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Entrevista - Clayson Gomes

Relacionado com: 80 Rock
Data da Entrevista: 28/05/2019
Autor: Vitor Sobreira

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Atualmente formada pelos músicos Clayson Gomes (vocal e baixo), Cristiano Placido (guitarra), Nério Vitor (bateria) e Lúcio Machado (teclado), a banda 80 Rock já está no cenário musical há quase seis anos, mantendo sempre a proposta de compor em português e executar exclusivamente seu material autoral. A sonoridade é um caso à parte, onde cada ouvinte encontrará um pouco de tudo dentro de algumas ramificações do Rock e até mesmo de fora desse universo. 

Confira abaixo a minha entrevista com Clayson Gomes.

1. Para aqueles que ainda não conhecem o trabalho da banda, quando e como surgiu a 80 Rock? E a escolha desse curioso nome, como ocorreu?

A 80 Rock surgiu em 2013, na cidade de Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte/MG, depois que Cristiano Placido e eu resolvemos criar um novo projeto, já que havíamos tocado juntos em projetos anteriores que, por motivos diversos, não tiveram continuidade. O projeto foi criado após dois anos longe da música – de 2010 até dezembro de 2012 – e no início tocávamos releituras de clássicos dos anos 80 e algumas poucas músicas próprias. Com o passar do tempo fomos introduzindo cada vez mais as nossas composições no repertório até que resolvemos gravar o primeiro EP (‘Nem Tudo Está Perdido’) em 2015, daí em diante passamos a ser uma banda exclusivamente autoral.

O nome se deu pela influencia do repertório que tocávamos, inicialmente clássicos nacionais e internacionais da década de 80 e também pelas nossas composições, onde o ouvinte pode perceber claramente traços bem fortes do som daquela época. Acho que isso explica a origem do nome.

2. Apesar de Minas Gerais possuir uma forte tradição em estilos mais agressivos do Metal – como Thrash e Death Metal –, com clássicos dos anos 80 e 90 aclamados mundialmente, a 80 Rock mostra que também existem outros caminhos musicais para serem apreciados dentro do Rock no estado. Como seria definido o som da banda e quais as possíveis influências você citaria?

Desde o inicio queríamos fazer algo que fosse a nossa cara, mas o caminho mais óbvio seria algo em torno do Metal pesado, muito tradicional por aqui, daí pensamos e resolvemos ir para um caminho diferente, fazer algo que fosse bem próprio e tentar atingir uma sonoridade que, acima de tudo, nos agradasse em primeiro lugar, assim seguimos até agora. Quanto às influencias, cada um trouxe um pouquinho de si e por incrível que pareça todos escutavam bandas diferentes –  talvez isso possa explicar o grande numero de sons que fazem parte das nossas composições. Nota-se algo em torno do Progressivo e do Hard Rock como predominantes, mas é possível também encontrar traços marcantes de musica regional.

3. Em relação aos shows, a banda se apresenta constantemente? E como conciliar então a vida pessoal (família, trabalho e outros afazeres) com essa rotina, que certamente incluí ensaios, gravações e apresentações?

Sim, fazemos em média de quatro a seis shows por mês, sem contar também os shows que fazemos às vezes durante a semana em BH e região, já os ensaios ocorrem duas vezes por semana, no período noturno. Sabemos que ocasionalmente a família fica um pouco prejudicada, mas felizmente eles entendem e nos apoiam, pois sabem da dedicação e do carinho com que levamos a nossa música. Se quiser vencer, tem que abrir mão de algumas coisas, não tem jeito!

4. Ainda sobre as apresentações, já ocorreram convites para shows fora do estado?

Sim o trabalho tem sido muito bem recebido fora de Minas e recentemente fomos duas vezes ao Rio de Janeiro e uma em São Paulo.  Temos convites para outros estados e é sempre um grande prazer tocar fora, já que normalmente são experiências incríveis, sem falar que é muito bom poder levar sua música para outras pessoas, além de poder trocar experiências. Achamos isso tudo muito válido.

5. Já são dois EPs lançados (‘Nem Tudo Está Perdido’, de 2015 e ‘Destino’, de 2018), de maneira independente e com composições 100% autorais, em português. O que os ouvintes podem esperar de ambos os trabalhos e como os adquirir?

A nossa maior preocupação foi, e sempre será, levar ao publico, através da nossa musica, uma mensagem positiva de que é possível atravessar todas as adversidades do dia a dia. Sabemos o quanto é complicado o mercado musical hoje em dia no Brasil, principalmente no quesito Rock, mas mesmo assim seguimos na caminhada que é árdua, e ao mesmo também muito prazerosa, driblando as dificuldades e os obstáculos que encontramos pelo caminho. Essa é a mensagem principal que queremos apresentar ao publico.

Passando um pouco pela sonoridade, 80 Rock é uma mistura de vertentes onde podemos levar ao publico pitadas de Progressivo, Hard Rock, Heavy, Pop Rock, mas procuramos sempre fazer algo com a nossa cara.

Estamos em todas as plataformas digitais como: Spotify, Deezer, Itunes, Google Play, Palco Mp3 e também temos nossa loja de produtos na fanpage do Facebook, onde é possível encontrar uma variedade de produtos da banda.

6. Do seu ponto de vista artístico, quais os prós e os contras de se compor em nossa língua, e, ainda por cima executando ao vivo apenas material próprio?

Na verdade sabemos que existe uma pré-disposição das bandas de Rock de compor em inglês, mas preferimos apostar em escrever na nossa língua pátria e estamos obtendo bons resultados, até mesmo fora do país. Sabíamos que estávamos indo por um caminho mais complicado, pois no Brasil o público tem mais dificuldade em ouvir Rock em português, mas conquistamos uma aceitação muito boa e por isso seguimos no caminho. A cada dia vem sendo desmistificada a diferença de idioma.

7. Os EPs foram lançados fisicamente – e recentemente, também outros itens de merchandising, como camisas, canecas, entre outros. Atualmente, com o advento das plataformas digitais, não é possível deixar de lado esse recurso. Como têm sido os resultados de consumo da sua música, tanto fisicamente (CDs) e virtualmente?

É verdade! Optamos por ter os EPs físicos também, pois muitas pessoas ainda gostam de possuir o disco físico e temos conseguido bons resultados principalmente após nossos shows, onde as pessoas nos procuram e acabam levando CDs, camisas, chaveiros, palhetas, canecas, etc. Nosso material no formato digital tem nos proporcionado uma visibilidade muito boa, principalmente em outros países.

8. Os processos de composição variam de banda para banda, indo do trabalho solitário de um músico até o envolvimento de todos os integrantes. E na 80 Rock, como acontece esse processo?

O guitarrista Cristiano e eu somos os responsáveis pela maior parte da criação das letras, arranjos e melodias, que em seguida são apresentados aos demais integrantes. Nisso, se dá início ao processo de lapidação, onde todos participam e buscam sempre o melhor resultado. Consideramos esse momento primordial, pois  novas idéias podem surgir para implementar e melhorar as músicas, onde normalmente fazemos primeiro o instrumental e deixamos a letra por ultimo. Nos sentimos mais confortáveis trabalhando assim.

9. Na esfera visual, vocês também demonstram interesse pelas capas dos seus trabalhos, bem como pelos vídeos promocionais. Até agora, estão disponíveis no Youtube o vídeo clipe da marcante “Felicidade” – que atingiu a marca de 50 mil visualizações – e o lyric video de “Planalto Central” – composições bem distintas entre si. Qual a sua opinião a respeito desse aspecto mais visual?

Acho de suma importância a preocupação com o lado visual! Os vídeos têm uma aceitação muito grande entre os fãs de Rock e é uma tendência na qual a banda não poderia ficar de fora atualmente. Sempre que possível procuramos trazer alguma novidade nesse sentido para apresentar ao publico.

10. E sobre essas (possíveis) novidades, alguma a caminho que possa nos revelar?

Sim, estamos em processo de gravação do terceiro EP, onde a principio devemos entrar em estúdio no mês de junho. Esse novo trabalho irá transitar entre os sons do primeiro e do segundo EP, buscando sua essência. Também estamos em fase da criação do roteiro para um possível clipe da música “Destino”.

11. Bom, chegamos ao fim do papo… Muitíssimo obrigado pela atenção e tempo cedido! Gostaria de deixar alguma mensagem aos nossos leitores?

Queria agradecer pela oportunidade de poder mostrar um pouco dos bastidores da 80 Rock e tudo isso só é possível por que ainda existem pessoas que acreditam… Isso não tem preço. Agradeço também ao público que nos acompanha, que interage em nossas redes sociais e nos shows, enfim todos que de alguma forma nos ajudam a seguir nessa caminhada. Sem vocês nada disso faria sentido!!


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