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Resenha: Lacrimosa - Einsamkeit (1992)

Por: Rafael Lemos

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A obra-prima da tristeza
5
07/05/2019

Após o lançamento do fantástico debut "Angst", Tilo Wolf lança seu segundo trabalho, "Einsamkeit", na minha opinião o melhor de toda a carreira da banda. Pode-se dizer que é uma continuação natural do trabalho anterior, pois a sonoridade sombria é muito parecida entre eles, assim como a produção, estética musical e letras, desta vez conduzidas pelo tema que intitula o álbum, a solidão. Se trata de uma verdadeira obra-prima da arte gótica e darkwave alemã, um trabalho que cheguei a viciar a ponto de ouvir repetidamente todos os dias por horas a fio.

Um piano triste e muito bem executado inicia o disco com "Tränen der Sehnsucht - Part I and II", assemelhando ao som de uma caixinha de música, que abruptamente é substituído por ruídos e por um baixo marcante. A voz assombrosa de Tilo vem em seguida, elevando a música a um desespero aterrorizante.
"Reißende Bircke" é a melhor música do disco, com um som grave de teclado que preenche o cômodo no qual se ouve a música. A bateria é hipnótica, em ritmo constante. Tilo tem uma das mais brilhantes interpretações nesta música, abrindo sua alma à canção com sua voz cavernosa.
Uma música de um circo decadente inicia a faixa título, uma das melhores letras da banda, abordando de maneira poética poética solidão. Em relação à letra, "Diener eines Geistes" não fica muito atrás, abordando o conflito maniqueísta entre o bem e o mal que existe no interior de cada um de nós. Musicalmente, esta música é aquele gótico mais dançante, típico do final dos anos 80 na Alemanha, com um baixo tocado em volume alto e com andamento muito bem marcado.
Ruídos e sussurrose lamentos compõem "Loblied auf die Zweisamkeit", uma música de ritmo lento que segue com sombrias preces próximas ao seu final.
A última música é a belíssima"Bresso", que narra a despedida amorosa em um leito de morte. Embalada por um piano, encerra com um choro de Tilo Wolff.
A edição em cd de 2002 conta com a bônus "Ruin", que segue o estilo decadente do disco. A edição em cd, em digipack, possui encarte com desenhos, fotos, letras e informações técnicas.

Se você nunca ouviu o início do Lacrimosa, este trabalho se faz obrigatório, pois ele sintetizou todo o desespero que Tilo Wolff sentia e quis passar com a sua arte.

A obra-prima da tristeza
5
07/05/2019

Após o lançamento do fantástico debut "Angst", Tilo Wolf lança seu segundo trabalho, "Einsamkeit", na minha opinião o melhor de toda a carreira da banda. Pode-se dizer que é uma continuação natural do trabalho anterior, pois a sonoridade sombria é muito parecida entre eles, assim como a produção, estética musical e letras, desta vez conduzidas pelo tema que intitula o álbum, a solidão. Se trata de uma verdadeira obra-prima da arte gótica e darkwave alemã, um trabalho que cheguei a viciar a ponto de ouvir repetidamente todos os dias por horas a fio.

Um piano triste e muito bem executado inicia o disco com "Tränen der Sehnsucht - Part I and II", assemelhando ao som de uma caixinha de música, que abruptamente é substituído por ruídos e por um baixo marcante. A voz assombrosa de Tilo vem em seguida, elevando a música a um desespero aterrorizante.
"Reißende Bircke" é a melhor música do disco, com um som grave de teclado que preenche o cômodo no qual se ouve a música. A bateria é hipnótica, em ritmo constante. Tilo tem uma das mais brilhantes interpretações nesta música, abrindo sua alma à canção com sua voz cavernosa.
Uma música de um circo decadente inicia a faixa título, uma das melhores letras da banda, abordando de maneira poética poética solidão. Em relação à letra, "Diener eines Geistes" não fica muito atrás, abordando o conflito maniqueísta entre o bem e o mal que existe no interior de cada um de nós. Musicalmente, esta música é aquele gótico mais dançante, típico do final dos anos 80 na Alemanha, com um baixo tocado em volume alto e com andamento muito bem marcado.
Ruídos e sussurrose lamentos compõem "Loblied auf die Zweisamkeit", uma música de ritmo lento que segue com sombrias preces próximas ao seu final.
A última música é a belíssima"Bresso", que narra a despedida amorosa em um leito de morte. Embalada por um piano, encerra com um choro de Tilo Wolff.
A edição em cd de 2002 conta com a bônus "Ruin", que segue o estilo decadente do disco. A edição em cd, em digipack, possui encarte com desenhos, fotos, letras e informações técnicas.

Se você nunca ouviu o início do Lacrimosa, este trabalho se faz obrigatório, pois ele sintetizou todo o desespero que Tilo Wolff sentia e quis passar com a sua arte.

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