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Resenha: Scorpions - Face The Heat (1993)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Não é sempre que a fórmula funciona
3.5
14/06/2019

Com o sucesso de "Crazy World" e a popularidade do lado pop do Scorpions - principalmente com as baladas - cada vez mais em alta, o grupo tentou utilizar a mesma forma do seu antecessor em "Face The Heat". Mas, desta vez, não funcionou tão bem.

É seguro dizer que "Face The Heat" é o primeiro álbum do Scorpions que chegou a despertar certa frustração aos fãs quando foi lançado. Isso pode parecer um fator negativo mas, para mim, na verdade não é. Analisando cronologicamente a discografia do grupo, são álbuns e mais álbuns de qualidade absurda, com pouquíssimos deslizes. Então, esta decepção até que demorou para acontecer.

Eu usei a palavra "decepção" no parágrafo anterior, mas não é bem assim. A expectativa em relação aos Scorpions sempre foi alta, dado o motivo já mencionado anteriormente. Sempre espera-se muito de uma banda com tantos álbuns clássicos. "Face The Heat" tem sim algo a se aproveitar.
"Crazy World" é um álbum que considero clássico e perfeitamente estruturado. Como fez muito sucesso, era de se esperar que a banda seguiria a mesma linha. O que não deu certo aqui, é que a maioria das faixas não possui o impacto de outrora, dando até uma certa impressão de "feito por obrigação". Ainda há a veia hard, pois a maioria das faixas é conduzida por bons riffs de guitarra, mas ainda fica a sensação de estranheza, como se algo não estivesse encaixando.

Falando um pouco sobre os bons momentos, gosto muito da faixa de abertura "Alien Nation" que, apesar de não ser hit, soa bem com seu peso e cadência, além da letra ácida. "No Pain No Gain" e "Unholy Alliance" são pesadas e permitem a curtição. Destaco também a ótima "Ship of Fools", uma das minhas favoritas. A balada blues rock "Woman" também chama a atenção, principalmente pela performance de Klaus Meine. Por fim, "Someone to Touch" também funciona legal, sem muito destaque.
É claro que não poderiam faltar as baladas. "Under the Same Sun" e "Lonely Nights" são OK, principalmente se compararmos com as duas ótimas baladas de "Crazy World".

"Face The Heat" é isso. Não empolga muito, principalmente por ser constantemente comparado com os antecessores. Também não deve ser descartado, pois ainda é o Scorpions, ainda é hard e ainda temos Klaus Meine.

Não é sempre que a fórmula funciona
3.5
14/06/2019

Com o sucesso de "Crazy World" e a popularidade do lado pop do Scorpions - principalmente com as baladas - cada vez mais em alta, o grupo tentou utilizar a mesma forma do seu antecessor em "Face The Heat". Mas, desta vez, não funcionou tão bem.

É seguro dizer que "Face The Heat" é o primeiro álbum do Scorpions que chegou a despertar certa frustração aos fãs quando foi lançado. Isso pode parecer um fator negativo mas, para mim, na verdade não é. Analisando cronologicamente a discografia do grupo, são álbuns e mais álbuns de qualidade absurda, com pouquíssimos deslizes. Então, esta decepção até que demorou para acontecer.

Eu usei a palavra "decepção" no parágrafo anterior, mas não é bem assim. A expectativa em relação aos Scorpions sempre foi alta, dado o motivo já mencionado anteriormente. Sempre espera-se muito de uma banda com tantos álbuns clássicos. "Face The Heat" tem sim algo a se aproveitar.
"Crazy World" é um álbum que considero clássico e perfeitamente estruturado. Como fez muito sucesso, era de se esperar que a banda seguiria a mesma linha. O que não deu certo aqui, é que a maioria das faixas não possui o impacto de outrora, dando até uma certa impressão de "feito por obrigação". Ainda há a veia hard, pois a maioria das faixas é conduzida por bons riffs de guitarra, mas ainda fica a sensação de estranheza, como se algo não estivesse encaixando.

Falando um pouco sobre os bons momentos, gosto muito da faixa de abertura "Alien Nation" que, apesar de não ser hit, soa bem com seu peso e cadência, além da letra ácida. "No Pain No Gain" e "Unholy Alliance" são pesadas e permitem a curtição. Destaco também a ótima "Ship of Fools", uma das minhas favoritas. A balada blues rock "Woman" também chama a atenção, principalmente pela performance de Klaus Meine. Por fim, "Someone to Touch" também funciona legal, sem muito destaque.
É claro que não poderiam faltar as baladas. "Under the Same Sun" e "Lonely Nights" são OK, principalmente se compararmos com as duas ótimas baladas de "Crazy World".

"Face The Heat" é isso. Não empolga muito, principalmente por ser constantemente comparado com os antecessores. Também não deve ser descartado, pois ainda é o Scorpions, ainda é hard e ainda temos Klaus Meine.

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