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Resenha: The Dirt (2019)

Direção Jeff Tremaine

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Imperdível, mas ... só aos fãs

Autor: Marcel Z. Dio

23/10/2019

A onda do momento são filmes biográficos de bandas, e vem uma enxurrada delas por ai, daqui a pouco até o Jota Quest entra na dança, imagine o título ? "A Saga dos guerreiros do Pop Rock Mineiro".
Espero que essa onda não vire uma competição desenfreada de quem mente mais, pois qualquer criatura que passou da casa dos 20, sabe que essas biografias são um festival de lorotas. Mentiras pra massagear o ego das estrelas do rock e obviamente vender o peixe.

Produzido por Jeff Tremaine (Jackass), The Dirt segue o mesmo roteiros de 90% dos filmes sobre bandas, numa trama cronológica baseada no velho esquema: sexo, drogas e rock and roll, ainda que o ultimo seja o menos abordado.
Os protagonistas são Nikki Sixx (Douglas Booth – Romeo e Julieta, Lola), Mick Mars (Iwan Rheon – Games of Thrones), Tommy Lee (Machine Gun Kelly – Bird Box) e Vince Neil (Daniel Webber – O Justiceiro). E verdade seja dita, a atuação dos quatro não é nada extraordinária, juntamente com a rasura da trama.
O ponto "positivo" é que The Dirty não é feito só de festas alegres, a barra pesada com as drogas é bem explorada, em especial ao mais viciado de todos : Nikki Sixx, que escapou por pouco de apitar na curva.
Cenas hilárias como a de Ozzy Osbourne (Tony Cavalero) cheirando uma carreira de formigas, passa perto de dramalhão mexicano. Com certeza arrancará boas risadas, seja de quem é fã ou não.
Outro fato a ser pontuado, é que o vocalista John Corabi foi praticamente limado da película, com poucos segundos de uma entrevista de apresentação a sua entrada ao grupo, e só!. Uma pena, pois participou de um dos discos mais importantes do Motley Crue, álbum de mesmo nome, lançado em 1994.

Após a volta ou melhor, o resgate de Vince Neil, o filme acaba, deixando uma lacuna de 20 anos para trás. O desconto deve ser dado, até porque acelerar a trama para colocar 20 anos no pacote, não seria uma boa ideia, mesmo porque, o melhor ficou pelos anos 80, ou ... teriam que acrescentar no mínimo 30 minutos de cenas extras.

É isso, para os fãs do Motley Crue, The Dirt é imperdível, agora aos que buscam algo menos clichê, é só mais um filme de rock, assim como dezenas que você assistiu no passado e irá assistir no futuro. Nada de novo no front, mas é diversão garantida a quem não é tão exigente, e abre uma brecha para os jovens conhecerem a ótima discografia da banda.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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