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Entrevista - Ricardo Destefano

Relacionado com: Freaky Jelly
Data da Entrevista: 06/10/2019
Autor: Diógenes Ferreira

Acessos: 128

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Com influências que vão do Progressivo, Heavy Metal e pitadas de Melodic Hard Rock, a banda Freaky Jelly formada em 2013 em São Paulo, vem aos poucos mostrando sua enorme competência e qualidade musical. Após ter lançado seu ótimo debut Reverse em 2017, o grupo atualmente está em processo de gravação de seu segundo disco, buscando sacramentar o Freaky Jelly como um dos grandes representantes do Prog Metal brasileiro. O site 80 Minutos apresenta uma entrevista com o vocalista Ricardo DeStefano abordando as expectativas em relação ao novo álbum e sobre a carreira do grupo até então.

1. Olá Ricardo, obrigado pela disponibilidade em falar para os leitores do 80 Minutos e fãs da Freaky Jelly. Tudo bem com você? 

Fala galera!! Tudo certo? Prazer enorme estar aqui participando desse bate papo, e muito obrigado pelo interesse em meu trabalho! Bora!!

2. Como estão os preparativos para o lançamento do novo álbum da banda? Já estão em processo de gravação? O novo disco já tem título definido?

Falando a verdade, estamos discutindo muitas coisas ainda! Pretendemos fazer como fizemos no REVERSE, ir compondo de música em música, gravando uma a uma, até termos um compilado e lançar o álbum! Hoje em dia, com o gigantesco número de bandas e lançamentos praticamente semanais, é muito arriscado uma banda nova sair de cena, compor e gravar um disco, e só aparecer lá na frente com o álbum pronto! Até que esse processo seja concluído leva muito tempo, e como a demanda de shows não é grande ainda, corre-se um risco da banda cair no esquecimento. Então pretendemos ir lançando alguns singles periodicamente até chegarmos ao álbum.

3. Para toda banda, sempre há uma expectativa em relação ao segundo álbum por ser o material que irá trazer a afirmação para a banda e aumentar a visibilidade de um grupo após seu álbum de estreia. A banda realmente sente esse tipo de pressão ou responsabilidade nesse sentido, principalmente após terem lançado um ótimo debut?

Não se trata de sentir peso ou responsabilidade, mas sim, sabemos que esse momento é crucial para a banda e estamos muito criteriosos com muitas coisas. No Reverse, por exemplo, o disco fora muito bem composto, mas fomos fazendo de uma forma quase inocente também. A gente compunha, trabalhava em cima daquilo e praticamente ia gravar já! Deu muito certo, mas contamos com uma boa dose de sorte também já que todas as ideias que foram apresentadas eram muito boas e praticamente nada foi descartado. Já para esse novo trabalho nós justamente não queremos apresentar um REVERSE 2. Dessa forma, estamos ouvindo muitas coisas novas, buscando novas referências inclusive de produção para poder tirar algo além da banda, para não nos repetirmos. Então estamos trabalhando tudo no seu devido tempo, inclusive de maturidade musical que a banda possa e/ou consiga dar conta. O mais importante nesse momento é escrevermos e soarmos verdadeiros, genuínos com a nossa música, e esse processo de internalização também requer um certo tempo e adaptação. De cara, o que posso adiantar, é que estamos para soltar um single que vai dar uma pequena amostra da direção que queremos tomar, embora uma música apenas dentro de um universo tão vasto como o progmetal não significa muita coisa, mas para chegarmos até essa música nós compusemos e descartamos 2 músicas (algumas a contra gosto) e após ela já descartamos mais uma, tamanho filtro estamos usando.

4. Você poderia adiantar aos fãs e leitores do 80 Minutos qual diferencial teremos nesse novo álbum em relação ao debut em termos de composições, letras e musicalidade? Algum conceito que norteia o álbum ou novas sonoridades inseridas? 

Estamos buscando a tal “modernidade” em nossa música, mas sem que esqueçamos a verdadeira essência da Freaky Jelly! O último álbum do Haken (Vector) foi algo que nos impressionou bastante justamente por ser algo completamente moderno, inclusive dentro da proposta deles! Desde as composições, até a produção, temática, tudo soa de forma moderna e homogênea dentro do álbum, que impressiona demais! Claro que vendo e ouvindo eles tocarem a gente percebe um completo domínio do que cada um está fazendo, e se notarmos ao longo da discografia poderemos observar um grande salto de qualidade e maturação da banda durante o tempo. Citei o exemplo do Haken justamente para mostrar que não basta apenas apostar numa direção a seguir, mas sim entender e dominar esse direcionamento, e não apenas se aventurar numa onda ou numa tendência porque faz parte da moda e do mercado. No nosso caso, quando se fala de modernizar o som a primeira coisa que se pode pensar é enxugar o som, o que é muito errado, já que adoramos escrever músicas longas e complexas. Mas não descartamos dinamizar um pouco mais o nosso novo repertório para que o disco novo não seja uma grande maratona como o Reverse. A parte de temática vem por último já que letras e melodias deixamos para fazer depois da música pronta, até mesmo porque deixamos que a mesma nos dê a direção sobre o que escrever, eu acho mais fácil. O grande filtro que usamos em Reverse, e continuamos usando aqui é o Refrão das músicas: Se o refrão não nos agrada, descartamos na hora! Assim sendo, meio que começamos a música pelo refrão e a partir de então deixamos que o resto aconteça. 

5. No primeiro álbum Reverse, o Freaky Jelly mostrou ser um forte nome orientado ao Prog Metal, com músicos gabaritados tecnicamente e influências diretas de Dream Theater, Vanden Plas, Distorted Harmony, Circus Maximus, Threshold e Haken. Esse mix de influências acaba gerando uma grande variação nas composições que só enriquece o som da banda. Como se dá esse processo de composição entre vocês?

Começamos por uma ideia bem simples, através de verdadeiras JAMS em ensaios. Geralmente um tema de piano do Júlio ou um riff de guitarra que o André apresenta. Nessa hora o Maurício já meio que tenta encaixar alguma ideia bem inicial de bateria. Pronto, se já tivermos algo que possa ser cantável, num primeiro instante, já tentamos cantarolar algo, meio como um refrão e registrando tudo no celular. Na verdade não há muita regra para compor, é inspiração mesmo! Eu não estava na banda na época, mas soube que a Morning Glory nasceu dessa forma: O Júlio teria tocado o que é o refrão da música, e eles foram pirando em cima da ideia até se transformar no que se transformou, e ninguém acredita que a música nasceu de 4 notas no piano! O que fazemos é: quando uma ideia está em desenvolvimento, e a mesma é boa, a gente praticamente muda a dinâmica de ensaio e ficamos trabalhando e focado naquela ideia até que de fato a mesma termine. Não costumamos trabalhar duas músicas ao mesmo tempo, justamente para não perdermos o foco.

6. No álbum Reverse, tivemos a balada mezzo melodic rock, mezzo jazzística como o Dream Theater costumava fazer no Images and Words e Awake. Importante um tema nesse formato para quebrar o ritmo e deixar o clima mais suave. Teremos outra composição assim no novo disco?

A balada em questão é a “Hardest Part Of Goodbye” e é uma das músicas que mais gostamos do disco! Acho mais do que válido sair um pouco do caos que é o disco, aquela massa sonora e vir com algo mais leve dentro do mesmo. Primeiro porque mostra diferentes facetas da banda, segundo porque o estilo precisa de baladas mesmo, não tem jeito, público e banda gostam desse formato. Inicialmente essa música era pra ser a famosa balada “piano e voz”, mas pensamos que esse formato de voz e piano iria remeter muito as bandas de power metal e neo clássicas e, principalmente, ao Andre Matos, não que fosse ruim! Então começamos a pensar em coisas como Toto e, no meu caso, Jeff Scott Soto, por escrever muitas baladas nesse formato violão, piano, percussão e afins. Trabalhamos o lado romântico da banda também, não só na letra mas na forma de tocar, já que tivemos que tirar a mão e sentir muito cada parte da música para poder colocar o lado pessoal de cada um ali. Nesse tipo de música eu costumo dizer que você não está só tocando uma partitura e sim dialogando com ela.

7. Alguns destaques do Reverse também foram as canções Illusions (que inclusive ganhou um lyric video), a excelente instrumental Reflections e as faixas Highest Ground, Alicia’s Garden e Wake Up (com um solo de guitarra estupendo). Quais músicas você acredita que terão potencial para se destacar no novo álbum perante os fãs ou até mesmo que sejam suas favoritas no novo play?

Sendo bem honesto, gosto de todas as músicas! Minha favorita é a Highest Ground, não tem jeito! Acho que em um todo, o disco passa no teste das músicas, e mesmo a instrumental tem o seu grande valor, apesar dela ser voltada para um público bem restrito. É clichê falar isso, mas cada música tem a sua importância, ainda mais escutando cada música aonde está no conceito da obra. Um exemplo: a própria instrumental! Quando lançamos o disco ela era a primeira faixa do trabalho, uma espécie de intro que virou tudo aquilo que virou! Tivemos essa ideia e achamos o máximo pois acreditamos ser um ato de coragem abrir o disco com uma instrumental de 8 minutos, além do que ela iria gerar expectativa para o restante do álbum. Quando nosso álbum chegou até a gravadora, a sugestão da mesma foi que a mesma saísse do começo do disco e fosse para a trilogia, virando uma “quadrilogia” lá no final do álbum, e no final das contas achamos que ficou melhor. Já que preciso citar uma, e além da Highest Ground, peço mesmo que a galera preste muito atenção na Wake Up, pois ali eu acho que conseguimos sair fora da caixinha um pouco! Concordo quanto ao solo de guitarra, é o meu favorito também, além de termos colocado muitos elementos de jazz, inclusive um solo de saxofone nessa pegada, feito pelo meu irmão Raphael Stefano. A soma jazzística com uma música mais swingada deu uma cara meio pop anos 80.

8. A princípio o primeiro disco havia sido lançado de forma independente certo? Porém, acabou chamando atenção da gravadora italiana Rockshots Records, que o distribuiu na Europa e também irá continuar com a banda nesse segundo álbum. Como surgiu esse contato com o selo italiano?

O nosso contato chegou através da nossa assessoria, o Thiago Rahal (TRM PRESS) que já trabalhara com a Rockshots e encaminhou nosso material para eles. Sim, havíamos lançado já nas plataformas digitais, coisa de uns 15/20 dias e quando fechamos a data do nosso show de lançamento veio a proposta deles. Foi interessante e engraçado porque fechamos a parceria no dia do nosso show, então foi um ciclo de muitas realizações para a banda! O Roberto (Rockshots) tem feito um trabalho bem bacana com a banda e sempre muito aberto a ouvir a banda e a aconselhar, é uma relação de parceria mesmo! 
Na verdade, quando compusemos o Reverse, tínhamos em mente sim ter o nosso disco lançado, mas de verdade nem esperávamos por nada muito além de compor o disco e disponibilizar o álbum nas plataformas, não por não acreditar no trabalho, mas por saber como o mercado está. Um disco de progmetal, em pleno 2017, disco enorme, primeiro trabalho de uma banda nova, seria algo muito fora da curva naquele momento, e eis que aconteceu e ficamos muito felizes por alguém ter apostado no nosso trabalho e firmado essa parceria.

9. A Freaky Jelly foi formada em 2013 pelo guitarrista André Faustino (ex-Autopsia, Icarus, Vexus, EVE), o baixista Rafael de Paula (ex-Burning Lips, Tequila Pop) e o baterista Mauricio Gross (anteriormente EVE, Tequila Pop, atual Pedro Autz). Posteriormente vieram você com experiência nas bandas Andragonia, atual Inheritance e Manhattan Avenue, junto com o tecladista Julio Vince (ex-Dreamspair). Nos fale sobre esse começo da banda e os percalços para chegar até aqui?

Bom, falando resumidamente da parte que eu sei, é que o Andre, o Rafa e o Maurício são amigos de longa data. Aliás, o Andre e o Maurício já tiveram até um Dream Theater Cover. Enfim, eles se reuniram, e começaram a rabiscar algumas canções e o projeto veio tomando forma. Em seguida veio o Júlio e como quarteto eles compuseram as faixas “Nothing to Feel”, “Morning Glory”, “Wake Up” e “Saints and Sinners”. Por fim eu cheguei na banda e começamos a trabalhar nessas 4 faixas para começar a grava-las. Inclusive, nessa fase, a Nothing to Feel estava com os vocais do Rafa que a cantava nos ensaios e, praticamente, o que eu fiz foi pegar a melodia dele e fazer como estava sendo feito. As demais músicas eu fui trabalhando as vozes, letras, melodias, mas já com total liberdade para colocar as minhas referências nas músicas. Lembro bem que começamos a gravar pela “Nothing to Feel”, e depois fomos para “Morning Glory” e nessa música gastamos um baita tempo pois acreditamos muito que ela estava muito boa, mas ainda não grandiosa como gostaríamos que ela ficasse. De verdade, não tivemos percalços com a banda até aqui! O que fizemos foi uma loucura no sentido de nos organizar de forma que não perdêssemos tempo entre as músicas e que o processo entre composição e gravação não ficasse espaçado demais. Combinamos de dar 1 mês e meio pra cada música, isso contando composição, pré-produção e gravação, e funcionou! Trabalhamos com deadtime de 45/50 dias e, apesar de parecer muito tempo, muitas vezes acontecia apenas 1 ensaio por semana, então você já imagina como foi, corrido mas organizado, meio maluco! Pra cada música nova a gente já tinha a data do estúdio reservada, e isso nos desafiou demais. Parece loucura o que vou dizer, mas o Reverse foi gravado em 9 dias apenas, somado mais dois dias entre Edições Finais/Mix/Master, foi um total de 12 dias. As músicas estavam tão ensaiadas que as gravamos em 1 dia apenas pra cada. Então, acredito que dentro da nossa loucura, com a nossa experiência acumulada ao longo dos anos, conseguimos chegar a um denominador de organização que funcionou demais para esse processo todo.

10. Agora me fale sobre você Ricardo, quais suas principais influências vocais, haja visto que você traz consigo um leque de estilos musicais que passeiam pelo AOR, Melodic Rock, Hard, Heavy, Prog... Cite suas preferências.

Vixi, é uma gama enorme de influências vocais e musicais, e me sinto muito sortudo e honrado por isso! Pra começar, meu som de cabeceira, e foi aonde eu me encontrei mesmo, é o AOR/Melodic Rock. Apesar de não estar falando de Odin, mas para mim o pai de todos é o Steve Perry, e ai vem a turma que veio junto com ele como Jimi Jamison, Fergie Frederiksen, Steve Lukather, Joe Lynn Turner, Glenn Hughes. Gosto demais do Jeff Scott Soto, nem tanto pela sua grande voz, mas pela sua amplitude artística! É incrível o que esse cara gosta de fazer, se inventar e reinventar a cada trabalho! Gosto demais do saudoso Steve Lee que se foi precocemente, Eric Martin, John Waite, Goran Edman, Danny Vaughn, até chegar nos da atualidade que sou viciado como o Lars Safsund (work of art/Lionville), Stefano Lionetti (Lionville) e redescobri o Paul Laine com seu novo projeto “The Defiants”. Steve Augeri, Lou Gramm e Kelly Hansen são nomes que gosto muito também! Dentro do metal, gosto demais do Andre Matos, nosso patrimônio, bem como o Alírio Netto e o BJ (Tempestt). Gosto demais do Tommy Karevik, Rob Tyrant, Andi Deris, Ray Alder, do saudoso Andrew Mac McDermott, DC Cooper, Roy Khan, James Labrie e Michael Eriksen e, a elegância em forma de voz, Damian Wilson. E, por fim, a minha lista favorita que são os cantores pop dos anos 80 como George Michael, Seal, Simon Le Bon, Andy Taylor, Mick Hucknall, Morten Harket, Tony Hadley, Jeff Buckley, Benny Mardones, Richard Marx, Michael Bolton, e por ai vai... A lista realmente é infindável!

11. Qual será o próximo passo da Freaky Jelly, trabalhar intensamente a divulgação do novo disco buscando inclusive maior abertura na Europa ou crescer no Brasil com shows e visibilidade? É possível trabalhar as duas coisas ao mesmo tempo?

Bom, a ideia é aproveitar a porta que já temos aberta na Europa e investir mais forte ainda por lá. O Reverse foi um trabalho que não só nos apresentou para a Europa, como nos rendeu resenhas sensacionais! Na Alemanha, por exemplo, uma resenha comentou que o Reverse foi “o disco de progmetal da década”, tamanha boa impressão que deixamos lá, é algo que sabemos o quanto significa! Então vamos dar continuidade nisso para potencializar o espaço por lá. Quem sabe até começarmos uma promo tour por la, aproveitando a Rockshots e o Roberto. Ao mesmo tempo queremos sim investir por aqui, no mercado interno. No Reverse meio que não o divulgamos como merecia, ao mesmo tempo a dificuldade em conseguir colocar a banda em festivais e shows, até mesmo pelo formato e tamanho de nossas músicas. Como disse na resposta lá em cima, esse é um momento crucial para banda com esse novo trabalho, então iremos trabalhar firme nessa parte de divulgação e shows.

12. Muito bem Ricardo, agradeço você ter concedido essa entrevista ao site 80 Minutos e desejo sucesso no lançamento do novo play, torcendo pelo crescimento da banda que tem um potencial enorme para ser um grande nome do Prog Metal brasileiro. Fique à vontade para suas considerações finais aos leitores do 80 Minutos e fãs da banda.

Primeiramente, muito obrigado pelos elogios ao meu trabalho e ao trabalho da banda. Em segundo lugar, quero agradecer demais o espaço para batermos esse papo! Desejo muito sucesso para o 80 Minutos e para o que precisarem podem contar comigo também! Quero agradecer aos nossos fãs e seguidores por terem estado conosco durante esse tempo, e peço só um pouquinho de paciência pois o material já está chegando, é com a gravadora agora. Que as pessoas fiquem de olho e possam seguir as nossas redes sociais, é muito importante para nós esse canal de comunicação. Valeu, galera!

Para maiores informações sobre a banda Freaky Jelly, acesse: Facebook: facebook.com/freakyjelly Youtube: YouTube


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