Para os que respiram música assim como nós


Resenha: Rock of Ages (2012)

Direção: Adam Shankman

Acessos: 67


Um brinde aos anos 80

Por: Diogo Franco

25/04/2021

Desde sempre, filmes musicais mexem com a emoção dos espectadores. A fórmula é bem clichê: músicas de décadas anteriores cantadas e dançadas pelos atores, atmosfera típica da época em questão, piadas infames e trilha sonora perfeita, mesmo que emversões meio duvidosas. Por exemplo, quem imaginaria ver Tom Cruise cantando e interpretando Paradise City (Guns n' Roses) ou Don't Stop Believin' (Journey) ou até mesmo solando Every Rose Has Its Thorn (Poison)? É claro que a história é comum, o rapaz que trabalha em lanchonete e sonha ter uma banda, a menina do interior que chega na cidade cheia de sonhos, tudo isso embalado por aquelas músicas que faz todo amante de hard rock  e aor dos anos 80 ter reações quase orgásmicas, tornando esse filme uma verdadeira viagem no tempo. Tom convence como o rockeiro decadente Stacee Jax, mas o elenco traz outras surpresas muito boas. Catherine Zeta-Jones interpreta Patricia, a mulher do prefeito da cidade, religiosa que deseja limpar a cidade do mal crescente chamdo rock n roll, mas que cultiva uma paixão por Stacee. Russel Brand e Alec Baldwin formam uma dupla de comerciantes (ou será um casal?) que protagoniza cenas hilariantes, como o momento em que ambos interpretam Can't Fight This Feeling do Reo Speedwagon cheio de amor suspeito, garantindo boas risadas devido a canastrice da cena. O roteiro segue com o romance clichê como pano de fundo, umas cenas sensuais e um drama pra encher linguiça e resolver ao fim. No fim das contas o destaque fica mesmo para a trilha sonora e a oportunidade de revisitar clássicos de Foreigner, Def Leppard, entre outros, trazendo uma experiência saudosista que compensa a história fraca e água com açúcar. 

Não é um filme que vá mudar sua vida, mas com certeza os nostálgicos vão pirar ao assistir. Atuações corretas, mesmo que sem muito brilho fazem desse filme um passatempo divertido, mas nada que irá fazer você considerá-lo um clássico. Atenção à cena da disputa entre os roqueiros e os religiosos na rua, ao fundo vemos vários músicos como Sebastian Bach do Skid Row, fazendo parte da galera que protesta, algo bem divertido de se reparar em filmes do tipo.

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