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Resenha: Van Halen - 1984 (1984)

Por: Fábio Arthur

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Coroando 1984
5
11/04/2019

MCMLXXXIV – 1984,  o disco que trouxe o Van Halen para o começo do verdadeiro ápice e ao mesmo tempo trouxe a saída do vocalista lendário David Lee Roth. O álbum começou a ser gravado em 1983, sendo realmente colocado nas prateleiras no ano seguinte. Hoje, esse long play é considerado um dos maiores discos de todos os tempos e está listado nos 200 mais da Billboard. Por tudo, "1984" recebeu Disco de Diamante duplo e esse em termos de popularidade se iguala ao debute "Van Halen"; e não que a banda não houvesse feito nada significativo nesse ínterim, mas a verdade dos fatos é que, com esses dois petardos, o grupo se segurou nas paradas mundiais. 
Eddie Van Halen sempre deteve a qualidade de um musicista influente e imponente, mas o que ninguém esperava e/ou sabia, era que o músico ainda tinha um dom guardado: ele tocava piano e com muita versatilidade. Assim, quando se deu o momento de compôr e gravar "1984", Eddie se aprofundou em suas vertentes extras e resolveu levar o grupo a outro patamar, inovando seu som com o complemento dos teclados. A banda planejou e elaborou tudo pela primeira vez no estúdio de Eddie, o nominado 5150 (que viria a ser no futuro, o título do disco póstumo do grupo, com Hagar nos vocais), assim Eddie se valeu de sintetizadores e rumou em frente com a qualidade expressiva de sempre.
 
A canção de título e intro que tem um pouco mais de 1 minuto: "1984", na verdade era tocada no baixo de Michael Anthony durante a tour anterior de "Diver Down", foi quando Eddie repaginou a canção e moldou para seu equipamento de teclados e sintetizadores. A mega clássica canção "Jump" foi bem conduzida a mando das teclas, o que trouxe o Van Halen mais para perto do público do Pop, e assim a faixa virou vídeo clipe e single também. Além de tudo, a letra dessa faixa foi inspirada e composta quando Lee Rotth assistiu ao suicídio de um homem, ao qual a TV transmitia – o indivíduo tentava pular de um edifício. "I'll Wait" também se mantém no estilo mais moderno e traz, além das teclas, um balanço fenomenal em sua composição. A canção obteve um vídeo, inesperado e elaborado de última hora, quando o grupo estava em turnê; assim se valeram de uma modelo da qual Lee Roth acabou vendo e acreditando ser perfeita para um trabalho com a banda.  Um ponto bem curioso também, foi a faixa fantástica "Panama", do qual a mesma remete em um peso fenomenal aos discos antecessores do grupo. O som ao miolo da canção, executado como em uma aceleração – e no vídeo da mesma sendo inserido em brincadeira como a um secador de cabelos, na verdade seria o ronco da Lamborghini de Eddie Van Halen, gravado e postumamente inserido na música. A banda estava tão determinada e em um período tão fértil, que a faixa "Hot For Teacher",  que aliás demonstra uma incrível bateria evolutiva e muito técnica de Alex Van Halen , acabou virando vídeo clipe também e foi muito tocada nas rádios por sinal. Além do mais, o tal vídeo foi tocado diariamente na MTV, o que ocasionou em um ápice, levando o grupo a lançar um quarto single do disco. "Girls Gone Bad" praticamente já existia dentro dos concertos do grupo. Parte dela era executada em outras turnês ao longo da faixa "Somebody Get Me a Doctor" e vindo a ser finalizada para o disco somente antes das gravações – isso em várias partes moldadas e elaboradas por Eddie. Um outro fator dessa canção é que em um tempo remoto, Eddie começou idealizar a mesma em uma noite e a gravou dentro de um closet, já que sua esposa dormia e ele não queria acorda-la. "Top Jimmy" acaba sendo uma trilha rocker e é uma homenagem ao músico James Koncek, do grupo Top Jimmy and the Rhytm Pigs, sendo essa técnica e muito relevante ao disco. A última faixa do álbum, "House of Pain" seria uma canção já escrita pelo grupo durante os anos 70, bem no começo da carreira e que desta feita foi revisitada em gravada com algumas nuances diferentes para o álbum. 

Em "1984", o Van Halen nos brinda com o moderno em sua época e com a banda pesada e rústica – mais técnica dos primeiros anos, sendo esse um disco aclamado por fãs de rock, pop, hard e metal também; além da critica especializada mundo afora. 
No padrão musical, todos demonstram uma qualidade exuberante, seja nas cordas, backing vocals, arranjos e/ou bateria de Alex, que aliás demonstra o quão magnifico e importante seria o mesmo dentro do grupo e no mundo musical também. 
A revista americana Rolling Stones trouxe uma matéria do grupo naquele momento, e assim, a banda acabou por se tornar querida entre tantos meios musicais. A própria revista elegeu o Van Halen e seu disco "1984" como um dos 100 melhores já lançados da vertente. A Kerrang,  já conhecida pelo seu lado metal, também noticiou a qualidade exibida pela banda e os listou entre os 100 mais em suas páginas. 

Não tem como desprezar o Van Halen do começo dos anos 70 e muito menos de meados de 80. Assim, a banda chegou a um ponto muito acima e que culminou após alguns shows com a saída de Lee Roth. Infelizmente, um lado do grupo se foi e assim um novo ciclo se fez cm a entrada de Sammy Hagar, com seus vocais poderosos e interpretação muito bem definidas. Mas, ainda assim, o Van Halen querido por muitos seria o da fase David Lee Roth. 
A produção de Ted Templaman é fenomenal. As batidas, notas de guitarra e vocais são sublimes aqui. Lançado pela Warner, o disco obteve divulgação em massa e, em pouco mais de 30 minutos, se faz um trabalho notório e clássico absoluto. Sua arte de capa também chamou atenção, por vários e demais aspectos. Enfim, um disco afiado de uma banda fenomenal. 

Coroando 1984
5
11/04/2019

MCMLXXXIV – 1984,  o disco que trouxe o Van Halen para o começo do verdadeiro ápice e ao mesmo tempo trouxe a saída do vocalista lendário David Lee Roth. O álbum começou a ser gravado em 1983, sendo realmente colocado nas prateleiras no ano seguinte. Hoje, esse long play é considerado um dos maiores discos de todos os tempos e está listado nos 200 mais da Billboard. Por tudo, "1984" recebeu Disco de Diamante duplo e esse em termos de popularidade se iguala ao debute "Van Halen"; e não que a banda não houvesse feito nada significativo nesse ínterim, mas a verdade dos fatos é que, com esses dois petardos, o grupo se segurou nas paradas mundiais. 
Eddie Van Halen sempre deteve a qualidade de um musicista influente e imponente, mas o que ninguém esperava e/ou sabia, era que o músico ainda tinha um dom guardado: ele tocava piano e com muita versatilidade. Assim, quando se deu o momento de compôr e gravar "1984", Eddie se aprofundou em suas vertentes extras e resolveu levar o grupo a outro patamar, inovando seu som com o complemento dos teclados. A banda planejou e elaborou tudo pela primeira vez no estúdio de Eddie, o nominado 5150 (que viria a ser no futuro, o título do disco póstumo do grupo, com Hagar nos vocais), assim Eddie se valeu de sintetizadores e rumou em frente com a qualidade expressiva de sempre.
 
A canção de título e intro que tem um pouco mais de 1 minuto: "1984", na verdade era tocada no baixo de Michael Anthony durante a tour anterior de "Diver Down", foi quando Eddie repaginou a canção e moldou para seu equipamento de teclados e sintetizadores. A mega clássica canção "Jump" foi bem conduzida a mando das teclas, o que trouxe o Van Halen mais para perto do público do Pop, e assim a faixa virou vídeo clipe e single também. Além de tudo, a letra dessa faixa foi inspirada e composta quando Lee Rotth assistiu ao suicídio de um homem, ao qual a TV transmitia – o indivíduo tentava pular de um edifício. "I'll Wait" também se mantém no estilo mais moderno e traz, além das teclas, um balanço fenomenal em sua composição. A canção obteve um vídeo, inesperado e elaborado de última hora, quando o grupo estava em turnê; assim se valeram de uma modelo da qual Lee Roth acabou vendo e acreditando ser perfeita para um trabalho com a banda.  Um ponto bem curioso também, foi a faixa fantástica "Panama", do qual a mesma remete em um peso fenomenal aos discos antecessores do grupo. O som ao miolo da canção, executado como em uma aceleração – e no vídeo da mesma sendo inserido em brincadeira como a um secador de cabelos, na verdade seria o ronco da Lamborghini de Eddie Van Halen, gravado e postumamente inserido na música. A banda estava tão determinada e em um período tão fértil, que a faixa "Hot For Teacher",  que aliás demonstra uma incrível bateria evolutiva e muito técnica de Alex Van Halen , acabou virando vídeo clipe também e foi muito tocada nas rádios por sinal. Além do mais, o tal vídeo foi tocado diariamente na MTV, o que ocasionou em um ápice, levando o grupo a lançar um quarto single do disco. "Girls Gone Bad" praticamente já existia dentro dos concertos do grupo. Parte dela era executada em outras turnês ao longo da faixa "Somebody Get Me a Doctor" e vindo a ser finalizada para o disco somente antes das gravações – isso em várias partes moldadas e elaboradas por Eddie. Um outro fator dessa canção é que em um tempo remoto, Eddie começou idealizar a mesma em uma noite e a gravou dentro de um closet, já que sua esposa dormia e ele não queria acorda-la. "Top Jimmy" acaba sendo uma trilha rocker e é uma homenagem ao músico James Koncek, do grupo Top Jimmy and the Rhytm Pigs, sendo essa técnica e muito relevante ao disco. A última faixa do álbum, "House of Pain" seria uma canção já escrita pelo grupo durante os anos 70, bem no começo da carreira e que desta feita foi revisitada em gravada com algumas nuances diferentes para o álbum. 

Em "1984", o Van Halen nos brinda com o moderno em sua época e com a banda pesada e rústica – mais técnica dos primeiros anos, sendo esse um disco aclamado por fãs de rock, pop, hard e metal também; além da critica especializada mundo afora. 
No padrão musical, todos demonstram uma qualidade exuberante, seja nas cordas, backing vocals, arranjos e/ou bateria de Alex, que aliás demonstra o quão magnifico e importante seria o mesmo dentro do grupo e no mundo musical também. 
A revista americana Rolling Stones trouxe uma matéria do grupo naquele momento, e assim, a banda acabou por se tornar querida entre tantos meios musicais. A própria revista elegeu o Van Halen e seu disco "1984" como um dos 100 melhores já lançados da vertente. A Kerrang,  já conhecida pelo seu lado metal, também noticiou a qualidade exibida pela banda e os listou entre os 100 mais em suas páginas. 

Não tem como desprezar o Van Halen do começo dos anos 70 e muito menos de meados de 80. Assim, a banda chegou a um ponto muito acima e que culminou após alguns shows com a saída de Lee Roth. Infelizmente, um lado do grupo se foi e assim um novo ciclo se fez cm a entrada de Sammy Hagar, com seus vocais poderosos e interpretação muito bem definidas. Mas, ainda assim, o Van Halen querido por muitos seria o da fase David Lee Roth. 
A produção de Ted Templaman é fenomenal. As batidas, notas de guitarra e vocais são sublimes aqui. Lançado pela Warner, o disco obteve divulgação em massa e, em pouco mais de 30 minutos, se faz um trabalho notório e clássico absoluto. Sua arte de capa também chamou atenção, por vários e demais aspectos. Enfim, um disco afiado de uma banda fenomenal. 

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