Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

...

Entrevista - Lucas Abreu, G.rude E Pitter Cutrim

Relacionado com: Killery
Data da Entrevista: 11/05/2019
Autor: Diógenes Ferreira

Acessos: 125

Compartilhar:

Facebook Twitter

Formada em 2016 na cidade de São Luís-MA, a banda Killery chamou atenção no cenário ludovicense quando participou do Battle of The Bands 2017, praticando seu Thrash Metal potente na linha de nomes como Exodus, Onslaught, Kreator, Korzus, Slayer entre outros medalhões de respeito no estilo.

A banda vem trabalhando duro desde seu início e apresenta todo seu potencial no lançamento de seu debut 'Ready For The Apocalypse' (2019). Conversamos com Lucas Abreu (baixista), G.Rude (guitarrista) e Pitter Cutrim (vocalista) para saber mais sobre os planos da Killery de conquistar territórios metálicos levando o nome do Maranhão para o Brasil e mundo afora.

Para conhecer mais sobre a banda acesse:
Facebook
YouTube

1. Saudações Lucas, G.Rude e Pitter, obrigado pela disponibilidade em ter esse bate papo conosco para falarmos sobre o Killery aos leitores do site 80 Minutos, tudo bem com vocês? 

Tudo bem. Nós que agradecemos a oportunidade para falarmos um pouco mais do Killery.

2. Primeiramente, parabéns pelo trabalho de vocês que apresentam um mix de Kreator, Slayer, Onslaught com Bay Area na linha Exodus, Testament, Death Angel e um pouco de Thrash ‘brazuka’ estilo Korzus, Distraught. Acho que com essas referências, qualquer verdadeiro fã de Thrash Metal deve ficar satisfeito ao ouvir o som do Killery, certo? G.Rude e Abreu, como começou o Killery?

G.Rude: O processo de formação da banda demorou um pouco, coisa de 1 ano por aí. A gente não se conhecia, na verdade. Eu só conhecia um pouco o Arthur. A partir daí um foi chamando o outro para fazer testes e ver se dava certo. 

Lucas: Como G. Rude disse, eu já peguei o barco andando. Gerude e Arthur estavam selecionando músicos para a banda e ocorreu de Arthur lembrar de mim de um show que eu e Gabriel tínhamos tocado há um tempo. Quando eu cheguei na banda já havia tudo bem definido sobre quais caminhos seguir nas músicas. As músicas já estavam bem encaminhadas na época, eu só tive de me adequar, juntamente com Gabriel. A ideia sempre foi fazer música pesada e com uma temática carregada de crítica. Sempre gostei muito de fazer arranjos vocais e compor letras, quando entrei na banda Gerude e Arthur me deram carta branca pra mexer nas músicas e as que faltavam letra ou algum arranjo vocal fui compondo, além de ir elaborando as linhas de baixo.

3. Algo que me agrada muito no som de vocês é o fato de ser uma sonoridade bem trabalhada tecnicamente e com mais equilíbrio entre velocidade, cadência e peso, tudo bem distribuído. A banda foi montada desde o princípio para soar dessa forma ou foi um processo que foi se moldando com o tempo e maturidade necessária? Nos falem um pouco sobre essa identidade própria e como são criadas as composições?

G.Rude: Foi um pouco das duas coisas. Embora eu tivesse algumas guias prontas no início, muita coisa foi sendo moldada depois. Cada um sugeria alguma mudança e incluía seu jeito de tocar. Diria até que a identidade, que é algo difícil de uma banda conseguir, foi atingida de forma bem natural e mais rápida do que esperava.

Lucas: Acho que sempre foi uma constante nas músicas do Killery tentar fazer algo mais intricado. Hoje em dia já estamos familiarizados com isso na hora de tocar algo novo. Acho legal que nós, como banda, sempre nos cobramos na hora de fazer músicas novas ou riffs. Tentando fazer algo que seja legal de ouvir e que ao mesmo tempo seja desafiador de se tocar. Mas o componente principal do som do Killery são as influências musicais que são bem variadas.

4. Vocês já estão chamando atenção no cenário metal ludovicense a um tempo, desde que venceram o Battle of The Bands em 2017 e agora finalmente está saindo do forno o tão esperado debut “Ready For The Apocalypse”, qual a expectativa com o lançamento do álbum?

Lucas: Nossa, cara, estou muito orgulhoso do material que estamos lançando. É um puta privilégio tocar com esses caras! Espero que a galera goste muito, ali tem muito suor derramado e estórias para contar! (Risos)

G.Rude: Olha, Diógenes, esse álbum aí foi feito na raça! Eu poderia falar aqui por horas das dificuldades de gravação. A divisão entre dois estúdios, tendo que exportar faixas de um para outro; as guitarras, baixo, mixagem final e masterização nós mesmos fizemos em um computador fuleiro que nem permitia gravar e aplicar os plug-ins ao mesmo tempo, ou seja, nós gravamos as guitarras escutando um som limpo; a placa mãe desse jurássico ainda queimou...então você imagina a satisfação de ter terminado um álbum depois desta epopeia...o que vier é lucro (risos)!

5. A faixa “The Prophet of Chaos” é um excelente cartão de visita do Killery, inclusive com um ótimo ‘lyric video’ feito para essa música. Vocês já decidiram quais outras faixas do álbum poderão ser trabalhadas como ‘single’ do ‘Ready For The Apocalypse’? Se me permitem, acho a faixa “Blood Deliveryman” uma das melhores do álbum e poderia ser muito bem aproveitada nesse sentido. Há um planejamento específico?

Lucas: Sim, pensamos em fazer para a faixa título. Também gosto muito da Blood Deliveryman, quem sabe futuramente a gente não faça algum lyric ou clipe para ela? Ela tem uma letra muito divertida, composta por G. Rude, iria gerar um clipe muito bom.

G.Rude: A nossa intenção é ter trabalho visual (de vídeo) em todas as faixas. Temos planejamento para clipes, lyrics e playthroughs. Em breve essas novidades começarão a se materializar para manter a produção da banda.

6. Outro destaque é “Fuck You All” que inclusive ganhou um videoclipe. Como foi a gravação desse material? Aproveito e pergunto a você Lucas Abreu sobre as linhas de baixo dessa faixa, que nos remete um pouco ao estilo do D.D. Verni deixando a música com uma essência de Overkill. Ele é uma referência para você no instrumento ou somente nessa faixa específica? Quais suas influências no contrabaixo? E como é tocar ao lado do Gabriel Burgos, seu companheiro de “cozinha”, que possui uma pegada firme e dinâmica que facilita o seu estilo técnico, certo?

Lucas: A gravação desse clipe foi bem legal. Foi tudo feito pela banda e por amigos nossos. A gravação e edição, mixagem do material e tudo. Os irmãos de G.Rude ajudaram muito na realização de tudo sempre com ideias meio loucas, mas que funcionavam no final (risos). Essa música me levou a comprar outro baixo. Estávamos testando timbres e vi que o baixo que eu tocava na época não preenchia o som da forma que queríamos. Ficava um som meio magro, sem peso. Aí coincidiu de eu achar um baixo que eu sempre quis muito para a venda. No primeiro teste de timbre, ele se saiu muito bem e é esse baixo que se escuta no álbum todo, um Ibanez SR1306 com circuito e captadores EMG. Aí usei compressão e uma ponta de drive nele e este é o som que está no cd. Essa linha de baixo surgiu em um ensaio em que estava eu e Gabriel passando as músicas, daí G.Rude gostou tanto que propôs que a música começasse daquela maneira. Gosto muito de Overkill! Mas diria que alguns dos baixistas que mais me influenciaram na forma de tocar e compor as linhas de baixo, especialmente nesse álbum, foram Steve DiGiorgio, Marco Panichi e Benhur Lima. Quanto ao timbre do baixo, levo muito em consideração algumas timbragens usadas pelo Felipe Andreoli. Gosto de me pautar em alguns timbres dele na hora de equalizar o equipamento, são sempre de muito bom gosto. Steve DiGiorgio é uma influência constante, espero pôr um fretless em alguma música do Killery em breve! Algumas linhas do álbum, me inspirei ao ouvir Horror Show do Iced Earth e Individual Thought Patterns do Death. Marco Panichi e Benhur Lima foram os caras que expandiram meus horizontes musicais ao ver como eu poderia tocar bases, sem ficar tocando a tônica sempre. Carrego uma forte influência destes dois baixistas que fizeram linhas tão singulares no Hibria. O baixo é um instrumento com tantos recursos, Steve Harris foi o cara que chegou e mostrou que o baixo podia sim se destacar na música pesada sem perder em brilho e peso para as guitarras. Então tento explorar o instrumento de maneira que contribua para que as músicas fiquem bem marcantes. Gabriel é meu amigo de longa data. Já sabemos mais ou menos a linguagem musical um do outro, o que facilita na hora de fazer os arranjos. Gabriel é um baterista extremamente técnico em algumas passagens, porém possui uma musicalidade ímpar. Podemos ver em algumas passagens, como no instrumental de Fuck You All, que ele buscou elementos da música maranhense dos bumba bois de orquestra para encaixar na música. Com certeza ter um baterista com essa criatividade ajuda muito na hora de pensar em linhas mais interessantes no baixo.

G.Rude: Nós gastamos R$200,00 pra fazer esse clipe. Compramos as máscaras, mandamos fazer adesivos para os depósitos de ácido, a peruca e não me lembro mais o que. Filmamos com celular mesmo. Nós discutimos como poderia ser feito o clipe, em função da mensagem que queríamos passar e entregamos a missão para o meu irmão Rafael (que é biólogo), para ser diretor. Ele se virou para fazer sangue falso, urina, ácido, fumaça. Chamamos uns amigos, escolhemos os cenários e fizemos. Às vezes, as bandas que estão começando, como era o nosso caso, tem que dar as caras e fazer. Isso não significa que deve ser feito de qualquer jeito, mas sim que é preciso achar formas de sair do estágio atual com os recursos que possui e produzir. Se não for dado o primeiro passo, não se sai do lugar.

7. O cenário metal no Maranhão já possui uma certa tradição no lado mais extremo de nomes como Ânsia de Vômito, Cremador, Tanatron, Mortos, Flagrvm, entre outras bandas de outros estilos como Brutallian, Fúria Louca, Jackdevil, Evil Machines que também representam bem o cenário ludovicense e a Killery também está aí para manter essa tradição com seu Thrash Metal matador. Como vocês enxergam o cenário maranhense atual e as maiores dificuldades que as bandas daqui enfrentam para chamar mais atenção a nível nacional e até internacional? 

Lucas: Acho que nunca vi uma cena tão fértil com relação à material autoral e até mesmo bandas novas. As bandas estão se esforçando e lançando materiais incríveis e a pluralidade de estilos é enorme nestes lançamentos. Temos a Gods of Rage que lançou seu EP há pouquíssimo tempo com uma qualidade incrível nas músicas, a Brutallian que dispensa comentários e já está alçando voos maiores com este seu incrível último material. Tem o pessoal da Savagez que também está com um material fantástico e é uma banda que ao vivo mantém um nível técnico inacreditável. Sem falar o pessoal que vai lançar material em breve, como a galera da Alchimist e o pessoal da Ritos Sombrios. Eu diria que a maior dificuldade ainda é as bandas se unirem em prol de um objetivo comum. A principal dificuldade que enxergo para as bandas novas irem pra fora do Estado ou do BR é ter uma identidade musical forte. Pois bandas que já possuem um estilo sedimentado já tem feito shows fora do Estado ou no interior e feito bons públicos. É o caso da Tanatron (veterana nessa estrada), Alchimist e Brutallian. São bandas que espero que cresçam mais e mais com o tempo e tenham cada vez mais reconhecimento. 

G.Rude: eu também acho que o Maranhão está bem servido. Temos excelentes bandas em todos os estilos e que não deixam nada a desejar em relação ao resto do país. Tivemos um despertar para materiais autorais. Há pouco mais de 10 anos, poucas bandas se arriscavam a lançar seu próprio álbum. Nos eventos que existiam a maioria das bandas tinha o repertório repleto de covers. Esse cenário atual fomenta os estúdios de gravações, os produtores, os artistas plásticos, a mídia especializada...enfim...faz crescer a cena. Eu acho que uma grande dificuldade é a carência de produtores de shows que sejam capazes de organizar um bom evento e integrar o estado como um todo. O público já mostrou que quando o evento é bom e é bem divulgado, ele comparece.

8. Em relação à formação do Killery, tivemos uma mudança no posto de vocalista, saindo Daniel Pereira e entrando o Pitter Cutrim, ex-Blindher. O álbum foi gravado com o Daniel mas conta com a faixa “Exuding Hate” com os vocais do Pitter, uma maneira de apresenta-lo aos fãs, além dos shows que já estão rolando com essa formação. Pergunto a você Pitter, como está sendo essa recepção como novo ‘frontman’ do Killery e qual bagagem você traz consigo dos tempos de sua antiga banda, Blindher?

Pitter:  A recepção tanto do público quanto ao integrantes da banda foi bem positiva, desde o primeiro evento que fiz com o Killery como convidado que foi o 24hrs de Rock, deu pra sentir que ia dar liga essa parceria, acabei recebendo o convite para essa participação pouquíssimos dias antes do evento, foi uma correria do inferno, mas, eu precisava fazer isso, as músicas são muito boas e eu realmente não pude negar o convite, após esse evento acabei fazendo alguns outros, até que recebi o convite para continuar dando voz a insanidade musical desses cabras (risos).
Com relação a bagagem, cito não só a Blindher, mas também a Forte Calibre onde passei um breve período, e pude aprender muita coisa musicalmente falando e também um pouco de experiência sobre estrada e estúdio, sem sombra de dúvidas chego para o Killery pronto.

9. Pitter, você demonstra versatilidade nas suas linhas vocais, indo do timbre mais rasgado ao mais gutural. Qual sua escola de vocalistas?

Pitter: Bem, para falar das minhas influências, preciso falar um pouco de como cheguei aqui, e me lembro bem de quando ainda estava entrando na fase da adolescência e fui com um primo meu a um ensaio de uma banda de Black Metal (eu realmente não lembro o nome rs) e fiquei fascinado como a voz do vocalista mudava quando ele cantava, para mim aquilo foi fascinante.  Voltamos pra casa e ainda no clima do ensaio ele puxou um violão velho e ele começou a tentar produzir o que tínhamos presenciado tentando tirar alguns riffs, eu liguei um gravador e comecei a cantar coisas sem sentido, sem nexo algum, no dia seguinte mostramos para um amigo que tinha nos levado no ensaio, bem e a reação dele de surpresa talvez tenha sido o ponta pé inicial para eu não parar mais, ao dizer que eu levava jeito, infelizmente a fita se perdeu com o tempo.
Como não tinha acesso a muito material eu ouvia o que tinha em mãos ao longo do tempo, como os gritos histericos do Daron Malakian no SOAD, dos guturais estranhos do Korn, ao scream limpo e definido do Chester em One Step Closed, quando tive um pouco mais de acesso consegui uma cópia do Roots do Sepultura e ai “descaralhou” tudo de vez, hoje estou sempre antenado no que tem de novo, e ultimamente tenho escutado bastante Eddie Hermida, Phil Bozeman, Randy Blythe, CJ McMahon, entre outros.

10. G.Rude, você forma uma dupla afiadíssima com o Arthur Lima. Como se deu o entrosamento de vocês nas seis cordas? Vocês possuem as mesmas influências musicais? Qual o fator que colabora com essa sinergia entre vocês?

G.Rude: Tu acredita que Arthur ia começar no Killery tocando baixo? Aí, um certo dia ele pegou a guitarra e fez um riff lá. Eu disse: desgraça! Tu tem que tocar é guitarra! Sai daí (risos)... O Arthur é um guitarrista foda de ouvido. Pega as coisas muito rápido e tem uma mão direita precisa. Nós precisamos ensaiar muito pouco para acertarmos as palhetadas. Eu acho que as influências parecidas contribuem realmente para essa sinergia. Não me lembro de algo que ele tenha me mostrado e eu não tenha gostado e vice-versa.

11. Agora uma pergunta geral, quais os seus álbuns favoritos de Thrash Metal?

Lucas: Pergunta dificílima! Mas vamos lá! Reign in Blood e South of Heaven (Slayer), The Gathering (Testament), Enemy of God e o Violent Revolution (na verdade gosto muito de todos os álbuns do Kreator), Arise, Beneath the Remains, Roots e o Chaos A.D., tem também esse Machine Messiah que achei muito bom e escuto bastante, o Endgame do Megadeth que tem uns riffs super fodas, Ride the Lightning do Metallica, Code Red do Sodom, Shovelheaded Kill Machine do Exodus, Discipline of Hate do Korzus, o Annihilation Process do Violator, tem a galera do Hatebreed que faz uma parada hardcore com uns toques de Thrash que gosto pra caramba, os albuns Supremacy e The Rise of Brutality são uns dos meus favoritos, por último tem o Astafix com seu ótimo Internal Saboteur que é grooveado, mas é um festival de riffs fodas.

G.Rude: Difícil. Vou citar só o Reign in Blood mesmo.

12. Muito bem, gostaria de agradecer essa entrevista concedida por vocês ao site 80 Minutos e deixo a bola para vocês fazerem suas considerações finais. E que venham mais álbuns matadores do Killery!

Foi um prazer, Diógenes e a galera do 80 Minutos. Estamos só começando, esperamos trazer mais novidades em breve. Obrigado pelo espaço! O material do álbum está bem legal, fizemos pensando nos bangers e nos moshpits! Ele está disponível em todas as plataformas de streaming e também no youtube para quem quiser escutar e sacar o som. Abraços!


Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Clive Nolan

Relacionado com: Arena, Clive Nolan, Pendragon, Shadowland
Data da Entrevista: 20/04/2018

Cadastro por: André Luiz Paiz
Em: 07/05/2018

John Mitchell

Relacionado com: Arena, Frost*, It Bites, Kino, Lonely Robot, The Urbane
Data da Entrevista: 04/04/2019

Cadastro por: André Luiz Paiz
Em: 11/04/2019

Steve Hackett

Relacionado com: Genesis, GTR, SQUACKETT, Steve Hackett
Data da Entrevista: 15/02/2018

Cadastro por: André Luiz Paiz
Em: 20/02/2018

Pete Trewavas

Relacionado com: Edison's Children, Kino, Marillion, Transatlantic
Data da Entrevista: 25/03/2018

Cadastro por: André Luiz Paiz
Em: 02/04/2018

Roland Grapow

Relacionado com: Helloween, Masterplan, Roland Grapow, Serious Black
Data da Entrevista: 23/03/2018

Cadastro por: André Luiz Paiz
Em: 23/03/2018

Marcelo Barbosa

Relacionado com: Almah, Angra, Khallice, Marcelo Barbosa
Data da Entrevista: 07/03/2019

Cadastro por: André Luiz Paiz
Em: 12/03/2019