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Resenha: Greta Van Fleet - Anthem of the Peaceful Army (2018)

Por: Tiago Meneses

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No máximo uma imitação pálida dos seus heróis 70’s
1.5
12/04/2019

Quando ouvi o EP da banda, From The Fires, ele já não havia me chamado atenção em absolutamente nada, logo, eu não esperava muita coisa em relação ao seu disco de estreia, Anthem of the Peaceful Army. Sinceramente, os pobres garotos mostraram apenas que são mais um sonho artificial do que uma banda de rock de verdade. Basta olhar algumas fotos dos irmãos Jake e Sam Kiszka, na guitarra e no baixo, estão usando fantasias hippies que imprimem em 3D na Internet. O vocalista, o terceiro irmão, miserável e desajeitado, Josh, está em brincos de penas e calças de vinil, como se estivesse vestido como um problemático. Greta Van Fleet não passa de toda uma fantasia. 

Acho mais certo revisar o disco não pegando somente como base as semelhanças óbvias com o Led Zeppelin (o que às vezes nesse caso pode ser bem difícil), mas sim, com base em seu som e desempenho reais. No geral, este álbum não consegue ser nem ao menos ok. Não há nada de especial ou verdadeiramente original aqui. Seu vocalista exibe alguns vocais impressionantes, mas muitas vezes esses gritos são forçados e até mesmo irritantes. Onde Robert Plant se sentia genuíno, Josh Kiszka é um impressionista que não tem emoção genuína. Os riffs e solos de guitarra são medíocres (sim, não tem como definir de outra maneira). Eu adoraria ouvir um pouco mais de trabalho original e complexo de guitarra e uma composição soando interessante. Os garotos têm potenciais, não tenho dúvida, mas infelizmente precisam mudar muito a maneira como abordam a composição da música. Muito do álbum parece piegas e clichê (basta olhar para o título do álbum). Eu aprecio o retorno a um tipo de som dos anos 70, mas o Anthem of the Peaceful Army é uma compilação genérica de bandas que são melhores. 

Supostamente até onde podemos perceber esse é um disco de hard rock, mas ele é tão sem graça e unidimensional, lhe falta ao menos uma música memorável que seja, talvez a faixa de abertura “Age of Man” fuja um pouco disso e demonstre algo a mais que as demais. No geral, como a maioria dos álbuns neste seguimento, alguns vão gostar e achar divertido e outros vão desprezá-lo. A linha final é o Greta Van Fleet fazendo um "hard rock" para ganhar uma boa audiência e não se importam nem um pouco com quem são suas influências ou se você tem um problema com eles fazendo o que eles fazem, o que nesse caso admito ser algo admirável, mas boas músicas e produção teriam feito desse disco algo muito mais interessante, e na minha opinião não existe nenhuma nem outra coisa aqui. 

Sabemos que o rock evoluiu desde os anos 50 até hoje. Essas crianças decidiram fazer um retorno ao som dos anos 70, principalmente ao feito pelo Led Zeppelin. Tudo, desde o seu kit de bateria, código de vestimenta, vocais, até os pontos de discussão do roqueiro clássico - sobre o que é boa música, o que os inspirou e onde eles querem que a música vá - está tudo completamente encenado. Eles são uma cópia carbono sem nada remotamente novo tentando enganar o público de hoje em pensar que seu som é novo e que eles estão abrindo caminho na música. Tudo o que eles estão fazendo foi feito antes e feito melhor. Eles são um modismo que pode ter um culto, mas não há nada mais para ver aqui. Aí podem vir aquela velha conversa, “ah, quando não tem banda nova reclama, quando aparece uma banda boa, reclamam”. Particularmente, nunca reclamei de bandas novas e de personalidade que aparecem no cenário, problema é que aqui isso não ocorre. 

Ao invés de falar faixa por faixa, as resumo (tirando a citada mais lá acima) em uma estranha mistura lírica de temas de fantasia e sexo que soam como se eles tivessem sido escritos por um aluno do 8º ano que acabou de tocar seu primeiro seio e maratonou o Senhor dos Anéis no mesmo fim de semana. Mostra Josh Kiszksa cobrindo todo o alcance vocal de Robert Plant, porém, sem ter nenhum pouco do controle vocal do último, conseguindo soar somente insignificante e desleixado. Os riffs de guitarra não empolgam em momento algum, sendo no máximo uma imitação pálida dos seus heróis 70’s. 

Olha, não estou querendo dizer que esses garotos não tem valor, eles tocam e no caso de Josh, canta bem, e assim como muitas pessoas, eu também anseio por algo mais rock and roll figurando no mainstream, porém, ao contrário de quem acha que esse disco possui doses suficientes que mostram uma oxigenação naquilo que pra muitos faltam, tudo bem, desfrute o quanto puder de Anthem of the Peaceful Army, porém, pra mim, este álbum viola praticamente todos os princípios que tenho sobre inovação artística, criatividade e progressão, sendo assim, não me desce. 

Existe muita coisa pior por aí? Não tenha a menor dúvida, mas isso não tira o fato de que praticamente em sua totalidade, Anthem of the Peaceful Army, me soou extremamente entediante ou sem qualquer tipo de tempero que me fizesse degusta-lo mais do que duas vezes. Hoje parece que falar dessa banda é quase como difamar algo sacro, porém, esse tipo de “blasfêmia” eu não tenho problema algum em cometer. Que em seus trabalhos futuros eles usem seus talentos para criarem algo mais único (tendo suas influências na medida certa, claro) e distinto, caso contrário, serão eternamente uma caricatura que deu certo. Ah sim, e sem essa de que o rock precisa ser salvo, mas se ainda assim fosse verdadeira tal afirmação, e isso precisasse ser feito, não caberia a Greta Van Fleet essa missão. 

No máximo uma imitação pálida dos seus heróis 70’s
1.5
12/04/2019

Quando ouvi o EP da banda, From The Fires, ele já não havia me chamado atenção em absolutamente nada, logo, eu não esperava muita coisa em relação ao seu disco de estreia, Anthem of the Peaceful Army. Sinceramente, os pobres garotos mostraram apenas que são mais um sonho artificial do que uma banda de rock de verdade. Basta olhar algumas fotos dos irmãos Jake e Sam Kiszka, na guitarra e no baixo, estão usando fantasias hippies que imprimem em 3D na Internet. O vocalista, o terceiro irmão, miserável e desajeitado, Josh, está em brincos de penas e calças de vinil, como se estivesse vestido como um problemático. Greta Van Fleet não passa de toda uma fantasia. 

Acho mais certo revisar o disco não pegando somente como base as semelhanças óbvias com o Led Zeppelin (o que às vezes nesse caso pode ser bem difícil), mas sim, com base em seu som e desempenho reais. No geral, este álbum não consegue ser nem ao menos ok. Não há nada de especial ou verdadeiramente original aqui. Seu vocalista exibe alguns vocais impressionantes, mas muitas vezes esses gritos são forçados e até mesmo irritantes. Onde Robert Plant se sentia genuíno, Josh Kiszka é um impressionista que não tem emoção genuína. Os riffs e solos de guitarra são medíocres (sim, não tem como definir de outra maneira). Eu adoraria ouvir um pouco mais de trabalho original e complexo de guitarra e uma composição soando interessante. Os garotos têm potenciais, não tenho dúvida, mas infelizmente precisam mudar muito a maneira como abordam a composição da música. Muito do álbum parece piegas e clichê (basta olhar para o título do álbum). Eu aprecio o retorno a um tipo de som dos anos 70, mas o Anthem of the Peaceful Army é uma compilação genérica de bandas que são melhores. 

Supostamente até onde podemos perceber esse é um disco de hard rock, mas ele é tão sem graça e unidimensional, lhe falta ao menos uma música memorável que seja, talvez a faixa de abertura “Age of Man” fuja um pouco disso e demonstre algo a mais que as demais. No geral, como a maioria dos álbuns neste seguimento, alguns vão gostar e achar divertido e outros vão desprezá-lo. A linha final é o Greta Van Fleet fazendo um "hard rock" para ganhar uma boa audiência e não se importam nem um pouco com quem são suas influências ou se você tem um problema com eles fazendo o que eles fazem, o que nesse caso admito ser algo admirável, mas boas músicas e produção teriam feito desse disco algo muito mais interessante, e na minha opinião não existe nenhuma nem outra coisa aqui. 

Sabemos que o rock evoluiu desde os anos 50 até hoje. Essas crianças decidiram fazer um retorno ao som dos anos 70, principalmente ao feito pelo Led Zeppelin. Tudo, desde o seu kit de bateria, código de vestimenta, vocais, até os pontos de discussão do roqueiro clássico - sobre o que é boa música, o que os inspirou e onde eles querem que a música vá - está tudo completamente encenado. Eles são uma cópia carbono sem nada remotamente novo tentando enganar o público de hoje em pensar que seu som é novo e que eles estão abrindo caminho na música. Tudo o que eles estão fazendo foi feito antes e feito melhor. Eles são um modismo que pode ter um culto, mas não há nada mais para ver aqui. Aí podem vir aquela velha conversa, “ah, quando não tem banda nova reclama, quando aparece uma banda boa, reclamam”. Particularmente, nunca reclamei de bandas novas e de personalidade que aparecem no cenário, problema é que aqui isso não ocorre. 

Ao invés de falar faixa por faixa, as resumo (tirando a citada mais lá acima) em uma estranha mistura lírica de temas de fantasia e sexo que soam como se eles tivessem sido escritos por um aluno do 8º ano que acabou de tocar seu primeiro seio e maratonou o Senhor dos Anéis no mesmo fim de semana. Mostra Josh Kiszksa cobrindo todo o alcance vocal de Robert Plant, porém, sem ter nenhum pouco do controle vocal do último, conseguindo soar somente insignificante e desleixado. Os riffs de guitarra não empolgam em momento algum, sendo no máximo uma imitação pálida dos seus heróis 70’s. 

Olha, não estou querendo dizer que esses garotos não tem valor, eles tocam e no caso de Josh, canta bem, e assim como muitas pessoas, eu também anseio por algo mais rock and roll figurando no mainstream, porém, ao contrário de quem acha que esse disco possui doses suficientes que mostram uma oxigenação naquilo que pra muitos faltam, tudo bem, desfrute o quanto puder de Anthem of the Peaceful Army, porém, pra mim, este álbum viola praticamente todos os princípios que tenho sobre inovação artística, criatividade e progressão, sendo assim, não me desce. 

Existe muita coisa pior por aí? Não tenha a menor dúvida, mas isso não tira o fato de que praticamente em sua totalidade, Anthem of the Peaceful Army, me soou extremamente entediante ou sem qualquer tipo de tempero que me fizesse degusta-lo mais do que duas vezes. Hoje parece que falar dessa banda é quase como difamar algo sacro, porém, esse tipo de “blasfêmia” eu não tenho problema algum em cometer. Que em seus trabalhos futuros eles usem seus talentos para criarem algo mais único (tendo suas influências na medida certa, claro) e distinto, caso contrário, serão eternamente uma caricatura que deu certo. Ah sim, e sem essa de que o rock precisa ser salvo, mas se ainda assim fosse verdadeira tal afirmação, e isso precisasse ser feito, não caberia a Greta Van Fleet essa missão. 

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