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Entrevista: Raul TiGans

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Autor: Marcel Z. Dio

17/11/2019

Fundada em 2012, a banda mineira Apple Sin vem se destacando no cenário do heavy metal, tendo lançado o Ep Fire Star (2015) e um full Length de mesmo nome em (2017).
Hoje vamos conversar com Raul TiGans, baixista da Apple Sin e um grande fã de Frank Belo, (Anthrax) e DD Verni (Overkill). Alem do talento com as quatro cordas, Raul é um desenhista e tatuador de mão cheia, afora seus causos, sempre engraçados.

Salve Raulzito!, obrigado pela disponibilidade em falar aos leitores do 80 Minutos, é um grande prazer te-lo nesse bate papo. E ai meu bruxo, como estão os preparativos com a Apple Sin?

Salve Marceleza e leitores da 80 Minutos, um grande prazer falar com vocês!.
A Apple Sin já está com os alicerces do novo disco pronto. Beto, nosso guitarrista, compôs todos os riffs das 9 músicas e o Patric criou a história do disco, que será conceitual.
Já temos duas músicas prontas "She's dead forever" e "All against all" que estão disponíveis no canal da banda no YouTube em versões ao vivo, e vamos entrar em estúdio para gravá-las juntamente com um vídeo clipe para "She's dead forever".

Existe algum projeto extra, ou só a banda Apple Sin?

Sobre projetos tenho alguns sim. Toco com a "Donacora", banda de rock em português que também está em processo de gravação do primeiro disco e estou bastante empolgado com os rumos musicais que estamos tomando. Também estou com a "Mortopsy" um projeto de Death Metal que iniciamos a alguns meses e esta a vias de lançar um single em breve. Nesse caso eu estou arriscando o vocal e baixo, que era uma coisa que eu sempre tive vontade de fazer e só agora tive a oportunidade de testar.
No primeiro semestre de 2020 vai ter disco novo tanto da Apple Sin quanto da Donacora, além de um EP da Mortopsy também, acredito.

Excelente, alguma mudança drástica em relação aos dois primeiros álbuns?

Mudança drástica talvez para os fãs do Heavy Tradicional, estilo no qual intitularam nossa banda, mas pra quem acompanha de perto e vai aos shows, entende bem o rumo que a grupo está seguindo, o que sempre foi natural.
Levamos a banda no estilo "Rush" de ser, sem seguir uma esquema (risos).
O que tivermos vontade de tocar no momento, vamos tocar, não queremos repetir a mesma fórmula disco após disco, seria muito massante.

O Ep de 2015 e o disco homônimo de 2017, tiveram ótima receptividade na maioria dos sites e publicações do gênero, você enxerga um espaço maior para o crescimento da Apple Sin na próxima década?

Acredito que sim.
Ficamos muito animados com a recepção dos dois trabalhos.
Para nós que moramos bem no interior de Minas, ter um reconhecimento desses, foi demais. Sabíamos que o som tinha algum diferencial pra chamar a atenção dos ouvidos atentos!

Na minha opinião a nova safra de bandas, até mesmo as já consagradas, padecem por bons refrães e riffs pegajosos, você também entende assim?

Concordo com você!
Eu sempre falo brincando que o problema das bandas de hoje é "tocar demais", que deveriam desaprender um pouco.
É um comentário de brincadeira mas com um fundo real, pois
a galera alopra muito querendo mostrar técnica e se esquece do bom refrão da boa levada simples e eficaz... As vezes menos é mais.
E sobre as consagradas, talvez a idade já tenha os deixado cansados ou com outra cabeça também, normal.
Porem não gastarei meu tempo ouvindo álbum feito no automático, sendo que tem bandas novas com muita boa vontade e qualidade.

Percebi no ultimo trabalho, uma interação maior com os teclados, algo mais épico nos arranjos, com um bom salto em relação ao EP. Vocês irão apostar mais nesse conceito ou manterão um certo equilíbrio?

O teclado trouxe uma nova cara pra banda, deixando as coisas mais sombrias, além do novo baterista que trouxe outro gás, criando uma cozinha de qualidade que vai fazer diferença no novo trabalho.
Num grupo onde já tem duas guitarras solo, encaixar as teclas fica mais difícil, mas já estamos achando o caminho da coisa.
É a mesma Apple Sin de sempre, todavia, com uma roupagem mais própria.
Pode esperar uma banda mais pesada e mantendo as melodias marcantes.

Sabemos que o Patric Belchior é fanático por Iron Maiden, alem de excelente cantor, um grande colecionador, existe uma chance de converte-lo ao som do Manowar?

O Patric e eu brigamos direto em conta dos nossos gostos musicais. São pouquíssimas bandas que compartilhamos o gosto. Mas eu sei que ele assiste ao DVD dos caras quando não tem ninguém por perto (risos)
Patric é um grande amigo, apesar de fanático pelo Maiden.

E sobre a história do baixo de três cordas, conte pra gente o que aconteceu?

Essa história foi pra longe hein? (risos).
Já fiz a proeza de conseguir arrebentar as cordas do baixo algumas vezes, e todo mundo sabe que essas porcarias são meio caras.
Um belo dia arrebentei uma pouco antes de uns shows e tava sem grana (a situação financeira não mudou muito) daí resolvi fazer o show com as três mesmo. Adaptei um pouco as linhas e fiz bastante shows assim, o que chamou a atenção de alguns, gerou alcunhas de outros, e até você mesmo me mostrou a banda "Morphine" onde o baixista usava só duas cordas, e que acabei virando fã do som.
Enfim, voltei as quatro cordas, adquirindo mais conhecimento de braço do instrumento, onde não usava tanto antes. Só teve benefício.

Sim, me recordo, sou apaixonado por Morphine. Sei como é esse lance de encordoamento, pra variar, é aquela "maldita" corda SOL (risos). Você tem toda razão, aumentou demais o preço. Perdi as contas de quantas cordas fervi, alias, cansei de trocar cordas para ferver. Mudando de assunto, é verdade que nas horas vagas você tem o hobby de pescar nas lagoas de Barroso (MG) ?. Dizem que chegou a pegar um grande Tubarão com anzol de Tilápia, procede ou é só um causo?.

Isso é exagero!
Na verdade foi um filhote de Tubarão (porte médio), 3 metros aproximadamente, fisguei ele pela barbatana e depois de 2 horas pra cansar o bicho na vara de bambu, quando fui puxar apareceu um Urso Polar na lagoa e ficou com a metade. Ainda com medo, arrastei meio tubarão, correndo por 2 quilômetros até um mercadinho. (risos gerais).

Então é isso Raul, gostaria de agradecer pelo bate papo descontraído e desde já um grande abraço aos membros da banda. Desejo sucesso a você e a Apple Sin. Deixe suas considerações finais ao leitores do 80 Minutos.

O prazer é todo meu, Marceleza!
Você é um grande amigo virtual (e das 4 cordas) e sempre me apresenta bandas inimagináveis, o que só vem a somar no som que pratico com as bandas.
E a galera da 80 minutos, ouçam os trabalhos da Apple Sin disponíveis em todas as plataformas digitais e aguardem o novo disco em 2020, tá ficando foda demais!

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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