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Resenha: Slayer - Seasons In The Abyss (1990)

Por: Fábio Arthur

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Muralha sonora
5
11/06/2019

Quando se obtém o sucesso, tudo fica mais fácil para poder seguir em frente. O Slayer, em 1990, concebeu uma obra indiscutivelmente sem fronteiras e que bateu de frente com o modelo musical que vigorava na época, chamado de Grunge. As gravações começaram em março nos estúdios de Hit City West, Los Angeles. O disco foi bem produzido por Rick Rubin, Andy Wallace - grande mestre -, e a própria banda, fazendo deste um grande álbum em diversas direções. 

Lombardo voltaria para a banda aqui, após um entra e sai desde 1986, e marcaria o último disco com o mesmo, até o lançamento de 2006. Em partes, na turnê, Lombardo não toca em todos o concertos e, mesmo assim, a banda conseguiu se manter em frente e se tornou muito grande no período. 

Para entender melhor o disco citado aqui, "Season in the Abyss", é preciso voltar anos antes na carreira da banda, quando saíram de um som meio thrash, meio death metal, como realizado em "Hell Awaits", e que passou a outro patamar em 1986, com "Reign Blood", este último elevado ao nível de clássico por fãs e críticos especialistas em metal, até "South of Heaven", de 1988, que marca uma fusão do disco de 86 com na época o novo Slayer, indo assim culminar em 1990 que, com requinte, mescla os dois discos antecessores e o resultado se faz bem satisfatório. "Season in the Abyss", marca a musicalidade do grupo como um todo Em termos de guitarras, o disco soa mais imponente, com complexidade. No quesito bateria, Lombardo realça sua pegada ao extremo de técnica e rapidez. Mesmo nas faixas mais cadenciadas, a banda segue com voracidade musical. Araya traz novamente um vocal sublime, forte e ríspido, mas sem os gritos agudos de outrora, dando margem ao modelo mais condizente com a vertente do grupo.

Para a arte, Larry Caroll manteve o nível dos discos passados da banda, trazendo uma capa em vermelho rabiscada em detalhes sombrios e merecidamente competente, combinando com o conteúdo do álbum. 

Dois clipes foram lançados para a MTV, sendo um deles da faixa "War Ensenble", poderosa e que abre o petardo de forma única e visceral. Também foi lançado um vídeo para a faixa-título "Season in the Abyss", que determina um padrão elevado musical, indo muito além do premeditado anteriormente na carreira do grupo. Essa última teve seu vídeo concebido no Oriente Médio, fazendo assim um dos maiores trabalhos visual de uma banda de heavy metal, trazendo um contraste macabro, com a ideologia vigente de um povo com comportamentos totalmente fora dos padrões americanos, por assim dizer. A beleza deste é intocável!

Em uma audição bem compenetrada, o que se escuta nesse clássico são sons determinantes, quer sejam pelas letras, arranjos e/ou as pauladas musicais em si. Faixas como as já citadas acima, são nobres e entre elas o disco se faz enriquecido em demasia. Exemplos disso não faltam de forma alguma: "Skeletons of Society", "Dead Skin Mask", "Temptation" e assim adiante.

O Slayer veio impiedoso nessa fase. Musicalmente e categoricamente se tornou o grande thrash do mainstream junto ao Megadeth de Mustaine, mas ainda assim, a diferença aqui seria a força brutal do som do grupo, aliado às facetas dos músicos. Uma obra-prima que fecha um ciclo. A maturidade estava estampada nesse período.

Muralha sonora
5
11/06/2019

Quando se obtém o sucesso, tudo fica mais fácil para poder seguir em frente. O Slayer, em 1990, concebeu uma obra indiscutivelmente sem fronteiras e que bateu de frente com o modelo musical que vigorava na época, chamado de Grunge. As gravações começaram em março nos estúdios de Hit City West, Los Angeles. O disco foi bem produzido por Rick Rubin, Andy Wallace - grande mestre -, e a própria banda, fazendo deste um grande álbum em diversas direções. 

Lombardo voltaria para a banda aqui, após um entra e sai desde 1986, e marcaria o último disco com o mesmo, até o lançamento de 2006. Em partes, na turnê, Lombardo não toca em todos o concertos e, mesmo assim, a banda conseguiu se manter em frente e se tornou muito grande no período. 

Para entender melhor o disco citado aqui, "Season in the Abyss", é preciso voltar anos antes na carreira da banda, quando saíram de um som meio thrash, meio death metal, como realizado em "Hell Awaits", e que passou a outro patamar em 1986, com "Reign Blood", este último elevado ao nível de clássico por fãs e críticos especialistas em metal, até "South of Heaven", de 1988, que marca uma fusão do disco de 86 com na época o novo Slayer, indo assim culminar em 1990 que, com requinte, mescla os dois discos antecessores e o resultado se faz bem satisfatório. "Season in the Abyss", marca a musicalidade do grupo como um todo Em termos de guitarras, o disco soa mais imponente, com complexidade. No quesito bateria, Lombardo realça sua pegada ao extremo de técnica e rapidez. Mesmo nas faixas mais cadenciadas, a banda segue com voracidade musical. Araya traz novamente um vocal sublime, forte e ríspido, mas sem os gritos agudos de outrora, dando margem ao modelo mais condizente com a vertente do grupo.

Para a arte, Larry Caroll manteve o nível dos discos passados da banda, trazendo uma capa em vermelho rabiscada em detalhes sombrios e merecidamente competente, combinando com o conteúdo do álbum. 

Dois clipes foram lançados para a MTV, sendo um deles da faixa "War Ensenble", poderosa e que abre o petardo de forma única e visceral. Também foi lançado um vídeo para a faixa-título "Season in the Abyss", que determina um padrão elevado musical, indo muito além do premeditado anteriormente na carreira do grupo. Essa última teve seu vídeo concebido no Oriente Médio, fazendo assim um dos maiores trabalhos visual de uma banda de heavy metal, trazendo um contraste macabro, com a ideologia vigente de um povo com comportamentos totalmente fora dos padrões americanos, por assim dizer. A beleza deste é intocável!

Em uma audição bem compenetrada, o que se escuta nesse clássico são sons determinantes, quer sejam pelas letras, arranjos e/ou as pauladas musicais em si. Faixas como as já citadas acima, são nobres e entre elas o disco se faz enriquecido em demasia. Exemplos disso não faltam de forma alguma: "Skeletons of Society", "Dead Skin Mask", "Temptation" e assim adiante.

O Slayer veio impiedoso nessa fase. Musicalmente e categoricamente se tornou o grande thrash do mainstream junto ao Megadeth de Mustaine, mas ainda assim, a diferença aqui seria a força brutal do som do grupo, aliado às facetas dos músicos. Uma obra-prima que fecha um ciclo. A maturidade estava estampada nesse período.

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