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Entrevista: Mauro Medeiros

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Por: Diógenes Ferreira

27/05/2020

Oriundos de João Pessoa na Paraíba, a banda Necrohunter vem chamando atenção no Underground brasileiro pela excelente qualidade de composição, execução e produção nos seus trabalhos. Fundada por Mauro “Necrohunter” Medeiros em 2002, lançaram seu debut Hunters Curse em 2014, o EP Damnation em 2017 e agora em 2020 apresentam seu novo trabalho Last Days. A banda que atualmente é formada por Mauro Medeiros (Guitar/Vocals), Petrus Carvalho (Guitar), André Felipe (Bass) e Halamo Reis (Drums) pratica um Death/Black Metal de qualidade e tivemos o prazer de conversar com seu membro fundador Mauro Medeiros para saber mais sobre a história da banda e os futuros passos do grupo. Confira! 

Maiores informações sobre o Necrohunter, acesse:
www.facebook.com/Necrohunterjp/
www.youtube.com/channel/UCMpzYoZyJOGJjbajZ--h7PA

Saudações Mauro, obrigado por esse bate papo, seja bem-vindo ao 80 Minutos.

Grande satisfação em participar da história do 80 minutos e é um grande prazer em dividir partes da história do Necrohunter.

Vamos partir do princípio, como e quando surgiu a Necrohunter? Nos fale um pouco sobre o início da banda e as principais dificuldades enfrentadas até aqui como mudanças de formação, primeiras gravações e busca por estabilidade.

Necrohunter teve suas raízes plantadas entre 2001 a 2002 e no começo a idéia era apenas de gravar algumas composições minhas, foi convidado um baterista e assim ficamos um duo, eu vocal/guitarra e um batera, assim gravamos algumas demos e começaram os convites para apresentações em eventos underground, não tínhamos grandes pretensões e por isso seguimos dessa forma. Em 2011 entrou um baixista e queríamos gravar um Full álbum, ainda esse ano lançamos a Demo - cd intitulada Slaughtered e fizemos grandes apresentações, logo em seguida formamos um quarteto em 2013 foi gravado o Full album Hunter's curse e entramos em turnê, fizemos grandes festivais, nesse período a maior dificuldade era manter a formação que sempre era reformulada, mesmo assim não deixamos de fazer qualquer show.

A banda já tem quase 20 anos de atividade e certamente já possui muita experiência de como as coisas funcionam no cenário metal brasileiro. Hoje a banda se encontra em que ponto exatamente em relação aos objetivos do grupo, sendo necessário planejamento, gestão e marketing para que uma banda sobreviva nos tempos atuais?

Eu faço o planejamento anual, assim como lançamentos de produtos, marketing, shows e assessoria, faço parcerias com distros, selos, produtores e toda configuração de divulgação do Necrohunter.

Surgida em 2002, a banda só veio lançar seu primeiro álbum, Hunters Curse em 2014, sendo seu cartão de visitas. Esse primeiro álbum tanto a sonoridade quanto as letras explícitas e a arte da capa nos mostra um Necrohunter em sua essência mais Death Metal. Nos fale um pouco sobre esse primeiro disco?

O Hunter's Curse é um álbum muito especial, abriu grandes portas para o Necrohunter e quando fiz o primeiro laboratório dele, fiquei muito surpreso, foi gravado com um "certo" "cuidado", por que gostaria que o disco apresentasse o som mais sincero que tinha feito, é um disco muito pesado, e muito cultuado pelos apreciadores do estilo hoje em dia.

Posteriormente em 2016 tivemos uma continuidade do trabalho da Necrohunter com o EP Damnation sendo lançado em sequência. Nesse material já percebemos maiores variações no som, além do lyric vídeo da faixa “Malediction” e a produção do primeiro vídeo da banda, com a música que dá título ao EP, “Damnation”. Foi o início de uma evolução para a banda, certo?

Sim, em Damnation tivemos a honra de ter um dos grandiosos vocais de Death Metal de todos os tempos, o lendário Luiz Carlos Louzada (Vulcano/Chemical Disaster), ele fez uma participação em um trecho na música Malediction e foi maravilhoso, fizemos alguns shows juntos e Damnation foi uma grande evolução para o Necrohunter, fechamos uma ótima turnê pelo Brasil.

Com isso, chegamos a 2019 quando a banda anunciou um show de pré-lançamento do novo álbum Last Days, que agora chega em 2020 mostrando o Necrohunter assimilando elementos de Black Metal ao seu tradicional e bem trabalhado Death Metal. É um caminho a ser seguido pela banda daqui pra frente esse híbrido de Death/Black em sua sonoridade ou será algo adotado apenas como conceito para esse álbum específico?

Assim como Damnation, o Full album Last Days também teve algumas variações, é uma pérola, um grandioso artefato, por que é algo que acontece em minhas composições que é ser "Natural", não procuro parecer com algo, tem que vir de dentro, ser visceral! Em Last Days, as letras passam uma profunda "dor", foi uma experiência diferente, da mesma forma foi feito o instrumental, o importante é que seja verdadeiro, sempre o Death Metal me influenciou e sempre existiu umas passagens Black Metal em algumas composições, sendo que Last Days tem uma áurea mais forte.

Na resenha que fiz sobre esse novo álbum Last Days, eu cito referências de bandas polonesas como Vader, Hate, Behemoth e também os americanos do Vital Remains na associação dessa sonoridade Death/Black apresentada no álbum. Essas bandas de fato tiveram alguma influência para você ou para a criação do Last Days?

Hoje em dia existe diversas bandas do estilo, e que gosto muito, eu gosto de escutar bandas "novas", tem muita coisa nova que é maravilhoso, é o momento que estou vivendo e não me prendo a ser fanático com alguma, mas sim pelo estilo, hoje é muita informação vindo até você e não pretendo parar no tempo, inclusive digo a todos que procurem escutar bandas novas e viva o seu tempo.

Alguns dos destaques no novo álbum são a faixa-título que é uma verdadeira paulada, a “Sex Perversion” que já ganhou um vídeo clipe e a “Evil Path” com Lyric Vídeo. Outras faixas serão aproveitadas para divulgação do álbum?

Sim, foram feitos vários vídeos que serão divulgadas!
Em Last Days, penso que todas merecem, por que é um álbum diferenciado e o Necrohunter é assim, está sempre na luta para mostrar o "melhor" que posso fazer.

Ainda sobre o novo álbum Last Days, a gravadora Rapture Records permanece trabalhando os lançamentos da banda e a arte da capa do disco foi feita pelos ilustradores Emerson Maia e Aziz Blackstory. Fale sobre essas parcerias...

Com a Rapture Records tenho uma parceria desde o lançamento de Hunter's Curse, é um pessoal que trabalha sério e só tenho a agradecer pelos lançamentos.
O disco em si teve vários artistas ilustradores que nos presenteou com suas artes, como Kleber Guímel, Dkart666, Emerson Maia e o Indonésio Aziz Blackstory que trabalhou a arte do Front-capa, são grandes profissionais que sempre estão colaborando com o trabalho para o Necrohunter.

Por falar em parcerias, a banda já possui contatos no exterior que possibilitem o avanço da Necrohunter em distribuição e shows além do Brasil?

Sim, assim como a Rapture Records, tivemos o lançamento pela Your Poison Records de Portugal que lançou também o Last Days, estou fechando com outras gravadoras, novos lançamentos em outros formatos, Last Days está sendo bastante divulgado na Europa por outros selos e distros.

E para finalizar, quais bandas você gostaria de dividir o cast em um festival?

Muitas, diversas...

Mauro, agradecemos sua disponibilidade em falar ao 80 Minutos. Deixe um recado para nossos leitores e os fãs da Necrohunter.

Agradeço a você e ao 80 minutos pelo espaço cedido, obrigado a vocês que participam ativamente de tudo do Necrohunter, somos todos um só, sem vocês que nos apoiam, nada disso aconteceria, então sou muito grato a cada um que estão conosco nessa caminhada. Muito obrigado!

Nota: Confira também a resenha sobre o álbum ‘Last Days’ no 80 Minutos: Clique aqui.

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