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Resenha: Killery - Ready For The Apocalypse (2019)

Por: Diógenes Ferreira

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Preparados para o apocalipse?
4.5
19/04/2019

Direto das profundezas da ilha de São Luís-MA, vem emergindo um poderoso representante do Thrash Metal, trata-se da banda maranhense Killery, que pratica um som destruidor e muito bem trabalhado que acerta o ouvinte em cheio. A banda surgiu em 2016 e após ter vencido o Battle of The Bands 2017, vem chamando a atenção no território ludovicense e que tem tudo para também emplacar a nível nacional, principalmente com o lançamento de seu debut ‘Ready For The Apocalypse’ que está acabando de sair do forno. O álbum está sendo lançado de forma independente pela banda, mas com uma produção excelente e as faixas são um verdadeiro bombardeio de riffs e camadas de peso, envolto ao bom nível técnico dos músicos. Formada atualmente por Lucas Abreu (b), Bruno Gerude (g), Arthur L. (g), Gabriel Burgos (d) e Pitter Cutrim (v) ex-Blindher que entrou no lugar do vocalista Daniel Pereira, que antes de deixar a banda gravou todos os vocais do álbum, exceto a faixa “Exuding Hate”, já apresentando Pitter nos vocais.

O que se ouve em ‘Ready For The Apocalypse’ é digno de respeito, com um Thrash Metal coeso e maduro, carregado de potência, com temas intrincados e melodias na medida certa. O álbum abre com a faixa-título em um festival de riffs cortantes, seguindo de uma paradinha mortal a la Slayer no meio da música e solos estilo Annihilator. Depois o negócio descamba para a linha Exodus na faixa “No Rest For The Wicked”. A música “Prophet of Chaos” começa com uma intro melódica, preparando o terreno para a pancadaria acelerada em que ela se transforma, destaque para as linhas de baixo de Lucas Abreu antes dos solos de guitarra que também chamam atenção. “March to Hell” segue com o peso numa linha bem tradicional próximo do Onslaught dos álbuns ‘Killing Peace’ e ‘Sounds of Violence’, onde mais uma vez temos excelente trabalho da cozinha segura e precisa formada por Lucas Abreu no baixo e Gabriel Burgos nas baquetas, com uma pegada excelente. Aí de repente entra a destruidora “Blood Deliveryman”, daquelas para arrebentar o pescoço “bangeando” insanamente, ou quem sabe abrir a roda de “mosh”, destacando ainda o trabalho matador da dupla de guitarristas Gerude e Arthur, fazendo lembrar novamente as loucuras de Jeff Waters e seu maravilhoso Annihilator. A próxima “Fuck You All” vem cadenciada com o baixo pulsando no melhor estilo D.D. Verni e seu Overkill, onde aos poucos vai acelerando com riffs bem encaixados, também com os vocais de Daniel em destaque, onde assim como em todo o disco nos remete um pouco à Mille Petrozza do Kreator. E por falar em Kreator, a faixa “Curse of The Serpent” vem lembrando a banda alemã da fase Violent Revolution pra cá. O álbum segue com “Law of The Strongests” trazendo um andamento meio Testament e finaliza com “Exuding Hate” que conforme dito anteriormente, é a faixa do disco gravada com os vocais de Pitter Cutrim, que se mostra versátil passeando do timbre mais rasgado ao mais gutural e mostrando ao que veio, assumindo o posto de novo ‘frontman’ da banda.

Em suma, o Killery é mais uma banda maranhense que dá orgulho! Se continuar com esse foco, conseguirá chamar a atenção para seu trabalho que possui uma identidade própria, além de ser de uma qualidade indiscutível e acima da média. Portanto se você é fã de Thrash Metal de nomes como Exodus, Onslaught, Overkill, Korzus entre outros citados ao longo desse review, não perca tempo, procure conhecer o Killery e corra atrás de ‘Ready For The Apocalypse’ pois é porrada das boas, feito por quem entende do riscado e que deixa muitas outras bandas por aí no chinelo. Thrash ‘Til Death!

Preparados para o apocalipse?
4.5
19/04/2019

Direto das profundezas da ilha de São Luís-MA, vem emergindo um poderoso representante do Thrash Metal, trata-se da banda maranhense Killery, que pratica um som destruidor e muito bem trabalhado que acerta o ouvinte em cheio. A banda surgiu em 2016 e após ter vencido o Battle of The Bands 2017, vem chamando a atenção no território ludovicense e que tem tudo para também emplacar a nível nacional, principalmente com o lançamento de seu debut ‘Ready For The Apocalypse’ que está acabando de sair do forno. O álbum está sendo lançado de forma independente pela banda, mas com uma produção excelente e as faixas são um verdadeiro bombardeio de riffs e camadas de peso, envolto ao bom nível técnico dos músicos. Formada atualmente por Lucas Abreu (b), Bruno Gerude (g), Arthur L. (g), Gabriel Burgos (d) e Pitter Cutrim (v) ex-Blindher que entrou no lugar do vocalista Daniel Pereira, que antes de deixar a banda gravou todos os vocais do álbum, exceto a faixa “Exuding Hate”, já apresentando Pitter nos vocais.

O que se ouve em ‘Ready For The Apocalypse’ é digno de respeito, com um Thrash Metal coeso e maduro, carregado de potência, com temas intrincados e melodias na medida certa. O álbum abre com a faixa-título em um festival de riffs cortantes, seguindo de uma paradinha mortal a la Slayer no meio da música e solos estilo Annihilator. Depois o negócio descamba para a linha Exodus na faixa “No Rest For The Wicked”. A música “Prophet of Chaos” começa com uma intro melódica, preparando o terreno para a pancadaria acelerada em que ela se transforma, destaque para as linhas de baixo de Lucas Abreu antes dos solos de guitarra que também chamam atenção. “March to Hell” segue com o peso numa linha bem tradicional próximo do Onslaught dos álbuns ‘Killing Peace’ e ‘Sounds of Violence’, onde mais uma vez temos excelente trabalho da cozinha segura e precisa formada por Lucas Abreu no baixo e Gabriel Burgos nas baquetas, com uma pegada excelente. Aí de repente entra a destruidora “Blood Deliveryman”, daquelas para arrebentar o pescoço “bangeando” insanamente, ou quem sabe abrir a roda de “mosh”, destacando ainda o trabalho matador da dupla de guitarristas Gerude e Arthur, fazendo lembrar novamente as loucuras de Jeff Waters e seu maravilhoso Annihilator. A próxima “Fuck You All” vem cadenciada com o baixo pulsando no melhor estilo D.D. Verni e seu Overkill, onde aos poucos vai acelerando com riffs bem encaixados, também com os vocais de Daniel em destaque, onde assim como em todo o disco nos remete um pouco à Mille Petrozza do Kreator. E por falar em Kreator, a faixa “Curse of The Serpent” vem lembrando a banda alemã da fase Violent Revolution pra cá. O álbum segue com “Law of The Strongests” trazendo um andamento meio Testament e finaliza com “Exuding Hate” que conforme dito anteriormente, é a faixa do disco gravada com os vocais de Pitter Cutrim, que se mostra versátil passeando do timbre mais rasgado ao mais gutural e mostrando ao que veio, assumindo o posto de novo ‘frontman’ da banda.

Em suma, o Killery é mais uma banda maranhense que dá orgulho! Se continuar com esse foco, conseguirá chamar a atenção para seu trabalho que possui uma identidade própria, além de ser de uma qualidade indiscutível e acima da média. Portanto se você é fã de Thrash Metal de nomes como Exodus, Onslaught, Overkill, Korzus entre outros citados ao longo desse review, não perca tempo, procure conhecer o Killery e corra atrás de ‘Ready For The Apocalypse’ pois é porrada das boas, feito por quem entende do riscado e que deixa muitas outras bandas por aí no chinelo. Thrash ‘Til Death!

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