Para os que respiram música assim como nós


Entrevista: Cláudio David

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Por: Mário Pescada

20/10/2020

O OVERDOSE é uma das bandas mais conhecidas no cenário nacional, muito além do fato de ter dividido na estreia um EP com o SEPULTURA.

Por conta de músicas empolgantes e pela técnica acima da média de seus integrantes, como o guitarrista Cláudio David e o ex-baixista Fernando Pazzini, a banda conquistou e manteve uma grande base de fãs pelo Brasil e pelo mundo, apesar da guinada brusca de estilo no começo dos anos 90.

O curioso é que foi justo essa mudança musical que fez a banda chegar bem perto do sucesso internacional, sinal de que os caras estavam certos ao arriscar mudar. O movimento groove metal fervia no underground dos EUA, a banda estava crescendo no underground, mas, por motivos diversos, acabou batendo na trave e, em 1998, encerrou suas atividades para voltar somente em 2017. 

Para sabermos afinal o que fez a banda parar perto do auge e conhecermos mais algumas boas histórias, o 80 Minutos foi atrás do guitarrista Cláudio David, sempre receptivo e com aquela tranquilidade mineira. Confira!

Para adquirir material da banda, basta acessar o site da Cogumelo Records

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Oi Cláudio, obrigado por atender o 80 Minutos!

Olá, Mário! Eu que agradeço pela oportunidade e consideração!

No começo, o som do OVERDOSE era mais voltado para o speed/heavy metal, uma exceção em relação a sonoridade da maioria das bandas de Belo Horizonte que optaram por seguir o metal mais extremo (thrash, death, black metal). Vocês chegaram a cogitar se mudar, por exemplo, para São Paulo, que tinha uma abertura e público maiores de speed/heavy metal do que Belo Horizonte?

Chegamos a pensar em mudar para São Paulo sim, mas não somente pela questão do estilo, mas principalmente pela mídia especializada e pelas oportunidades. Mas realmente sofremos um pouco com o radicalismo de Belo Horizonte, que também se alastrou pelo país e pelo mundo em outras proporções. Nós queríamos fazer um som bem trabalhado e técnico, então, tivemos que suportar o radicalismo.

O OVERDOSE voltou aos palcos em 2017 como grande atração do Bloco dos Camisa Preta (nota: evento já tradicional em BH com shows organizados na rua, reunindo várias bandas e que atrai milhares de pessoas). Como foram as tratativas para reunir a banda e como que foi subir em um palco novamente, depois de um bom tempo fora dele?

O Fernando Pazzini (ex-baixista) foi quem propôs a reunião com a ideia do retorno da banda. Ele havia passado por um procedimento no coração, então a ideia dele era nós voltarmos com o OVERDOSE enquanto ainda tínhamos condições. Todos concordamos com a ideia, menos o André (Márcio, ex-baterista), pois estava muito ocupado com a banda EMINENCE. Curiosamente, o próprio Fernando acabou desistindo, pois não passou muito bem nos ensaios, mas participou com o Helinho (Hélio Eduardo, ex-baterista) no Bloco dos Camisa Preta nas músicas “Anjos do Apocalipse” e na “Última Estrela”, que fecharam o show. Esse show foi muito foda, tinha mais de 20 mil pessoas e muitas delas cantaram as músicas e gritaram o nome OVERDOSE. Foi muito emocionante voltar aos palcos depois de tantos anos parados! Além dos nossos fãs das antigas, havia meninos muito empolgados que não tinham tido a oportunidade de ver o OVERDOSE ao vivo ainda. Esse show entrou para a história da banda.

Ao vivo, o setlist tem se concentrado na fase thrash/groove, mais por conta dos vocais do Bozó. Você é um guitarrista muito técnico e as músicas da primeira fase da banda devem te exigir mais, tecnicamente. Como que fica esse balanceamento, você sente falta de um setlist mais calcado nos primórdios?

Para ser sincero, eu estava há mais de 5 anos sem encostar na guitarra, então já foi muito difícil para mim recuperar um pouco da técnica para tocar as músicas do setlist. Tocar as músicas da fase mais técnica da banda me exigiu bem mais, até porque o setlist estava calcado nas músicas que eu ainda lembrava um pouco, pois eram as que tocávamos nas últimas turnês e shows isolados que fizemos em 2003/2004 no Rock História e em 2008 na Virada Cultural em São Paulo. Senti falta de algumas músicas, como “Sweet Reality” e “Nuclear Winter”, mas o Bozó (vocalista) perdeu muito alcance de voz durante esses anos, o que torna quase impossível montarmos um repertório baseado na fase mais melodiosa do OVERDOSE. Também, o setlist atual mantem a coerência com o que fazíamos quando a banda parou.

Depois da reunião, a cobrança em cima de vocês por um novo disco, sucessor de “Scars” (1995), deve ser grande. Há planos concretos de se gravar algo novo, mesmo que demore mais um tempo?

Sim, a cobrança tem sido grande. Mas, quando retornamos a banda, a ideia era apenas para fazermos show e não para um trabalho inédito. É lógico que temos vontade de lançar um trabalho novo, mas as dificuldades para concretizar um álbum no padrão do OVERDOSE são muitas. Nunca fizemos uma gravação na era da informática, sempre gravamos à moda antiga. Ensaiávamos durante meses e trabalhávamos duro nas músicas. Entravamos no estúdio com praticamente tudo pronto. Na época, nós nos dedicávamos praticamente exclusivamente à música, então, tínhamos tempo para todo o processo. Não digo que é impossível lançarmos um álbum novo, mas com certeza seria algo que demoraria um bom tempo. Por enquanto, estamos deslumbrando a possibilidade de fazer um EP.

Ouvi uma entrevista sua que haveria hoje, 1 ou 2 músicas inéditas. Essas músicas já teriam letra ou estariam por enquanto só no instrumental? Elas foram feitas em grupo? Por que elas não foram liberadas?

Realmente, eu compus duas músicas durante a pandemia. Por enquanto, só temos o instrumental. Normalmente eu componho as músicas na guitarra e faço o arranjo básico do baixo e da bateria. Mas ainda faltam fazer os arranjos de vocais, letras e solos, então, ainda têm muitas coisas para fazer até elas estarem prontas para gravar. Como iremos gravar elas também é outra coisa que ainda temos que resolver. Temos duas ideias boas, elas estão muito legais, mais para o lado dos últimos discos. Agora é tentar concretizar o projeto. Não liberamos elas porque, a rigor, ainda não estão prontas.

Voltando ao “Scars” (1995), por que ele não foi lançado no Brasil na época? Muita gente acha que a banda parou depois do “Progress Of Decadence” (1993)!

O “Scars” não foi lançado no Brasil por descaso da nossa gravadora americana. Eu cheguei a negociar com gravadoras brasileiras para lançar ele aqui e passei tudo de mão beijada para a nossa gravadora, mas eles simplesmente não fizeram os contatos. Isso foi na época em que a diretoria da gravadora mudou e a nova diretoria tirou o foco das atenções do OVERDOSE. O “Scars” foi um disco injustiçado, pois não teve quase nenhum apoio da gravadora.

Sobre o fim da banda, ninguém entendeu bem na época o motivo: a banda excursionou pelos EUA, tocou no Dynamo ao lado de CROWBAR e MERCYFUL FATE, o video clip de “Straight To The Point” tinha uma divulgação legal na MTv daqui, o estouro do “metal anos 90” com KORN, FEAR FACTORY, PRONG, etc. estava batendo na porta, vocês tinham um bom espaço nas rádios alternativas dos EUA e em revistas especializadas, etc. A impressão, vendo daqui do Brasil, é que a banda atingiria o topo, mas, do nada veio o anúncio que ela encerrou as atividades. Conta para a gente afinal o que aconteceu, Cláudio.

A nova diretoria da gravadora contratou a banda MY DYING BRIDE e logo todo o foco passou para eles. Tivemos que cancelar uma turnê com o MERCYFUL FATE na Europa porque a gravadora não enviou o tour support a tempo. O “Scars” também não foi devidamente trabalhado nas rádios e revistas, então considero que essas mudanças marcam o começo do fim do OVERDOSE. Com a falta de apoio da gravadora, a banda começou a se desintegrar. Primeiramente, o Sergio (Cichovicz, ex-guitarrista) saiu e logo depois o Edu (Eddie Weber, ex-baixista) também. Recompus a banda com uma nova formação, com Jairo Guedz (SEPULTURA, THE MIST, TROOPS OF DOOM) na outra guitarra e Gus Monsanto no baixo. Essa formação ficou bem legal, fizemos alguns shows, mas logo em seguida o Bozó, preocupado com questões financeiras, pois depois de 15 anos de banda ainda não conseguíamos um retorno, também deixou a banda. Tentei durante algum tempo arranjar um substituto para ele, mas o Bozó é muito carismático, dono de uma voz inconfundível, excelente front man, fundador da banda comigo e muito querido pelo público do OVERDOSE. Nesse meio tempo a nossa gravadora também rompeu o contrato com a gente. Não houve um fim oficial do OVERDOSE, mas sem o Bozó e outras perspectivas a banda acabou de se desintegrar. Simplesmente nos distanciamos uns dos outros e fomos cuidar de outros projetos e objetivos.

É fato que a pandemia prejudicou toda cena, seja banda, selo, loja, gravadora, produção de shows, etc. O que estava programado para 2020 que teve o OVERDOSE teve que postergar?

Tínhamos alguns shows marcados em Goiânia e algumas cidades próximas. A princípio, os shows foram adiados, mas agora não sei mais se eles vão ocorrer. Com a falta de uma previsão mais clara sobre a vacina e quando as coisas voltarão ao “normal”, não temos nada programado. Estamos mantendo contato para que o OVERDOSE sobreviva a pandemia e volte a tocar quando as coisas melhorarem. Pelo menos o “Addicted To Reality” (1990) foi relançado e estamos fazendo algumas lives e entrevistas para manter a chama acesa. 

Foto: ao vivo no Camping Rock 2017 (fonte: site da banda)

O OVERDOSE conseguiu uma façanha interessante: apesar de ter uma clara divisão na sonoridade da banda, a fase speed/heavy até o “Addicted To Reality” (1990) e outra fase thrash/groove do “Circus Of Death” (1992) em diante, ela conseguiu manter uma boa base de fãs.

Alguns fãs não gostaram das mudanças e só curtem até o Addicted. Por outro lado, nós ganhamos outros fãs que curtem os 3 últimos trabalhos. Mas muitos fãs curtem toda a obra do OVERDOSE, o que acho muito massa, pois acho que toda ela tem qualidade. No final das contas, ainda temos uma boa base de fãs, especialmente os que curtem Heavy Metal em geral sem se preocuparem com as ramificações do estilo.

Apesar de alguns torcerem o nariz para a mudança de sonoridade da banda, com a inclusão da percussão (lembro do Bozó tocando ela em uma bateria eletrônica no palco), foi esse redirecionamento que abriu as portas para a banda entrar no mercado dos EUA/Europa. Na época, vocês foram “cobrados” por isso pelos fãs mais antigos?

Com todas as mudanças que fizemos no som do OVERDOSE, alguns fãs realmente torceram o nariz, mas também ganhamos novos fãs. O mais importante foi que essa inclusão realmente abriu as portas para nós nos Estados Unidos e na Europa. Acredito que o OVERDOSE é uma banda que sempre possuiu características próprias, mas as percussões criaram uma sonoridade bem diferente dentro do Metal, o que foi fundamental para assinarmos com uma gravadora americana. Além disso, o visual do Bozó tocando as percussões ao vivo era muito legal, com uma performance fantástica nos shows.

Muita gente diz - erroneamente - que o OVERDOSE teria “imitado” o SEPULTURA na questão da fusão de percussão com metal, porém, o “Progress Of Decadence” (1993) saiu meses antes do “Chaos. A.D.” (1993) e já trazia elementos desse tipo. Isso é algo que te incomoda?

Além de o “Progress” ter saído antes do “Chaos”, considero que a percussão do OVERDOSE é muito diferente da do SEPULTURA. Nós exploramos mais as baterias das escolas de samba, com tamborins, timbales, cuícas, apitos e outros elementos, enquanto o SEPULTURA foi mais para o lado do tribal. Acho essa comparação é muito injusta, principalmente porque fomos acusados de copiar o SEPULTURA. Tudo que posso fazer é tentar esclarecer um pouco essa “coincidência”, mas como o SEPULTURA é muito mais famoso que o OVERDOSE, nem sempre é fácil esclarecer os fatos.

A questão de embate com SEPULTURA sempre foi algo que alguns fãs/mídia querem ver, desde a época do split “Bestial Devastation / Século XX” (1985), lançado pela Cogumelo Records, inclusive tinha até um “movimento” que pedia para aos fãs do SEPULTURA para riscarem o lado do OVERDOSE no vinil...

Não chegou a ser um embate, pois nós nunca revidamos. Essas e outras agressões e difamações me deixaram muito triste mesmo, pois éramos amigos até o lançamento do split. Eles eram fãs do OVERDOSE antes mesmo de montarem uma banda. Eles frequentavam a minha casa e a do Bozó, eram “sapos” dos ensaios do OVERDOSE. Nós ouvíamos som juntos e saiamos para beber. O primeiro show do SEPULTURA foi abrindo para o OVERDOSE e dividimos um trabalho que, a princípio, seria só do OVERDOSE. No estúdio, emprestei equipamentos para o SEPULTURA gravar o split. O Roberto Ufo e o Wagner (SARCÓFAGO), da primeira formação, continuaram nossos amigos, mas o Max, o Igor e o Jairo começaram a virar a cara para nós depois que o split saiu. Ouvimos com frequência que os caras do SEPULTURA tinham falado mal de nós e víamos o lado do OVERDOSE arranhado a pedido (deles). Ao contrário, nós sempre que vendíamos um split fazíamos questão de fazer uma apresentação massa do SEPULTURA. Depois tivemos mais alguns problemas com a banda. Tínhamos um acordo com o SEPULTURA de negociarmos o contrato com a Cogumelo juntos para lançarmos o primeiro álbum completo de cada banda, mas eles fecharam contrato com a gravadora sem nos comunicar e acabamos ficando sem contrato para o próximo álbum.  O “Conscience...” (1987) acabou saindo só em 1987 por causa disso. O Paulo e o Andreas continuam nossos amigos, o Jairo chegou até a tocar no OVERDOSE. O Max e o Igor eu não tenho notícias há muito tempo. São águas passadas, mas são histórias que me deixaram um pouco triste.

A Cogumelo Records junto com a banda tem relançado os discos no formato CD+DVD bônus e em vinil. Os digipacks são bem caprichados, com encarte, letras, fotos, etc. Só está faltando relançar o “Progress Of Decadence” (1993). Qual a previsão desse relançamento?

Na verdade, ainda faltam o “Progresso Of Decadence” (1993) e o “You’re Realy Big” (1989). Por enquanto, não tem nenhuma previsão de quando e qual será a ordem dos relançamentos. Acredito que vão demorar um pouco mais porque a pandemia deu uma desacelerada no mercado e toda a logística está mais complicada. Acho que eles devem sair nos próximos dois anos.

Esses DVD´s bônus que acompanham os digipack são bem legais, sempre com shows da época. Esse material, gravado ainda em VHS, veio da própria banda ou conseguiram com terceiros?

Os shows do “Século XX” e do “Conscience...” são filmagens de firmas contratadas na época para o registro dos shows. Até o final dos anos 80 era muito difícil alguém ter uma filmadora caseira, elas eram muito grandes e custavam muito caro. No final dos anos 80 meu pai comprou uma filmadora portátil, então, pegávamos ela emprestada. A partir daí filmamos a maioria dos shows. O show do Whisky A Go-Go foi filmado pela própria casa e da Praça do Papa por uma firma contratada para fazer os telões do show (shows presentes no DVD bônus do Scars). As filmagens dos outros shows foram feitas pelo Ricardo Munayer David, empresário da banda. Também temos diversos shows do OVERDOSE disponibilizados no meu canal do YouTube Claudio David (https://www.youtube.com/user/claudiomdavid) e no canal do OVERDOSE Brazil (https://www.youtube.com/user/overdosebrazil).

Os discos também têm sido relançados nos EUA por conta da parceria da Cogumelo Records com a norte-americana Greyhaze Records. Vocês recebem retorno do pessoal de lá lembrando de terem visto a banda ao vivo, ouvido nas rádios alternativas, etc.?

Especificamente, por causa da Greyhaze, não tantos retornos, mas ainda temos muitos fãs nos Estados Unidos, na Europa e em outros lugares. Frequentemente recebemos o retorno de fãs do OVERDOSE ao redor do mundo pelas redes sociais. 

Foto: formação atual (fonte: Facebook da banda)

O fato de cada membro da banda ter uma carreira independente (Bozó é tatuador, você é envolvido com produção e gravação), mais ajuda ou atrapalha? Afinal, com menos tempo sobrando para a música, como que fica esse equilíbrio banda-carreira pessoal?

O trabalho individual de cada um e as famílias diminuem muito o tempo que temos disponível para o OVERDOSE. Até o final dos anos 90, nós nos dedicávamos quase que exclusivamente para a banda. Tínhamos a ambição de nos estabelecermos economicamente com nossa música, morávamos na casa de nossos pais, não tínhamos muitas outras coisas para nos preocupar. A volta do OVERDOSE foi mais pela paixão à banda e ao Heavy Metal, mas sem maiores pretensões. Com todas as atribuições dos nossos trabalhos e das famílias, o tempo que sobra para o OVERDOSE é realmente bem limitado, se comparado ao século passado. Mas fazemos o possível para mantermos a banda na ativa.

E o seu projeto solo, o ELETRIKA? Ele está terminado mesmo ou podemos ser surpreendidos futuramente?

O ELETRIKA foi uma banda que montei na época em que eu estava procurando um vocalista para substituir o Bozó, no OVERDOSE. Como não consegui ninguém que se enquadrava no perfil do Bozó, eu escolhi o melhor vocalista que eu havia testado e montei uma nova banda. Com o primeiro vocalista, o ELETRIKA era uma banda mais leve, chegou a ter duas músicas em novelas da Rede Globo e participou do Festival da Música Brasileira, além de ter tido uma boa execução nas rádios brasileiras. Com a mudança do vocalista, a banda ficou mais pesada, com guitarras de 7 cordas. Fizemos um trabalho em inglês que foi lançado na Europa. Nessa fase, a banda fez uma turnê na França e tocou no Fury Fest (atual Hell Fest) com bandas como SLIPKNOT, TESTAMENT, MESHUGGAH, SOULFLY, entre outras. Uma volta do ELETRIKA é algo muito complicado, perdi até o contato com os caras da banda. Nós não chegamos a fazer uma grande história como a do OVERDOSE, então nós não conseguiríamos o apoio necessário para podermos fazer um show a altura do que a banda foi na época. Não falo que é impossível, mas é muito pouco provável uma volta do ELETRIKA. 

(Nota: o ELETRIKA foi formado pelo Cláudio após o término do OVERDOSE, com uma sonoridade que continha elementos de eletrônica/new metal/groove metal. Lançaram o disco "S.O.B.v3.1b" que pode ser baixado gratuitamente no Google Drive)

Cláudio, obrigado por atender o 80 Minutos!

Nós é que agradecemos mais uma vez pela oportunidade e pela consideração com o OVERDOSE! \\m//

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