Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

  • Últimos Álbuns Votados de Chick Corea
  • Album Cover
    Chick Corea Akoustic Band

    4.5 Por: Márcio Chagas

    Album Cover
    The Chick Corea Elektric Band

    5 Por: Márcio Chagas

Resenha: Chick Corea - The Chick Corea Elektric Band (1986)

Por: Márcio Chagas

Acessos: 177

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
O universo eléktrico de Chick Corea!
5
30/03/2019

No meio dos anos 80, Chick Corea possuía uma carreira consolidada dentro da comunidade jazzística. O pianista havia participado da criação do estilo denominado fusion, participando de discos seminais de Miles Davis como In a Silent Way e Bitche´s Brew. Na década seguinte, Chick lideraria o Return to Forever,  combo integrado por ninguém menos que Stanley Clarke, Al di Meola e Lenny White e mergulharia ainda mais fundo no universo musical do fusion.

Depois de vários discos solo lançados pela prestigiada gravadora norueguesa ECM, especializada em um jazz mais tradicional e soturno, o pianista resolveu voltar a seara do jazz rock, o estilo que ajudou a moldar.

No ano de 1985 o músico havia fechado contrato com a GRP Records, uma gravadora americana que investia em um jazz mais contemporâneo e até mesmo comercial. O pianista então resolveu reformular seu grupo trazendo jovens músicos estudantes da prestigiada Berklee School of Music, todos ávidos em trabalhar com música instrumental.

Sua intenção era gravar um disco de fusion mais contemporâneo e revigorado, trazendo novos elementos ao jazz rock que fazia no Return to Forever, porém com muito mais ênfase nos teclados e equipamentos eletrônicos que dispunha naquela década.

Além de chamar os  guitarristas Carlos Rios e Scott Henderson para fazerem contraponto com seus teclados em algumas canções, Corea foi criterioso em escolher uma cozinha eficiente e eclética que pudesse acompanha-lo por todo o álbum de maneira competente. Assim conseguiu recrutar dois jovens que seriam considerados futuramente unanimidade em seus respectivos instrumentos: o baixista nova-iorquino John Patitucci, que havia gravado com Victor Feldman e possuía habilidade em baixos  elétricos e acústicos de quatro e seis cordas. e sua maior descoberta, o baterista Dave Weckl, na época com apenas 25 anos e com uma técnica e senso de precisão digna dos grandes mestres.

Produzido pelo próprio pianista, o álbum alterna temas mais rápidos e intrincados com outros mais cadenciados, possibilitando inclusive o uso de instrumentos acústicos. Após um breve prelúdio denominado “City Gates” o álbum tem inicio com “Rumble”, eminentemente sincopada, com Corea a vontade nos teclados acompanhado apenas por Weckl, que de cara já mostra a q veio.

“Side Walk” tem uma levada mais rocker, pela presença do guit Carlos Rios. Os teclados permanecem em evidência durante todo o tema.

Fechando o antigo lado “A” do vinil temos “Cool Weasel Boogie” e “Got  Match?”,  dois dos melhores temas do álbum. Apesar de excelentes, são canções completamente díspares: Enquanto a primeira é um tema lento com o  baixo acústico de Patitucci em ostinato, marcando o tema magistralmente, a segunda é uma canção rápida e intrincada com os teclados de Corea a frente do tema com solos dignos de um guitarrista shred. O solo de Patitucci com sei baixo elétrico de 6 cordas merece aplausos efusivos.  É eminentemente um tema auto indulgente

O álbum segue e no lado “B” temos “Eletric city” é um fusion bem oitentista, com ecos de bateria eletrônica e o baixo sincopado em slap.

“No Zone” é outro tema em andamento médio, que permitiu o uso do baixo acústico novamente.

A seguir vem “King of Cockroach”, um fusion mais acessível e alegre. Um tema homogêneo onde cada músico pode demonstrar sua técnica, com destaque para a guitarra de Rios que sola ao lado de Corea.

“India Town” é cadenciada, uma bela canção que encerra o álbum de maneira magistral, com os músicos tocando ao redor do tema principal.

Com o lançamento do álbum em CD, foram introduzidas mais duas canções: “All Love” e “Silver temple”. A primeira é tranquila e contemplativa, com o piano elétrico de Chick dando o tom da música que apresenta um dos solos de baixo mais melódicos que ouvi. Já a segunda, tem quase 8 minutos encerra o CD tal qual se iniciou, ou seja: de maneira sincopada e intrincada, com Corea explorando vários sons de teclado, fazendo um contraponto com a bateria técnica e atrabiliária de Weckl. Neste tema o guitarrista Scott Henderson aparece solando em evidência pela primeira vez e única vez.

O álbum foi lançado no final de 1986 e ficou em 6º lugar no top 10 de jazz da Billboard, fato que impulsionou Chick a continuar explorando aquele fusion contemporâneo e seguir trabalhando com os mesmos músicos.

Escutando o CD, pode-se perceber claramente que, apesar de alguns timbres datados, o álbum possui temas que trouxeram frescor ao estilo se tornado pérolas do universo da música instrumental mundial. Sou especialmente grato ao meu amigo Daniel Figueiredo (hoje produtor musical da rede Record), por ter me apresentado este trabalho e me “ensinado” a gostar da sonoridade apresentada.

O universo eléktrico de Chick Corea!
5
30/03/2019

No meio dos anos 80, Chick Corea possuía uma carreira consolidada dentro da comunidade jazzística. O pianista havia participado da criação do estilo denominado fusion, participando de discos seminais de Miles Davis como In a Silent Way e Bitche´s Brew. Na década seguinte, Chick lideraria o Return to Forever,  combo integrado por ninguém menos que Stanley Clarke, Al di Meola e Lenny White e mergulharia ainda mais fundo no universo musical do fusion.

Depois de vários discos solo lançados pela prestigiada gravadora norueguesa ECM, especializada em um jazz mais tradicional e soturno, o pianista resolveu voltar a seara do jazz rock, o estilo que ajudou a moldar.

No ano de 1985 o músico havia fechado contrato com a GRP Records, uma gravadora americana que investia em um jazz mais contemporâneo e até mesmo comercial. O pianista então resolveu reformular seu grupo trazendo jovens músicos estudantes da prestigiada Berklee School of Music, todos ávidos em trabalhar com música instrumental.

Sua intenção era gravar um disco de fusion mais contemporâneo e revigorado, trazendo novos elementos ao jazz rock que fazia no Return to Forever, porém com muito mais ênfase nos teclados e equipamentos eletrônicos que dispunha naquela década.

Além de chamar os  guitarristas Carlos Rios e Scott Henderson para fazerem contraponto com seus teclados em algumas canções, Corea foi criterioso em escolher uma cozinha eficiente e eclética que pudesse acompanha-lo por todo o álbum de maneira competente. Assim conseguiu recrutar dois jovens que seriam considerados futuramente unanimidade em seus respectivos instrumentos: o baixista nova-iorquino John Patitucci, que havia gravado com Victor Feldman e possuía habilidade em baixos  elétricos e acústicos de quatro e seis cordas. e sua maior descoberta, o baterista Dave Weckl, na época com apenas 25 anos e com uma técnica e senso de precisão digna dos grandes mestres.

Produzido pelo próprio pianista, o álbum alterna temas mais rápidos e intrincados com outros mais cadenciados, possibilitando inclusive o uso de instrumentos acústicos. Após um breve prelúdio denominado “City Gates” o álbum tem inicio com “Rumble”, eminentemente sincopada, com Corea a vontade nos teclados acompanhado apenas por Weckl, que de cara já mostra a q veio.

“Side Walk” tem uma levada mais rocker, pela presença do guit Carlos Rios. Os teclados permanecem em evidência durante todo o tema.

Fechando o antigo lado “A” do vinil temos “Cool Weasel Boogie” e “Got  Match?”,  dois dos melhores temas do álbum. Apesar de excelentes, são canções completamente díspares: Enquanto a primeira é um tema lento com o  baixo acústico de Patitucci em ostinato, marcando o tema magistralmente, a segunda é uma canção rápida e intrincada com os teclados de Corea a frente do tema com solos dignos de um guitarrista shred. O solo de Patitucci com sei baixo elétrico de 6 cordas merece aplausos efusivos.  É eminentemente um tema auto indulgente

O álbum segue e no lado “B” temos “Eletric city” é um fusion bem oitentista, com ecos de bateria eletrônica e o baixo sincopado em slap.

“No Zone” é outro tema em andamento médio, que permitiu o uso do baixo acústico novamente.

A seguir vem “King of Cockroach”, um fusion mais acessível e alegre. Um tema homogêneo onde cada músico pode demonstrar sua técnica, com destaque para a guitarra de Rios que sola ao lado de Corea.

“India Town” é cadenciada, uma bela canção que encerra o álbum de maneira magistral, com os músicos tocando ao redor do tema principal.

Com o lançamento do álbum em CD, foram introduzidas mais duas canções: “All Love” e “Silver temple”. A primeira é tranquila e contemplativa, com o piano elétrico de Chick dando o tom da música que apresenta um dos solos de baixo mais melódicos que ouvi. Já a segunda, tem quase 8 minutos encerra o CD tal qual se iniciou, ou seja: de maneira sincopada e intrincada, com Corea explorando vários sons de teclado, fazendo um contraponto com a bateria técnica e atrabiliária de Weckl. Neste tema o guitarrista Scott Henderson aparece solando em evidência pela primeira vez e única vez.

O álbum foi lançado no final de 1986 e ficou em 6º lugar no top 10 de jazz da Billboard, fato que impulsionou Chick a continuar explorando aquele fusion contemporâneo e seguir trabalhando com os mesmos músicos.

Escutando o CD, pode-se perceber claramente que, apesar de alguns timbres datados, o álbum possui temas que trouxeram frescor ao estilo se tornado pérolas do universo da música instrumental mundial. Sou especialmente grato ao meu amigo Daniel Figueiredo (hoje produtor musical da rede Record), por ter me apresentado este trabalho e me “ensinado” a gostar da sonoridade apresentada.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Steve Hackett - Please Don't Touch! (1978)

Uma coleção dos seus diversos gostos musicais.
3.5
Por: Tiago Meneses
31/01/2018
Album Cover

King Crimson - In The Court Of The Crimson King (1969)

Uma das mais inovadoras e inventivas criações do prog rock.
5
Por: Tiago Meneses
02/10/2017
Album Cover

King Crimson - In The Court Of The Crimson King (1969)

Histórico por diversos motivos
5
Por: André Luiz Paiz
24/02/2018