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Resenha: Death Angel - Humanicide (2019)

Por: Diógenes Ferreira

Acessos: 89

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Criatividade singular
4
04/06/2019

Quando surgiram para o mundo, os “menudos” do Death Angel chamaram atenção na época pela juventude, garra e técnica dos irmãos Gus Pepa e Dennis Pepa e seus primos Mark Osegueda, Rob Cavestany e Andy Galeon. Todos jovens na faixa dos 15 anos, exceto Andy Galeon que era o mais novo com apenas 12 anos, faziam marmanjos se beliscarem com a complexidade que conseguiam imprimir em suas músicas. O debut de 1987, The Ultraviolence era o típico Thrash convencional, rápido e pesado, mas já bem trabalhado, enquanto que seus álbuns seguintes (Frolic Through The Park - 88 e Act III - 90) trouxeram elementos mais inventivos para o Thrash Metal praticado pelos jovens filipinos e já contratados pela grande Geffen Records, estavam na crista da onda naquele momento. De repente tudo desmoronou, no acidente com o ‘tour bus’ da banda que quase matou Andy Galeon e depois vieram as separações, novos projetos e logo não existia mais Death Angel. Somente em 2004 os caras retornaram (sem Gus Pepa) em um novo álbum The Art of Dying e felizmente a banda não parou mais, embora tenha perdido mais dois integrantes originais (Dennis Pepa e Andy Galeon), mas ainda vem mostrando serviço com Osegueda e Cavestany aliados a novos membros. Vieram álbuns como Killing Season (2008), Relentless Retribution (2010), The Dream Calls For Blood (2013), The Evil Divide (2016) e agora, em 2019 vem chegando Humanicide.

Com uma introdução repleta de melodias, o álbum começa com a faixa-título trazendo palhetadas insanas e doses cavalgadas do tradicional Thrash Metal praticado pelo Death Angel. Uma pegada Death Metal toma conta da segunda faixa “Divine Defector”, porém, com linhas de guitarra no melhor estilo Annihilator na metade da canção. A calmaria precede a tensão de “Aggressor”, até a mudança climática da faixa, que traz um dos solos mais inspirados de todo o álbum. “I Came For Blood” apresenta-se mais oitentista e pronta para ‘bater-cabeça’ sem parar. “Immortal Beheated” vem cadenciada, com dedilhados inspirados nas grandes baladas do Testament e um refrão pegajoso. O título de “Alive and Screaming” é condizente, fazendo logo o ouvinte sentir vontade de soltar o berro como se estivesse num show, com riffs e solos alucinantes. O peso vem marcando com “The Pack” em um andamento típico da Bay Area de San Francisco e tome mais harmonias e solos ultra-melódicos bem trabalhados. As pancadas de bateria anunciam a chegada de “Ghost of Me”, que de repente descamba para algo mais intenso e veloz. Até que vem o que na minha opinião é o ápice do disco, com um riff ganchudo e linhas de baixo estupendas, “Revelation Song” traz uma cadência modular, fazendo variações de altura e intensidade, quase como um ‘groove’ e que leva o ouvinte numa onda hipnótica. “Of Rats and Men” carrega algo diferente em seu andamento, embora envolto em guitarras Thrash, enquanto que “The Day I Walked Away” encerra o álbum com alternâncias vocais de Mark Osegueda que ditam o ritmo da canção, que passeia em diversas atmosferas.

Um disco diversificado, que não se fecha somente no Thrash Metal, e que continua mostrando elementos que o Death Angel sempre apostou como trunfo, que são a técnica apurada de seus músicos, a criatividade em desenvolver uma sonoridade que não se limita e que sempre aponta algo novo, fora dos padrões. A dupla remanescente da formação original, Mark Osegueda e Rob Cavestany, provam que continuam a encarar o Death Angel como uma banda seriamente criativa, que não tenta soar como nenhuma outra, apenas seguem seus caminhos experimentando aqui e ali, na maioria das vezes chegando a resultados que os diferenciam das demais e que por mais que não os tornem unanimidade entre os fãs de Thrash, mas conseguem manter o nível de respeito de seus seguidores.

Criatividade singular
4
04/06/2019

Quando surgiram para o mundo, os “menudos” do Death Angel chamaram atenção na época pela juventude, garra e técnica dos irmãos Gus Pepa e Dennis Pepa e seus primos Mark Osegueda, Rob Cavestany e Andy Galeon. Todos jovens na faixa dos 15 anos, exceto Andy Galeon que era o mais novo com apenas 12 anos, faziam marmanjos se beliscarem com a complexidade que conseguiam imprimir em suas músicas. O debut de 1987, The Ultraviolence era o típico Thrash convencional, rápido e pesado, mas já bem trabalhado, enquanto que seus álbuns seguintes (Frolic Through The Park - 88 e Act III - 90) trouxeram elementos mais inventivos para o Thrash Metal praticado pelos jovens filipinos e já contratados pela grande Geffen Records, estavam na crista da onda naquele momento. De repente tudo desmoronou, no acidente com o ‘tour bus’ da banda que quase matou Andy Galeon e depois vieram as separações, novos projetos e logo não existia mais Death Angel. Somente em 2004 os caras retornaram (sem Gus Pepa) em um novo álbum The Art of Dying e felizmente a banda não parou mais, embora tenha perdido mais dois integrantes originais (Dennis Pepa e Andy Galeon), mas ainda vem mostrando serviço com Osegueda e Cavestany aliados a novos membros. Vieram álbuns como Killing Season (2008), Relentless Retribution (2010), The Dream Calls For Blood (2013), The Evil Divide (2016) e agora, em 2019 vem chegando Humanicide.

Com uma introdução repleta de melodias, o álbum começa com a faixa-título trazendo palhetadas insanas e doses cavalgadas do tradicional Thrash Metal praticado pelo Death Angel. Uma pegada Death Metal toma conta da segunda faixa “Divine Defector”, porém, com linhas de guitarra no melhor estilo Annihilator na metade da canção. A calmaria precede a tensão de “Aggressor”, até a mudança climática da faixa, que traz um dos solos mais inspirados de todo o álbum. “I Came For Blood” apresenta-se mais oitentista e pronta para ‘bater-cabeça’ sem parar. “Immortal Beheated” vem cadenciada, com dedilhados inspirados nas grandes baladas do Testament e um refrão pegajoso. O título de “Alive and Screaming” é condizente, fazendo logo o ouvinte sentir vontade de soltar o berro como se estivesse num show, com riffs e solos alucinantes. O peso vem marcando com “The Pack” em um andamento típico da Bay Area de San Francisco e tome mais harmonias e solos ultra-melódicos bem trabalhados. As pancadas de bateria anunciam a chegada de “Ghost of Me”, que de repente descamba para algo mais intenso e veloz. Até que vem o que na minha opinião é o ápice do disco, com um riff ganchudo e linhas de baixo estupendas, “Revelation Song” traz uma cadência modular, fazendo variações de altura e intensidade, quase como um ‘groove’ e que leva o ouvinte numa onda hipnótica. “Of Rats and Men” carrega algo diferente em seu andamento, embora envolto em guitarras Thrash, enquanto que “The Day I Walked Away” encerra o álbum com alternâncias vocais de Mark Osegueda que ditam o ritmo da canção, que passeia em diversas atmosferas.

Um disco diversificado, que não se fecha somente no Thrash Metal, e que continua mostrando elementos que o Death Angel sempre apostou como trunfo, que são a técnica apurada de seus músicos, a criatividade em desenvolver uma sonoridade que não se limita e que sempre aponta algo novo, fora dos padrões. A dupla remanescente da formação original, Mark Osegueda e Rob Cavestany, provam que continuam a encarar o Death Angel como uma banda seriamente criativa, que não tenta soar como nenhuma outra, apenas seguem seus caminhos experimentando aqui e ali, na maioria das vezes chegando a resultados que os diferenciam das demais e que por mais que não os tornem unanimidade entre os fãs de Thrash, mas conseguem manter o nível de respeito de seus seguidores.

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