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Resenha: Pat Metheny - American Garage (1979)

Por: Márcio Chagas

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Múltiplas texturas musicais em um breve disco de jazz/fusion
4
10/05/2019

No final dos anos 70, Pat Metheny vinha buscando consolidar sua carreira solo dentro do universo do jazz. O músico Havia gravado seu primeiro disco com a participação do mítico Jaco Pastorius  e estabelecido uma parceria musical com o pianista Lyle Mays desde 1977. Embora o guitarrista tenha gravado um álbum inteiro com a mesma formação do Pat Metheny Group no ano anterior, foi apenas em 1979 com “American Garage” que a banda estabeleceu sua maturidade musical.

O disco é orientado pelo jazz, mas Pat optou por uma sonoridade mais simples  e menos sincopada, criando temas agradáveis ao ouvinte e trazendo influências do progressivo, do country e toda uma dinâmica característica dos grupos de rock, alcançando um público maior além dos jazzófilos de plantão. 

 “(Cross The) Hearthland”, abre o disco com uma pegada country em sua entrada. A guitarra característica de Metheny logo aparece fazendo um bom contraponto com a bateria de Gottlieb. O tema possui mudanças variadas de andamento e múltiplas influências trazidas pelos demais  músicos ;

“Airstheam”  começa complacente, quase como uma balada e vai crescendo no decorrer do tema. Destaque para a cozinha Egan / Gottlieb que consegue soar ao mesmo tempo coesa e despretensiosa;

A faixa “The Search” tem Lyle  Mays como destaque, utilizando seu piano melódico  e sobrepondo a ele, camadas de órgão e autoharpa. O pianista brilha sozinho em boa parte do tema, com Metheny atuando como coadjuvante e aparecendo apenas para fazer um interessante contraponto com o piano;

A faixa título é a menor e mais enérgica do álbum, com sua entrada vigorosa de bateria lembrando um grupo de rock. Embora Pat não utilize distorção, toda a concepção e estrutura da canção foram feitas para lembrar um grupo de rock, principalmente seu final;

Encerando o curto trabalho de apenas 35 minutos, temos “The Epic”, uma suíte jazzística de 12 minutos, onde o grupo utiliza múltiplas texturas e influências musicais que convergem para um mesmo lado. Metheny já sabia dosar seu enorme universo musical em favor de suas composições, criando temas cativantes e dinâmicos, deixando seus músicos a vontade para um improviso gerando um clima de Jam session.

A foto da contracapa, com os músicos tocando despretensiosamente dentro de uma garagem  resume bem o espírito do álbum.  Pat já se revelava um músico maduro e a frente de seu tempo, pois, ao mesmo tempo em que inseria cuidadosamente sua vasta influência musical nos temas,  deixava sempre cespaço para cada músico imprimir sua personalidade.

O disco chegou às lojas em junho de 1979, ocupando o primeiro lugar na parada jazz da Billboard e  um incrível 53º lugar no top 100 da música pop da mesma revista. Um feito e tanto para um guitarrista iniciante que lançou um álbum totalmente instrumental.

Múltiplas texturas musicais em um breve disco de jazz/fusion
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10/05/2019

No final dos anos 70, Pat Metheny vinha buscando consolidar sua carreira solo dentro do universo do jazz. O músico Havia gravado seu primeiro disco com a participação do mítico Jaco Pastorius  e estabelecido uma parceria musical com o pianista Lyle Mays desde 1977. Embora o guitarrista tenha gravado um álbum inteiro com a mesma formação do Pat Metheny Group no ano anterior, foi apenas em 1979 com “American Garage” que a banda estabeleceu sua maturidade musical.

O disco é orientado pelo jazz, mas Pat optou por uma sonoridade mais simples  e menos sincopada, criando temas agradáveis ao ouvinte e trazendo influências do progressivo, do country e toda uma dinâmica característica dos grupos de rock, alcançando um público maior além dos jazzófilos de plantão. 

 “(Cross The) Hearthland”, abre o disco com uma pegada country em sua entrada. A guitarra característica de Metheny logo aparece fazendo um bom contraponto com a bateria de Gottlieb. O tema possui mudanças variadas de andamento e múltiplas influências trazidas pelos demais  músicos ;

“Airstheam”  começa complacente, quase como uma balada e vai crescendo no decorrer do tema. Destaque para a cozinha Egan / Gottlieb que consegue soar ao mesmo tempo coesa e despretensiosa;

A faixa “The Search” tem Lyle  Mays como destaque, utilizando seu piano melódico  e sobrepondo a ele, camadas de órgão e autoharpa. O pianista brilha sozinho em boa parte do tema, com Metheny atuando como coadjuvante e aparecendo apenas para fazer um interessante contraponto com o piano;

A faixa título é a menor e mais enérgica do álbum, com sua entrada vigorosa de bateria lembrando um grupo de rock. Embora Pat não utilize distorção, toda a concepção e estrutura da canção foram feitas para lembrar um grupo de rock, principalmente seu final;

Encerando o curto trabalho de apenas 35 minutos, temos “The Epic”, uma suíte jazzística de 12 minutos, onde o grupo utiliza múltiplas texturas e influências musicais que convergem para um mesmo lado. Metheny já sabia dosar seu enorme universo musical em favor de suas composições, criando temas cativantes e dinâmicos, deixando seus músicos a vontade para um improviso gerando um clima de Jam session.

A foto da contracapa, com os músicos tocando despretensiosamente dentro de uma garagem  resume bem o espírito do álbum.  Pat já se revelava um músico maduro e a frente de seu tempo, pois, ao mesmo tempo em que inseria cuidadosamente sua vasta influência musical nos temas,  deixava sempre cespaço para cada músico imprimir sua personalidade.

O disco chegou às lojas em junho de 1979, ocupando o primeiro lugar na parada jazz da Billboard e  um incrível 53º lugar no top 100 da música pop da mesma revista. Um feito e tanto para um guitarrista iniciante que lançou um álbum totalmente instrumental.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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