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Resenha: Iron Savior - Kill or Get Killed (2019)

Por: Diógenes Ferreira

Acessos: 50

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Trivial com qualidade
3.5
05/05/2019

O Iron Savior é uma banda que me agrada e acompanho desde o primeiro disco, quando iniciou apenas como um projeto entre Kai Hansen e seu ex-companheiro dos primórdios de cenário metal alemão, Piet Sielck. Pra quem não sabe, Piet é amigo de infância de Kai e desde sempre estiveram envolvidos em bandas, inclusive nos primórdios do Helloween, quando Piet chegou a fazer parte da banda no seu embrião, antes mesmo de gravarem a primeira demo. Piet ficou pouco tempo no Helloween, que depois explodiria mundialmente tornando-se o maior expoente do Power Metal ou Heavy Melódico, como queiram. Piet Sielck enveredou pelo lado da produção e se tornou um renomado profissional na Alemanha. Mas sua amizade com Kai o levou a decidir montar o projeto Iron Savior com seu velho amigo e reviver os bons tempos. O debut foi muito bem aceito no ano de 1997, gerando uma sequência de álbuns da dupla como ‘Unification’ e ‘Interlude’, ambos em 1999. Porém, Piet quis apostar suas fichas e transformar o projeto em banda, realizando shows, turnês e gravando mais álbuns, o que se tornou inviável para Kai devido à sua agenda com o Gamma Ray. Dessa maneira, Kai Hansen não pôde continuar e Piet Sielck resolveu tocar o barco sozinho. E foi o que de fato aconteceu, já sendo contabilizado 11 álbuns lançados com o Iron Savior e agora chegando o 12º disco intitulado ‘Kill or Get Killed’ saindo do forno em 2019. 

O álbum começa acelerado no speed power da faixa-título, bem cliché, costumeiro do gênero. A segunda faixa “Roaring Thunder” já vem com uma pegada mais interessante na linha Judas Priest/Primal Fear, que sempre norteia a banda nos seus álbuns, com destaque para refrão e solo, manjados mas que agrada qualquer fã de Heavy Metal. “Eternal Quest” vem no esquema Gamma Ray, com vocalizações, riffs e solos repleto de melodias. “From Dust and Rubble” mantém o esquema, com Piet elevando seus vocais. “Sinner or Saint” vem com riff quase Thrash e “Stand Up and Fight” vem mais cadenciada e potente. “Heroes Ascending” traz de novo o Power melódico com bateria constante e um solo com ‘twin guitars’ a la Helloween. “Never Stop Believing” vem quase na linha do Firewind, do guitarrista grego Gus G. com suas melodias entre o Power e o Hard. “Until We Meet Again” possui nuances de Prog Metal, que até lembram algo de Queensrÿche no seu andamento. “Legends of Glory” encerra o play com total consistência e mantendo a essência do Iron Savior. 

O fã do Iron Savior vai se agradar mais uma vez pois já sabe o que esperar do mentor Piet Sielck e sua trupe, que embora ao longo da carreira não tenham apresentando nenhuma variação tão grande em seus álbuns, mantém uma regularidade e fidelidade em seu som. Mesmo já tendo mudado a formação várias vezes, a essência da banda gira em torno de Piet Sielck e esse continua apostando no ‘feijão com arroz’ de sempre, nunca modificando ou arriscando outra abordagem em seu grupo, seja musicalmente ou liricamente, já que a banda sempre tratou de temáticas futuristas, espaciais, batalhas intergalácticas, continuando fiel a essa proposta. Não mais que o trivial, porém, com a qualidade de sempre!

Trivial com qualidade
3.5
05/05/2019

O Iron Savior é uma banda que me agrada e acompanho desde o primeiro disco, quando iniciou apenas como um projeto entre Kai Hansen e seu ex-companheiro dos primórdios de cenário metal alemão, Piet Sielck. Pra quem não sabe, Piet é amigo de infância de Kai e desde sempre estiveram envolvidos em bandas, inclusive nos primórdios do Helloween, quando Piet chegou a fazer parte da banda no seu embrião, antes mesmo de gravarem a primeira demo. Piet ficou pouco tempo no Helloween, que depois explodiria mundialmente tornando-se o maior expoente do Power Metal ou Heavy Melódico, como queiram. Piet Sielck enveredou pelo lado da produção e se tornou um renomado profissional na Alemanha. Mas sua amizade com Kai o levou a decidir montar o projeto Iron Savior com seu velho amigo e reviver os bons tempos. O debut foi muito bem aceito no ano de 1997, gerando uma sequência de álbuns da dupla como ‘Unification’ e ‘Interlude’, ambos em 1999. Porém, Piet quis apostar suas fichas e transformar o projeto em banda, realizando shows, turnês e gravando mais álbuns, o que se tornou inviável para Kai devido à sua agenda com o Gamma Ray. Dessa maneira, Kai Hansen não pôde continuar e Piet Sielck resolveu tocar o barco sozinho. E foi o que de fato aconteceu, já sendo contabilizado 11 álbuns lançados com o Iron Savior e agora chegando o 12º disco intitulado ‘Kill or Get Killed’ saindo do forno em 2019. 

O álbum começa acelerado no speed power da faixa-título, bem cliché, costumeiro do gênero. A segunda faixa “Roaring Thunder” já vem com uma pegada mais interessante na linha Judas Priest/Primal Fear, que sempre norteia a banda nos seus álbuns, com destaque para refrão e solo, manjados mas que agrada qualquer fã de Heavy Metal. “Eternal Quest” vem no esquema Gamma Ray, com vocalizações, riffs e solos repleto de melodias. “From Dust and Rubble” mantém o esquema, com Piet elevando seus vocais. “Sinner or Saint” vem com riff quase Thrash e “Stand Up and Fight” vem mais cadenciada e potente. “Heroes Ascending” traz de novo o Power melódico com bateria constante e um solo com ‘twin guitars’ a la Helloween. “Never Stop Believing” vem quase na linha do Firewind, do guitarrista grego Gus G. com suas melodias entre o Power e o Hard. “Until We Meet Again” possui nuances de Prog Metal, que até lembram algo de Queensrÿche no seu andamento. “Legends of Glory” encerra o play com total consistência e mantendo a essência do Iron Savior. 

O fã do Iron Savior vai se agradar mais uma vez pois já sabe o que esperar do mentor Piet Sielck e sua trupe, que embora ao longo da carreira não tenham apresentando nenhuma variação tão grande em seus álbuns, mantém uma regularidade e fidelidade em seu som. Mesmo já tendo mudado a formação várias vezes, a essência da banda gira em torno de Piet Sielck e esse continua apostando no ‘feijão com arroz’ de sempre, nunca modificando ou arriscando outra abordagem em seu grupo, seja musicalmente ou liricamente, já que a banda sempre tratou de temáticas futuristas, espaciais, batalhas intergalácticas, continuando fiel a essa proposta. Não mais que o trivial, porém, com a qualidade de sempre!

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