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Resenha: Anima Mundi - The Way (2010)

Por: Tiago Meneses

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Sua obra mais ambiciosa e de resultado mais belo.
4.5
05/10/2017

Anima Mundi é uma banda que já merece atenção unicamente por se tratar de uma banda cubana de rock progressivo. Mas muito mais do que simplesmente o fator geográfico, merece uma menção por aquilo que de fato mais importa, o seja, a música apresentada. The Way trata-se do seu terceiro álbum e sem sombra de dúvida sua obra mais ambiciosa e de resultado mais belo. São um total de quatro faixas distribuídos em quase sessenta minutos de músicas executadas com extremo bom gosto.

A jornada de The Way tem início com"Time to Understand". São cerca de quatorze minutos de uma verdadeira aula de musicalidades impregnadas de tendências sinfônicas. A banda mostra uma gama de sons, misturando vários tipos de ritmos e humor em uma execução musical onde é mais do que evidente que estamos ouvindo músicos estudados, treinados e acima de tudo, talentosos. Dentro do rock progressivo sinfônico é óbvio que exista um grande interesse nos trabalhos de teclados. A tecladista Virginia Peraza faz o seu de maneira simplesmente soberba. Em meio a toda essa variação que a música possui o ouvinte ainda é presenteado com um solo final de guitarra extremamente belo e de muito feeling.

"Spring Knocks on the Door of Men" é um épico com cerca de vinte e seis minutos, logo, é uma faixa que deve ser apreciada de forma atenta, pra assim, o ouvinte captar melhor cada momento que é o desta viagem sonora. Seu começo já mostra uma passagem instrumental suave e encantadora liderada primeiramente pelos teclados e depois por um ótimo trabalho de guitarra. Após a música ficar em um ar mais atmosférico o vocal dá uma nova direção à faixa. É importante deixar claro e pra evitar ser injusto que apesar de novamente os destaques estarem na maioria das vezes através das guitarras e teclados, bateria e baixo também executam suas funções com maestria e vale a pena abrir bem os ouvidos e valorizar cada um dos músicos envolvidos. A faixa também possui uma passagem instrumental pouco antes da sua metade que faz com que o ouvinte caso esteja envolvido com a situação seja transportado a outro mundo, um lugar onde reina a paz, o ar é puro e os campos verdes imperam. A explosão sonora causada pela orquestração criada pelo teclado constrói uma nova atmosfera e finalizam o momento mais belo de toda a canção. Não basta apenas criar uma música desse tamanho, tem que saber fazer com que soe agradável e em momento nenhum seja vista como uma obra arrastada. "Spring Knocks on the Door of Men" é tudo isso e muito mais, desperta uma alquimia de sons, várias emoções, humor. Uma suíte do jeito que deve ser e que obteve bastante êxito no seu resultado final.

"Flying to the Sun" começa através de um mellotron que causa até um certo arrepio. A banda então entra na música de forma completa. Tem uma ótima linha de baixo e uma base sinfônica bastante criativa. Destaque também para as guitarras que sucedem uma linha coral dos teclados por volta do meio da canção. Ainda sobre os teclados ele é responsável por uma quebra de humor na faixa e que a dá uma espécie de ar de filme de terror. O clima de tensão e nervosismo criado é quebrado para que a faixa termine com a levada que dominou a sua primeira metade.

O álbum finaliza através da faixa "Cosmic Man", música mais curta de todo o álbum, ainda que tenha pouco mais de oito minutos. Confesso que tem um começo que não me cativou tanto, não que isso me faça dizer que é ruim, mas soa muitas vezes repetitivo demais. Mas nas partes instrumentais da segunda metade da faixa as coisas novamente soam surpreendente como vinha acontecendo durante todo o álbum. Um trabalho sinfônico belíssimo, ótima guitarra e uma cozinha consistente que permanecem assim até irem desaparecendo por completo fazendo “The Way” chegar ao fim. 

Com certeza um álbum que pode prendê-lo por um bom tempo e que venha a lhe arrancar sensações diferentes a cada audição.

Sua obra mais ambiciosa e de resultado mais belo.
4.5
05/10/2017

Anima Mundi é uma banda que já merece atenção unicamente por se tratar de uma banda cubana de rock progressivo. Mas muito mais do que simplesmente o fator geográfico, merece uma menção por aquilo que de fato mais importa, o seja, a música apresentada. The Way trata-se do seu terceiro álbum e sem sombra de dúvida sua obra mais ambiciosa e de resultado mais belo. São um total de quatro faixas distribuídos em quase sessenta minutos de músicas executadas com extremo bom gosto.

A jornada de The Way tem início com"Time to Understand". São cerca de quatorze minutos de uma verdadeira aula de musicalidades impregnadas de tendências sinfônicas. A banda mostra uma gama de sons, misturando vários tipos de ritmos e humor em uma execução musical onde é mais do que evidente que estamos ouvindo músicos estudados, treinados e acima de tudo, talentosos. Dentro do rock progressivo sinfônico é óbvio que exista um grande interesse nos trabalhos de teclados. A tecladista Virginia Peraza faz o seu de maneira simplesmente soberba. Em meio a toda essa variação que a música possui o ouvinte ainda é presenteado com um solo final de guitarra extremamente belo e de muito feeling.

"Spring Knocks on the Door of Men" é um épico com cerca de vinte e seis minutos, logo, é uma faixa que deve ser apreciada de forma atenta, pra assim, o ouvinte captar melhor cada momento que é o desta viagem sonora. Seu começo já mostra uma passagem instrumental suave e encantadora liderada primeiramente pelos teclados e depois por um ótimo trabalho de guitarra. Após a música ficar em um ar mais atmosférico o vocal dá uma nova direção à faixa. É importante deixar claro e pra evitar ser injusto que apesar de novamente os destaques estarem na maioria das vezes através das guitarras e teclados, bateria e baixo também executam suas funções com maestria e vale a pena abrir bem os ouvidos e valorizar cada um dos músicos envolvidos. A faixa também possui uma passagem instrumental pouco antes da sua metade que faz com que o ouvinte caso esteja envolvido com a situação seja transportado a outro mundo, um lugar onde reina a paz, o ar é puro e os campos verdes imperam. A explosão sonora causada pela orquestração criada pelo teclado constrói uma nova atmosfera e finalizam o momento mais belo de toda a canção. Não basta apenas criar uma música desse tamanho, tem que saber fazer com que soe agradável e em momento nenhum seja vista como uma obra arrastada. "Spring Knocks on the Door of Men" é tudo isso e muito mais, desperta uma alquimia de sons, várias emoções, humor. Uma suíte do jeito que deve ser e que obteve bastante êxito no seu resultado final.

"Flying to the Sun" começa através de um mellotron que causa até um certo arrepio. A banda então entra na música de forma completa. Tem uma ótima linha de baixo e uma base sinfônica bastante criativa. Destaque também para as guitarras que sucedem uma linha coral dos teclados por volta do meio da canção. Ainda sobre os teclados ele é responsável por uma quebra de humor na faixa e que a dá uma espécie de ar de filme de terror. O clima de tensão e nervosismo criado é quebrado para que a faixa termine com a levada que dominou a sua primeira metade.

O álbum finaliza através da faixa "Cosmic Man", música mais curta de todo o álbum, ainda que tenha pouco mais de oito minutos. Confesso que tem um começo que não me cativou tanto, não que isso me faça dizer que é ruim, mas soa muitas vezes repetitivo demais. Mas nas partes instrumentais da segunda metade da faixa as coisas novamente soam surpreendente como vinha acontecendo durante todo o álbum. Um trabalho sinfônico belíssimo, ótima guitarra e uma cozinha consistente que permanecem assim até irem desaparecendo por completo fazendo “The Way” chegar ao fim. 

Com certeza um álbum que pode prendê-lo por um bom tempo e que venha a lhe arrancar sensações diferentes a cada audição.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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