Entrevista

Iossif

Relacionado com: The Evil

Por: Mário Pescada

Colaborador

24/02/2021



Data da entrevista: 22/02/2021

“THE EVIL é um juramento de quatro entidades representando as forças que arrastam a humanidade para o abismo...quando a devastação e desolação dos dias finais consumir nossas insignificantes vidas, o som do Apocalipse será propagado pelos quatro cavaleiros...”

Esse é o simpático cartão de visitas do THE EVIL, grupo de doom metal formado em Belo Horizonte que espalha, em forma de vibrações sonoras, a mensagem do fim dos tempos.

O som do THE EVIL é lento, pesado, denso. Com muito fuzz e riffs hipnotizantes na guitarra, bateria marcada, baixo distorcido e vocais operísticos assustadores, a banda conseguiu chamar a atenção da cena doom metal daqui do Brasil e do exterior logo que apareceu.

Assistir a banda é uma experiência única - e por que não dizer assombrosa. Com adereços de palco, mantos negros e máscaras, o ambiente se torna uma cena de filme de terror quando os amplificadores preenchem o ambiente com sua trilha sonora apocalíptica.

Estando prestes a parir seu segundo rebento, sucessor do excelente “The Evil” (2017), o 80 Minutos, na pessoa do colaborador Mário Pescada, foi atrás do guitarrista Iossif para saber mais sobre essa nova praga que está prestes a nos atingir. Confira!

Para acompanhar as novidades do THE EVIL e adquirir material, siga suas redes sociais:
Bandcamp: theevildm.bandcamp.com/album/the-evil
Gravadora: osmoseproductions-label.com/bands/the-evil-band
Facebook: The-Evil-693451037529442
Instagram: theevildm

Olá Iossif, obrigado pela disponibilidade e seja bem-vindo ao 80 Minutos!

Olá! Nós do THE EVIL que agradecemos pela oportunidade de anunciar as más novas a todas as almas angustiadas que estão lendo essa entrevista.

Houve uma baixa na banda que foi a saída da vocalista Miss Aileen. Ela saiu durante as gravações? Quem é a substituta e como vocês chegaram até ela?

O THE EVIL é perene, mesmo que as entidades sombrias e pérfidas que passam por este umbral se alternem de tempos em tempos...
Mistress Wuornos ouviu o chamado e se apresentou para ingressar neste pântano lodoso de ira e dor e contribuir com seus cânticos e lamúrias entoando os hinos pré-apocalípticos do novo álbum do THE EVIL. Wuornos chegou na fase de composição e ensaios, bem antes do início das gravações, e tem contribuído muito na missão de expressar nossas mensagens de desolação com sua voz suave e ao mesmo tempo agonizante e macabra. Ela tem formação universitária em Música (Canto), além de larga experiência no underground. Creio que todos gostarão do que vão ver e ouvir no disco e nos shows...

O novo disco anda a todo vapor. Vocês escolheram o André Cabelo (CHACKAL), do Engenho Studio, que já produziu um monte de bandas mineiras (PESTA, SARCASMO, AGAUREZ, CALVARY DEATH, LUSTFUL, HAMMURABI, etc.) e o próprio THE EVIL no disco de estreia, “The Evil” (2017). Como tem sido trabalhar com ele mais uma vez e o que ele trouxe de diferente para esse disco?

O “Mago” KBLO é o quinto elemento do THE EVIL e sempre será chamado a participar de nossos registros em estúdio e ao vivo. A qualidade do seu trabalho e do Studio Engenho é incontestável, ele sempre traz expertise para depurar e traduzir nossas ideias e materializá-las digitalmente. Trabalhar com quem entende de som pesado é sempre mais gratificante do que com pessoas que não entendem o que é e como deve ser um som SUJO e ABSURDAMENTE PESADO!! 
A paciência e percepção dele é um grande diferencial. A vontade e interesse em experimentar e buscar a melhor sonoridade que ele tem, combinam muito com a nossa, e por isso, o nosso pacto tem funcionado muito bem.

A temática do disco gira em torno dos sete pecados capitais, com uma música baseada em cada um, certo? Já tem título definido e quando deve ser o lançamento? Será independente?

Percebo que você está bem informado (risos). Existe uma relação sim com essa temática e com o fim dos tempos que já se iniciaram, conforme podemos ver pela extrema difusão de ódio, revolta, violência, guerras, morte e pragas que estamos presenciando em escala global nesse exato momento. 
Será um álbum conceitual em 7 atos. Já temos o título, mas por enquanto será mantido em sigilo...aliás, sigilo é uma característica já antiga no THE EVIL (risos).
O lançamento depende do término da gravação que está em andamento lento em função do caos atual e depende também da Osmose Productions, que é o selo responsável. Devemos fazer o lançamento mundial em uma mesma época...provavelmente no segundo semestre de 2021. Mas, devemos lançar uma música (single) nos próximos meses para alimentar os leões ávidos por carne e sangue...

Para o disco novo, podemos esperar lançamento em mídia física, como o anterior - K7, vinil e CD? Arte do primeiro disco ficou bem legal, as fotos, o mini pôster - só senti falta das letras das músicas.

Sim, exatamente nos mesmos formatos e no mesmo padrão de qualidade anterior ou melhor. Obrigado pela apreciação. O novo visual e a arte gráfica devem ser ainda mais impactantes do que do primeiro álbum. Estamos em contato com alguns grandes artistas do underground mundial para licenciar uma arte condizente com a proposta e com a temática sombria e maligna do disco. Ainda não está 100% fechado o acordo com o artista para a pintura da capa, mas caso se concretize, posso dizer que será uma arte extremamente perturbadora e impactante.

Eu gostei muito do som do primeiro disco “The Evil” (2017), todas aquelas bases hipnóticas, riffs arrastados, muito peso, baixa velocidade e vocais assustadores. Para o novo disco, podemos esperar o que?

Muito obrigado pelas palavras, meu caro. A proposta era exatamente essa...riffs sujos, sinistros e arrastados ao extremo; baixos nos limites dos graves; bateria com o máximo de peso possível e vocais e coros que nos remetem a uma espécie de ópera infernal...essa é a fórmula do THE EVIL para anunciar o caos e o dia do juízo final aos mortais...
Se essa percepção sua é a mesma dos demais que ouviram o disco e assistiram nossos shows ao vivo, então nosso objetivo está sendo alcançado!! Para o disco novo o público pode esperar tudo isso elevado à décima potência!!!!

O show de lançamento do disco “The Evil” (2017) foi bem legal, vocês fizeram um show muito bom no Stonehenge Rock Bar, aqui em BH. Para o disco novo, ainda que com essas restrições da pandemia, o que está sendo bolado?

Sim, aquele show de lançamento do disco foi bem especial!!! Havia uma atmosfera realmente sinistra e elétrica no ar...o público parecia já conhecer e estava cantando junto um disco que havia acabado de ser lançado!! Nos deram muita energia e intensidade de apoio em troca da nossa massa sonora. 
Para o disco novo esperamos repetir a dose em um show de lançamento com o dobro do volume, da fumaça, do horror e do peso!!!! Deverá acontecer assim que todos nessa merda de país estiverem vacinados. Em geral, boa parte dos fans de doom metal são seres decrépitos e já mais próximos do fim, como boa parte dos membros da banda, e, portanto, o risco é maior.

É fato que a banda dá muita atenção a sua parte visual, seja nas roupas, máscaras e decoração de palco que vocês usam ao vivo, seja no material de divulgação, inclusive o logo, muito criativo. O quão importante é essa parte visual para a banda para passar toda dramaticidade e sensações das músicas para o público?

Sim, somos da geração onde o ato de ouvir música pesada não se resumia a baixar um arquivo em baixa qualidade de definição e ouvir baixinho em uma merda de caixa de computador ou caixinha bluetooth de 2 watts. É claro que hoje ficou mais democrático e fácil o acesso de todos ao material das bandas, mas, por outro lado, a qualidade da sensação caiu muito!!! 
Quando produzimos nosso material, o fazemos tendo em mente um cara que vai pegar um LP (preferencialmente) e “degustá-lo” quase que como em um ritual em um aparelho de som que aguenta volume alto e aguenta a PORRA DOS GRAVES!!! Doom metal é feito para se ouvir alto e com GRAVES...MUITOS GRAVES!!! Ah ah ha ha ha
Na parte gráfica, que é de fato a sua pergunta, a nossa ideia é similar. Capas, encartes e demais itens gráficos tem que ser capazes de completar a experiência!! 
Me lembro bem, por exemplo, quando comprei o CELTIC FROST, “To Mega Therion” (1985)!!!  Chegar em casa e por aquela bolacha para ouvir enquanto apreciava aquela capa gatefold e a arte perfeita, as fotos, o encarte e o SOM!! (nota: de fato, o disco é uma obra-prima sonora e tem uma capa considerada até hoje como uma das mais marcantes do metal, obra do falecido artista suíço H. R. Giger). Não é saudosismo, mas sim constatação. Acho que isso explica o fato de que recentemente no mundo, os discos de vinil voltaram a vender mais do que CDs. 
Uma capa de um disco de vinil é como uma obra de arte e precisa ser pensada, escolhida e executada com cuidado para refletir e complementar a obra musical inserida ali dentro. Tem muitos discos excelentes que quase foram arruinados por capas ridículas. Cito, por exemplo, o disco “Terror Squad” (1987), da banda ARTILLERY. É um dos melhores discos de thrash metal da história, mas a capa...é um LIXO. 

Um fato que sempre me chamou a atenção é de vocês postarem fotos com equipamentos antigos, como os amplificadores e cabeçotes da Orange (sempre me lembro do video clip de “Paranoid”, do BLACK SABBATH, quando vejo essas fotos suas). Para o som do THE EVIL, cheio de peso e fuzz, esse tipo de equipamento é essencial?

(Risos) Interessante, nesse caso não é questão de estética visual a motivação do uso, mas sim pela sonoridade mesmo. Coincidentemente, os amplificadores Orange, que tem o melhor visual em minha opinião (sou fã da cor laranja fogo), são também os que tem sido apontados como os melhores para o estilo doom/stoner, pois não arregam nos graves e nem nos volumes quando exigidos. 
A maioria das bandas lá de fora do estilo tem usado esses amps e nós, apesar de nenhum patrocínio, temos uma grande devoção pela marca dos amps laranjas (WORSHIP IOMMI, DOOM AND LOUD AMPS!!!!). 
Quanto aos instrumentos, eu posso dizer que esse estilo demanda algumas características que os antigos oferecem. Por exemplo, captadores ativos tipo EMG geralmente são muito limpos e definidos. Excelentes para thrash e death metal, mas para sons mais “gordos” e sujos como os de doom metal, não casam tão bem quanto os captadores passivos que vem nas guitarras Gibson, por exemplo. Outro exemplo é o caso da bateria...nos dias de hoje, os caras das bandas que tocam extremamente rápido precisam de baterias com aquele som quase que “plastificado” de tanta definição sonora e geralmente usam triggers para o som não ficar embolado. Todavia, para o nosso estilo de som, preferimos baterias acústicas e, se possível, com bumbos de 26 polegadas e surdos de 18″. Inclusive, para o disco novo, alugamos uma bateria Ludwig com essa configuração, que é a mesma bateria que o John Bonham (RIP) usava. O timbre dela é totalmente diferente das baterias modernas. Muito mais pesada, grave e orgânica. 
Então, resumindo, os equipamentos antigos tendem a ter uma sonoridade (além do visual) mais compatível com a nossa proposta sonora.

Uma característica muito legal do som de vocês é que, mesmo ao vivo, a banda consegue reproduzir fielmente o que foi gravado, seja nos vocais operísticos, seja na densidade do instrumental. É complicado reproduzir isso tudo ao vivo? Vocês costumam usar equipamentos dos lugares ou têm que carregar o próprio para atingir tais sonoridades?

Não é tão complicado quando tocamos aqui em Belo Horizonte, pois levamos praticamente os mesmos equipamentos (amplificadores e pedais) que usamos na gravação para os shows! Inclusive, levamos o próprio André KBLO que fica na mesa de som nos nossos shows aqui. Então o público tem a sensação de estar ouvindo o disco ao vivo, só que bem mais alto e pesado!! Ah ah ah
Quando tocamos fora de BH, a coisa complica um pouco, pois não dá para levar os Oranges e todos os pedais de efeitos. Mas, quando no local há amplificadores ótimos, como os Marshal JCM 800 ou 900, por exemplo, a qualidade fica excelente também. Aliás, esse é um dos principais motivos pelos quais não aceitamos tocar em qualquer local e evento. Não visamos dinheiro com a banda, mas a qualidade da aparelhagem que nos oferecem para tocar é FUNDAMENTAL!!!! Queremos que nosso público tenha uma experiência completa. É como lhe falei em relação à qualidade do aparelho do som para ouvir nossos discos. O mesmo se aplica para ouvir o THE EVIL em um show. Se não tiver uma aparelhagem e equipamentos que aguentam um volume ensurdecedor e graves que fazem o chão tremer, a experiência não será completa e ideal.

Há muitos elogios dos gringos no YouTube e no Bandcamp do grupo. Aqui no Brasil, o doom metal ainda é um nicho ou você acha que ele cresceu nos últimos anos a ponto de disputar espaço com estilos mais estabelecidos, como o heavy e death metal?

A receptividade ao nosso primeiro álbum foi muito boa, fomos eleitos um dos melhores lançamentos de 2017 no Doom Charts, que é um site/lista que aponta uma escolha feita pelos principais jornalistas que acompanham a cena doom/stoner mundial e isso deixou a gente bem satisfeitos (nota: refere-se ao ranking mensal do Doomcharts.com, no caso, julho/17). Além disso, as avaliações do disco nas principais revistas e sites underground de metal foram em sua enorme maioria muito favoráveis e com notas muito altas (conforme pode ser visto aqui https://osmoseproductions-label.com/bands/the-evil-band/#theevil2018).
No Brasil, eu acho que o estilo cresceu muito nos últimos 5 anos. Muita gente por aqui antigamente nunca tinha ouvido falar de ELECTRIC WIZARD e SLEEP, por exemplo. Hoje em dia, essas bandas, que são ícones do doom metal mundial, já são bem mais conhecidas e difundidas no underground. Nós, do THE EVIL, temos feito a nossa parte para divulgar o estilo, junto com bandas excelentes como o PESTA daqui de MG e o THE CROSS, da Bahia, por exemplo. É um estilo de som que não creio vá se tornar mainstream, e nem torço para que se torne e acabe se corrompendo no meio desse caminho. 
Doom metal geralmente é um estilo que os mais jovens não entendem muito, pois, geralmente, ainda não tiveram suas almas tocadas pelas mãos frias da morte, como a maioria dos headbangers mais velhos já foram, com a perda de algum amigo ou parente mais próximo. Isso faz muita diferença. Quando se é novo, tudo se resume a “Sex, Drinks And Metal” (risos). Mas, com o passar do tempo, as pessoas tendem a ficar mais soturnas e realistas e a única certeza que a cada dia se revela no horizonte, cada vez mais próxima, é a chegada da Dama de Negro com sua lâmina enferrujada pelo sangue coagulado.
E para acompanhar essa constatação e visão de nossa própria mortalidade, a melhor trilha sonora é o bom e velho doom metal!!! Estilo criado e revelado na primeira música, do primeiro disco, da primeira banda de metal do mundo...BLACK FUCKING SABBATH e cuja chama bandas como as que citei anteriormente e como o THE EVIL mantém acesa, enquanto a névoa final não lhe apaga com um sopro.

E essas figurinhas do THE EVIL? Explica o que é esse álbum e como que foi essa parceria com a BlackHeart Magazine.

Ha ha ha ha...old school total!!! A BlackHeart Magazine faz um trabalho fantástico e preza muito por resgatar com muita qualidade a antiga arte dos zines, mas com um padrão de revista gringa. Nos perguntaram se gostaríamos de participar dessa proposta inusitada e topamos. Acho que é uma forma interessante de algumas pessoas conhecerem as bandas (no álbum, na página das figuras das bandas, vem uma mini biografia junto) e ainda podem usar como adesivos para ajudar a divulgar as bandas que gostam.

Reza a lenda que uma das entidades do THE EVIL seria um conhecido ex-membro de uma banda também daqui de BH, que influenciou muitas bandas pelo mundo nos anos 80. Procede?

O Passado (e o Futuro) das almas penadas que permeiam o THE EVIL não é relevante e nem deve ser evocado em vão...está condenado ao seu sono eterno nos domínios atrás dos portões do Bonfim...(nota: referência ao Cemitério do Bonfim em BH, repleto de estátuas e mausoléus, serviu inclusive de palco para sessões de fotos de muitas bandas de death e black metal).

Iossif, obrigado por atender ao 80 Minutos, deixe uma mensagem aos nossos leitores.

Nós que agradecemos a vocês a oportunidade de levar a mensagem de desesperança e desilusão do THE EVIL a todos que se dispõem a ouvi-la e a vê-la.


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