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Entrevista - Zilson Costa

Relacionado com: Evil Machines
Data da Entrevista: 16/06/2019
Autor: Diógenes Ferreira

Acessos: 229

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Com o som forjado na essência da NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal), os maranhenses da Evil Machines já lançaram um EP e dois álbuns independentes buscando seu espaço nas fileiras do cenário metal. Conversamos com o guitarrista/vocalista Zilson Costa para saber mais a respeito da banda e dos planos futuros, que ainda em 2019 pretendem lançar material novo. Confira!

Para acompanhar o trabalho da Evil Machines acesse:
Site Oficial e Canal YouTube

1. Olá Zilson, é um prazer bater esse papo com você para apresentarmos aos leitores do site 80 Minutos um pouco sobre a história da Evil Machines e também sobre seu talento como quadrinista/ilustrador. Satisfação, tudo bem com você? 

Tudo perfeito, amigo Diógenes. Grande prazer e satisfação em estar aqui.

2. Vamos partir do princípio, como surgiu a Evil Machines? Conte-nos sobre os primórdios da banda que foi formada em 2016 certo? 

Isso. A banda surgiu após termos trabalhado com vários projetos, inclusive tocando covers de Iron Maiden e Black Sabbath. Em 2016, me dei conta de que tinha algumas canções prontas há algum tempo e convidei o Chrystian e o Enzo Sousa pra fazer parte do projeto comigo e meu irmão, o baterista Nilson Filho.

3. É notório na sonoridade da banda as influências da NWOBHM de nomes como Gaskin, Soldier, Elixir, Quartz, Satan, Blitzkrieg, Angel Witch, Iron Maiden... que foi um dos períodos mais prolíficos da história do Metal, moldando toda uma geração. A intenção é seguir a nova onda do Heavy Metal de bandas que estão resgatando essas origens e reconstruindo um cenário underground forte ou é apenas por causa das influências que vocês da banda possuem musicalmente e na hora de compor, acaba sendo um processo natural externar isso?

É mais por conta da influência que temos mesmo. Acabou acontecendo naturalmente.

4. Inicialmente vocês lançaram o EP Dirty War em 2016 contendo as faixas “Dirty War”, “Strange Behavior”, “Night Rider” e “Riding The Devil”. Foi um material importante que serviu para apresentar a banda e que abriu caminho para o lançamento do primeiro álbum auto-intitulado Evil Machines, que inclusive contou com as 4 faixas do EP e outras composições excelentes como “Deadly Kiss”, “White Island”, “Blinded By The Light”... Fale-nos dessa estreia com o EP e o debut álbum, que mesmo de forma independente, traz um Heavy Metal direto e honesto.

Muito bom saber que você gostou do trabalho. Era essa a ideia mesmo. Lançar um material nosso, sem se preocupar se ia agradar um nicho A ou B. A proposta era sermos honestos e parece que deu certo! Hahahaha

5. Com o lançamento do primeiro álbum, a banda não perdeu tempo e logo já estava com material pronto para o segundo disco, Killer Machine, também de forma independente e que veio em 2018, mantendo o mesmo direcionamento e até com influências ainda mais latentes de Iron Maiden como nas faixas “Machine Gun”, “Sinners”, “Assassin” e “Heavy Metal Highway” e um título que traz a marca do baixista Chrystian ‘Steel Pirate’ com a rápida faixa “Steel Pirate Attack”. O que falar desse segundo registro da Evil Machines?

O Killer Machine foi um momento de aprendizado, de tentar fazer algo ainda mais profissional e conciso. As coisas foram fluindo e conseguimos uma sonoridade próxima do que estamos buscando.

6. Outro destaque da banda é a parte lírica e artística, já que os álbuns seguem um contexto que inclusive gerou até uma HQ lançada ilustrando a história dos álbuns, sendo esse trabalho elaborado por você mesmo, que paralelamente trabalha como quadrinista/ilustrador. Nos fale sobre esse conceito dos álbuns, das capas dos mesmos feitas por você, sobre essa revista da banda e sobre esse seu talento no mundo das artes.

Na verdade, eu era desenhista de quadrinhos antes mesmo de aprender a tocar guitarra. É algo que gosto muito e faço desde criança.  A influência dos quadrinhos de super-heróis e de ficção científica acabou aparecendo nas músicas e uma ajudou a outra. Quando componho uma música pra banda, já penso na ilustração e a coisa flui naturalmente. Quanto a parte do trabalho como profissional de Hq, estou no mercado americano desde 2012, trabalhando com editores independentes como o Dan Sehn, da Argo Comics, o Brian Barr, da Isle Square Comics, dentre tantos outros. E já para esse ano, vamos lançar a Hq da Evil Machines nos Estados Unidos pelo selo Thunderzone, da Argo Comics. Já temos a primeira edição traduzida e adaptada para o inglês.

7. Eu como apreciador de quadrinhos desde infância de caras como Jack Kirby, Frank Miller e John Romita Jr., além de também admirar os grandes artistas de capas de álbuns de Rock/Metal como Derek Riggs, Edward Repka, Andreas Marshall, acredito que esses dois universos (quadrinhos/música) sempre caminham para um ponto de convergência e desde que conheci a banda um tempo atrás, achei sensacional essa sua capacidade de unir as duas coisas em prol da Evil Machines, pois acaba trazendo até uma marca registrada para a banda, tanto em termos de conceito, como referência na musicalidade do grupo. E recentemente tivemos em São Luís-MA o OnPix, evento de cultura pop que reuniu artistas e fãs desse segmento, onde você foi um dos convidados e esteve presente com seu stand para apresentar seu trabalho. Como foi a participação nesse evento, como você enxerga esse alinhamento que citei de arte/música e quais os frutos que artistas brasileiros como você, Edu Manzano e tantos outros podem colher nesse cenário artístico?

Ah, o Onpix foi sensacional. Foi o primeiro evento desse porte em São Luís e valeu muito a pena participar. Fico muito honrado. Serviu tanto para conhecer novos artistas, fazer novas amizades, quanto para vender meu trabalho.  Eu acredito que esse o caminho para os ilustradores é realmente a versatilidade. Isso aprendi com o grande Joacy Jamis, lá no no de 1996. E o cara sabia desenhar de tudo, além de ser músico. Enfim, é estudar desenho, ilustração e seguir em frente. Unir os dois universos, no meu caso, é um prazer a mais.

8. E por falar em cenário, como você vê o nosso atual cenário ludovicense para o Rock/Metal? O que pode ser melhorado e desenvolvido para que as bandas maranhenses, que nos últimos anos tem obtido algum prestígio ou reconhecimento a nível nacional, continuem evoluindo?

Acredito que a cena de rock metal em São Luís só tem a crescer. Muitas bandas excelentes têm surgido nos últimos tempos. E entre elas, só pra citar algumas, temos a Arise, Leopard Machine e Gallo Azhu, que são sensacionais. Pra mim, o que ainda falta por aqui é profissionalismo na parte de produzir os shows e monetizar isso em prol dos artistas. Tocar nos eventos pelo simples prazer de tocar é muito bom. Mas as bandas também precisam de dinheiro, assim como qualquer músico ou trabalhador, pra conseguir sempre fazer o seu melhor. Afinal, estúdios, gravações e bons instrumentos custam dinheiro. Nada mais justo, creio eu. 

9. Recentemente a Evil Machines lançou um novo single chamado “Living In Danger” que já está disponível em plataformas digitais. Quais os planos futuros da banda? Já tem disco novo prestes a sair do forno?

Ah, perfeito. Estamos gravando e compondo as novas músicas para o terceiro álbum. A proposta é fazer um trabalho ainda mais centrado e conciso, mas com o peso de sempre. Esperamos lançar o novo trabalho ainda em novembro de 2019.

10. Muito bem Zilson, gostaria de agradecer essa breve entrevista concedida ao site 80 Minutos e o espaço é seu para suas considerações finais. Que a Evil Machines continue detonando no mais puro Heavy Metal e lhe desejo sucesso também nas suas outras áreas como ilustrador/quadrinista e professor/educador, profissão essa que compartilhamos com satisfação. Parabéns!

Muito obrigado pela força, meu grande amigo Diógenes. Agradeço imensamente pelo espaço e acredito que o caminho para que o estilo cresça ainda mais é justamente essa união que tanto buscamos. A luta é grande, mas nós não desistimos. Vida longa ao 80 minutos e muito sucesso pra você, amigo. Grande abraço a todos. Valeu! 	


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