertório que poderia figurar como um todo em cada concerto da banda.

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