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Resenha: Casa das Maquinas - Lar de Maravilhas (1974)

Por: Tiago Meneses

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Instrumentação espacial e inventividade progressiva.
3.5
04/10/2017

Uma verdadeira joia do rock progressivo brasileiro. De temática hippie, traz um som experimental e psicodélico típico do que florescia no Brasil em meados dos anos 70, influenciado pelos feitos por bandas como Mutantes e O Terço. Uma pena ter sido lançado no mesmo ano que gigantes também colocavam seu discos na indústria, Terreno Baldio (Terreno Baldio), Mutantes (Tudo foi Feito Pelo sol) e O Terço (Criaturas da Noite). Não trazem uma musicalidade extraordinária, mas são carregados de sentimentos nas canções, se influenciando também em importantes bandas de fora do Brasil como Yes, Supertramp e Pink Floyd. 

O álbum começa com “Vou morar no ar” através de uns sons de pegadas e um barulho de trovão. Possui uma levada funky em guitarras elétricas e momentos de riffs mais pesados sobre sintetizadores espaciais. “Lar de Maravilhas” inicia-se com uma “brincadeira” na guitarra acústica antes que o restante da banda entre em uma harmonia apaixonada e flutuante como uma brisa suave, mas que em determinado momento quebra para algo mais enérgico, voltando novamente para um suave refrão antes de novamente ficar enérgica e chegar ao fim. “Liberdade Espacial” é um rock simples, viciante e aconchegante de baixo pulsante e sintetizadores bem encaixados, no meio nota-se influência em Yes.

“Astralização” é minha música preferida do disco. Começa crescendo sua sonoridade até os instrumentos se encontrarem em uma levada extremamente empolgante. Baixo flutuante, choros de guitarra, órgão hammond sinfônico, a faixa então fica mais amena e entra vozes letárgicas sobre uma sonoridade psicodélica. Também possui uma bela guitarra no seu final. “Cilindo Cônico” começa novamente com um vocal letárgico e segue de maneira suave até sofrer uma transição explodindo com uma bateria aumentando o ritmo da canção junto de primeiramente um trabalho de órgão seguido por um grande solo de guitarra. “Vale Verde” sem dúvida alguma é o grande momento progressivo do disco, suas longas instrumentações lembram bandas clássicas do progressivo alemão como Novalis e Sommerabend  em um tema liderado por moog e às vezes inclusões de hammond em uma introdução de quase quatro minutos de pura musicalidade até o começo dos belos vocais que fazem a transição para a mudança de ritmo que finaliza a faixa em um dramático final sinfônico.

“Raios de Lua” é uma balada simples e acústica, sonhadora, romântica e que abraça calorosamente o ouvinte funcionando perfeitamente no disco. “Epidemia de Rock”é um rock and roll de bom trabalho instrumental, ótimo solo de órgão, mas que não parece combinar muito nesse disco, talvez estivesse melhor no “Casa das Maquinas” ou no “Casa de Rock”, a sinto meio deslocada. “O Sol/Reflexo Ativo” finaliza o disco através de um piano que logo é acompanhado por uma longa narrativa psicodélica e triste. A música então ganha suaves batidas e vai ficando mais encorpada com a inclusão dos trabalhos de hammond e mini-moog dando um clímax sinfônico até chegar em um grande solo de guitarra que antecipa a final do álbum.

Uma mistura de rock ácido, instrumentação espacial e inventividade progressiva com inteligência pop faz de Lar de Maravilhas um álbum bastante viciante, sendo que as esplendorosas harmonias vocais apenas elevam a qualidade. 

Instrumentação espacial e inventividade progressiva.
3.5
04/10/2017

Uma verdadeira joia do rock progressivo brasileiro. De temática hippie, traz um som experimental e psicodélico típico do que florescia no Brasil em meados dos anos 70, influenciado pelos feitos por bandas como Mutantes e O Terço. Uma pena ter sido lançado no mesmo ano que gigantes também colocavam seu discos na indústria, Terreno Baldio (Terreno Baldio), Mutantes (Tudo foi Feito Pelo sol) e O Terço (Criaturas da Noite). Não trazem uma musicalidade extraordinária, mas são carregados de sentimentos nas canções, se influenciando também em importantes bandas de fora do Brasil como Yes, Supertramp e Pink Floyd. 

O álbum começa com “Vou morar no ar” através de uns sons de pegadas e um barulho de trovão. Possui uma levada funky em guitarras elétricas e momentos de riffs mais pesados sobre sintetizadores espaciais. “Lar de Maravilhas” inicia-se com uma “brincadeira” na guitarra acústica antes que o restante da banda entre em uma harmonia apaixonada e flutuante como uma brisa suave, mas que em determinado momento quebra para algo mais enérgico, voltando novamente para um suave refrão antes de novamente ficar enérgica e chegar ao fim. “Liberdade Espacial” é um rock simples, viciante e aconchegante de baixo pulsante e sintetizadores bem encaixados, no meio nota-se influência em Yes.

“Astralização” é minha música preferida do disco. Começa crescendo sua sonoridade até os instrumentos se encontrarem em uma levada extremamente empolgante. Baixo flutuante, choros de guitarra, órgão hammond sinfônico, a faixa então fica mais amena e entra vozes letárgicas sobre uma sonoridade psicodélica. Também possui uma bela guitarra no seu final. “Cilindo Cônico” começa novamente com um vocal letárgico e segue de maneira suave até sofrer uma transição explodindo com uma bateria aumentando o ritmo da canção junto de primeiramente um trabalho de órgão seguido por um grande solo de guitarra. “Vale Verde” sem dúvida alguma é o grande momento progressivo do disco, suas longas instrumentações lembram bandas clássicas do progressivo alemão como Novalis e Sommerabend  em um tema liderado por moog e às vezes inclusões de hammond em uma introdução de quase quatro minutos de pura musicalidade até o começo dos belos vocais que fazem a transição para a mudança de ritmo que finaliza a faixa em um dramático final sinfônico.

“Raios de Lua” é uma balada simples e acústica, sonhadora, romântica e que abraça calorosamente o ouvinte funcionando perfeitamente no disco. “Epidemia de Rock”é um rock and roll de bom trabalho instrumental, ótimo solo de órgão, mas que não parece combinar muito nesse disco, talvez estivesse melhor no “Casa das Maquinas” ou no “Casa de Rock”, a sinto meio deslocada. “O Sol/Reflexo Ativo” finaliza o disco através de um piano que logo é acompanhado por uma longa narrativa psicodélica e triste. A música então ganha suaves batidas e vai ficando mais encorpada com a inclusão dos trabalhos de hammond e mini-moog dando um clímax sinfônico até chegar em um grande solo de guitarra que antecipa a final do álbum.

Uma mistura de rock ácido, instrumentação espacial e inventividade progressiva com inteligência pop faz de Lar de Maravilhas um álbum bastante viciante, sendo que as esplendorosas harmonias vocais apenas elevam a qualidade. 

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