Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Queen - Queen (1973)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 74

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
O nascimento e coroação da rainha do rock
4
15/05/2019

O Queen está de volta aos holofotes graças ao lançamento do filme "Bohemian Rhapsody". Nunca saiu na verdade, pois suas músicas resistem merecidamente à passagem do tempo. Mas, é notável que a banda arrebanhou novos fãs e despertou uma certa nostalgia aos antigos fãs que, mesmo temporariamente, possam tê-la deixado de lado. "Queen", o álbum, é o seu primeiro trabalho de estúdio e agora falaremos um pouco sobre ele.

Quatro músicos completamente diferentes cruzaram seus caminhos para formar um dos maiores fenômenos da música. Um rockeiro baterista chamado Roger Taylor, discípulo de Keith Moon, tocava com um técnico e eclético guitarrista de nome Bryan May em uma banda chamada Smile. Com eles, um baixista e vocalista chamado Tim Staffell completava o grupo, com um detalhe bastante interessante: era amigo de Farrokh Bulsara, que se tornou fã da banda e que futuramente assumiria o seu lugar. Por fim, com a saída do baixista, garimparam candidatos até a chegada de John Deacon. Enfim, Farrokh, agora de nome artístico Freddie, sugeriu e delicadamente impôs que o grupo passaria a se chamar Queen.

Os conflitos pessoais eram consideráveis dentro do grupo. Roger Taylor divergia constantemente de Freddie que, aos poucos começava a liderar o grupo e tinha uma postura visual e imperativa que o incomodava. Bryan ficava entre os dois, mais preocupado com a música do que com o resto. Já Deacon, trazia um certo equilíbrio, pois sempre preferia ficar quieto ao invés de tomar partido. Isso por muitas vezes acabava por colocar panos quentes e encerrar discussões.

Com uma porção de canções em mãos, o Queen, através de um amigo, conseguiu enfim a oportunidade de registrar o seu primeiro trabalho. Embora suas canções não tivessem despertado grande interesse inicialmente, o material era de muita qualidade. Simplesmente não era chamativo para gravadoras, que visavam material acessível e retorno financeiro. Mesmo assim, conseguiram.

Olhando e analisando este primeiro álbum, o lado eclético do grupo é o que é evidenciado na primeira audição. Em seguida, a combinação dos gostos musicais de cada membro criaram algo único e diversificado. Mercury trazia suas influências clássicas, enquanto May navegava entre o rock, folk e flamenco, com Taylor explorando o rock mais puro. Já Deacon, surfava com êxito em qualquer onda que aparecesse. Essa combinação viria a ser denominada no futuro como apenas "Queen".
Falando um pouco sobre as canções, todas exibem logo de cara que, com o amadurecimento musical do grupo, as fórmulas utilizadas aqui seriam aprimoradas e transformadas em grandes clássicos no futuro. Isso é notado claramente e principalmente nas faixas "Keep Yourself Alive", primeiro hit rock do grupo; na bela balada "Doing All Right" e no trio composto por Freddie: "Great King Rat", "My Fairy King" e "Liar". Daí, é possível identificar embriões de canções como "Don't Stop Me Now", "Killer Queen" e "Bohemian Rhapsody", esta última também pode ser lembrada na interessante "Jesus". Por fim, "Son and Daughter" (Bryan May) traz um pouco de Black Sabbath e "Modern Times Rock 'n' Roll" (Taylor) é um rock com ótima pegada. E como Roger Taylor canta!
O álbum é finalizado com uma pitada da faixa "Seven Seas of Rhye" em versão instrumental. A música viria a se tornar um dos sucessos do grupo com sua versão completa no álbum seguinte.

Estamos aqui com mais um grande álbum de estreia do mundo rock. Que tal relembrá-lo incluindo-o em sua playlist de hoje? Se você ainda não o conhece, repare este erro assim que possível;

O nascimento e coroação da rainha do rock
4
15/05/2019

O Queen está de volta aos holofotes graças ao lançamento do filme "Bohemian Rhapsody". Nunca saiu na verdade, pois suas músicas resistem merecidamente à passagem do tempo. Mas, é notável que a banda arrebanhou novos fãs e despertou uma certa nostalgia aos antigos fãs que, mesmo temporariamente, possam tê-la deixado de lado. "Queen", o álbum, é o seu primeiro trabalho de estúdio e agora falaremos um pouco sobre ele.

Quatro músicos completamente diferentes cruzaram seus caminhos para formar um dos maiores fenômenos da música. Um rockeiro baterista chamado Roger Taylor, discípulo de Keith Moon, tocava com um técnico e eclético guitarrista de nome Bryan May em uma banda chamada Smile. Com eles, um baixista e vocalista chamado Tim Staffell completava o grupo, com um detalhe bastante interessante: era amigo de Farrokh Bulsara, que se tornou fã da banda e que futuramente assumiria o seu lugar. Por fim, com a saída do baixista, garimparam candidatos até a chegada de John Deacon. Enfim, Farrokh, agora de nome artístico Freddie, sugeriu e delicadamente impôs que o grupo passaria a se chamar Queen.

Os conflitos pessoais eram consideráveis dentro do grupo. Roger Taylor divergia constantemente de Freddie que, aos poucos começava a liderar o grupo e tinha uma postura visual e imperativa que o incomodava. Bryan ficava entre os dois, mais preocupado com a música do que com o resto. Já Deacon, trazia um certo equilíbrio, pois sempre preferia ficar quieto ao invés de tomar partido. Isso por muitas vezes acabava por colocar panos quentes e encerrar discussões.

Com uma porção de canções em mãos, o Queen, através de um amigo, conseguiu enfim a oportunidade de registrar o seu primeiro trabalho. Embora suas canções não tivessem despertado grande interesse inicialmente, o material era de muita qualidade. Simplesmente não era chamativo para gravadoras, que visavam material acessível e retorno financeiro. Mesmo assim, conseguiram.

Olhando e analisando este primeiro álbum, o lado eclético do grupo é o que é evidenciado na primeira audição. Em seguida, a combinação dos gostos musicais de cada membro criaram algo único e diversificado. Mercury trazia suas influências clássicas, enquanto May navegava entre o rock, folk e flamenco, com Taylor explorando o rock mais puro. Já Deacon, surfava com êxito em qualquer onda que aparecesse. Essa combinação viria a ser denominada no futuro como apenas "Queen".
Falando um pouco sobre as canções, todas exibem logo de cara que, com o amadurecimento musical do grupo, as fórmulas utilizadas aqui seriam aprimoradas e transformadas em grandes clássicos no futuro. Isso é notado claramente e principalmente nas faixas "Keep Yourself Alive", primeiro hit rock do grupo; na bela balada "Doing All Right" e no trio composto por Freddie: "Great King Rat", "My Fairy King" e "Liar". Daí, é possível identificar embriões de canções como "Don't Stop Me Now", "Killer Queen" e "Bohemian Rhapsody", esta última também pode ser lembrada na interessante "Jesus". Por fim, "Son and Daughter" (Bryan May) traz um pouco de Black Sabbath e "Modern Times Rock 'n' Roll" (Taylor) é um rock com ótima pegada. E como Roger Taylor canta!
O álbum é finalizado com uma pitada da faixa "Seven Seas of Rhye" em versão instrumental. A música viria a se tornar um dos sucessos do grupo com sua versão completa no álbum seguinte.

Estamos aqui com mais um grande álbum de estreia do mundo rock. Que tal relembrá-lo incluindo-o em sua playlist de hoje? Se você ainda não o conhece, repare este erro assim que possível;

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Queen

Album Cover

Queen - Queen II (1974)

Queen II mostra toda a excelência musical de Vossa Majestade
5
Por: Tiago Meneses
17/05/2018
Album Cover

Queen - Hot Space (1982)

Um dos piores álbuns já lançados por uma grande banda.
1
Por: Tiago Meneses
06/03/2018

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

King Crimson - Larks' Tongues In Aspic (1973)

Bastante sofisticado, experimental e impecável do começo ao fim
5
Por: Tiago Meneses
27/06/2018
Album Cover

Yes - Fragile (1971)

Uma banda tocando com precisão cirúrgica
5
Por: Tiago Meneses
02/10/2017
Album Cover

Collegium Musicum - Konvergencie (1971)

Aspirações clássicas, bombardeios sinfônicos e linhas psicodélicas
4.5
Por: Tiago Meneses
04/07/2018