Para os que respiram música assim como nós


Entrevista: Alex Bluyus

Acessos: 84


Autor: André Luiz Paiz

26/11/2019

Alex Bluyus começou sua carreira tocando rock, passando por várias bandas, entre elas, Noiser Gate, Scavenger, Gestalt (com o vinil Scombrus de 1993 e CD Musicanativa de 1996), Other Dogs, Novo Eléctricos, mas aos poucos começou uma transição para a carreira solo em 2013, e acabou por formar a bluyusband Trio, com Ricardo na bateria, Euclides no baixo e Bluyus na voz e guitarra. A influência de artistas brasileiros como Rita Lee, Frejat, Barão Vermelho, Ira, Paralamas, entre outros, pode ser ouvida em suas letras. O rock dos anos 80 e Inglês também podem ser notados no EP de estréia PÉS NA AREIA e no mais novo trabalho #ROCK.

Confira sua entrevista exclusiva para o 80 Minutos, em que Bluyus fala sobre o ótimo CD #Rock, o DVD Todo Amor e os planos para o futuro.

Saiba mais sobre Alex Bluyus em sua página no Facebook: alexbluyus

Olá Alex, meu nome é André e falo em nome do site 80 Minutos. Seja bem-vindo!

Muito obrigado pela oportunidade. Admiro seu esforço pela música.

Preciso lhe dizer que admiro seu trabalho desde que ouvi o álbum “#Rock” da banda Bluyus. Você ainda se sente orgulhoso dele ou há algo que faria diferente?

Muito bom saber que você gostou do CD, deu muito trabalho pra chegar nesse resultado. Me sinto da mesma maneira desde o primeiro dia em que ouvi o CD finalizado.
Gosto muito de todas as músicas. A única coisa que faria diferente, se eu pudesse, era ter mais dinheiro pra investir no projeto.

A parte lírica das suas composições me agrada bastante, com temas reflexivos e introspectivos. Para quem não conhece o seu material, como você define a sua música? Qual a mensagem que você quer passar a cada ouvinte?

É muito difícil pra quem compõe, definir um trabalho. As pessoas ouvem e dão suas opiniões, que nem sempre é aquela que você achava que fosse. Nesse trabalho fui definido por grande parte das pessoas como um compositor romântico. Já pensou? O cara toca Rock e é definido como romântico.
Eu tento passar a minha experiência de vida. Então em cada música uma mensagem diferente, mas sempre a minha experiência de vida.

Li recentemente que você agora não trabalha mais sob o nome Bluyus e sim como artista solo, Alex Bluyus. Houve algum desentendimento com os membros do grupo ou foi uma decisão comercial?

Sim, mudei o nome pra Alex Bluyus. Depois de uma reunião com a produtora BluRay, que tomou conta do nosso trabalho na Internet, chegamos à conclusão que é mais fácil vender um artista do que uma banda. Não tivemos desentendimentos na banda, foi uma decisão comercial mesmo.

Além do álbum “#Rock”, você lançou um ótimo DVD ao vivo chamado “Todo Amor”, que tive o prazer de ouvir e resenhar. Você poderia nos falar um pouco sobre ele e como repercutiu?

Esse DVD foi um presente pra nós. O SESI daqui de São José dos Campos nos convidou pra fazer uma apresentação no teatro deles, nós aceitamos e aproveitamos pra registrar o show em vídeo. O estúdio Oversonic, daqui de São José, captou o som e imagens ao vivo. Tudo o que acontece no DVD aconteceu Ao Vivo. Oversonic é especializado nesse tipo de captação, por isso a ótima qualidade de imagem e som.
A repercussão tem sido excelente, muito boa mesmo.

Você tem trabalhado em novas composições para lançar um novo álbum? Há algo em planejamento que você possa nos contar?

Desde os meus 15 anos faço música. Sempre que posso gravo qualquer ideia que tenho, por isso tenho muitas músicas e rifes guardados. Por enquanto quero divulgar o DVD e as músicas de #ROCK. Assim que conseguir um empresário, parto pra gravar material novo.

Eu considero “#Rock” um grande álbum, que se equipara tranquilamente às bandas mais conhecidas e de longa data como Capital Inicial, Titãs e Paralamas do Sucesso. Você acredita que, se os tempos fossem outros, o rock teria mais evidência e a mídia abriria mais espaço para outras bandas de qualidade como o seu caso? Quais os desafios de tentar um lugar no sol diante do cenário atual da música brasileira?

Esse é o meu tempo! 
Já participei de uma outra banda de rock que tinha um excelente trabalho, a Gestalt. Com ela gravamos um CD intitulado Musicanativa em 1996, no mesmo estúdio e época que os Raimundos. O Miranda estava produzindo eles no BeBop e de vez em quando ele aparecia no meio de nossas gravações. Ele gostou do trabalho mas não conseguimos nada. Fizemos programas de rádio na 89, Brasil 2000 e outras rádios. O que acredito é que o que tem de ser será.
Os desafios são os mesmos de sempre. Se você quer conseguir vai ter que ralar, ganhar pouco, não ser reconhecido por grande parte da mídia e continuar lutando, nunca parar.

Você poderia nos indicar qual o caminho mais fácil para que os fãs possam adquirir a sua cópia de “#Rock”, do DVD e dos seus demais materiais?

O meu whatsapp – 12 99705 5059.

Alex, nós do 80 Minutos agradecemos a sua atenção. Devo lhe dizer mais uma vez que sou fã do seu trabalho. Desejo sucesso agora em carreira solo e não vejo a hora de ouvir os seus trabalhos futuros. Este último espaço é seu! Obrigado!

Eu que agradeço a oportunidade e desejo muito sucesso pra todos nós.

A música foi feita pra mudar a vida das pessoas, pra movimentar os sentimentos que muitas vezes não são acessados por palavras. A missão de quem compõe é imensa. Não desista, não espere nada de ninguém, tenha fé e agradeça o dom que tem. Tocar um instrumento por amor é dom divino, é luz da alma. Estamos aqui pra cumprir nosso papel e desistir não faz parte do nosso vocabulário. Muitos vão te iludir, muitas promessas vão ser feitas e a maioria não vai chegar nem perto de acontecer, mas se você toca por amor nada disso importa. Siga em frente e seja sempre grato.
Sucesso pra nós!
Muito obrigado.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Compartilhe:

Comente: