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Resenha: Silent - Fragments (2019)

Por: Diógenes Ferreira

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Amplitude musical
4
14/04/2019

Eis que a banda Silent, nome já conhecido no cenário Melodic Hard brasileiro, chega em 2019 lançando seu terceiro álbum intitulado “Fragments”. O álbum leva esse título pois segue um conceito idealizado pelo vocalista/guitarrista Gustavo Andriewiski baseado na história de um garoto que tem lapsos de memória ou fragmentos de vidas passadas sempre ligados a uma pessoa a qual ele amou por séculos. Sendo assim as músicas do álbum apresentam elementos diversificados para ilustrar as diferentes fases na mente do personagem.

O álbum abre com ‘The Tinted Glass’ dando um ‘punch’ na sua sonoridade, para depois entrar numa sequência matadora com ‘Burning Alive’ que traz melodias sensacionais e viajantes que fazem o ouvinte levitar, seguida de ‘One Song’ com a tradicional pegada Hard/AOR do grupo. Aí de repente entra um riff bem Rock n’ Roll que nos remete ao AC/DC ou Krokus e que no refrão já pula para algo parecido com Night Ranger, trata-se de ‘What Love Can Be’ mostrando-se mais uma ótima canção. O álbum segue com ‘Pinocchio’ com uma levada quase Southern Rock a la Allman Brothers, Molly Hatchet e Lynyrd Skynyrd dentro de uma roupagem mais melódica é claro. E o passeio do personagem por diferentes cenários continua em ‘You’ cuja a sonoridade meio que encosta no Rock Alternativo do R.E.M da época do álbum ‘Monster’ e não compromete a audição do disco, pelo contrário, a música é bem legal. A faixa ‘The Road’ vem cadenciada, até que no meio se transforma num progressivo com algumas partes sinfônicas bem encaixadas e solos de guitarra que nos remetem à banda Shadow Gallery. A faixa título ‘Fragments’ vem num formato acústico e sentimental, para depois puxar 'Rise' com um riff ganchudo chegando ao refrão com melodias tradicionais da banda. O disco vai chegando ao fim com ’The Sound’ com o mesmo ‘punch’ que começou com ‘The Tinted Glass’, imprimindo um certo peso sonoro e finaliza a obra com ‘This Side of Eternity’, uma singela canção que traz um sentimento de paz para o personagem da história do álbum e também para o ouvinte.

Com isso, ‘Fragments’ vem representar um passo adiante para a banda, não limitando-se somente ao tradicional Melodic Hard/AOR, mas abrindo um leque de opções através de um álbum dinâmico e sem deixar de lado sua essência. Vale também ressaltar que o baixista Douglas Boiago ainda gravou esse álbum, exceto a faixa “The Road” gravada por Roberto Sousa (ex-Krystal Tears), e que já integra a banda como substituto de Boiago, sendo o novo companheiro de cozinha de Luiz Alexandre “Tilly”, além de Alex Cavalcanti e Gustavo Andriewiski, juntos com suas guitarras sempre lineares e com ênfase nas harmonias. Em suma, o Silent apresenta-se nesse terceiro álbum em busca de novos horizontes ainda com o bom gosto de sempre que lhe é peculiar, com uma musicalidade mais ampla.

Amplitude musical
4
14/04/2019

Eis que a banda Silent, nome já conhecido no cenário Melodic Hard brasileiro, chega em 2019 lançando seu terceiro álbum intitulado “Fragments”. O álbum leva esse título pois segue um conceito idealizado pelo vocalista/guitarrista Gustavo Andriewiski baseado na história de um garoto que tem lapsos de memória ou fragmentos de vidas passadas sempre ligados a uma pessoa a qual ele amou por séculos. Sendo assim as músicas do álbum apresentam elementos diversificados para ilustrar as diferentes fases na mente do personagem.

O álbum abre com ‘The Tinted Glass’ dando um ‘punch’ na sua sonoridade, para depois entrar numa sequência matadora com ‘Burning Alive’ que traz melodias sensacionais e viajantes que fazem o ouvinte levitar, seguida de ‘One Song’ com a tradicional pegada Hard/AOR do grupo. Aí de repente entra um riff bem Rock n’ Roll que nos remete ao AC/DC ou Krokus e que no refrão já pula para algo parecido com Night Ranger, trata-se de ‘What Love Can Be’ mostrando-se mais uma ótima canção. O álbum segue com ‘Pinocchio’ com uma levada quase Southern Rock a la Allman Brothers, Molly Hatchet e Lynyrd Skynyrd dentro de uma roupagem mais melódica é claro. E o passeio do personagem por diferentes cenários continua em ‘You’ cuja a sonoridade meio que encosta no Rock Alternativo do R.E.M da época do álbum ‘Monster’ e não compromete a audição do disco, pelo contrário, a música é bem legal. A faixa ‘The Road’ vem cadenciada, até que no meio se transforma num progressivo com algumas partes sinfônicas bem encaixadas e solos de guitarra que nos remetem à banda Shadow Gallery. A faixa título ‘Fragments’ vem num formato acústico e sentimental, para depois puxar 'Rise' com um riff ganchudo chegando ao refrão com melodias tradicionais da banda. O disco vai chegando ao fim com ’The Sound’ com o mesmo ‘punch’ que começou com ‘The Tinted Glass’, imprimindo um certo peso sonoro e finaliza a obra com ‘This Side of Eternity’, uma singela canção que traz um sentimento de paz para o personagem da história do álbum e também para o ouvinte.

Com isso, ‘Fragments’ vem representar um passo adiante para a banda, não limitando-se somente ao tradicional Melodic Hard/AOR, mas abrindo um leque de opções através de um álbum dinâmico e sem deixar de lado sua essência. Vale também ressaltar que o baixista Douglas Boiago ainda gravou esse álbum, exceto a faixa “The Road” gravada por Roberto Sousa (ex-Krystal Tears), e que já integra a banda como substituto de Boiago, sendo o novo companheiro de cozinha de Luiz Alexandre “Tilly”, além de Alex Cavalcanti e Gustavo Andriewiski, juntos com suas guitarras sempre lineares e com ênfase nas harmonias. Em suma, o Silent apresenta-se nesse terceiro álbum em busca de novos horizontes ainda com o bom gosto de sempre que lhe é peculiar, com uma musicalidade mais ampla.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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