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Resenha: Iron Maiden - Live After Death (1985)

Por: Fábio Arthur

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Album Cover
A besta na estrada
5
03/06/2019

O planejamento de gravações e turnês havia sido programado por Rod Smallwood anos antes. Tudo que o Iron Maiden iria fazer estava agendado, não somente na cabeça do manager, mas por vias documentadas entre finanças e seus afins. Assim, o grupo britânico realizaria um feito muito acima do esperado e ganharia o espaço merecido. 
Quando a turnê de "Piece of Mind" se encerrou, a banda tinha o compromisso de gravar um novo disco e rumar para os concertos em longos meses e assim preparar o caminho para um long play ao vivo. Desta vez, seria um álbum duplo. 
Com o lançamento do disco "Powerslave", um novo trajeto estava sendo elaborado, o mesmo fora recebido com graças ao redor do mundo todo e assim, mais uma vez, o Maiden crescia e expandia seu nome, sem fronteiras desta vez.

O disco ao vivo, denominado de "Live After Death", trouxe não somente o clima do grupo nos palcos como a força expressiva de uma banda em ascensão total. Gravado entre os dias 8, 9, 10 e 12 de outubro de 1984 e 14 a 17 de março de 1985, o Maiden trouxe um diferencial, pois o disco mostrava exatamente o que era o grupo naquele momento e assim alavancava o nome da banda em demasia, fazendo com que na Asia, Europa, EUA e mesmo na America do Sul, fossem tidos como a maior banda de Heavy Metal do planeta. 

Tudo no disco segue o padrão do Maiden e de seu mentor Steve Harris, ou seja, mesma gravadora a EMI, mesmo produtor Martin Birch e mesmo designer de capas, o genial Derek Riggs. E se tratando de arte, a de "Live After Death" nos brinda com detalhes totalmente maravilhosos e significantes, que seriam ainda mais aprofundados no disco seguinte de 1986, "Somewhere in TIme". Um Eddie de cabelos brancos, saindo de seu tumulo ao luar, permeado por gatos pretos nos detalhes, inscrições em lapides e a cidade iluminada com os raios pairando acima na parte posterior da mesma. O Gate Fold traz fotos dos concertos com o tema de palco calcado em "Powerslave", tudo muito coeso e condizente. 

O Maiden vinha desde 84 mudando o setlist, fazendo shows sem cessar, e assim quando em janeiro de 85, veio ao Brasil fazer um  concerto na abertura do mega evento Rock in Rio. Os fãs vieram em peso para essa noite em que, depois do Whitesnake, o Maiden faria seu concerto de pouco mais de uma hora e meia, mas que deixaria sua marca eternizada para sempre na cabeça dos sedentos pelo grupo. 
Na versão em LP original, o Maiden traz faixas que não seriam tocadas mais ao vivo durante a turnê, nem mesmo o pequeno solo de guitarra de Murray executado durante miolo dos concertos. Ainda assim, a banda traça uma geral da carreira no disco duplo e mesmo com muitos overdubs, principalmente nos vocais, o material se torna maravilhoso. 

Logo de cara, um discurso do Ministro inglês Winston Churchill durante a Segunda Guerra Mundial, introduzido com sons de aviões, antecipa a canção "Aces High". A mesma acaba sendo um deleite, mesmo que a voz de Dickinson não alcance o tom perfeito do disco original, ainda sim, na versão do Rock in Rio de 85, o cantor consegue chegar bem perto do ato da gravação; mas aqui ele apenas segura a onda. "2 Minutes to Midnight" segue o material mais novo naquele momento e acaba sendo um acerto fenomenal. A voz e o instrumental se fazem bem coesos e muito parecido com disco original. Enfim, a banda desenvolve uma gama gigantesca de faixas poderosas, entre elas estão; "Wrathchild", "Die With Your Boots On', "Children of the Damned", "Rime of the Ancient Mariner", "Flight of Icarus", "Phantom of the Opera", "Run to the Hills" e tantas outras grandiosas. 

O ideal do Maiden estava concluso nesse momento da carreira. A banda seria referência mundial e seu disco duplo elevaria a noção de gravações ao vivo, trazendo muitas outras bandas a fazerem o mesmo, caso dos Scorpions com seu "World Wide Live". 

Esse disco ao vivo mostrou que a banda tinha energia e muita força ao vivo e não somente um grupo de gravações. A imponência de "Live After Death nos mostra que o metal tem um diferencial sobre outros estilos, que os componentes da banda são altamente capacitados e ainda trouxe o concerto para os ouvintes e fãs que não puderam presenciar ao vivo o grupo naquele momento. 

Essa obra do Maiden realmente acaba sendo motivadora por muitos fatores e ainda hoje se faz importante, como um dos melhores discos ao vivo da história.

Up The Irons!

A besta na estrada
5
03/06/2019

O planejamento de gravações e turnês havia sido programado por Rod Smallwood anos antes. Tudo que o Iron Maiden iria fazer estava agendado, não somente na cabeça do manager, mas por vias documentadas entre finanças e seus afins. Assim, o grupo britânico realizaria um feito muito acima do esperado e ganharia o espaço merecido. 
Quando a turnê de "Piece of Mind" se encerrou, a banda tinha o compromisso de gravar um novo disco e rumar para os concertos em longos meses e assim preparar o caminho para um long play ao vivo. Desta vez, seria um álbum duplo. 
Com o lançamento do disco "Powerslave", um novo trajeto estava sendo elaborado, o mesmo fora recebido com graças ao redor do mundo todo e assim, mais uma vez, o Maiden crescia e expandia seu nome, sem fronteiras desta vez.

O disco ao vivo, denominado de "Live After Death", trouxe não somente o clima do grupo nos palcos como a força expressiva de uma banda em ascensão total. Gravado entre os dias 8, 9, 10 e 12 de outubro de 1984 e 14 a 17 de março de 1985, o Maiden trouxe um diferencial, pois o disco mostrava exatamente o que era o grupo naquele momento e assim alavancava o nome da banda em demasia, fazendo com que na Asia, Europa, EUA e mesmo na America do Sul, fossem tidos como a maior banda de Heavy Metal do planeta. 

Tudo no disco segue o padrão do Maiden e de seu mentor Steve Harris, ou seja, mesma gravadora a EMI, mesmo produtor Martin Birch e mesmo designer de capas, o genial Derek Riggs. E se tratando de arte, a de "Live After Death" nos brinda com detalhes totalmente maravilhosos e significantes, que seriam ainda mais aprofundados no disco seguinte de 1986, "Somewhere in TIme". Um Eddie de cabelos brancos, saindo de seu tumulo ao luar, permeado por gatos pretos nos detalhes, inscrições em lapides e a cidade iluminada com os raios pairando acima na parte posterior da mesma. O Gate Fold traz fotos dos concertos com o tema de palco calcado em "Powerslave", tudo muito coeso e condizente. 

O Maiden vinha desde 84 mudando o setlist, fazendo shows sem cessar, e assim quando em janeiro de 85, veio ao Brasil fazer um  concerto na abertura do mega evento Rock in Rio. Os fãs vieram em peso para essa noite em que, depois do Whitesnake, o Maiden faria seu concerto de pouco mais de uma hora e meia, mas que deixaria sua marca eternizada para sempre na cabeça dos sedentos pelo grupo. 
Na versão em LP original, o Maiden traz faixas que não seriam tocadas mais ao vivo durante a turnê, nem mesmo o pequeno solo de guitarra de Murray executado durante miolo dos concertos. Ainda assim, a banda traça uma geral da carreira no disco duplo e mesmo com muitos overdubs, principalmente nos vocais, o material se torna maravilhoso. 

Logo de cara, um discurso do Ministro inglês Winston Churchill durante a Segunda Guerra Mundial, introduzido com sons de aviões, antecipa a canção "Aces High". A mesma acaba sendo um deleite, mesmo que a voz de Dickinson não alcance o tom perfeito do disco original, ainda sim, na versão do Rock in Rio de 85, o cantor consegue chegar bem perto do ato da gravação; mas aqui ele apenas segura a onda. "2 Minutes to Midnight" segue o material mais novo naquele momento e acaba sendo um acerto fenomenal. A voz e o instrumental se fazem bem coesos e muito parecido com disco original. Enfim, a banda desenvolve uma gama gigantesca de faixas poderosas, entre elas estão; "Wrathchild", "Die With Your Boots On', "Children of the Damned", "Rime of the Ancient Mariner", "Flight of Icarus", "Phantom of the Opera", "Run to the Hills" e tantas outras grandiosas. 

O ideal do Maiden estava concluso nesse momento da carreira. A banda seria referência mundial e seu disco duplo elevaria a noção de gravações ao vivo, trazendo muitas outras bandas a fazerem o mesmo, caso dos Scorpions com seu "World Wide Live". 

Esse disco ao vivo mostrou que a banda tinha energia e muita força ao vivo e não somente um grupo de gravações. A imponência de "Live After Death nos mostra que o metal tem um diferencial sobre outros estilos, que os componentes da banda são altamente capacitados e ainda trouxe o concerto para os ouvintes e fãs que não puderam presenciar ao vivo o grupo naquele momento. 

Essa obra do Maiden realmente acaba sendo motivadora por muitos fatores e ainda hoje se faz importante, como um dos melhores discos ao vivo da história.

Up The Irons!

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