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Entrevista - Hugão Away

Relacionado com: Fúria Louca
Data da Entrevista: 24/02/2019
Autor: Diógenes Ferreira

Acessos: 114

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Desde seu surgimento em 2005, os maranhenses da banda Fúria Louca vem mostrando com total competência e profissionalismo, o melhor do Hard n’ Heavy feito no Brasil. Com influências diretas de bandas como Mötley Crüe, L.A.Guns, Dirty Looks, Crazy Lixx, Ratt e W.A.S.P o grupo já lançou 3 álbuns com excelente aceitação de crítica e público, agradando em cheio os amantes daquele Hard Rock mais malicioso com pegada Heavy e ainda de quebra levantando a bandeira do Maranhão no cenário Rock/Metal nacional.
Batemos um papo rápido com o guitarrista Hugo “Hugão Away” sobre o atual momento do grupo maranhense e sobre um pouco da história da banda.
Para contato, adquirir materiais, audição e maiores informações sobre a banda, acesse www.furialouca.com.br  e nas plataformas digitais como Spotfy, Deezer, iTunes, Pandora, entre outras.

1. Olá Hugo, satisfação em ter essa breve conversa com você onde falaremos aos leitores do site 80 Minutos sobre a ascensão da Fúria Louca e também um pouco sobre seus projetos como guitarrista, produtor musical e professor de música.

Primeiramente, obrigado pelo convite, vamos lá...

2. A banda recentemente lançou o seu terceiro álbum “Ella Maligna” em meados de 2018, primeiro nas plataformas digitais e posteriormente em mídia física (CD). Como anda a repercussão do novo álbum?

A repercussão está sendo bem positiva, apesar da banda não ter se apresentado após o lançamento deste álbum. Dos reviews que chegaram até mim, todos com bastante elogios com relação ao amadurecimento da banda, das músicas e, principalmente, da produção e gravação. O álbum foi citado em alguns “melhores de 2018”, o que é uma grande honra para banda.

3. Percebe-se a mesma qualidade de sempre nas composições, com o estilo característico da banda mais uma vez presente, porém, com adição de alguns arranjos e toques mais modernos que vieram enriquecer ainda mais a sonoridade da banda. Fale-nos um pouco sobre a produção do “Ella Maligna”, que por sinal foi todo trabalhado no estúdio Base SLZ, certo?

O Fúria Louca tem uma essência bem definida, o surgimento de toques modernos não foi proposital. Acredito que foi uma evolução natural do trabalho que já realizávamos. Basicamente, mantivemos a linha de composição do ‘On The Croup Of The Sinner - Part II’. O álbum foi todo gravado, mixado e masterizado no Base SLZ Estúdio, com minha produção. Fizemos a pré-produção com uma espécie de demo, retrabalhamos nas músicas até fechar os arranjos, em seguida fomos para a gravação de fato do ‘Ella Maligna’.

4. Junto com o lançamento do “Ella Maligna” veio a notícia que infelizmente o vocalista Henrique Sugmyama deixou a banda para se dedicar a projetos pessoais. Como está o andamento da banda nesse processo de continuidade?

Na verdade, tivemos alguns problemas onde não chegamos a um consenso e ele achou melhor sair da banda. O futuro, agora mais que nunca, é incerto. Já existe uma pressão dos fãs e produtores pra banda voltar aos palcos. Teremos que esperar o próximo capítulo, e que o melhor aconteça.

5. Vamos voltar um pouco no tempo e falar dos primórdios da banda. Como surgiu a Fúria Louca?

 Muitos acham que eu estou na banda desde o início, mas, na verdade, tiveram 4 guitarristas antes de mim (risos). Consideram que estou desde o início, já que o primeiro material oficial lançado pela banda já era comigo nas guitarras. Acredito que a banda tenha surgido da ruptura da lendária Guinevere, onde eu, Tiago e Henrique fizemos parte em sua última formação (pouco conhecida já que não chegamos a fazer show). A partir desse momento, surgiram duas bandas, o Fúria Louca, com Tiago, Henrique e demais integrantes, e o Eye Enemy, comigo e demais integrantes. Depois de alguns shows pra cada lado, eu entrei no Fúria e demos início a criação da nossa demo, que posteriormente foi regravada e se tornou o ‘On The Croup Of The Sinner – Part II’.

6. Como você vê o atual cenário do Rock/Metal ludovicense e também o cenário nacional como um todo? Quais as dificuldades, obstáculos... e também quais oportunidades os novos conceitos de mercado podem trazer para as bandas e músicos?

São Luís teve um momento muito bom com relação a cenário, onde várias bandas estavam na ativa, produzindo seus discos, clipes, shows. Não percebi uma continuidade, as casas de show fecharam e algumas bandas pararam as atividades. Estamos na expectativa de alguns lançamentos, o que provavelmente irá movimentar a cidade. Bandas como Púrpura Ink e Red Beer Club estão se preparando para entrar em estúdio, o Brutallian lançou um excelente disco, o Fúria Louca está devendo um show de lançamento do ‘Ella Maligna’. Acredito que reunindo essas e outras excelentes bandas, como Alchimist e Gods Of Rage, conseguiremos melhorar o cenário.

7. Com relação às suas influências musicais, quais bandas mais influenciaram você como fã e músico, também cite quais guitarristas mais influenciam no seu estilo e técnica nas seis cordas?

Sempre ouvi de tudo, nunca me prendi a um único estilo. Como fã, posso citar bandas como: Kiss, Iron Maiden, Helloween, Megadeth. Bandas que ouvi muito quando adolescente. Já como guitarrista, me influenciaram: Kiko Loureiro, Marty Friedman, Andy Timmons. Difícil escolher poucos nomes, admiro muito o Angus Young, Jimmy Page, Joe Perry, Wolf Hoffmann, Paul Gilbert, John Petrucci, Eric Johnson, Greg Howe, Edu Ardanuy.

8. Fale um pouco também sobre seus projetos, bandas, seu lado de produtor musical no estúdio e também de professor de guitarra e violão.

Estou com um projeto, que deve sair esse ano, de um trabalho solo na guitarra. Ainda em fase de definição da sonoridade, como gosto de me arriscar em várias praias, preciso deixar bem definido pra não virar uma bagunça, esse é o maior desafio. Mas bem provável que não fuja da sonoridade pesada (risos).
Atualmente toco em alguns projetos de bandas tributo, como Scorpions, AC/DC, Aerosmith e também na banda Stamina, banda de pop rock que se apresenta nos pubs de São Luís.
Faço parte do estúdio Base SLZ ao lado dos meus companheiros Cid Campelo e Felipe Hyily, onde gravamos e produzimos diversos discos de artistas e bandas dos mais variados estilos. Dentro do rock pesado, gravamos os três álbuns do Fúria Louca, os dois álbuns do Brutallian, o da Púrpura Ink, da Red Beer Club e muitos outros. No Base SLZ também funciona uma escola de música com aulas de guitarra e violão, onde temos eu, o Márcio Glam (Púrpura Ink) e o grande Israel Dantas (ex – violão da Maria Bethânia e muitos artistas renomados), que recentemente se uniu ao time, o que é uma imensa honra, aulas de baixo e gaita com o Ricardo Foca e aulas de bateria com o Cid Campelo.

9. Para encerrar, gostaria de agradecer pela entrevista cedida e dizer que o espaço é seu para considerações finais aos amigos leitores do site 80 Minutos e aos fãs da Fúria Louca, orgulho do Hard Rock maranhense. Fique à vontade para falar o que quiser...

Agradeço demais ao espaço e gostaria de dizer que é uma enorme satisfação poder participar dessa entrevista.
Agradeço de coração a todos que acompanham o Fúria Louca e curtem o nosso som. Fico imensamente feliz com todas as mensagens onde pedem para que a banda volte aos palcos, quero que saibam que tenho o mesmo desejo. 
Grande abraço a todos e...
Up the Fúrias! 


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