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Resenha: Metallica - Load (1996)

Por: Fábio Arthur

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Album Cover
Muito além do thrash
3.5
05/06/2019

Quando uma banda renomada decide mudar a direção das coisas, mesmo que mantendo um certo nível, tudo acaba tendo dois lados, tanto para positivo como o negativo. No caso de "Load", o que se viu foram fãs da antiga fase da banda, desistindo de vez do grupo, e o aglomerado de novos fanáticos surgindo. A exposição em mídia especializada e a convencional, elevou os padrões da banda ao topo das paradas. Assim, mais um capítulo da carreira do Metallica, veio à tona no mundo musical e metal também, afinal, por que não? 

Novamente com a produção de Bob Rock, mas agora tendo Lars e Hetfield como coadjuvantes, a banda seguiu o caminho mais fácil, em alta produção - limpa - vídeos para MTV e concertos dotados de efeitos, além, logicamente das canções rock, pop, metal, new metal, country e seus afins; tudo em um álbum para lá de diferente e muito além do thrash metal feito nos anos oitenta. 

"Load" trouxe a marca de mais de 5 milhões de discos vendidos somente na América do Norte. Após o sucesso estrondoso do "Black Album", o grupo deixava uma camada de fãs ansiosa pelo trabalho seguinte, somente concluso em 1996. 

Mas, quem esperava uma continuação do disco anterior, se viu em desespero, com a banda lembrando até mesmo em momentos de vestimenta, comportamento e sons, o U2. Sim e isso também era um desejo de Lars, pois ele queria ir ao máximo aonde a fama e o sucesso os levassem. 

Nessa fase de 96, o Metallica estava distante de tudo que tinha feito, visualmente ainda era um fator pequeno perto do som produzido pela banda. As manias e vícios e tudo o mais invadiram o grupo e seu comportamento também. Enquanto músicos, Hetfield, após problemas nas cordas vocais durante as gravações do disco anterior, não exibia o drive de outrora. Lars era comedido na bateria e em seu novo kit. Kirk, além de pintar os olhos iguais ao Ozzy, agora mantinha um som de guitarra mais brando, sem muitas nuances metálicas e indo mais em uma linha comprometida com o novo empenho da banda. Por último, Newsted, em seu baixo, fazia de tudo para manter a linha e encarar a tarefa de levar o título - ainda naquela época - de novo baixista, e sim, ia perdendo força, mediante a caminhada que se tornava longa. Por outro lado, a banda trouxe novos fãs e ficou muito mais conhecida, indo além do heavy metal. 

O disco passa uma sensação de que se você for ouvi-lo como se não fosse o Metallica, vai agradar em cheio, mas se vier sabendo que é a mesma banda que compôs "Master of Puppets", vai sentir um frio na espinha e pensar em parar a audição no mesmo instante. 

Muitos julgam "Load" como o último suspiro ainda verdadeiro do Metallica, e assim, como tantos outros creem veementemente que o mesmo já citado "Black Album" seria o derradeiro disco da banda, têm também aqueles em que a aposta recai sobre "Kill ´Em All". Enfim, cada qual tem sua visão da coisa como um todo.

E o que dizer sobre as faixas de "Load"? Pois bem, Hetfield se tornou maduro ao compôr o álbum, as letras ganharam e muito com a mudança geral. Outro fator, seria o desenvolvimento musical, que permitiu a banda se expressar de forma livre e calcar sua força em canções harmoniosas e aliadas com guitarras distorcidas. Faixas como, "2x4" e "The House of Jack Built" são provas desse novo sistema de compôr, enquanto "Hero of the Day", queridinha da MTV, nos mostra um lado comercial e aceitável do grupo, que ainda assim impôs um certo peso. No mais, "Thorn Within" denota melodia com uma melancolia explícita e exerce bem sua função no disco. Assim, ainda muitos outros pontos não são descartáveis e sim convenientes e próprios de "Load". As faixas "Poor Twisted Me", " Bleeding Me" e a abertura "Ain´t my Bitch" são o maior exemplo disso tudo. 

Esse é um disco que novamente veio dividir atenção e fãs, mas ainda assim vale conferir. Mesmo não sendo o Metallica do passado, ainda assim, algo de muito bom se consegue resgatar desse trabalho.

Muito além do thrash
3.5
05/06/2019

Quando uma banda renomada decide mudar a direção das coisas, mesmo que mantendo um certo nível, tudo acaba tendo dois lados, tanto para positivo como o negativo. No caso de "Load", o que se viu foram fãs da antiga fase da banda, desistindo de vez do grupo, e o aglomerado de novos fanáticos surgindo. A exposição em mídia especializada e a convencional, elevou os padrões da banda ao topo das paradas. Assim, mais um capítulo da carreira do Metallica, veio à tona no mundo musical e metal também, afinal, por que não? 

Novamente com a produção de Bob Rock, mas agora tendo Lars e Hetfield como coadjuvantes, a banda seguiu o caminho mais fácil, em alta produção - limpa - vídeos para MTV e concertos dotados de efeitos, além, logicamente das canções rock, pop, metal, new metal, country e seus afins; tudo em um álbum para lá de diferente e muito além do thrash metal feito nos anos oitenta. 

"Load" trouxe a marca de mais de 5 milhões de discos vendidos somente na América do Norte. Após o sucesso estrondoso do "Black Album", o grupo deixava uma camada de fãs ansiosa pelo trabalho seguinte, somente concluso em 1996. 

Mas, quem esperava uma continuação do disco anterior, se viu em desespero, com a banda lembrando até mesmo em momentos de vestimenta, comportamento e sons, o U2. Sim e isso também era um desejo de Lars, pois ele queria ir ao máximo aonde a fama e o sucesso os levassem. 

Nessa fase de 96, o Metallica estava distante de tudo que tinha feito, visualmente ainda era um fator pequeno perto do som produzido pela banda. As manias e vícios e tudo o mais invadiram o grupo e seu comportamento também. Enquanto músicos, Hetfield, após problemas nas cordas vocais durante as gravações do disco anterior, não exibia o drive de outrora. Lars era comedido na bateria e em seu novo kit. Kirk, além de pintar os olhos iguais ao Ozzy, agora mantinha um som de guitarra mais brando, sem muitas nuances metálicas e indo mais em uma linha comprometida com o novo empenho da banda. Por último, Newsted, em seu baixo, fazia de tudo para manter a linha e encarar a tarefa de levar o título - ainda naquela época - de novo baixista, e sim, ia perdendo força, mediante a caminhada que se tornava longa. Por outro lado, a banda trouxe novos fãs e ficou muito mais conhecida, indo além do heavy metal. 

O disco passa uma sensação de que se você for ouvi-lo como se não fosse o Metallica, vai agradar em cheio, mas se vier sabendo que é a mesma banda que compôs "Master of Puppets", vai sentir um frio na espinha e pensar em parar a audição no mesmo instante. 

Muitos julgam "Load" como o último suspiro ainda verdadeiro do Metallica, e assim, como tantos outros creem veementemente que o mesmo já citado "Black Album" seria o derradeiro disco da banda, têm também aqueles em que a aposta recai sobre "Kill ´Em All". Enfim, cada qual tem sua visão da coisa como um todo.

E o que dizer sobre as faixas de "Load"? Pois bem, Hetfield se tornou maduro ao compôr o álbum, as letras ganharam e muito com a mudança geral. Outro fator, seria o desenvolvimento musical, que permitiu a banda se expressar de forma livre e calcar sua força em canções harmoniosas e aliadas com guitarras distorcidas. Faixas como, "2x4" e "The House of Jack Built" são provas desse novo sistema de compôr, enquanto "Hero of the Day", queridinha da MTV, nos mostra um lado comercial e aceitável do grupo, que ainda assim impôs um certo peso. No mais, "Thorn Within" denota melodia com uma melancolia explícita e exerce bem sua função no disco. Assim, ainda muitos outros pontos não são descartáveis e sim convenientes e próprios de "Load". As faixas "Poor Twisted Me", " Bleeding Me" e a abertura "Ain´t my Bitch" são o maior exemplo disso tudo. 

Esse é um disco que novamente veio dividir atenção e fãs, mas ainda assim vale conferir. Mesmo não sendo o Metallica do passado, ainda assim, algo de muito bom se consegue resgatar desse trabalho.

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