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Resenha: Fortune - Fortune II (2019)

Por: Diógenes Ferreira

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O tempo passou mas a magia permanece intacta
5
13/06/2019

Exatos 34 anos separam o álbum auto-intitulado do Fortune, lançado em 1985 e esse Fortune II saindo do forno em 2019. A banda formada pelos irmãos Richard Fortune na guitarra e Mick Fortune na bateria, teve um período inicial já no final dos anos 70 e que contou até com Colleen Fortune, esposa de Richard nos vocais da banda. Entre trocas de membros, um disco involuntário e trilha sonora no filme ‘O Último Americano Virgem’, tiveram uma relativa atenção, mas que chegou mesmo à uma certa notoriedade com o outro álbum auto-intitulado de 85, que virou uma pérola cult do AOR, com canções sensacionais como "Stacy", "Dearborn Station," e "Thrill of it All”, álbum esse já contando com o tecladista Roger Scott Craig e com Larry Greene nos vocais juntos aos irmãos Fortune. Um disco maravilhoso e muito apreciado pelos amantes do AOR 80’s e por esse que vos escreve, mas que ainda assim a banda não vingou comercialmente na época e logo se desfez. A dupla Larry Greene e Roger Scott Craig ainda trabalharam juntos no projeto Harlan Cage, gravando 4 discos entre 1996 e 2002, mas passado todo esse tempo, o Fortune resolveu tentar novamente uma nova aparição e com material saindo do forno.

O álbum abre com “Don’t Say You Love Me” que inicia com um teclado que já traz um climão oitentista logo de cara e um refrão grudento pra sair cantarolando por aí. Se a primeira faixa já deixa uma boa impressão no ouvinte saudosista do primeiro álbum de 1985, então espere começar “Shelter of The Night” com uma pegada que nos remete diretamente ao Asia, outro monstro do gênero. As melodias agradáveis, o estilo clássico, a sensação de estar de volta no tempo... tudo isso vai pegando o ouvinte nessa faixa. Depois vem “Freedom Road” lembrando a veia Survivor e com guitarras melódicas acompanhando o ‘chorus’. “A Little Drop of Poison” traz um piano inicial com melodias vocais cheios de ‘feeling’ e que cresce no refrão. “What A Fool I’ve Been” vem pra matar o tradicional fã de AOR do coração, com aqueles teclados que só o estilo proporciona. “Overload” inicia com um solo aliado a camas de teclados também tipicamente do estilo lembrando novamente o Survivor. “Heart of Stone” vem ser a balada do álbum, sentimental ao extremo como o próprio título sugere. “The Night” vem com a bateria carregada e os teclados para dar o clima. Já “New Orleans” é a única que aponta para uma sonoridade mais atual enquanto que “All The Right Moves” se encarrega de fechar o disco com aquele clima de rock de arena do final dos anos 70.

É notório que ao longo de todo o álbum, a sensação é de que estamos diante de um disco dos anos 80, pois de fato vindo dessa década maravilhosa, o Fortune continua o que começou no seu álbum de 85. A banda como várias outras oitentistas que se encontram ativas ou que retornaram na última década, poderia muito bem tentar se encaixar na modernidade de hoje ou mesclar o som do passado com a sonoridade atual como muitas fazem, mas não... não é isso que você vai ouvir nesse Fortune II. Aqui a banda escolheu gravar um álbum de AOR genuíno com intuito de agradar mesmo os saudosistas do estilo, sem se preocupar se serão taxados pela “mídia especializada” de datados ou ultrapassados. Aqui o fã só vai ouvir a mesma magia que se ouvia nos anos 80 e feita por quem entende do riscado. Um retorno que se mostra uma grata surpresa e que fará a alegria de muitos fãs órfãos do tradicional AOR. Recomendadíssimo!

O tempo passou mas a magia permanece intacta
5
13/06/2019

Exatos 34 anos separam o álbum auto-intitulado do Fortune, lançado em 1985 e esse Fortune II saindo do forno em 2019. A banda formada pelos irmãos Richard Fortune na guitarra e Mick Fortune na bateria, teve um período inicial já no final dos anos 70 e que contou até com Colleen Fortune, esposa de Richard nos vocais da banda. Entre trocas de membros, um disco involuntário e trilha sonora no filme ‘O Último Americano Virgem’, tiveram uma relativa atenção, mas que chegou mesmo à uma certa notoriedade com o outro álbum auto-intitulado de 85, que virou uma pérola cult do AOR, com canções sensacionais como "Stacy", "Dearborn Station," e "Thrill of it All”, álbum esse já contando com o tecladista Roger Scott Craig e com Larry Greene nos vocais juntos aos irmãos Fortune. Um disco maravilhoso e muito apreciado pelos amantes do AOR 80’s e por esse que vos escreve, mas que ainda assim a banda não vingou comercialmente na época e logo se desfez. A dupla Larry Greene e Roger Scott Craig ainda trabalharam juntos no projeto Harlan Cage, gravando 4 discos entre 1996 e 2002, mas passado todo esse tempo, o Fortune resolveu tentar novamente uma nova aparição e com material saindo do forno.

O álbum abre com “Don’t Say You Love Me” que inicia com um teclado que já traz um climão oitentista logo de cara e um refrão grudento pra sair cantarolando por aí. Se a primeira faixa já deixa uma boa impressão no ouvinte saudosista do primeiro álbum de 1985, então espere começar “Shelter of The Night” com uma pegada que nos remete diretamente ao Asia, outro monstro do gênero. As melodias agradáveis, o estilo clássico, a sensação de estar de volta no tempo... tudo isso vai pegando o ouvinte nessa faixa. Depois vem “Freedom Road” lembrando a veia Survivor e com guitarras melódicas acompanhando o ‘chorus’. “A Little Drop of Poison” traz um piano inicial com melodias vocais cheios de ‘feeling’ e que cresce no refrão. “What A Fool I’ve Been” vem pra matar o tradicional fã de AOR do coração, com aqueles teclados que só o estilo proporciona. “Overload” inicia com um solo aliado a camas de teclados também tipicamente do estilo lembrando novamente o Survivor. “Heart of Stone” vem ser a balada do álbum, sentimental ao extremo como o próprio título sugere. “The Night” vem com a bateria carregada e os teclados para dar o clima. Já “New Orleans” é a única que aponta para uma sonoridade mais atual enquanto que “All The Right Moves” se encarrega de fechar o disco com aquele clima de rock de arena do final dos anos 70.

É notório que ao longo de todo o álbum, a sensação é de que estamos diante de um disco dos anos 80, pois de fato vindo dessa década maravilhosa, o Fortune continua o que começou no seu álbum de 85. A banda como várias outras oitentistas que se encontram ativas ou que retornaram na última década, poderia muito bem tentar se encaixar na modernidade de hoje ou mesclar o som do passado com a sonoridade atual como muitas fazem, mas não... não é isso que você vai ouvir nesse Fortune II. Aqui a banda escolheu gravar um álbum de AOR genuíno com intuito de agradar mesmo os saudosistas do estilo, sem se preocupar se serão taxados pela “mídia especializada” de datados ou ultrapassados. Aqui o fã só vai ouvir a mesma magia que se ouvia nos anos 80 e feita por quem entende do riscado. Um retorno que se mostra uma grata surpresa e que fará a alegria de muitos fãs órfãos do tradicional AOR. Recomendadíssimo!

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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