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Resenha: Jethro Tull - Aqualung (1971)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Inovador, cheio de hard rock, folk e influências do rock progressivo
5
02/04/2019

Aqualung em termos de ser uma obra ambiciosa, passa longe, mas é de uma musicalidade extremamente rica e acessível. A maioria das composições alterna entre blues, rock e folk sob principalmente um trabalho esplendoroso de guitarra elétrica de Martin Barre junto à flauta poderosa e os vocais fortes e distintos (com aquele tom cínico) de Ian Anderson. O álbum é realmente uma peça esplêndida de música contemporânea quebrando as fronteiras de rótulos e estilos e que ajudou muito a definir as diretrizes para o que hoje chamamos de rock progressivo ou simplesmente progressivo.

O disco começa através da faixa-título. Esta é provavelmente a faixa que muitas pessoas pensam quando ouvem o nome Jethro Tull. Uma faixa bem composta com trabalho instrumental sujo e eficiente, grandes letras e vocais de Anderson, muitos segmentos memoráveis e maravilhosos. Resumindo, uma música sensacional.

“Cross Eyed Mary” começa com uma parte de flauta incrível, mais um exemplar do Jethro Tull com letras fantásticas, vocais maravilhosos e instrumentação muito bem acabada. Eu realmente gosto de como muita coisa pode ser colocado em uma música em um formato tão conciso, na verdade a banda mostra isso em várias faixas desse álbum. 

“Cheap Day Return” é uma música mais curta, acústica e bem escrita, desenvolvida e agradável em que Anderson discute parcialmente a visita ao pai no hospital e seu encontro com uma enfermeira, onde ela indevidamente pediu seu autógrafo. Mais uma excelente melodia. 

“Mother Goose” é uma música muito acústica com algumas partes interessantes de flauta que lhe são inseridas. É realmente outra música bastante sólida, mas não é tão genial quanto o que veio antes. No entanto, não deixa de ser agradável, bem escrita, bem tocada e cheia de letras cínicas e humorísticas, algo que já é a cara de Ian Anderson.

“Wond'ring Aloud” é mais uma música com menos de um minuto. Acústica e muito boa, possui um piano no final que é bastante interessante. O clima que essa música transborda é extremamente agradável. 

“Up To Me” é outra música sólida, mas como aconteceu com “Mother Goose”, esta não é algo no nível de outros momentos anteriores. Eu gosto da interação entre os instrumentos, mas a estrutura é um pouco simplificada demais para justificar o status da obra-prima que o álbum carrega e que eu mesmo coloco nele. Ainda assim, é inegável que se trata de uma boa música. 

“My God” é outra obra magistral e exploradora. Pra mim esta faixa é definitivamente o destaque do álbum, com uma incrível introdução acústica construindo um riff assustador. Anderson dá aqui algumas de suas melhores letras até hoje. A maneira como essa música é estruturada e executada é genial, e o solo de flauta que Anderson utiliza no meio da composição é impressionante. Isso não é menos do que Jethro Tull no seu melhor. 

“Hymn 43” é mais uma música muito boa com uma interessante linha de teclado e interação instrumental. É um som mais direto, mas extremamente cativante. As letras novamente são notáveis e a música é muito agradável.

“Slipstream” é a terceira música das com menos de dois minutos e que compõe o álbum. Particularmente eu gosto de todas elas igualmente e são todas músicas acústicas magistralmente bem criadas, apesar de como eu já disse, serem faixas de menos de dois minutos. Eles são mestres em mostrar o quanto uma música tocada basicamente ao violão e voz pode ser tão boa. 

“Locomotive Breath” depois de uma introdução de piano bastante calma, se transforma em um rock repetitivo, mas eficaz. Mais um momento do álbum que eu acho que ele vai na mesma pilha de “Mother Goose” e “Up to Me”, onde as músicas ainda são extremamente boas, a musicalidade é notável e tudo flui excepcionalmente, mas não alcançam o status de outros momentos do disco. De qualquer forma, uma boa faixa. 

“Wind Up” é uma faixa que considero uma maneira corajosa e experimental de terminar o álbum. As letras de Anderson novamente tem um teor cínico, desta vez tendo como alvo a religião. Possui uma excelente explosão de guitarra no seu núcleo. Um grande final de disco. 
 
Não há a menor dúvida que Aqualung é um álbum com umas das melhores letras e composições da banda. Ainda que em três momentos eu disse que o disco não possui o mesmo brilho, eles também não são o bastante pra rebaixar uma obra dessa grandeza ao status de obra-prima. 

Inovador, cheio de hard rock, folk e influências do rock progressivo
5
02/04/2019

Aqualung em termos de ser uma obra ambiciosa, passa longe, mas é de uma musicalidade extremamente rica e acessível. A maioria das composições alterna entre blues, rock e folk sob principalmente um trabalho esplendoroso de guitarra elétrica de Martin Barre junto à flauta poderosa e os vocais fortes e distintos (com aquele tom cínico) de Ian Anderson. O álbum é realmente uma peça esplêndida de música contemporânea quebrando as fronteiras de rótulos e estilos e que ajudou muito a definir as diretrizes para o que hoje chamamos de rock progressivo ou simplesmente progressivo.

O disco começa através da faixa-título. Esta é provavelmente a faixa que muitas pessoas pensam quando ouvem o nome Jethro Tull. Uma faixa bem composta com trabalho instrumental sujo e eficiente, grandes letras e vocais de Anderson, muitos segmentos memoráveis e maravilhosos. Resumindo, uma música sensacional.

“Cross Eyed Mary” começa com uma parte de flauta incrível, mais um exemplar do Jethro Tull com letras fantásticas, vocais maravilhosos e instrumentação muito bem acabada. Eu realmente gosto de como muita coisa pode ser colocado em uma música em um formato tão conciso, na verdade a banda mostra isso em várias faixas desse álbum. 

“Cheap Day Return” é uma música mais curta, acústica e bem escrita, desenvolvida e agradável em que Anderson discute parcialmente a visita ao pai no hospital e seu encontro com uma enfermeira, onde ela indevidamente pediu seu autógrafo. Mais uma excelente melodia. 

“Mother Goose” é uma música muito acústica com algumas partes interessantes de flauta que lhe são inseridas. É realmente outra música bastante sólida, mas não é tão genial quanto o que veio antes. No entanto, não deixa de ser agradável, bem escrita, bem tocada e cheia de letras cínicas e humorísticas, algo que já é a cara de Ian Anderson.

“Wond'ring Aloud” é mais uma música com menos de um minuto. Acústica e muito boa, possui um piano no final que é bastante interessante. O clima que essa música transborda é extremamente agradável. 

“Up To Me” é outra música sólida, mas como aconteceu com “Mother Goose”, esta não é algo no nível de outros momentos anteriores. Eu gosto da interação entre os instrumentos, mas a estrutura é um pouco simplificada demais para justificar o status da obra-prima que o álbum carrega e que eu mesmo coloco nele. Ainda assim, é inegável que se trata de uma boa música. 

“My God” é outra obra magistral e exploradora. Pra mim esta faixa é definitivamente o destaque do álbum, com uma incrível introdução acústica construindo um riff assustador. Anderson dá aqui algumas de suas melhores letras até hoje. A maneira como essa música é estruturada e executada é genial, e o solo de flauta que Anderson utiliza no meio da composição é impressionante. Isso não é menos do que Jethro Tull no seu melhor. 

“Hymn 43” é mais uma música muito boa com uma interessante linha de teclado e interação instrumental. É um som mais direto, mas extremamente cativante. As letras novamente são notáveis e a música é muito agradável.

“Slipstream” é a terceira música das com menos de dois minutos e que compõe o álbum. Particularmente eu gosto de todas elas igualmente e são todas músicas acústicas magistralmente bem criadas, apesar de como eu já disse, serem faixas de menos de dois minutos. Eles são mestres em mostrar o quanto uma música tocada basicamente ao violão e voz pode ser tão boa. 

“Locomotive Breath” depois de uma introdução de piano bastante calma, se transforma em um rock repetitivo, mas eficaz. Mais um momento do álbum que eu acho que ele vai na mesma pilha de “Mother Goose” e “Up to Me”, onde as músicas ainda são extremamente boas, a musicalidade é notável e tudo flui excepcionalmente, mas não alcançam o status de outros momentos do disco. De qualquer forma, uma boa faixa. 

“Wind Up” é uma faixa que considero uma maneira corajosa e experimental de terminar o álbum. As letras de Anderson novamente tem um teor cínico, desta vez tendo como alvo a religião. Possui uma excelente explosão de guitarra no seu núcleo. Um grande final de disco. 
 
Não há a menor dúvida que Aqualung é um álbum com umas das melhores letras e composições da banda. Ainda que em três momentos eu disse que o disco não possui o mesmo brilho, eles também não são o bastante pra rebaixar uma obra dessa grandeza ao status de obra-prima. 

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