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Resenha: Peter Hammill - Chameleon in the Shadow of the Night (1973)

Por: Tiago Meneses

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Extremamente temperamental e expressivo.
5
05/10/2017

Van der Graaf Generator sempre foi uma das minhas bandas preferidas de rock progressivo, sendo Peter Hammill o principal motivo disso. Chameleon In The Shadow Of The Night na prática é o segundo disco do músico, mas muitas vezes é visto como o primeiro, já que o anterior é uma coleção de músicas pop enquanto aqui as coisas de fato subiram a outro nível, trazendo um trabalho emotivo e de personalidade pura. A produção pode ser meio áspera e as estruturas se aproximando da simplicidade. De vez em quando nota-se uma repetição ou “deslizamento”, mas que no final são “falhas” que engrandecem ainda mais esse registro.

O disco abre através de “German Overalls”. Apresenta melodias acústicas memoráveis, vocal emocional confiante e diversificado alternando-se frequentemente em um tom de incerteza, cautela e intermediário a esses dois. Possui em seu final um harmonium encorpado que engrandece a música, além de um fluxo eletrônico/elétrico catártico. A segunda é“Slender Threads”, novamente uma faixa acústica de primeira qualidade, incluindo um par de interlúdios extremamente agradáveis e uma melodia principal perfeita. Os vocais incluem momentos ocasionais mais altos, mas são em grandes partes um recurso muito baixo, sutil e discreto.

Em “Rock and Rôle” encontra-se uma grande pitada de Van der Graaf Generator, sonoridade “punk” com riff elétrico e performances fortes de Nic Porter, Guy Evans e David Jackson, seus companheiros de banda (no caso de Nic, ex companheiro). Adições de piano de bom gosto e uma longa ponte instrumental inteligentemente arranjada marcam positivamente a música. “In The End” é uma faixa piano e voz com grande sentimento transmitido através da força da voz carregada de emoção de Peter Hammill. Uma bela cama de piano dá o tom de uma interpretação bonita, porém bastante nervosa, cheia de veneno, desespero e esperança sempre que as palavras assim exigem.

“What's It Worth” é a faixa mais cativante do disco, com uma bela e surpreendente flauta, simples melodia acústica é o carro chefe de uma viagem musical extremamente aconchegante. Novamente destaque também para a performance vocal de Peter Hammill, bastante limpa e acompanhada de harmonia incrivelmente bela. “Easy to Slip Away” é o momento mais diferente do álbum. Outra música piano e voz de carga emocional elevadíssima principalmente pela entrega vocal de Peter Hammill, algo no mínimo sincero, poderoso e claro. A faixa também possui pontes de saxofone tocado com a alma, mellotron incrível, enfim, uma faixa diferente do restante do álbum.

“Dropping the Torch” é mais uma peça acústica do álbum muito bem executada, onde o vocal é limpo e bem organizado e tudo feito com simplicidade e sentimento. A faixa que fecha o disco é “(In the) Black Room/Tower” e que já começa com uma explosão instrumental. Tem efeitos caóticos e enlouquecidos de teclado, flautas, sax rugindo, percussão imaginativa, muitas harmonias vocais e um piano chocante e sempre proeminente. Uma música extremamente complexa que equilibra bem o caos e o controle e expressa o que é convencionalmente inexpressável.  Provavelmente a faixa destaque para a maioria das pessoas que ouvir o álbum e seja familiarizado com a obra de Peter Hammill. 

Toda música nesse álbum é boa, sendo que todas também possuem momentos de excelência. Um disco extremamente temperamental e expressivo, feito principalmente para os fãs de Peter Hammill e que consideram sua maneira de expressar-se artisticamente algo simplesmente fascinante. Um dos melhores trabalhos solos de um dos maiores gênios da história do rock progressivo. 

Extremamente temperamental e expressivo.
5
05/10/2017

Van der Graaf Generator sempre foi uma das minhas bandas preferidas de rock progressivo, sendo Peter Hammill o principal motivo disso. Chameleon In The Shadow Of The Night na prática é o segundo disco do músico, mas muitas vezes é visto como o primeiro, já que o anterior é uma coleção de músicas pop enquanto aqui as coisas de fato subiram a outro nível, trazendo um trabalho emotivo e de personalidade pura. A produção pode ser meio áspera e as estruturas se aproximando da simplicidade. De vez em quando nota-se uma repetição ou “deslizamento”, mas que no final são “falhas” que engrandecem ainda mais esse registro.

O disco abre através de “German Overalls”. Apresenta melodias acústicas memoráveis, vocal emocional confiante e diversificado alternando-se frequentemente em um tom de incerteza, cautela e intermediário a esses dois. Possui em seu final um harmonium encorpado que engrandece a música, além de um fluxo eletrônico/elétrico catártico. A segunda é“Slender Threads”, novamente uma faixa acústica de primeira qualidade, incluindo um par de interlúdios extremamente agradáveis e uma melodia principal perfeita. Os vocais incluem momentos ocasionais mais altos, mas são em grandes partes um recurso muito baixo, sutil e discreto.

Em “Rock and Rôle” encontra-se uma grande pitada de Van der Graaf Generator, sonoridade “punk” com riff elétrico e performances fortes de Nic Porter, Guy Evans e David Jackson, seus companheiros de banda (no caso de Nic, ex companheiro). Adições de piano de bom gosto e uma longa ponte instrumental inteligentemente arranjada marcam positivamente a música. “In The End” é uma faixa piano e voz com grande sentimento transmitido através da força da voz carregada de emoção de Peter Hammill. Uma bela cama de piano dá o tom de uma interpretação bonita, porém bastante nervosa, cheia de veneno, desespero e esperança sempre que as palavras assim exigem.

“What's It Worth” é a faixa mais cativante do disco, com uma bela e surpreendente flauta, simples melodia acústica é o carro chefe de uma viagem musical extremamente aconchegante. Novamente destaque também para a performance vocal de Peter Hammill, bastante limpa e acompanhada de harmonia incrivelmente bela. “Easy to Slip Away” é o momento mais diferente do álbum. Outra música piano e voz de carga emocional elevadíssima principalmente pela entrega vocal de Peter Hammill, algo no mínimo sincero, poderoso e claro. A faixa também possui pontes de saxofone tocado com a alma, mellotron incrível, enfim, uma faixa diferente do restante do álbum.

“Dropping the Torch” é mais uma peça acústica do álbum muito bem executada, onde o vocal é limpo e bem organizado e tudo feito com simplicidade e sentimento. A faixa que fecha o disco é “(In the) Black Room/Tower” e que já começa com uma explosão instrumental. Tem efeitos caóticos e enlouquecidos de teclado, flautas, sax rugindo, percussão imaginativa, muitas harmonias vocais e um piano chocante e sempre proeminente. Uma música extremamente complexa que equilibra bem o caos e o controle e expressa o que é convencionalmente inexpressável.  Provavelmente a faixa destaque para a maioria das pessoas que ouvir o álbum e seja familiarizado com a obra de Peter Hammill. 

Toda música nesse álbum é boa, sendo que todas também possuem momentos de excelência. Um disco extremamente temperamental e expressivo, feito principalmente para os fãs de Peter Hammill e que consideram sua maneira de expressar-se artisticamente algo simplesmente fascinante. Um dos melhores trabalhos solos de um dos maiores gênios da história do rock progressivo. 

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