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Resenha: Soulfly - Primitive (2000)

Por: Vitor Sobreira

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Curiosa primeira audição!
3
08/04/2019

Quase dois anos após o debut homônimo, o ex-Sepultura Max Cavalera trazia novamente ao público o seu Soulfly, lançando em setembro de 2000, pela RoadRunner Records – parceria que duraria até ‘Enslaved’, de 2012 – o segundo álbum ‘Primitive’.

Acredito que devido ao fato do Sepultura ter se tornado uma das bandas de Metal mais conhecidas mundialmente (e nem digo banda brasileira), naturalmente Max fez inúmeras amizades no meio musical, o que é refletido na quantidade de convidados no álbum, entre os quais: Chino Moreno (Deftones – vocal na faixa 02), Corey Taylor (Slipknot – faixa na 04), Tom Araya (Slayer – vocal na faixa 08). Claro que houve muitos outros, tanto no vocal quanto no instrumental, mas creio que citando apenas esses, o leitor terá uma ideia do que foi dito.

Dedicado a Deus (?!), o álbum começa altamente grooveado e pesado com “Back to the Primitive” e “Pain”, entretanto o ritmo das duas faixas assim, uma depois da outra, deixa aquele gosto amargo de repetição. Com um pouco mais de energia “Bring It” chega pra corrigir o pequeno deslize anterior, da mesma forma que também começa a mostrar mais diversidade (vide a passagem instrumental “reggaeada” a partir de 1’:44’’). “Jumpdafuckup” apresenta um tal de Corey Taylor como convidado, dividindo os vocais com Max. O cara realmente cantou, inserindo inclusive algumas nuances de Rap, não tendo ido lá apenas pra colocar seu nome no encarte e pronto. Mesmo com toda repercussão ao redor do mundo, é claro que não poderia se esquecer do Brasil, então uma faixa (quase que) predominantemente em português não ficou de fora; “Mulambo” – com uma bem-vinda acelerada nos instantes finais.

Sinceramente, eu nunca fiz questão de conhecer o trabalho dele, independente do sobrenome famoso que carrega, mas vale ressaltar que Sean Lennon (filho do ex-beatle, John), deu um curioso ar de Alternativo à “Son Song”. Se você é do tipo “sistemático”, fique sossegado que as coisas começam a normalizar (não sei se é o termo mais indicado para este trabalho, mas…) com “Boom”, mais cadenciada que as demais, diga-se de passagem. Mais uma participação vem à tona, desta vez com Tom Araya em “Terrorist”, que não deixa de lado aquela guitarra esquisita que dá o tom do Groove, mas assim como “Mulambo” aposta em uma seção mais acelerada aqui e ali.

A curta “Prophet” tem direito a algumas frases em português, e na sequencia o intenso instrumental “Soulfly II” – que virou uma espécie de tradição da banda, e ganhou “continuações” em quase todos os futuros álbuns. Os elementos de Rap retornam com tudo em “In Memory Of…”, com a participação de Babatunde Rabouin. Finalmente encerramos a audição com direito aos vocais femininos de Asha Rabouin, com uma melodiosa veia Pop/Black Music em meio ao ritmo grooveado de “Flyhigh”, além da finalização com berimbau, é claro.

Pois é leitor, que me acompanhou até aqui, até que a aventura foi melhor do que eu imaginava, e isso é fato. Todos se saíram muito bem no álbum, e as composições não são ruins, mas apesar da abrangente inclusão de diferentes elementos, careceu de uma atenção extra para eliminar algumas partes irritantemente repetitivas.

Curiosa primeira audição!
3
08/04/2019

Quase dois anos após o debut homônimo, o ex-Sepultura Max Cavalera trazia novamente ao público o seu Soulfly, lançando em setembro de 2000, pela RoadRunner Records – parceria que duraria até ‘Enslaved’, de 2012 – o segundo álbum ‘Primitive’.

Acredito que devido ao fato do Sepultura ter se tornado uma das bandas de Metal mais conhecidas mundialmente (e nem digo banda brasileira), naturalmente Max fez inúmeras amizades no meio musical, o que é refletido na quantidade de convidados no álbum, entre os quais: Chino Moreno (Deftones – vocal na faixa 02), Corey Taylor (Slipknot – faixa na 04), Tom Araya (Slayer – vocal na faixa 08). Claro que houve muitos outros, tanto no vocal quanto no instrumental, mas creio que citando apenas esses, o leitor terá uma ideia do que foi dito.

Dedicado a Deus (?!), o álbum começa altamente grooveado e pesado com “Back to the Primitive” e “Pain”, entretanto o ritmo das duas faixas assim, uma depois da outra, deixa aquele gosto amargo de repetição. Com um pouco mais de energia “Bring It” chega pra corrigir o pequeno deslize anterior, da mesma forma que também começa a mostrar mais diversidade (vide a passagem instrumental “reggaeada” a partir de 1’:44’’). “Jumpdafuckup” apresenta um tal de Corey Taylor como convidado, dividindo os vocais com Max. O cara realmente cantou, inserindo inclusive algumas nuances de Rap, não tendo ido lá apenas pra colocar seu nome no encarte e pronto. Mesmo com toda repercussão ao redor do mundo, é claro que não poderia se esquecer do Brasil, então uma faixa (quase que) predominantemente em português não ficou de fora; “Mulambo” – com uma bem-vinda acelerada nos instantes finais.

Sinceramente, eu nunca fiz questão de conhecer o trabalho dele, independente do sobrenome famoso que carrega, mas vale ressaltar que Sean Lennon (filho do ex-beatle, John), deu um curioso ar de Alternativo à “Son Song”. Se você é do tipo “sistemático”, fique sossegado que as coisas começam a normalizar (não sei se é o termo mais indicado para este trabalho, mas…) com “Boom”, mais cadenciada que as demais, diga-se de passagem. Mais uma participação vem à tona, desta vez com Tom Araya em “Terrorist”, que não deixa de lado aquela guitarra esquisita que dá o tom do Groove, mas assim como “Mulambo” aposta em uma seção mais acelerada aqui e ali.

A curta “Prophet” tem direito a algumas frases em português, e na sequencia o intenso instrumental “Soulfly II” – que virou uma espécie de tradição da banda, e ganhou “continuações” em quase todos os futuros álbuns. Os elementos de Rap retornam com tudo em “In Memory Of…”, com a participação de Babatunde Rabouin. Finalmente encerramos a audição com direito aos vocais femininos de Asha Rabouin, com uma melodiosa veia Pop/Black Music em meio ao ritmo grooveado de “Flyhigh”, além da finalização com berimbau, é claro.

Pois é leitor, que me acompanhou até aqui, até que a aventura foi melhor do que eu imaginava, e isso é fato. Todos se saíram muito bem no álbum, e as composições não são ruins, mas apesar da abrangente inclusão de diferentes elementos, careceu de uma atenção extra para eliminar algumas partes irritantemente repetitivas.

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