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Entrevista - Roland Grapow

Relacionado com: Helloween, Masterplan, Roland Grapow, Serious Black
Data da Entrevista: 23/03/2018
Autor: André Luiz Paiz
Traduzido por: André Luiz Paiz

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Exclusivo para o 80 Minutos!

Roland Grapow é um guitarrista excepcional. Famoso na cena power metal por ter substituído o grande Kai Hansen no Helloween, participou dos álbuns "Pink Bubbles Go Ape", "Chameleon", "Master Of The Rings", "Better Than Raw", "The Time Of The Oath", "Metal Jukebox" e "The Dark Ride". Tenho certeza que você considera, ao menos um destes álbuns, espetacular.

Após a sua conturbada saída do Helloween, Roland formou mais uma banda de sucesso, o "Masterplan", que praticamente revelou o vocalista norueguês Jørn Lande para o mundo metal. Juntos, também lançaram ótimos álbuns, principalmente os dois primeiros: "Masterplan" e "Aeronautics".

Após idas e vindas, Jørn saiu, mas o "Masterplan" segue adiante, porém sem lançar um novo álbum de inéditas desde 2013. Assim, Roland dedicou um tempo para falar conosco um pouco do que teremos adiante.

1. Olá Roland, Meu nome é André e falo em nome do 80 Minutos. Primeiramente, os fãs brasileiros estão loucos para receber notícias sobre um novo álbum do Masterplan. Há alguma boa notícia para nós?

Sim, temos planos para lançar um novo álbum e até começamos a escrever as músicas. Mas, como acontece às vezes, não há tempo para tudo e outras coisas acabam surgindo. De qualquer forma, será um álbum de estúdio completo e com o mesmo line-up - espero que sim (risos). Eu não posso prometer nada sobre a data de lançamento, mas provavelmente isso vai acontecer no início do ano de 2019.

2. Já se passaram cinco anos desde o lançamento de "Novum Initium", último álbum de músicas inéditas do Masterplan. Acredito que você teve um tempo precioso em suas mãos para produzir bastante material, certo?

Temos muitas ideias e agora precisamos encontrar tempo para colocá-las na forma. A situação no negócio da música é bem difícil, então todos nós temos outras atividades e projetos paralelos. Eu produzo muitas bandas no meu estúdio e também faço muitos trabalhos de mixagem.

3. Apesar de algumas mudanças de vocalistas ao longo dos anos, Rick Altzi parece ter se encaixado bem com o grupo e com a música que você cria. Podemos dizer que a banda está em um bom momento e pronta para o futuro pela frente?

Estou muito feliz com o line-up que o Masterplan tem agora. Todos os caras são amigáveis, temos um clima saudável na banda e nos divertimos a cada show, algo certamente perceptível para os fãs. É uma atmosfera diferente e é realmente agradável.

4. "PumpKings" foi lançado em 2017 e gerou opiniões mistas por parte dos fãs. Eu gostei, mais porque acredito que temos que absorver o conteúdo com uma perspectiva do presente, com um certo cuidado nas comparações. Mas, é difícil para algumas pessoas. Você está satisfeito com ele?

Eu sabia desde o início que os fãs seriam divididos em dois campos. Mas, este é o meu trabalho e a minha vida. Todas as músicas foram escritas por mim e eu queria agrupá-las em um álbum. Finalmente meu sonho se tornou realidade e eu pude mixá-las no meu estúdio, com o que sentia delas e com a minha perspectiva. Rick fez um ótimo trabalho. Acho que ele teve uma pressão ainda maior do que eu. Eu diria que o "PumpKings" é o ponto final da minha história com o Helloween. Por isso estava destinado a surgir, mais cedo ou mais tarde.

5. Roland, você é bastante respeitado como guitarrista, mas também pelas suas habilidades como compositor. Muitas músicas do Helloween e Masterplan criadas por você são fantásticas. Você pode nos contar um pouco sobre o processo que você usa para criar uma música e como as ideias se juntam para criar um álbum?

Ah, é um processo interessante e que está longe de ter uma ordem definida. As ideias estão no ar e, quando as percebo, rapidamente registro as melodias no meu celular. Depois, esqueço delas por semanas (risos) e continuo trabalhando no meu estúdio. Quando voltar a trabalhar com elas, posso compartilhar uma das ideias com os membros da banda ou continuar desenvolvendo a melodia na guitarra até que fique interessante. Quando estiver pronta, chega a hora de trabalhar com as letras. Aqui, mais uma vez eu posso compartilhar com a banda ou fazer tudo sozinho. Então, passo a passo, a música chega até a sua forma final.

6. Você também possui uma interessante carreira solo, que vai um pouco além da atmosfera do power metal. Eu comprei o "Kaleidoscope" quando foi lançado e me recordo de tê-lo ouvido milhares de vezes. Há muita música boa por lá. Você ainda considera a ideia de fazer um novo álbum solo?

Obrigado por suas palavras e estou feliz que você tenha gostado tanto.
No momento eu estou muito ocupado com o meu trabalho no estúdio. Também continuo com o Masterplan, então não há muito tempo para um álbum solo. Não estou dizendo que isso não pode acontecer, mas, com certeza não será possível em um futuro próximo.

7. Na sua opinião, quais são os pontos-chaves que podem fazer um guitarrista/compositor amador se tornar um profissional?

Existe apenas um ponto: Trabalhar duro! Quero dizer que ele/ela deverá praticar muito, tentando ser melhor a cada dia, procurando o seu próprio estilo. É difícil, especialmente nos tempos atuais, em que falta tempo para tudo e as pessoas estão sempre correndo.

8. Você pode nos contar um pouco sobre o problema de saúde que fez você sair da banda Serious Black? Você pretende retornar em algum momento? Como você está?

A primeira turnê foi planejada em janeiro ou fevereiro, não me lembro exatamente agora. Naquela época era inverno e muito frio na Eslováquia - onde eu moro - e peguei um resfriado que se transformou em uma infecção de ouvido. Como você deve imaginar, eu não conseguiria tocar sem poder ouvir com uma das orelhas, isso sem falar dos demais sintomas, como febre e dor. Agora eu me sinto bem, mas, como eu disse anteriormente, eu não tenho muito tempo para projetos paralelos e é por isso que não há planos de retornar ao Serious Black.

9. Você recebe convites para participar dos projetos de outros artistas? O que lhe faz aceitar?

Sim, às vezes recebo alguns convites e às vezes aceito. Por exemplo, no ano passado eu estava em turnê com a banda de metal tcheca Kreyson.
O projeto deverá ser interessante para mim, assim como para o músico em geral. É muito importante que eu goste do que vou tocar e também de que serei pago (risos). Trabalhar com grandes músicos sempre me deixa interessado e orgulhoso.

10. Você pode nos dizer algo sobre você que seus fãs provavelmente não sabem?

(pensando) Esta é uma pergunta interessante. Talvez seja mais fácil perguntar para a minha esposa sobre isso (risos). Ok, eu tenho uma cachorra chamada Mollie. É um pastor branco, que passo, no mínimo, uma hora e meia por dia passeando e brincando com ela. Ela sempre está comigo nas viagens em que eu não tenho que voar. Às vezes eu a levo até para os bastidores dos festivais ao ar livre. Então, no ano passado ela estava latindo para os membros da banda Lacuna Coil em um festival na República Tcheca (risos).

11. Vamos supor que eu comece a falar sobre a carreira de Roland Grapow para um novo fã. Qual álbum você me indica para sugerir a ele como ponto de partida?

Eu lhe daria o meu último álbum: "PumpKings". É praticamente a minha biografia como músico.

12. O conceito do nosso site é permitir que usuários possam relatar a sua experiência durante os 80 Minutos da audição de um álbum. Você poderia nos dizer qual foi o último álbum que ouviu e que vale a recomendação?

"Firepower" do Judas Priest , Saxon, Amon Amarth, ou tudo que é produzido pelo meu amigo Andy Sneap.

13. Roland, agradecemos a sua atenção e desejamos a você uma carreira longa e bem-sucedida. Estamos ansiosos para ouvir um novo álbum do Masterplan. Por favor, volte para o Brasil assim que puder!

Muito obrigado! Espero terminar o nosso novo álbum ainda este ano e retornar em breve ao Brasil.


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