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Resenha: Whitesnake - Flesh and Blood (2019)

Por: Diógenes Ferreira

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Atravessando gerações com o bom gosto de sempre
4
14/05/2019

Podemos dizer que o último trabalho do Whitesnake tenha sido em 2011 com o ótimo ‘Forevermore’, já que o ‘Purple Album’ foi apenas um disco de covers do Deep Purple. Então os fãs já estavam sedentos por mais um material de inéditas de Mr. Coverdale & Cia. Desde que retornou com o excelente Good To Be Bad (2008), a banda mostrou-se revigorada com uma ótima formação contando com uma dupla de guitarras de respeito formada por Reb Beach e Doug Aldrich que trouxe o som do Whitesnake para o novo milênio com total segurança e qualidade. Porém, eis que Doug Aldrich foi cuidar de seus projetos e então David Coverdale se viu na missão de encontrar um novo guitarrista à altura de Doug para seguir na sua onda. O escolhido foi Joel Hoeckstra, que até então vinha integrando o Night Ranger desde 2008. Joel que já havia gravado o ‘Purple Album’ agora tem sua prova de fogo compondo canções inéditas com Reb Beach e David Coverdale nesse novo álbum intitulado ‘Flesh and Blood’.

O álbum abre com um hardão da velha escola setentista Whitesnake/Aerosmith com “Good To See You Again”, seguida de “Gonna Be Alright” que traz um clima estranho ao qual não me desceu muito bem. “Shut Up and Kiss” que vem como single do álbum e já tendo um videoclipe circulando apresenta aquele Whitesnake da fase ‘Slip Of The Tongue’ com destaque para o refrão simples, direto e grudento. Depois entra um certo peso com “Hey You”, mas que também acaba soando estranho novamente, melhorando somente no refrão. O negócio fica animado novamente com “Always and Forever” repleta de melodias e guitarras que até lembram Thin Lizzy, uma maravilha de faixa alto astral. “When I Think Of You” vem como uma semi-balada, com os vocais sentimentais de Coverdale como destaque. As sirenes de polícia anunciam “Trouble is Your Middle Name” com uma pegada mais forte e tensa, contendo um excelente duo de guitarras. A faixa-título vem carregada do estilo ‘Zeppeliniano’ que sempre fez parte de David, não obstante, até projeto com Jimmy Page rolou nos anos 90 e que todo mundo lembra do discaço. O álbum segue com “Well I Never” com um baixo pulsante no andamento que traz nuances pesadas e refrão marcante. “Heart of Stone” puxa aquele Hard/Blues que o Whitesnake fazia com maestria no início de carreira. “Get Up” vem numa linha mais Southern/Boogie e como o próprio nome sugere, é para levantar! “After All” mostra um momento acústico do disco, beirando o country de Willie Nelson. Já “Sands of Time” encerra com certa pompa sinfônica esse novo registro da “cobra branca”.

No geral, fica aprovado a estreia nas composições por parte de Joel Hoekstra, que possui uma veia mais melódica que Doug Aldrich, que ao meu ver possui mais pegada, mais ‘punch’ que Joel, mas ainda assim o resultado é satisfatório. O disco é bom, apesar de algumas músicas irregulares, mas que como um todo funciona para o propósito de mais uma vez saciar os fãs de Whitesnake e de David Coverdale, a essa altura um senhor de 67 anos, mas que continua cantando de forma sublime, sem precisar atingir notas altas ou mostrar técnica que todos nós sabemos que ele sempre teve, mas que a idade já não o permite e que não se faz necessário provar nada a ninguém. É um monstro vocal, com um timbre inconfundível e que continua sendo o vocalista favorito desse que vos escreve. Portanto, apenas aprecie mais um bom trabalho dessa banda histórica e desse senhor que atravessa gerações ainda de forma intacta e com o mesmo bom gosto de sempre.

Atravessando gerações com o bom gosto de sempre
4
14/05/2019

Podemos dizer que o último trabalho do Whitesnake tenha sido em 2011 com o ótimo ‘Forevermore’, já que o ‘Purple Album’ foi apenas um disco de covers do Deep Purple. Então os fãs já estavam sedentos por mais um material de inéditas de Mr. Coverdale & Cia. Desde que retornou com o excelente Good To Be Bad (2008), a banda mostrou-se revigorada com uma ótima formação contando com uma dupla de guitarras de respeito formada por Reb Beach e Doug Aldrich que trouxe o som do Whitesnake para o novo milênio com total segurança e qualidade. Porém, eis que Doug Aldrich foi cuidar de seus projetos e então David Coverdale se viu na missão de encontrar um novo guitarrista à altura de Doug para seguir na sua onda. O escolhido foi Joel Hoeckstra, que até então vinha integrando o Night Ranger desde 2008. Joel que já havia gravado o ‘Purple Album’ agora tem sua prova de fogo compondo canções inéditas com Reb Beach e David Coverdale nesse novo álbum intitulado ‘Flesh and Blood’.

O álbum abre com um hardão da velha escola setentista Whitesnake/Aerosmith com “Good To See You Again”, seguida de “Gonna Be Alright” que traz um clima estranho ao qual não me desceu muito bem. “Shut Up and Kiss” que vem como single do álbum e já tendo um videoclipe circulando apresenta aquele Whitesnake da fase ‘Slip Of The Tongue’ com destaque para o refrão simples, direto e grudento. Depois entra um certo peso com “Hey You”, mas que também acaba soando estranho novamente, melhorando somente no refrão. O negócio fica animado novamente com “Always and Forever” repleta de melodias e guitarras que até lembram Thin Lizzy, uma maravilha de faixa alto astral. “When I Think Of You” vem como uma semi-balada, com os vocais sentimentais de Coverdale como destaque. As sirenes de polícia anunciam “Trouble is Your Middle Name” com uma pegada mais forte e tensa, contendo um excelente duo de guitarras. A faixa-título vem carregada do estilo ‘Zeppeliniano’ que sempre fez parte de David, não obstante, até projeto com Jimmy Page rolou nos anos 90 e que todo mundo lembra do discaço. O álbum segue com “Well I Never” com um baixo pulsante no andamento que traz nuances pesadas e refrão marcante. “Heart of Stone” puxa aquele Hard/Blues que o Whitesnake fazia com maestria no início de carreira. “Get Up” vem numa linha mais Southern/Boogie e como o próprio nome sugere, é para levantar! “After All” mostra um momento acústico do disco, beirando o country de Willie Nelson. Já “Sands of Time” encerra com certa pompa sinfônica esse novo registro da “cobra branca”.

No geral, fica aprovado a estreia nas composições por parte de Joel Hoekstra, que possui uma veia mais melódica que Doug Aldrich, que ao meu ver possui mais pegada, mais ‘punch’ que Joel, mas ainda assim o resultado é satisfatório. O disco é bom, apesar de algumas músicas irregulares, mas que como um todo funciona para o propósito de mais uma vez saciar os fãs de Whitesnake e de David Coverdale, a essa altura um senhor de 67 anos, mas que continua cantando de forma sublime, sem precisar atingir notas altas ou mostrar técnica que todos nós sabemos que ele sempre teve, mas que a idade já não o permite e que não se faz necessário provar nada a ninguém. É um monstro vocal, com um timbre inconfundível e que continua sendo o vocalista favorito desse que vos escreve. Portanto, apenas aprecie mais um bom trabalho dessa banda histórica e desse senhor que atravessa gerações ainda de forma intacta e com o mesmo bom gosto de sempre.

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