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Resenha: Grave Digger - Heavy Metal Breakdown (1984)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 118

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Album Cover
A estreia devastadora dos alemães
4.5
31/05/2018

Na época mais frutífera do heavy metal, precisamente em 1984, os clássicos nasciam de penca, a lista é enorme e nem convém cita-la.
Foi nessa leva que Heavy Metal Breakdown nasceu, e nasceu grande, coube ao tempo defini-lo ao status de clássico.
Essa primeira fase do Grave Digger é bem interessante, e avança ate 1987, quando Boltendahl decidiu por um fim devido ao fracasso de Stronger Than Ever. A tentativa de alcançar o mercado americano com sons de apelo radiofônico, falhou miseravelmente.
Particularmente consigo achar bons momentos em Stronger Than Ever. Vale a pena conferir o desconhecido álbum dos alemães, usando somente o nome Digger na capa.

Voltando ao debut, eis as faixas :

Em Headbanging Man encontramos um speed metal intenso e direto, sem firulas técnicas, com a bateria mantendo o mesmo ritmo, exceto por algumas "chamadas" aqui e acolá.

A porrada clássica de Heavy Metal Breakdown tem o ápice no refrão, e por isso é considerada um hino para os fãs do Grave, sendo presença garantida em qualquer show dos caras.

O inicio arrastado com cara de doom e a voz black metal de Chris Boltendahl criam uma aura soturna em Back From the War. Todavia esse clima lúgubre muda repentinamente para um heavy tradicional, adquirindo força num refrão mais grudento que cola de sapateiro. 
.
Um teclado fúnebre de timbre esquisito abre Yesterday. Mais cadenciada em relação as duas primeiras, a canção ganha um clima diferente pelos suaves teclados.

O heavy básico volta em We Wanna Rock You, reparem que as bases de Peter Masson são tão potentes, que tem se a impressão de ser feito por duas guitarras. Obvio que em certas partes os solos são sobrepostos sobre a base na gravação, o que pediria um outro guitarrista ao vivo, ou a função caberia somente ao contrabaixo.

Legion of Lost é outra que sai fora da curva, os iniciais e sinistros dedilhados de guitarra enganam outra vez, e tudo eclode na base sabathica inspirada em Symptom of the Universe.

2000 Years não carrega grandes novidades, apesar de ser cover dos Rolling Stones. E a derradeira Heart Atack bebe na fonte do Motorhead, dando um respiro somente no curto refrão, onde só permanece a bateria no fundo.
Em um exercício de comparação, o primeiro trabalho dos alemães ficam num meio termo entre os conterrâneos do Accept e Running Wild.
O único ponto baixo é a qualidade abafada da gravação, agravada em Witch Hunter (1985). No entanto, a fúria sonora de Heavy Metal Breakdown passa como um trator sobre esses detalhes, ouça o disco e tire suas conclusões ...

A estreia devastadora dos alemães
4.5
31/05/2018

Na época mais frutífera do heavy metal, precisamente em 1984, os clássicos nasciam de penca, a lista é enorme e nem convém cita-la.
Foi nessa leva que Heavy Metal Breakdown nasceu, e nasceu grande, coube ao tempo defini-lo ao status de clássico.
Essa primeira fase do Grave Digger é bem interessante, e avança ate 1987, quando Boltendahl decidiu por um fim devido ao fracasso de Stronger Than Ever. A tentativa de alcançar o mercado americano com sons de apelo radiofônico, falhou miseravelmente.
Particularmente consigo achar bons momentos em Stronger Than Ever. Vale a pena conferir o desconhecido álbum dos alemães, usando somente o nome Digger na capa.

Voltando ao debut, eis as faixas :

Em Headbanging Man encontramos um speed metal intenso e direto, sem firulas técnicas, com a bateria mantendo o mesmo ritmo, exceto por algumas "chamadas" aqui e acolá.

A porrada clássica de Heavy Metal Breakdown tem o ápice no refrão, e por isso é considerada um hino para os fãs do Grave, sendo presença garantida em qualquer show dos caras.

O inicio arrastado com cara de doom e a voz black metal de Chris Boltendahl criam uma aura soturna em Back From the War. Todavia esse clima lúgubre muda repentinamente para um heavy tradicional, adquirindo força num refrão mais grudento que cola de sapateiro. 
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Um teclado fúnebre de timbre esquisito abre Yesterday. Mais cadenciada em relação as duas primeiras, a canção ganha um clima diferente pelos suaves teclados.

O heavy básico volta em We Wanna Rock You, reparem que as bases de Peter Masson são tão potentes, que tem se a impressão de ser feito por duas guitarras. Obvio que em certas partes os solos são sobrepostos sobre a base na gravação, o que pediria um outro guitarrista ao vivo, ou a função caberia somente ao contrabaixo.

Legion of Lost é outra que sai fora da curva, os iniciais e sinistros dedilhados de guitarra enganam outra vez, e tudo eclode na base sabathica inspirada em Symptom of the Universe.

2000 Years não carrega grandes novidades, apesar de ser cover dos Rolling Stones. E a derradeira Heart Atack bebe na fonte do Motorhead, dando um respiro somente no curto refrão, onde só permanece a bateria no fundo.
Em um exercício de comparação, o primeiro trabalho dos alemães ficam num meio termo entre os conterrâneos do Accept e Running Wild.
O único ponto baixo é a qualidade abafada da gravação, agravada em Witch Hunter (1985). No entanto, a fúria sonora de Heavy Metal Breakdown passa como um trator sobre esses detalhes, ouça o disco e tire suas conclusões ...

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