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Entrevista - Timo Tolkki

Relacionado com: Allen/Lande, Chaos Magic, Revolution Renaissance, Symfonia, Timo Tolkki, Timo Tolkki's Avalon
Data da Entrevista: 22/05/2019
Autor: André Luiz Paiz

Acessos: 849

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Timo Tolkki está de volta. Após mais um afastamento em mais um período difícil de sua carreira por problemas de saúde, o famoso ex-guitarrista dos grupos Stratovarius, Symfonia e Revolution Renaissance, entre outros, retorna com a terceira e última parte da sua Metal Ópera Avalon. O material promocional mostra que Timo resgatou a sua inspiração e dá indícios de que será um grande lançamento.

Atencioso e bastante cordial, Timo gentilmente atendeu exclusivamente o 80 Minutos para um bate papo descontraído e sincero, em que expõe os seus problemas, fala sobre música e a esperança sobre o futuro da humanidade, tema do seu atual trabalho.

Confira e curta mais esta conquista para o nosso site.

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1. Olá Timo. Obrigado por falar com o 80 Minutos! Primeiramente, você aparenta estar em um bom momento. Como você tem se sentido ultimamente?

Eu estou muito bem, obrigado. Eu estive ferrado por praticamente quinze anos. E eu tive que revistar este passado e tentar entender tudo o que aconteceu comigo para que eu pudesse atingir um novo nível de consciência.

2. Você está de volta com o projeto Avalon após cinco anos. O que nós podemos esperar de “Return To Eden”?

Bem, meu objetivo era compôr um bom álbum de power metal. Ele começou a tomar forma basicamente há dois anos. Eu simplesmente comecei a escrever as músicas, sem qualquer intenção. Eu apenas expressei os meus sentimentos no que estava criando, como sempre faço.

3. Esta última parte é um encerramento da trilogia e exibe uma visão bastante pessimista do nosso futuro mais próximo. Na sua opinião, há esperança para nós?

Eu sou bem pessimista quanto a isso. Eu não vejo aprimoramentos na humanidade e sempre fui preocupado quanto a isso, tanto que sempre escrevi músicas com este tema. Nós devemos procurar por algo novo para nós humanos, pois nos tornamos muito egoístas e gananciosos. Nós exploramos o planeta sem pensar nas consequências e há muitos de nós por aqui. São 8 bilhões de pessoas! Daqui a 100 anos as coisas serão bem diferentes…

4. Nós notamos que esta última parte demorou um pouco mais para ser finalizada. Isso foi intencional?

Bem, há cinco anos atrás eu passei por uma depressão bastante severa. Eu não tinha condições de fazer música. Não tinha condições de fazer nada e simplesmente ficava na cama o tempo todo. Eu já tinha feito terapia no passado, por sete anos, e novamente tive que revisitar quem eu sou e o meu caráter. Eu tive que aprender a conviver comigo mesmo, como todos vocês fazem.

5. E você está bem agora?

Eu estou muito bem, sim.

6. É verdade que há intenção de excursionar com o projeto Avalon?

Sim, eu estou planejando uma turnê com o projeto. Mas, antes eu estarei na América do Sul em agosto próximo, para tocar em alguns shows com bandas locais. Nós tocaremos alguns clássicos do Stratovarius.

7. Então é por isso que hoje de manhã você estava em busca por promotores de eventos no Peru?

Sim, exatamente por isso.

8. Para mim, o material promocional deste novo trabalho mostra uma versão mais motivada e inspirada de Timo Tolkki. Você pensa o mesmo? Perguntou pelo fato de você ter passado por uma espécie de bloqueio criativo durante as composições de “Angels Of Apocalypse”, certo?

Aquele foi um período bem obscuro para mim. É por isso que aquele álbum representa o que eu estava sentindo e quem eu era naquele período da minha vida. “Angel Of Apocalipse” é um disco bastante obscuro. “Land Of New Hope” é mais esperançoso e o novo álbum é mais renovado, pois eu pude contar com músicos italianos e finlandeses. Eles me ajudaram bastante. É também a primeira vez em que eu pude contar com um co-produtor. Eu sempre fiz tudo sozinho com o Stratovarius.

9. Timo Kotipelto disse em uma entrevista que você possui um dom especial. Ele disse que você pode escrever uma ótima música em poucos minutos. Você concorda? Sempre foi assim?

Bem, eu comecei a me aventurar na guitarra com sete anos de idade. Também já fiz mais de 2.000 shows em minha carreira e mais de 25 álbuns, além de ter produzido outras bandas. Eu fiz isso durante a minha vida toda. Fiquei bastante feliz em saber que Timo Kotipelto disse isso, pois eu me reconectei com eles recentemente, indo até um show da banda. Você viu a foto?

10. Sim, eu vi em sua página do Facebook. Para nós fãs foi muito legal! Como foi esse reencontro?

Em primeiro lugar foi estranho, pois eu estava na plateia ouvindo as minhas músicas (risos). Então meu primeiro pensamento foi: “é… isso é estranho” (risos)….

11. Eles tocaram bem as suas músicas?

(risos) sim! Foi ótimo. Ótima energia! Eu disse isso a eles nos bastidores. Eu realmente gostei do show. Eu também conversei bastante com o Timo Kotipelto no final. Nós nos abraçamos e choramos juntos. Foi muito legal.

12. Você se sentiu nostálgico? Ficou com vontade de voltar ao grupo?

Eu gostaria sim de fazer algo com eles. Eu acho que o Stratovarius possui um grande nome e é muito conhecido. Quando eu saí, eu tive bons motivos para isso. Nós estávamos travados e eu tinha essa necessidade de fazer algo com outras pessoas. E eu fiz! O problema é que, se fizermos algo diferente, as pessoas não gostarão. Eles reclamam que eu não faço power metal, mas quando eu faço, dizem que é a mesma coisa.

13. Então se você compõe as músicas que os fãs esperam, eles reclamam, se muda a sua sonoridade, também. Como lidar com isso (risos)?

Na verdade eu não componho o que os fãs esperam. Eu sempre escrevo o que está dentro de mim. É um processo bastante introspectivo.

14. Eu tenho uma ideia para começar: Você poderia escrever algumas músicas novas e convidar o Timo Kotipelto para cantá-las. Que tal?

Bem, eu estou em contato com o Matias, atual guitarrista do Stratovarius, e ele me convidou para escrever algumas músicas para o próximo álbum deles.

15. Nossa, isso é muito legal!

Sim, com certeza. Primeiro eu farei isso e depois veremos como será. Eu adoraria fazer algo com o Kotipelto também.

16. Além do projeto Avalon, você sempre está lançando novo material. Você trabalhou recentemente nos projetos Chaos Magic, Allen/Lande e Place Vendome. Há algo novo a caminho?

Sim, há um novo projeto com a Frontiers, mas ainda não posso lhe contar o que é. É algo bem legal e será lançado em dezembro deste ano. Já estamos trabalhando nele.

17. O novo disco do Avalon sairá em junho, certo?

Isso mesmo!

18. Eu li que o Chaos Magic está para lançar um novo álbum. Você fará parte dele?

Não. O álbum se chama “Furyborn” e foi composto pela minha amiga Caterina Nix. Eu compus as músicas e as letras apenas do primeiro trabalho.

19. Você tem planos para retornar com o projeto “Classical Variations 2: Credo”?

Eu não tenho planos para retomar este projeto. Eu gosto mais de olhar para o futuro quando estou planejando um novo lançamento.

20. Você ficou sabendo com o que aconteceu com o PledgeMusic? (Nota: Timo iria lançar o projeto “Classical Variations 2: Credo” através desta plataforma de colaboração)

Sim, eu fiquei sabendo. É uma ótima ideia sabe… contar com o apoio dos fãs para produzir álbuns. As gravadoras já não pagam tanto para que os músicos possam lançar seus trabalhos e é uma maneira diferente de usar a criatividade para fazer música. E dessa maneira você também se aproxima mais dos fãs.

21. Infelizmente algo deu errado com eles…

Sim, eles faliram…

22. Eu entrevistei o Paul Gilbert mês passado e ele me disse que perdeu todo o dinheiro do seu projeto.

Sim, infelizmente foi exatamente isso que aconteceu.

23. Você pretende gravar algo com o line-up da turnê “Songs From My Career”?

Não… na verdade foram apenas dez shows na Europa e agora estou focado em fazer uma turnê com o Avalon.

24. Parecia uma boa banda.

Sim, eles eram ótimos.

25. Você teve um problema nas costas naquela turnê, certo? Chegou até a se apresentar sentado em alguns shows.

Sim, foi complicado.

26. E você está bem agora?

Sim, com certeza estou bem.

27. Timo, é possível que um músico ou banda entrem em contato com você para contratá-lo como produtor e gravar material em estúdio?

Sim, é só entrar em contato comigo através da minha página oficial no Facebook ou enviar um e-mail para timo@tolkki.org. Estou à disposição para isso. 

Nota: Acesse as mídias oficiais de Timo Tolkki nos links abaixo:
http://tolkki.org
https://www.facebook.com/timotolkkiofficial

28. Timo, neste momento em que conversamos, as pessoas estão por aí, ao redor do mundo trabalhando, indo ao mercado, em um ônibus, na academia e ouvindo as músicas que você criou. Como você se sente sendo parte da vida de tantas pessoas? Qual a importância de um fã?

Eles são necessários. Eu me sinto extremamente feliz em saber que as pessoas gostam das minhas músicas pois, como eu lhe disse, quando eu faço música, eu simplesmente escrevo como eu me sinto e torço para que as pessoas gostem. No final das contas, eu sou um ser humano e tenho sentimentos como qualquer um.

29. As suas músicas são sinceras e permitem uma conexão especial com os fãs.

Sim, eu sei disso, e gosto muito. Eu converso bastante com os fãs e eles me dizem isso.

30. Bom Timo, infelizmente estamos encerrando. Podemos terminar com uma pergunta difícil? Você poderia nomear os seus três álbuns favoritos de sua carreira?

“Hymn To Life”, “Saana: Warrior Of Light” e “Visions”

31. “Visions” é fantástico! Embora, para mim, eu ainda penso que o ponto alto da carreira do Stratovarius foi o álbum “Elements Part 1”

Sim, é um álbum que eu gosto bastante e é um dos meus favoritos.

32. O Stratovarius tinha acabado de voltar de uma pausa e retornou com muita energia e criatividade…

Sim, com certeza. E mais uma vez, por ele conter vários elementos, recebemos opiniões mistas quando foi lançado. Muitos disseram que não era um álbum típico power metal. Para mim, é um álbum que possui muita emoção.

33. Timo, muito obrigado por nos atender. Eu lhe desejo ainda mais sucesso em sua carreira, com o Avalon e demais projetos. Este último espaço é seu. 

Eu gostaria de dizer olá a todos os brasileiros e dizer que tenho grandes memórias do seu país. Das praias, de uma vez que fomos nadar e nos avisaram que tinham tubarões ali...(risos) e nós: “fuck!!!” (risos). Lembro-me da primeira vez que tocamos aí e nos surpreendemos com a platéia, pois ela é extremamente alta e apaixonada. Nós ficamos realmente espantados.

34. Os músicos europeus realmente amam o Brasil. O Bruce Dickinson é apaixonado pelo Brasil e por como nós reagimos com a música. Nós somos barulhentos e apaixonados.

Sim, com certeza. Eu também adoro caipirinhas! Nós não temos aqui, então, vou precisar ir até aí para tomar novamente (risos)

35. Obrigado mais uma vez Timo. E por favor, nunca deixe de criar música.

Não deixarei. Obrigado meu amigo. Um grande abraço.


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