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Entrevista - Pete Trewavas

Relacionado com: Edison's Children, Kino, Marillion, Transatlantic
Data da Entrevista: 25/03/2018
Autor: André Luiz Paiz
Traduzido por: André Luiz Paiz

Acessos: 314

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O grupo KINO anunciou recentemente o lançamento de seu novo álbum, "Radio Voltaire", aterrissando 13 anos depois da adorável estreia da banda com o álbum "Picture", de 2005. O álbum foi lançado em 23 de março de 2018 pela dupla John Mitchell (It Bites, Lonely Robot) e Pete Trewavas (Marillion), juntando-se mais uma vez com Craig Blundell (Steven Wilson) na bateria e John Beck (It Bites) nos teclados.

Conversamos exclusivamente para o 80 Minutos com Pete Trewavas, que gentilmente nos atendeu para falar sobre o retorno do projeto, sobre o Marillion, Transatlantic e alguns detalhes a mais sobre a sua carreira.

Confira!

1. Olá Pete! Meu nome é André e falo em nome do 80 Minutos, um site colaborativo brasileiro criado para as pessoas que gostam de avaliar os seus álbuns favoritos

Olá André. É um prazer falar contigo.

2. O Kino ficou em standby por 13 anos e, de repente, "boom"! Um novo álbum acaba de aterrissar. Como você está se sentindo e como tudo aconteceu?

É muito empolgante agora que o álbum foi lançado, principalmente porque as pessoas parecem gostar dele.
Havia grande expectativa para este lançamento, já que muitas pessoas gostaram do primeiro álbum "Picture". Então, era importante acertar, o que nem sempre é fácil com um segundo trabalho. Nós estivemos tão ocupados ao longo dos anos que nunca chegamos perto disso, então eu acho que o tempo simplesmente passou por nós. John me procurou no meio do ano passado e perguntou se eu gostaria de fazer um segundo álbum do Kino. Nós já tínhamos falado sobre isso, até que uma combinação de tempo e oportunidade surgiu para nós em conjunto com a gravadora. O resto, como dizem por aí, é história.

3. "Radio Voltaire" é um álbum que soa renovado e atual. Também soa diferente do Marillion e dos outros projetos de John Mitchell. Você pode nos contar um pouco sobre o processo de composição deste trabalho?

Com "Picture", John e eu passamos um bom tempo durante um período de cerca de 18 meses nos conhecendo, nos explorando e descobrindo como o Kino deveria soar e ser apresentado. As composições neste novo álbum diferem, principalmente, devido ao tempo disponível e à minha agenda. John já estava com algumas músicas prontas enquanto eu estava em turnê com Marillion, até que eu me juntei a ele quando pude, trazendo três músicas para complementar o álbum. Nós colaboramos em algumas delas juntos, mas nós escrevemos praticamente tudo separadamente e organizamos em equipe.

4. Na sua opinião, quais são as faixas mais marcantes de "Radio Voltaire" que ganharão o fã na primeira audição?

Uau, é algo difícil de escolher, mas acho que fico com "I Don't Know Why", que eu escrevi para o primeiro álbum e é praticamente a identidade do Kino, algo que as pessoas logo identificarão. "Grey Shapes On Concrete Fields" é uma das minhas preferidas de John, com ótimas melódias e combinações de acordes. Além disso, há uma abordagem moderna em termos de gravação, o que é algo ótimo.

5. Vocês terão disponibilidade de fazer alguns shows para promover o álbum?

Eu adoraria tocar ao vivo com o Kino novamente, mas é complicado pelo gerenciamento das nossas agendas.
No momento eu estou muito ocupado com o Marillion, John tem uma tonelada de trabalho e Craig está ocupado com o Steve Wilson.

6. Hoje em dia é bem comum a criação de projetos em que grandes artistas se reúnem para a formação de novas bandas, conceito também conhecido como supergrupo. Como você também já participou de alguns como o Transatlantic, é mais fácil ou mais difícil trabalhar com músicos que já possuem carreiras de sucesso? É complicado aplicar a democracia que uma banda exige em situações deste tipo?

Eu nunca tive dificuldade em trabalhar com outros músicos que já são bem-sucedidos. Na verdade, é provavelmente mais fácil em muitas situações. A ideia das pessoas se unirem, é porque elas compartilham do mesmo gosto de um estilo musical em específico ou têm alguma visão musical e artística em comum. Se este não fosse o caso, então um grupo simplesmente não seria formado, pois não haveria nada que pudesse proporcionar essa união. Então, há sempre uma razão definida para que isso aconteça.
Em alguns casos, estando na estrada ou apenas fazendo parte do mundo da música, parcerias estranhas podem se formar e, a partir disso, um grupo pode ser criado.

7. Você costuma ser convidado para participar dos projetos de outros artistas? O que lhe faz concordar com o convite?

Frequentemente sou convidado para tocar em algum projeto. Acabei de aceitar um convite para tocar em uma música de Dave Foster, que é um grande amigo e um guitarrista que admiro muito.
Eu ouço o material e, se gosto do que estou ouvindo e aquilo me interessa de alguma forma, tento ver se há tempo para fazê-lo. Obviamente, para pessoas como Dave é um pouco diferente, pois concordei sem mesmo ouvir, já que confio nos seus gostos musicais.

8. É impossível não falar sobre o último álbum do Marillion - "FEAR" - que é extremamente interessante. Eu acho que vocês definitivamente exploraram novos territórios com ele. Você está satisfeito com o resultado?

Eu acho que "FEAR" é uma conquista inacreditável, não apenas por nós, mas por Mike Hunter, que foi parte do processo assim como nós e os demais envolvidos para transformar todo o conceito criado em vídeos, arte, etc. O álbum foi muito bem recebido. Terminamos a turnê com shows esgotados no Music Centrum Utrecht, Zenith Paris e no Royal Albert Hall London. Essa grandiosidade e prestígio comprovam isso. Em resumo, tem sido um momento fantástico em nossas carreiras.

9. Ainda sobre o Marillion, há algum plano para um novo álbum de estúdio em um futuro próximo? Estou curioso para saber qual será a reação da banda com novas composições em relação à música criada em "FEAR".

Sim, temos planos para um futuro próximo e eles envolvem um novo álbum de estúdio com músicas novas. Também temos muitos outros planos para os próximos anos.

10. Como é o processo de reunião dos músicos do Transatlantic para a criação de um novo álbum e como isso costuma acontecer? Existe algo planejado em um futuro próximo? Deve ser bem difícil sincronizar as agendas de todos.

Enquanto eu estava no CTTE (Cruise To The Edge) no começo do ano, me encontrei com Mike Portnoy e Neal Morse. Lá, discutimos a possibilidade de fazer um novo álbum Transatlantic. Esperamos que isso ocorra nos próximos anos, quando todos estivermos com tempo. Este é o maior problema: encontrar tempo em nossas agendas superlotadas.

11. Vamos supor que eu comece a falar sobre a carreira de Pete Trewavas para um novo fã. Qual álbum você me indicaria para sugerir a ele como ponto de partida?

Eu diria "Afraid Of Sunlight", "Brave", "Sounds That Can't Be Made" e "FEAR". Além destes, indicaria também "The Whirlwind" (Transatlantic), "Radio Voltaire" (Kino) e "In The Final Breath Before November" (Edison's Children).

12. Você pode nos dizer algo sobre você que seus fãs provavelmente não sabem?

Hoje em dia e com essa idade não consigo pensar em nada que os fãs não saibam sobre mim. Mas, lá vai: Estou envolvido em um projeto com Robin Boult, após a nossa colaboração em "Acoustic Industry". Também é esperada neste projeto a participação do vocalista e compositor John Jolliffe que, junto com Robin Boult, estiveram em uma banda chamada Big Big Sun. Ian (Mosley), por coincidência, tocou em seu álbum.

13. O conceito do nosso site é permitir que usuários possam relatar a sua experiência durante os 80 Minutos da audição de um álbum. Você poderia nos dizer qual foi o último álbum que ouviu e que vale a recomendação?

Puxa, há alguns que eu poderia recomendar. Mais recentemente eu diria que seria o último álbum do Big Big Train: "Grimspound".
Se eu pudesse voltar um pouco, eu diria "The Music That Died Alone", do The Tangent.

14. Você pode nos dizer o caminho mais fácil para que os fãs brasileiros consigam adquirir a sua cópia de "Radio Voltaire"?

Racket Records em: Marillion.com/shop.
Ou na página da gravadora InsideOut Music.

15. Pete, agradecemos enormemente a sua atenção e desejamos sucesso com "Rádio Voltaire" e em seus projetos futuros. Esperamos que você possa voltar ao Brasil o mais rápido possível. Este último espaço é seu.

Muito obrigado!
Eu gostaria de agradecer a todos os fãs pelo apoio a mim e às minhas bandas Marillion, Transatlantic, Kino e Edison's Children. Eu tive ótimos momentos tocando em seu país ao longo dos anos e tenho muita sorte de ganhar a vida escrevendo, gravando e tocando música.
Então, obrigado a todos pelo apoio. Continuem ouvindo e amando a música.
"Cíao"


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