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    Charlemagne: By The Sword And The Cross

    3 Por: Ademir Santos

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    Charlemagne: By The Sword And The Cross

    5 Por: Tarcisio Lucas

Resenha: Christopher Lee - Charlemagne: By The Sword And The Cross (2010)

Por: Tarcisio Lucas

Acessos: 76

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Uma ópera-metal digna e épica!
5
05/01/2018

Existem muitos motivos pelo qual o ator/cantor Christopher Lee merece nosso respeito. Além de ter marcado toda uma geração com suas interpretações nos filmes de terror da Hammer nas décadas de 50, 60 e 70, participou de um filme de Star Trek e imortalizou o personagem Saruman no clássico de fantasia medieval "O Senhor dos Anéis" (entre muitas outras coisas), esse excelentíssimo senhor começou a produzir músicas nos gêneros rock e metal a partir de 1998, quando lançou o disco "Christopher Lee Sings Devils, Rogues & Other Villains ".
Isso sem contar no trabalho narrativo e vocal que desenvolveu junto aos músicos da banda italiana Rhapsody of Fire.
Infelizmente, a morte - essa devoradora de homens e destinos - levou esse "sir" para a terra dos Bravos. Mas o seu legado musical, bem como seu legado cinematográfico, ficará eternamente enraizado em nossos ouvidos e corações.
O projeto CHARLEMAGNE rendeu dois álbuns, sendo este o primeiro deles.
Como o próprio nome entrega, trata-se de uma obra totalmente focada em contar a vida de Carlos Magno, imperador dos romanos, rei dos lombardos e rei dos Francos, tendo vivido entre os séculos XVIII e XIX, tendo sido sem sombra de dúvida o maior governador de toda Idade Média. Na verdade, foram suas decisões e ações que definiram, em grande parte, tudo aquilo que conhecemos como "idade média".
Ainda que tenha sim muitos elementos de metal, "By the Sword and the Cross" possui muito mais elementos operísticos e orquestrais. As partes narrativas são importantíssimas, muito bem colocadas, e cumprem imensamente bem o papel de criar todo um clima medieval ao som.
Como seria de se esperar de uma ópera metal, temos a participação de muitos cantores e cantoras, cada um interpretando um determinado personagem. Christpher Lee, lógicamente, interpreta o próprio Rei.
Tudo aqui transpira solenidade, realiza e honra, como tanto gostamos de ver representado quando abordamos essas temáticas medievais.
Existem ao longo do álbum muitos coros, que engrandecem ainda mais as canções. Para aqueles que dominam o idioma fluentemente, a escuta toda será uma experiência absurdamente cinematográfica, capaz inclusive de emocionar em certos momentos, tamanha a dose dramática da história que é contada (como por exemplo na música "Act I: King of the Franks", onde Carlos Magno, doente em seu leito de morte, relembra seus feitos e aguarda o fim de tudo).
Ainda que em doses homeopáticas, o metal está presente, e quando ele aparece temos excelentes momentos, que lembram sim o próprio Rhapsody of Fire, ou as músicas mais épicas do Manowar (mas nunca soando agressivo ou excessivamente pesado).
Acredito que a proposta aqui foi a de contar uma boa história, o que foi realizado com muita competência e zelo.
A respeito da voz de Christopher Lee, cabe dizer que podemos dizer com certeza que ele realmente sabia cantar bem.
Dono de uma voz grave, profunda e ao mesmo tempo aveludada, o cantor sabe perfeitamente encaixar sua voz em cada nota que canta. É fácil perceber que ele possui grande interesse pela música clássica e pela ópera, uma vez que muitas impostações vocais mostram muitas similaridades com as técnicas utilizados pelos cantores eruditos. 
A proposta do disco é muito bem definida, mantendo a mesma linha composicional, instrumental e narrativa ao longo de toda sua duração.
Certamente não é um disco para todos. Fãs de metal mais tradicionais certamente dormirão profundamente antes do fim da segunda música.
Mas para todos os fãs de sonoridades épicas, trilhas sonoras de filmes de fantasia, e apreciadores de história medieval, o que temos aqui é uma jóia preciosa, que atenderá todas essas exigências.
Uma pena que o ator tenha levado tanto tempo até começar sua produção musical (quando lançou seu último disco, o cantor estava com mais de 90 anos de idade). É notório que ele tinha todas as qualidades musicais para produzir muito mais coisas.
Mas o tempo tem suas próprias decisões, e a nós compete honrar e aproveitar o que foi feito, e degustar essa obra fantástica, épica e cheia de bons momentos!

Longa vida ao Rei!

Uma ópera-metal digna e épica!
5
05/01/2018

Existem muitos motivos pelo qual o ator/cantor Christopher Lee merece nosso respeito. Além de ter marcado toda uma geração com suas interpretações nos filmes de terror da Hammer nas décadas de 50, 60 e 70, participou de um filme de Star Trek e imortalizou o personagem Saruman no clássico de fantasia medieval "O Senhor dos Anéis" (entre muitas outras coisas), esse excelentíssimo senhor começou a produzir músicas nos gêneros rock e metal a partir de 1998, quando lançou o disco "Christopher Lee Sings Devils, Rogues & Other Villains ".
Isso sem contar no trabalho narrativo e vocal que desenvolveu junto aos músicos da banda italiana Rhapsody of Fire.
Infelizmente, a morte - essa devoradora de homens e destinos - levou esse "sir" para a terra dos Bravos. Mas o seu legado musical, bem como seu legado cinematográfico, ficará eternamente enraizado em nossos ouvidos e corações.
O projeto CHARLEMAGNE rendeu dois álbuns, sendo este o primeiro deles.
Como o próprio nome entrega, trata-se de uma obra totalmente focada em contar a vida de Carlos Magno, imperador dos romanos, rei dos lombardos e rei dos Francos, tendo vivido entre os séculos XVIII e XIX, tendo sido sem sombra de dúvida o maior governador de toda Idade Média. Na verdade, foram suas decisões e ações que definiram, em grande parte, tudo aquilo que conhecemos como "idade média".
Ainda que tenha sim muitos elementos de metal, "By the Sword and the Cross" possui muito mais elementos operísticos e orquestrais. As partes narrativas são importantíssimas, muito bem colocadas, e cumprem imensamente bem o papel de criar todo um clima medieval ao som.
Como seria de se esperar de uma ópera metal, temos a participação de muitos cantores e cantoras, cada um interpretando um determinado personagem. Christpher Lee, lógicamente, interpreta o próprio Rei.
Tudo aqui transpira solenidade, realiza e honra, como tanto gostamos de ver representado quando abordamos essas temáticas medievais.
Existem ao longo do álbum muitos coros, que engrandecem ainda mais as canções. Para aqueles que dominam o idioma fluentemente, a escuta toda será uma experiência absurdamente cinematográfica, capaz inclusive de emocionar em certos momentos, tamanha a dose dramática da história que é contada (como por exemplo na música "Act I: King of the Franks", onde Carlos Magno, doente em seu leito de morte, relembra seus feitos e aguarda o fim de tudo).
Ainda que em doses homeopáticas, o metal está presente, e quando ele aparece temos excelentes momentos, que lembram sim o próprio Rhapsody of Fire, ou as músicas mais épicas do Manowar (mas nunca soando agressivo ou excessivamente pesado).
Acredito que a proposta aqui foi a de contar uma boa história, o que foi realizado com muita competência e zelo.
A respeito da voz de Christopher Lee, cabe dizer que podemos dizer com certeza que ele realmente sabia cantar bem.
Dono de uma voz grave, profunda e ao mesmo tempo aveludada, o cantor sabe perfeitamente encaixar sua voz em cada nota que canta. É fácil perceber que ele possui grande interesse pela música clássica e pela ópera, uma vez que muitas impostações vocais mostram muitas similaridades com as técnicas utilizados pelos cantores eruditos. 
A proposta do disco é muito bem definida, mantendo a mesma linha composicional, instrumental e narrativa ao longo de toda sua duração.
Certamente não é um disco para todos. Fãs de metal mais tradicionais certamente dormirão profundamente antes do fim da segunda música.
Mas para todos os fãs de sonoridades épicas, trilhas sonoras de filmes de fantasia, e apreciadores de história medieval, o que temos aqui é uma jóia preciosa, que atenderá todas essas exigências.
Uma pena que o ator tenha levado tanto tempo até começar sua produção musical (quando lançou seu último disco, o cantor estava com mais de 90 anos de idade). É notório que ele tinha todas as qualidades musicais para produzir muito mais coisas.
Mas o tempo tem suas próprias decisões, e a nós compete honrar e aproveitar o que foi feito, e degustar essa obra fantástica, épica e cheia de bons momentos!

Longa vida ao Rei!

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