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Resenha: Exumer - Hostile Defiance (2019)

Por: Diógenes Ferreira

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Recuperando o tempo e o prestígio perdidos
4.5
24/04/2019

Iniciando com uma marretada que é a faixa-título desse álbum, o Exumer prova que voltou realmente para recuperar o tempo e o prestígio perdidos. Surgido em meados dos anos 80 na Alemanha, esses caras aterrorizaram na época do vinil com dois álbuns clássicos do Thrash Metal daqueles tempos com Possessed By Fire (86) e Rising From The Sea (88). Era comum qualquer headbanger fã de Thrash naquele período possuir esses dois LPs com suas capas marcantes cuja o personagem de ambas era uma espécie de referência ao assassino Jason Vorhees do filme Sexta Feira 13, que sempre voltava dos mortos para continuar a sua matança. Na época a banda era lembrada pela semelhança sonora com o Slayer, principalmente no álbum “Rising From The Sea” cujo os vocais ficaram a cargo de Paul Arakari, um verdadeiro clone vocal de Tom Araya.

Infelizmente, a banda após esses dois discos simplesmente sumiu do mapa, retornando somente em 2012 com o álbum Fire & Damnation, reunindo-se com seu vocalista original Mem Von Stein que gravou o primeiro álbum (Possessed By Fire) e desde então vem lançando álbuns dignos de arrepiar os saudosos ‘thrashers’.

Esse novo disco ‘Hostile Defiance’ vem sacramentar a boa fase da banda desde seu retorno com músicas rasteiras como “Trapper”, “Raptor”, “Splinter”, faixas poderosas como “King’s End”, “Vertical Violence”, “Carnage Rider”, “The Order of Shadows” e um inusitado cover do Scorpions em “He’s a Woman... She’s a Man” (que por sinal ficou ótimo!), além de outro cover com “Supposed to Rot” do Entombed. A sonoridade agora já nos remete mais a um Kreator do que o Slayer de outrora, devido à banda estar apostando em um som mais trabalhado embora ainda bastante intenso.

O fato é que Ray Mensh, único membro da banda presente em todos os álbuns, continua levando a cabo esse grupo que ao meu ver era o que merecia estar no ‘Big Teutonic 4’ (o Big Four alemão) ao lado de Sodom, Kreator e Destruction. Nada contra o Tankard, mas particularmente, sempre achei o Exumer ou até mesmo o Assassin, bandas para se levar mais a sério do que os “cervejeiros”, e que poderiam estar ocupando o posto de 4º força do thrash germânico, mas enfim... apenas uma questão de opinião. O que vale ressaltar aqui é a potência desse mais novo álbum do Exumer, que definitivamente voltou do mundo dos mortos para continuar sua matança.

Recuperando o tempo e o prestígio perdidos
4.5
24/04/2019

Iniciando com uma marretada que é a faixa-título desse álbum, o Exumer prova que voltou realmente para recuperar o tempo e o prestígio perdidos. Surgido em meados dos anos 80 na Alemanha, esses caras aterrorizaram na época do vinil com dois álbuns clássicos do Thrash Metal daqueles tempos com Possessed By Fire (86) e Rising From The Sea (88). Era comum qualquer headbanger fã de Thrash naquele período possuir esses dois LPs com suas capas marcantes cuja o personagem de ambas era uma espécie de referência ao assassino Jason Vorhees do filme Sexta Feira 13, que sempre voltava dos mortos para continuar a sua matança. Na época a banda era lembrada pela semelhança sonora com o Slayer, principalmente no álbum “Rising From The Sea” cujo os vocais ficaram a cargo de Paul Arakari, um verdadeiro clone vocal de Tom Araya.

Infelizmente, a banda após esses dois discos simplesmente sumiu do mapa, retornando somente em 2012 com o álbum Fire & Damnation, reunindo-se com seu vocalista original Mem Von Stein que gravou o primeiro álbum (Possessed By Fire) e desde então vem lançando álbuns dignos de arrepiar os saudosos ‘thrashers’.

Esse novo disco ‘Hostile Defiance’ vem sacramentar a boa fase da banda desde seu retorno com músicas rasteiras como “Trapper”, “Raptor”, “Splinter”, faixas poderosas como “King’s End”, “Vertical Violence”, “Carnage Rider”, “The Order of Shadows” e um inusitado cover do Scorpions em “He’s a Woman... She’s a Man” (que por sinal ficou ótimo!), além de outro cover com “Supposed to Rot” do Entombed. A sonoridade agora já nos remete mais a um Kreator do que o Slayer de outrora, devido à banda estar apostando em um som mais trabalhado embora ainda bastante intenso.

O fato é que Ray Mensh, único membro da banda presente em todos os álbuns, continua levando a cabo esse grupo que ao meu ver era o que merecia estar no ‘Big Teutonic 4’ (o Big Four alemão) ao lado de Sodom, Kreator e Destruction. Nada contra o Tankard, mas particularmente, sempre achei o Exumer ou até mesmo o Assassin, bandas para se levar mais a sério do que os “cervejeiros”, e que poderiam estar ocupando o posto de 4º força do thrash germânico, mas enfim... apenas uma questão de opinião. O que vale ressaltar aqui é a potência desse mais novo álbum do Exumer, que definitivamente voltou do mundo dos mortos para continuar sua matança.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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