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Entrevista - Rodrigo Marenna

Relacionado com: Marenna
Data da Entrevista: 20/03/2019
Autor: Diógenes Ferreira

Acessos: 278

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Após um início como ‘frontman’ da banda Lacross, o vocalista Rodrigo Marenna decidiu apostar num projeto solo que vem se tornando bem sucedido a cada lançamento. Liderando a banda que leva seu nome, já obteve espaço e distribuição na Europa, EUA e Japão, além de chamar a atenção da Sony Music aqui no Brasil com o apoio de outros selos e principalmente do público que a cada dia conhece e passa a admirar o seu trabalho calcado no Melodic Hard Rock com músicas que facilmente agradam os ouvintes do estilo. Batemos um papo com esse talentoso vocalista e compositor para alegria dos fãs do Marenna e leitores do 80 Minutos. Confira!

Quer conhecer mais sobre a banda Marenna? 
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1. Saudações Rodrigo, primeiramente gostaria de agradecer sua disponibilidade em nos conceder essa entrevista para falar um pouco sobre sua carreira aos leitores do site 80 Minutos. Prazer conversar com você! 

Olá pessoal, em primeiro lugar, obrigado pelo espaço e é sempre um prazer dividir um pouco da minha carreira com todos. 

2. Comece falando para todos nós como tem sido o retorno do “Livin’ No Regrets”, álbum ao vivo gravado em Caxias do Sul durante a turnê do debut “No Regrets”, com suporte da renomada Sony Music?

No aspecto geral o álbum cumpriu seu papel, que era mostrar um pouco da energia de como soamos como banda ao vivo, acho que tanto as músicas do primeiro EP “My Unconditional Faith” e do álbum “No Regrets” acabaram soando mais viscerais e pesadas, o que surpreendeu alguns dos nossos fãs e acabou nos trazendo novos fãs, quanto ao suporte da gravadora, prefiro dizer que ainda estamos nos “conhecendo” a cada lançamento. Na esfera digital, hoje estamos em inúmeras plataformas e trabalhando dia a dia a divulgação ponto a ponto com o apoio da nossa editora, a Planet Music Brazil para cada vez mais buscarmos nosso espaço dentro do selo. 

3. Como surgiu a ideia de logo em seguida do primeiro álbum, lançar um disco ao vivo em vez do segundo full length e qual é a música que você percebe que tem funcionado muito bem no show perante ao público?

Estávamos com dois shows gravados que estavam soando bem interessantes, seria um pecado deixar esse material engavetado, então a ideia inicial seria lançar somente digital para os fãs como um material especial, mas ai surgiram as negociações com os selos e a coisa ficou maior e ganhou impulso para que fosse transformado em um álbum. Acredito que sempre tem umas músicas que funcionam mais outras um pouco menos, faz parte da dinâmica de qualquer show, mas ainda acho que as que mais funcionam seriam “You Need To Believe”  e “Never Surrender”.

4. Desde o EP “My Unconditional Faith”, seu trabalho tem sido bem aceito aqui e no exterior. O EP acabou sendo distribuído na Europa, Japão e EUA pela Lions Pride Music, gravadora dinamarquesa, que por sinal também distribuiu o EP de outra banda brasileira, a Horyzon. Como surgiu esse contato e o quão importante foi para que você de fato pudesse desenvolver o “No Regrets” com uma expectativa maior?

A Lions entrou em contato através da página no Facebook e iniciamos as negociações, logo após o lançamento, a aceitação foi muito boa, o que nos deu credibilidade para negociar o full com a gravadora, desta forma, trabalhamos de julho de 2015 até abril de 2016 para que o álbum ficasse pronto e algum tempo depois foi lançado pela Lions e também obtivemos bom retorno, o que nos fez cair na estrada como banda e seguir divulgando o trabalho para mais pessoas. 

5. Por falar em “No Regrets”, a faixa título traz um som bem encorpado. Qual a inspiração para essa faixa específica? E para o álbum como um todo já que ele passeia de forma dinâmica pelo Hard/Melodic antigo e atual ao mesmo tempo. 

Foi a última música que compus para o álbum, eu buscava um som pesado que fizesse justamente esta transição, uma letra agressiva, vocal visceral mas que soasse melódico, assim a música foi surgindo com alguns acordes no violão e tomando forma, e com os arranjos do produtor Jonas Godoy, chegamos ao produto final. A inspiração é justamente a estética que busco no som do Marenna, transitar entre o vintage e o atual e com referência a letra, foi um pouco do que passei até chegar ao álbum, contada em forma de mensagem, lute o que for preciso, seja você mesmo e nunca se arrependa do que você lutou pra ser. 

6. Nos fale também sobre “Fall In Love Again” faixa que traz os respeitados Andria e Ivan Busic (Dr. Sin)?

Ao terminar o EP, senti que queria fazer um som que tivesse um outro tempero inclusive com alguns elementos da música country americana que gosto bastante, tinha a ideia inicial, mas ainda não tinha decidido como iria lançar, foi ai que vi um anúncio do novo estúdio dos Busic, entrei em contato, fechamos a parceria e começamos os arranjos a distância da música, e em outubro de 2015 fui a São Paulo para gravar os vocais, e logo em seguida, nosso amigo Sasha Z, compôs os solos e no início de 2016 lançamos como single esta faixa. Foi incrível trabalhar com estes caras, merecem todo respeito e admiração.

7. Ouvindo seus trabalhos lançados até aqui, percebe-se que você é um verdadeiro amante do Melodic Hard Rock/AOR, criando suas composições com total conhecimento de causa, utilizando com maestria os elementos do estilo e sabendo exatamente o que os fãs do gênero querem ouvir. Particularmente acho que sua simplicidade e bom gosto nas composições me lembram um pouco o estilo de Matti Alfonzetti e Harry Hess, não no estilo de cantar, mas sim de compor. Você curte bandas como Jagged Edge e Harem Scarem? Quais suas influências musicais?

Gosto bastante de ambas as bandas, eles tem álbuns que tem tudo que uma boa composição do estilo tem que ter. Eu vivo esse estilo de som desde 1992, então digamos que bebi direto da fonte e na época que esse estilo ainda estava bem em alta, então posso dizer que tive ótimos professores durante a caminhada. Minhas influências, as principais diria que transitam entre Bon Jovi, Whitesnake, Deep Purple, Van Halen e claro, tem muito mais coisas, mas impossível citar tudo, a lista ficaria enorme rsrs... 

8. Rodrigo, você montou o Marenna como um projeto pessoal, solo, mas que acabou lhe projetando no cenário. Como fica o Lacross?

Com o passar do tempo, senti necessidade de realmente ter meu projeto com minhas composições no estilo que eu sempre dominei, e totalmente com a minha cara, assim surgiu o Marenna, quanto a Lacross, digamos que estamos em hiato, mas no momento certo lançaremos mais coisa. 

9. Qual o planejamento com o Marenna para 2019? Temos novidades no line-up da banda certo?

2019 começou com Arthur Schavinski assumindo a bateria, e o lançamento de dois singles mais introspectivos num formato Piano e Voz, que era outra coisa que sempre tive vontade de fazer, agora queremos fechar parcerias com um manager, novas bandas que tenham afinidade com o nosso trabalho e visão de negócio e cair na estrada, e claro, vem material novo em breve. 

10. Encerrando nosso bate papo, gostaria de lhe agradecer pelo tempo disponível para nos responder nessa entrevista. O espaço é seu para falar diretamente aos seus fãs e aos leitores do site 80 Minutos. E que a ascenção do Marenna continue mundo afora!

Queremos agradecer a todos que nos apoiam, e todos os feedbacks construtivos que recebemos, isso só nos faz focar em estar cada vez mais perto de todos vocês. Queremos levar nossa mensagem ao maior número de pessoas, sucesso é relativo, queremos tocar as pessoas, fazer a diferença, o que acontecer será consequência. A minha busca é “consistência” e verdade sempre, nunca desistam de seus sonhos amigos, um abraço a todos! 


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