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Resenha: Savatage - Handful Of Rain (1994)

Por: André Luiz Paiz

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Um clássico lançado após uma tragédia
5
05/10/2017

1993. O guitarrista Criss Oliva digiria com sua esposa pela Highway 301 em direção a Zephyrhills, Florida para o Fourth Annual Livestock Festival. Durante o trajeto, uma tragédia. Ao cruzar com um motorista bêbado, um acidente gravíssimo tirou a vida de Criss.
O Savatage estava em um grande momento, mesmo com o afastamento de Jon Oliva durante a produção e divulgação do clássico "Edge Of Torns".  O álbum mostrou claramente que a banda estava em total ascensão. Somando este fato à entrada de Zak Stevens para o posto de frontman, o encaixe foi perfeito.
Diante da tragédia, Jon sentiu que era necessário manter a chama da banda acesa, principalmente em homenagem ao irmão, parceiro desde o primeiro álbum do conjunto. Retornou ao grupo, recrutou o guitarrista Alex Skolnick (Testament) e tomou as rédeas. O resultado foi fenomenal. Um álbum pesado, emotivo, progressivo e com uma produção fantástica.

O disco abre com "Taunting Cobras", em um soco na cara do ouvinte. Que peso! Uma das faixas mais pesadas que a banda já compôs.
Em seguida, a faixa-título começa com uma belíssima introdução em violão acústico. Em seguida, mais peso. Destaque total para Zak, com linhas dificílimas e extremamente bem executadas.
"Chance" conta com o requinte do saudoso Paul O'Neill. A melhor e mais marcante faixa do álbum fala sobre Chiune Sugihara, consul Japonês da Lituânia durante a segunda guerra mundial. Com mais de sete minutos, é uma peça espetacular, pesada e progressiva. Aqui há, nitidamente, uma pitada do que viria a se tornar o Trans-Siberian Orchestra.
"Stare Into the Sun" é mais cadenciada e permite tomar um fôlego acompanhado de uma bela melodia, sendo que o peso retorna com "Castles Burning". Aqui a adição de Zak ao grupo se comprova como acerto absoluto. A letra fala sobre Giovanni Falcone, um italiano morto pela máfia, em 1992.
"Visions" é uma pequena faixa instrumental com todos os elementos do Savatage.
"Watching You Fall" é mais uma faixa no estilo "Stare Into the Sun" e mais uma faixa com destaque para a interpretação de Zak Stevens.
"Nothing's Going On" parece uma faixa remanescente das sessões de "Edge Of Thorns". Pesada e direta. Recomendada aos fãs dos trabalhos mais antigos da banda.
"Symmetry" é uma boa música, porém não se destaca diante das demais. Eu definitivamente a deixaria como faixa bônus.
"Alone You Breathe" fecha o álbum com maestria. A faixa dedicada a Criss Oliva é magistral. Uma balada maravilhosa, emocionante e com umas das melhores performances de um vocalista na história do rock. Me arrisco a dizer sem medo.

A morte de Criss foi uma tragédia terrível. Porém, uma semente foi plantada para que Jon retornasse ao grupo, carregando a tocha e levando o seu legado a diante.

Um clássico lançado após uma tragédia
5
05/10/2017

1993. O guitarrista Criss Oliva digiria com sua esposa pela Highway 301 em direção a Zephyrhills, Florida para o Fourth Annual Livestock Festival. Durante o trajeto, uma tragédia. Ao cruzar com um motorista bêbado, um acidente gravíssimo tirou a vida de Criss.
O Savatage estava em um grande momento, mesmo com o afastamento de Jon Oliva durante a produção e divulgação do clássico "Edge Of Torns".  O álbum mostrou claramente que a banda estava em total ascensão. Somando este fato à entrada de Zak Stevens para o posto de frontman, o encaixe foi perfeito.
Diante da tragédia, Jon sentiu que era necessário manter a chama da banda acesa, principalmente em homenagem ao irmão, parceiro desde o primeiro álbum do conjunto. Retornou ao grupo, recrutou o guitarrista Alex Skolnick (Testament) e tomou as rédeas. O resultado foi fenomenal. Um álbum pesado, emotivo, progressivo e com uma produção fantástica.

O disco abre com "Taunting Cobras", em um soco na cara do ouvinte. Que peso! Uma das faixas mais pesadas que a banda já compôs.
Em seguida, a faixa-título começa com uma belíssima introdução em violão acústico. Em seguida, mais peso. Destaque total para Zak, com linhas dificílimas e extremamente bem executadas.
"Chance" conta com o requinte do saudoso Paul O'Neill. A melhor e mais marcante faixa do álbum fala sobre Chiune Sugihara, consul Japonês da Lituânia durante a segunda guerra mundial. Com mais de sete minutos, é uma peça espetacular, pesada e progressiva. Aqui há, nitidamente, uma pitada do que viria a se tornar o Trans-Siberian Orchestra.
"Stare Into the Sun" é mais cadenciada e permite tomar um fôlego acompanhado de uma bela melodia, sendo que o peso retorna com "Castles Burning". Aqui a adição de Zak ao grupo se comprova como acerto absoluto. A letra fala sobre Giovanni Falcone, um italiano morto pela máfia, em 1992.
"Visions" é uma pequena faixa instrumental com todos os elementos do Savatage.
"Watching You Fall" é mais uma faixa no estilo "Stare Into the Sun" e mais uma faixa com destaque para a interpretação de Zak Stevens.
"Nothing's Going On" parece uma faixa remanescente das sessões de "Edge Of Thorns". Pesada e direta. Recomendada aos fãs dos trabalhos mais antigos da banda.
"Symmetry" é uma boa música, porém não se destaca diante das demais. Eu definitivamente a deixaria como faixa bônus.
"Alone You Breathe" fecha o álbum com maestria. A faixa dedicada a Criss Oliva é magistral. Uma balada maravilhosa, emocionante e com umas das melhores performances de um vocalista na história do rock. Me arrisco a dizer sem medo.

A morte de Criss foi uma tragédia terrível. Porém, uma semente foi plantada para que Jon retornasse ao grupo, carregando a tocha e levando o seu legado a diante.

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