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Resenha: Blackberry Smoke - The Whippoorwill (2012)

Por: Erick Medeiros Batista

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"FAIXA A FAIXA" de The Whippoorwill
4.5
07/06/2019

A banda estadunidense Blackberry Smoke já se encontra consolidada no cenário do Southern Rock. Estabelecer uma análise crítica acerca de seus trabalhos de estúdio não é tarefa fácil. Porém, “The Whippoorwill”, por ser, até o presente momento, o álbum mais aclamado da discografia da banda, merece especial atenção.

Portanto, peço licença aos leitores para traçar um breve “faixa a faixa” do álbum.

Ressalto que esta análise está longe de reproduzir a “verdade”. Apenas se trata da minha opinião a respeito de um álbum de uma banda cujo trabalho eu fortemente admiro e recomendo.

Bom, vamos lá!

1. Six Ways to Sunday – A banda “abre fogo” já com a personalidade que lhe é própria. A primeira faixa do disco é um “countrybluesrock” de empolgar até mesmo o menos otimista dos ouvintes. Com um “riff” inicial de guitarra à moda Lynard Skynard, logo seguido dos demais instrumentos – com total destaque ao piano de Brandon Still, a música revela uma energia extremamente positiva e, comparando-se às faixas de abertura dos demais álbuns do quinteto, revela-se como um dos seus melhores prelúdios.

2. Pretty Little Lie – Já na segunda faixa, uma “pedra preciosa”. “Pretty Little Lie”, que tem uma introdução pouco pretensiosa, demonstra uma das mais lindas melodias criadas pela banda. Dotada de uma cadência harmônica belíssima durante o verso, manifesta um refrão igualmente belo, “pegajoso” e capaz de agradar qualquer ouvinte. Destaque para o casamento das vozes de Charlie Starr e Paul Jackson, que poderiam até formar uma dupla. Baita som!

3. Everybody Knows She’s Mine – A terceira música do disco é outra “pancada”! Possui um refrão “grudento” – magistralmente entoado por Starr, com sua voz potente e “feeling” de arrepiar – preenchido por ótimos “backing vocals” femininos. Os seus solos são sensacionais! 

4. One Horse Town – Este belo trabalho é capaz de figurar em qualquer álbum de Southern Rock. Aqui, após um som preambular próximo ao de um órgão – quase como um hino à pátria! – reproduzido pelo tecladista Still, surge um violão, que, “beliscando” um “riff” mesclado com base, reproduz um trechinho do que virá a ser a melodia das primeiras palavras do refrão. Ao adentrar o verso, Charlie Starr canta uma das melodias mais bonitas do disco e a música ganha ainda mais “tempero”. Enfim, One Horse Town é um verdadeiro “carro-chefe” do repertório da banda e, de tão bela, provoca no ouvinte aquela “invejinha” por não ter sido ele quem a compôs (quem é músico entende o que quero dizer hehe).
 
5. Ain’t Much Left of Me – A quinta faixa é introduzida por uma conversa de violão e guitarra, seguida de ótimas levadas do baterista Brit Turner e competentes frases de contrabaixo tocadas pelo seu irmão, Richard. É mais uma daquelas músicas com que se vibra ao ouvi-las, muito em razão da energia contagiante  que apresenta do primeiro ao último acorde. No refrão, Starr entoa outra melodia “grudenta” com sua excelente interpretação.
 
6. The Whippoorwill – A faixa título é bem mais que meramente a música homônima do álbum. Sem “tirar nem pôr”, é perfeita do início ao fim. Com uma “vibe” que chega a ser relaxante, capaz de acalmar os ouvidos, transportando quem a ouve para uma verdadeira sessão de hipnose, “The Whippoorwill” é dona de um refrão belíssimo, solos em dueto de tirar o fôlego e uma cadência harmônica de muito "bom gosto". É ideal, também, para quem quiser escutar algo ao “pegar” a estrada ou sentar-se sobre a varanda da fazenda. Uma das melhores do álbum (e da banda)!

7. Lucky Seven – A sétima faixa do álbum já se destaca pela levada empolgante do bom e velho “arroz com feijão bem feito”. Destaque para o contrabaixo de Richard Turner, que, junto de seu irmão “batera”, Brit, conduz a “intro” e o verso com muito “rock and roll” regado a um “feeling” arrasador das teclas de Brandon Still, que preenche toda levada com maestria. Este é um daqueles sons de que se gosta a partir do primeiro segundo de música.

8. Leave a Scar – A oitava faixa do disco é alegre, empolgante e rápida. Possui, talvez, a melodia menos expressiva do disco. Ainda assim, “Leave a Scar” apresenta ótimos “riffs” de guitarra e uma conversa "afiadíssima" entre as cordas e as baquetas. Destaque para o trabalho de banjo empregado com dignidade, que carimba o selo “country de qualidade” presente nas canções da banda.
  
9. Crimson Moon – A nona faixa do álbum inicia-se com muita atitude, com “guita” e “baixo” tocando a mesma frase, carregados pela vibrante e criativa “batera” de Brit Turner. Esses “riffs” repetem-se logo após o término do primeiro refrão, bem como encerram a música, tornando-a ainda mais empolgante. Destaque para o arranjo instrumental que sustenta a voz de Starr durante o refrão, o brilhante solo de teclado e o requinte nas baquetas de Brit durante o acompanhamento ao solo de guitarra.
  
10. Ain’t Got the Blues – Esta é mais uma “esmeralda” do álbum. Com uma introdução em que se reproduz a própria música, só que por meio de um toca-discos antigo, soando “magrinha” e sob chiados, “Ain’t Got the Blues” revela uma melodia que “gruda” no cérebro e um trabalho de violão típico do seguimento blues muito bem realizado. O ressonador (“resonator”) com “slide” utilizado para o seu ótimo solo torna o som ainda mais “blueseado”. Fantástico!

11. Sleeping Dogs – Na décima primeira faixa, confirma-se todo o potencial de Charlie Starr como vocalista virtuoso, com total domínio de voz e dono de uma interpretação diferenciada (sobretudo a partir do marco 02:27). Ótima harmonia, refrão poderoso, excelente música.

12. Shakin’ Hands With the Holy Ghost – a penúltima música é o som mais “rock and roll” do disco. Iniciada por “riffs” imponentes que mais lembram ACDC do que qualquer outra coisa, soa quase como um cover dos gigantes do rock. Isso, obviamente, não retira o mérito da banda, que sabe, como ninguém, ser autêntica mesmo quando apresenta trabalhos que se assemelham a de outros artistas.

13. Up The Road – A última faixa do álbum resolve-o de maneira mansa e sublime! O piano de Still conduz a base de maneira triunfal, enquanto a linda melodia e a harmonia dessa incrível balada carregam o ouvinte para o fim de uma magnífica obra de Southtern Rock, concluída por uma interessante sequência de solo, refrão e mais solo. Com sua belíssima melodia e seus criativos vocais femininos ao final, “Up The Road” encerra com “chave de ouro” um dos melhores trabalhos de estúdio de banda, senão o melhor.
 
Enfim, esta foi a minha análise, faixa a faixa, do álbum “The Whippoorwill”, da banda Blackberry Smoke. Espero que gostem!

"FAIXA A FAIXA" de The Whippoorwill
4.5
07/06/2019

A banda estadunidense Blackberry Smoke já se encontra consolidada no cenário do Southern Rock. Estabelecer uma análise crítica acerca de seus trabalhos de estúdio não é tarefa fácil. Porém, “The Whippoorwill”, por ser, até o presente momento, o álbum mais aclamado da discografia da banda, merece especial atenção.

Portanto, peço licença aos leitores para traçar um breve “faixa a faixa” do álbum.

Ressalto que esta análise está longe de reproduzir a “verdade”. Apenas se trata da minha opinião a respeito de um álbum de uma banda cujo trabalho eu fortemente admiro e recomendo.

Bom, vamos lá!

1. Six Ways to Sunday – A banda “abre fogo” já com a personalidade que lhe é própria. A primeira faixa do disco é um “countrybluesrock” de empolgar até mesmo o menos otimista dos ouvintes. Com um “riff” inicial de guitarra à moda Lynard Skynard, logo seguido dos demais instrumentos – com total destaque ao piano de Brandon Still, a música revela uma energia extremamente positiva e, comparando-se às faixas de abertura dos demais álbuns do quinteto, revela-se como um dos seus melhores prelúdios.

2. Pretty Little Lie – Já na segunda faixa, uma “pedra preciosa”. “Pretty Little Lie”, que tem uma introdução pouco pretensiosa, demonstra uma das mais lindas melodias criadas pela banda. Dotada de uma cadência harmônica belíssima durante o verso, manifesta um refrão igualmente belo, “pegajoso” e capaz de agradar qualquer ouvinte. Destaque para o casamento das vozes de Charlie Starr e Paul Jackson, que poderiam até formar uma dupla. Baita som!

3. Everybody Knows She’s Mine – A terceira música do disco é outra “pancada”! Possui um refrão “grudento” – magistralmente entoado por Starr, com sua voz potente e “feeling” de arrepiar – preenchido por ótimos “backing vocals” femininos. Os seus solos são sensacionais! 

4. One Horse Town – Este belo trabalho é capaz de figurar em qualquer álbum de Southern Rock. Aqui, após um som preambular próximo ao de um órgão – quase como um hino à pátria! – reproduzido pelo tecladista Still, surge um violão, que, “beliscando” um “riff” mesclado com base, reproduz um trechinho do que virá a ser a melodia das primeiras palavras do refrão. Ao adentrar o verso, Charlie Starr canta uma das melodias mais bonitas do disco e a música ganha ainda mais “tempero”. Enfim, One Horse Town é um verdadeiro “carro-chefe” do repertório da banda e, de tão bela, provoca no ouvinte aquela “invejinha” por não ter sido ele quem a compôs (quem é músico entende o que quero dizer hehe).
 
5. Ain’t Much Left of Me – A quinta faixa é introduzida por uma conversa de violão e guitarra, seguida de ótimas levadas do baterista Brit Turner e competentes frases de contrabaixo tocadas pelo seu irmão, Richard. É mais uma daquelas músicas com que se vibra ao ouvi-las, muito em razão da energia contagiante  que apresenta do primeiro ao último acorde. No refrão, Starr entoa outra melodia “grudenta” com sua excelente interpretação.
 
6. The Whippoorwill – A faixa título é bem mais que meramente a música homônima do álbum. Sem “tirar nem pôr”, é perfeita do início ao fim. Com uma “vibe” que chega a ser relaxante, capaz de acalmar os ouvidos, transportando quem a ouve para uma verdadeira sessão de hipnose, “The Whippoorwill” é dona de um refrão belíssimo, solos em dueto de tirar o fôlego e uma cadência harmônica de muito "bom gosto". É ideal, também, para quem quiser escutar algo ao “pegar” a estrada ou sentar-se sobre a varanda da fazenda. Uma das melhores do álbum (e da banda)!

7. Lucky Seven – A sétima faixa do álbum já se destaca pela levada empolgante do bom e velho “arroz com feijão bem feito”. Destaque para o contrabaixo de Richard Turner, que, junto de seu irmão “batera”, Brit, conduz a “intro” e o verso com muito “rock and roll” regado a um “feeling” arrasador das teclas de Brandon Still, que preenche toda levada com maestria. Este é um daqueles sons de que se gosta a partir do primeiro segundo de música.

8. Leave a Scar – A oitava faixa do disco é alegre, empolgante e rápida. Possui, talvez, a melodia menos expressiva do disco. Ainda assim, “Leave a Scar” apresenta ótimos “riffs” de guitarra e uma conversa "afiadíssima" entre as cordas e as baquetas. Destaque para o trabalho de banjo empregado com dignidade, que carimba o selo “country de qualidade” presente nas canções da banda.
  
9. Crimson Moon – A nona faixa do álbum inicia-se com muita atitude, com “guita” e “baixo” tocando a mesma frase, carregados pela vibrante e criativa “batera” de Brit Turner. Esses “riffs” repetem-se logo após o término do primeiro refrão, bem como encerram a música, tornando-a ainda mais empolgante. Destaque para o arranjo instrumental que sustenta a voz de Starr durante o refrão, o brilhante solo de teclado e o requinte nas baquetas de Brit durante o acompanhamento ao solo de guitarra.
  
10. Ain’t Got the Blues – Esta é mais uma “esmeralda” do álbum. Com uma introdução em que se reproduz a própria música, só que por meio de um toca-discos antigo, soando “magrinha” e sob chiados, “Ain’t Got the Blues” revela uma melodia que “gruda” no cérebro e um trabalho de violão típico do seguimento blues muito bem realizado. O ressonador (“resonator”) com “slide” utilizado para o seu ótimo solo torna o som ainda mais “blueseado”. Fantástico!

11. Sleeping Dogs – Na décima primeira faixa, confirma-se todo o potencial de Charlie Starr como vocalista virtuoso, com total domínio de voz e dono de uma interpretação diferenciada (sobretudo a partir do marco 02:27). Ótima harmonia, refrão poderoso, excelente música.

12. Shakin’ Hands With the Holy Ghost – a penúltima música é o som mais “rock and roll” do disco. Iniciada por “riffs” imponentes que mais lembram ACDC do que qualquer outra coisa, soa quase como um cover dos gigantes do rock. Isso, obviamente, não retira o mérito da banda, que sabe, como ninguém, ser autêntica mesmo quando apresenta trabalhos que se assemelham a de outros artistas.

13. Up The Road – A última faixa do álbum resolve-o de maneira mansa e sublime! O piano de Still conduz a base de maneira triunfal, enquanto a linda melodia e a harmonia dessa incrível balada carregam o ouvinte para o fim de uma magnífica obra de Southtern Rock, concluída por uma interessante sequência de solo, refrão e mais solo. Com sua belíssima melodia e seus criativos vocais femininos ao final, “Up The Road” encerra com “chave de ouro” um dos melhores trabalhos de estúdio de banda, senão o melhor.
 
Enfim, esta foi a minha análise, faixa a faixa, do álbum “The Whippoorwill”, da banda Blackberry Smoke. Espero que gostem!

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